How To Forget?
1 .One-shot.
Notas iniciais
Ah, eu gostei dessa fic... o.o'' Tá meio clichê, mas eu gostei ;D
How To Forget?
A vida estava sendo exatamente como ela havia planejado.Teh estava feliz morando no Japão, colocando em prática seus projetos musicais, que estavam sendo um sucesso.Havia começado uma nova vida depois de tudo que passara há seis anos no Brasil.Depois de tanto tempo, tanto esforço para tentar esquecer o motivo pelo qual deixara seu país, finalmente tinha a sensação de missão cumprida.Não guardava mais nenhum resquício da tristeza que havia tomado conta de si pelos últimos anos.Sim, o ditado estava correto; o tempo cura as feridas. E a distância também.Como estava se tornando conhecida rapidamente, por ser talentosa no que fazia, acabou conhecendo muitos músicos famosos no país.Yoshiki era um deles. Já conhecia suas músicas desde os quatorze anos, e as adorava.Ele era famoso, bonito e talentoso... O sonho da moça.A pessoa que ela mais amava, apesar de nunca ter o conhecido.Rapidamente se tornaram amigos e, tão logo, namorados.Teh havia encontrado nele um novo conceito de felicidade.Yoshiki era completamente diferente dele.*Depois de alguns meses de namoro, Teh havia se mudado para a casa do músico, a fim de poupar o dinheiro que pagaria em contas.Apesar de estarem na mesma casa, a garota fazia questão de dormir em quarto separado.Ela alegava ainda não estar pronta para dividir a cama com ele; apesar de amá-lo demais, sentia que ainda não era hora.*- Teh, a gente vai sair para jantar amanhã à noite. — Avisou o homem, assim que chegou em casa, na sexta à noite.- Mas por quê? — Perguntou ela, da cozinha, onde estava preparando algo para comerem.- Ah, é surpresa! — Disse ele, envolvendo a cintura da moça com seus braços, em um abraço por trás.- Ah... Ta bem! — Sorriu, encostando sua cabeça no peito do homem, com um sorriso no rosto.Yoshiki sorriu em retorno e a beijou, beliscou qualquer coisa que ela estava preparando e retirou-se em direção ao banheiro, para tomar banho.Teh permaneceu na cozinha, terminando a refeição.Quando o músico desceu, a mesa já estava posta, e Teh apenas o esperava para comerem juntos.Assim o fizeram.Jantaram e cada um disse ao outro sobre o dia, as coisas engraçadas, os problemas.Ao término do jantar, foram para a sala e assistiram a um filme qualquer.*No dia seguinte, perto das dezenove horas, Teh já estava pronta, esperando Yoshiki se aprontar.Iriam jantar em um restaurante bonito, caro e com um cardápio excepcional.O músico afirmou que aquele seria o local ideal para a surpresa que faria à moça.Esta mal podia esconder a curiosidade que cada vez mais crescia dentro dela.- Você vai ficar surpreendida... — Sorriu ele, já dentro do carro, a caminho do lugar.- Me diz, por favor!- Não! — Riu, implicando com ela. — Espere, e verá.Ao chegar lá, a mesa estava reservada.A visão da porta de entrada era perfeita, e podia-se ver claramente quem entrava e saía.Pediram um couvert de entrada, um vinho branco para acompanhar os pães e aguardar a chegada da "surpresa".No momento em que aquele homem entrou pela porta, Teh sentiu-se invadida por um ódio tremendo.Mas ódio rapidamente foi substituído por uma dor que lhe feriu o peito ao ver a pessoa que entrara atrás do primeiro.A menina empalideceu, ficou gelada e começou a suar frio."Afinal, o que ele veio fazer aqui?" Ela pensou, enquanto desviava rapidamente o olhar dos dois."Já não basta o que ele me fez sofrer no Brasil, ainda tem que perturbar minha felicidade aqui?"Não sabia o que fazer. Não conseguia ficar quieta.E Yoshiki logo notou a perturbação que estava sobre a namorada.Perguntou, mas ela parecia estar alheia a tudo que lhe era dito. [Flashback]- Não posso fazer nada por você, Teh... — Ele disse, com o olhar mais frio que ele já lhe olhara. — Sinto muito, mas você vai ter que me esquecer.- Mas eu não quero! Eu te amo, e não quero deixar de te amar... — Replicou ela, com os olhos lacrimejantes, e os braços envoltos no corpo, como uma espécie de proteção.- Dê seu jeito. Eu não posso te ajudar. — Ele continuava do mesmo jeito. Frio. Vazio. Diferente.- Por favor, Diego. Dê-me uma chance... Só uma... — Suplicou a menina, já com os olhos voltados ao chão, chorando.- Não posso. Eu não estaria feliz. Não é culpa minha você ter se apaixonado por mim. Eu não sou o culpado. Não tenho nada a ver com os seus sentimentos. — Ele disse, virando as costas e indo embora.- Achei que você fosse diferente... — Disse a moça, em tom baixo para o homem, que se distanciava.- Achou errado. — Ele respondeu, sem olhar para ela.Teh não se agüentou em suas próprias pernas e caiu de joelhos no chão, chorando.Seu coração doía, ainda se recusava a acreditar nas palavras duras que havia acabado de escutar.Sentia-se como se toda a sua vida estivesse esvaindo-se juntamente com as dolorosas lágrimas que escorriam pelo seu rosto.
Uma de suas amigas chegou perto e a abraçou, consolando-a.Teh escondeu seu rosto no abraço da amiga e continuou a chorar sem controle."Como você consegue ser tão frio?" A moça perguntava em seu coração, tentando, ela mesma, achar uma resposta. Claro, sem sucesso.~- Ele tomou a decisão dele naquele dia, Kah. — Disse Teh à sua amiga, no aeroporto. — E eu já tomei a minha. Essa me parece ser a única maneira. Começar uma vida nova; tentar esquecer.- Mas precisa sair do país? Não acha que é dar importância demais a ele? — Retrucou Hime, uma outra amiga.- Você é uma das que melhor sabe que não era pouca coisa o que eu sentia pelo Diego. Eu ainda o amo. Esse tipo de sentimento não é um daqueles que se esquece rapidamente. Eu preciso ocupar meu tempo com coisas novas, em um novo lugar.- Tudo bem então, Teh. — Respondeu Kah, com um sorriso. — Se é melhor pra você, é melhor você ir. Esquece ele, encontre um novo amor. Rico, de preferência! — Continuou, piscando para a amiga.- Pode deixar. — Concordou, rindo. — Tchau, gente. Eu ligo, quando chegar.- Okay. — Responderam Kah e Hime ao mesmo tempo. [/Flashback]"Depois de tanto sofrimento, ele aparece para despertar novamente a dor de ter sido rejeitada tão friamente... Diego, eu te odeio...", ela pensou apertando os olhos com força.Havia um turbilhão de sentimentos percorrendo a mente da moça, desde ódio até o despertar de um antigo amor.Ela estava confusa com sua própria reação e não sabia o que fazer com todos os seus pensamentos."Será que...? Não, eu tenho certeza que eu arranquei ele do meu coração. Eu não o amo. Não mais."- Ah, eles chegaram! — Disse Yoshiki com um pequeno sorriso nos lábios. — Vou chamá-los.- Não... — A moça segurou o pulso no músico, impedindo-o de se levantar. — Me explica, vai... — Pediu, com a voz fraca.- Eu chamei o Toshi para vir jantar com a gente. Era essa a surpresa. — Ele falou, inocentemente. — Mas ele disse que teria que trazer alguém que não conhecia o Japão ainda, e que não falava o mínimo de japonês. — Deu de ombros. — Eu concordei.- Ah, Yoshiki... Obrigada, meu amor, mas... — Ela elevou seu olhar de modo a encarar o homem. — Eu não gosto do Toshi. Na realidade, eu o odeio demais, e o culpo por toda a tristeza pela qual você passou: o fim do X, a morte do hide. Eu... Eu não vou conseguir manter uma conversa sem dizer tudo o que eu penso dele...- Por favor, Teh... — Yoshiki pediu, apertando a mão da moça carinhosamente. — Tente, só tente...- Tudo bem... Eu fico, mas por você. — Ela concordou, olhando para o outro lado. — Yoshiki... O outro que está com ele...- O que tem ele? — Perguntou o músico, confuso. — Deve ser apenas o amigo que ele disse que traria.- Não sei como ele conseguiu falar com o Toshi, mas... — Ela hesitou, sentindo seu coração bater mais forte. — Ele é... o Diego.- Ah... — Yoshiki mostrou-se surpreso, e um tanto confuso. Depois de alguns segundos, sorriu e apertou a mão da moça contra a sua. — Eu tô aqui... Ele não vai chegar perto de você, Teh.Ela sorriu tristemente e soltou a mão do homem, que foi receber a dupla na entrada do restaurante.A moça observou todo o percurso do músico, e suspirou quando ele voltou acompanhado de Toshi e Diego.Educadamente, Teh se levantou para cumprimentar os dois, sentando-se ao lado de Yoshiki logo depois.Ela não sabia como reagir à presença de Diego à mesa, e cada vez que, cruzavam olhares, ela sempre lhe lançava um olhar frio.Para Toshi, seu olhar era de puro desprezo, indiferente.A moça quase não falou durante o jantar, e manteve sempre algum contato físico com Yoshiki, em busca de alguma proteção.Após o jantar, Yoshiki se retirou para ir ao banheiro, e a moça foi deixada a sós com o cantor e com o brasileiro na mesa.O silêncio reinou durante os primeiros segundos, até a voz estridente do japonês quebrá-lo.- Não entendo, Teh. — Começou Toshi, em tom meio cínico. — Porque você veio formar sua carreira no Japão?- Eu queria começar uma vida nova para esquecer de alguém que me fez sofrer muito. — Lançou um olhar frio e magoado ao brasileiro, voltando a encarar a mesa logo depois. — Essa pessoa me disse coisas horríveis, que me machucaram profundamente.- Ah... Entendo. — Suspirou o japonês, antes de deixar a mesa. — Vou deixar vocês conversarem. — E saiu.Teh não sabia como reagir à presença de Diego à mesa.Simplesmente desejava de toda a alma que Yoshiki saísse do banheiro e viesse em seu socorro.Ela apoiou os cotovelos na mesa e escondeu o rosto nas mãos enquanto seus olhos se enchiam de lágrimas.A moça respirou fundo e olhou para o brasileiro, com olhar infeliz.- Por que você veio até aqui, Diego? — Sua voz saiu fraca e trêmula, como se segurasse o choro. — O que você me fez passar no Brasil já não foi o suficiente?- Eu não vim aqui pra te magoar mais. — Começou ele com a voz baixa, com os olhos voltados para a mesa. — Eu vim porque eu me senti diferente depois que você foi embora... Eu não sei direito o que houve, mas todos esses anos eu não consegui me relacionar com ninguém, me sentindo culpado por não ter te dado uma chance...- Claro, claro. — Disse ela, elevando um pouco a voz, falando com mais firmeza. — "Depois que você foi embora, eu senti diferente em relação a você. Me perdoe porque eu te magoei, mas eu to realmente arrependido e quero te pedir uma chance." O típico clichê masculino! — Desviou seus olhos, não impedindo mais as lágrimas de escorrerem. — Você não mudou nada...Rapidamente, ela deixou a mesa e saiu do restaurante.Seus olhos trasbordavam em lágrimas; não mais de desespero, ou tristeza, ou até mesmo insegurança. As lágrimas que agora deixavam seus olhos transmitiam a mais pura raiva.Seu coração estava repleto de ódio, que ela não sabia como externar.Sentia vontade de gritar, o mais alto que pudesse.O homem saiu de dentro do restaurante logo após ela.Na verdade, nem mesmo ele sabia o que diria para ela, ele simplesmente precisava dizer alguma coisa.Alcançando-a, que andava rápido se afastando do lugar, pegou seus braços e segurou-a, virando-a de frente para si, e trazendo-a de encontro ao seu corpo, em um abraço carinhoso.- Você tem que aprender a ouvir... — Ele disse, em tom suave e baixo em seu ouvido — Eu não vim me declarar... Eu vim, porque quero lhe pedir desculpas, por ser um idiota que não sabe valorizar os sentimentos dos outros. — Ele suspirou, apertando mais o abraço. — Eu me assustei quando você disse que me amava, e reagi da maneira errada...- Então você deveria aprender a se controlar... — Ela respondeu, encostando a testa em seu ombro. Sua voz saiu triste, mas ainda sim com certa raiva. Uma de suas lágrimas pingou na camisa azul que ele vestia. — Por favor, Diego... Me solta...- Não... — Ele respondeu, segurando a moça com mais firmeza. — Você me perdoa?No seu coração Teh até queria ceder.Mas sua consciência lhe dizia que não. Aquilo era muito pouco para apagar anos de sofrimento.Afinal, ele fora a causa que a fez deixar seu país, sua família, seus amigos.Não seria assim, por tão pouco que ela conseguiria perdoar.- Não, Diego... Eu não vou te perdoar. — Disse, se libertando do abraço do outro. Deu um passo para trás e olhou para ele, sem aparentar sentimento algum. — Você não tem direito de me pedir algo assim, depois do tudo o que você disse. — Ela riu, incrédula. — Certas palavras não podem ser apagadas, e nem substituídas. — Ela volta seus olhos a ele, com certa raiva refletida nos mesmos. — É o que você está tentando. Substituir as palavras que me causaram tanta dor, por palavras que não significam nada.Ele sorriu um pouco, aproximando-se dela.Levou sua mão à face da moça e levemente a acariciou.- Você não me esqueceu... — Ele disse, olhando diretamente nos olhos da moça. — Você pode amar o Yoshiki, mas o amor que você sentiu por mim nunca desapareceu...- Sim... — Ela levou seus olhos ao chão, tristemente. — Eu não me lembrava desses sentimentos por tanto tempo... Se... Se você não tivesse aparecido... Eu... Eu não... — Gaguejou a moça, mas logo foi interrompida por um beijo repentino.Diego tomou os lábios da moça em um beijo doce, carinhoso.A moça não teve forças para resistir ao toque, e retribuiu o beijo.Mas não era igual. O toque dos lábios de Teh era cheio de mágoa, tristes, e transmitiam um sentimento que culpava qualquer um que os tocasse.
Assim que os lábios de Teh e Diego se tocaram, Yoshiki saiu de dentro do restaurante acompanhado por Toshi.Ao notar a presença do namorado, Teh rapidamente distanciou seu corpo dos braços de Diego e lançou-lhe um olhar de desprezo.Os olhos do músico tornaram-se desolados, quase tristes ao ver a cena que se passava do lado de fora.Ele levou seus olhos ao chão; não sabia como reagir àquilo.Deu de ombros e começou a andar vagarosamente na direção de seu carro, no estacionamento.- Vai embora, Diego... — Disse a moça, olhando friamente para o homem à sua frente. — Eu não preciso mais de você... Eu tenho a pessoa que eu mais amo, e essa pessoa é o Yoshiki. Eu não estou disposta a colocar tudo a perder por causa de sentimentos que eu sei que posso esquecer. — E quis seguir Yoshiki, mas o homem a segurou pelo braço.- Você acha que ele vai entender o que viu aqui? Você vai conseguir explicar pra ele o que se passou nesse lugar? — Ele questionou, com um ar meio cínico.- Sim, Diego. Ele vai entender. Ele não é igual a você; ele é diferente, e é por isso que eu o amo tanto. Ele vai me entender, porque ele sabe escutar e avaliar os fatos sem interferência do próprio querer.Ela se livrou dos braços do brasileiro e andou rapidamente atrás de Yoshiki.Mal conseguia impedir as lágrimas de correrem pelo seu rosto.Ao chegar perto de onde o carro estava estacionado, encontrou Yoshiki encostado no capô do carro, esperando-a.- Yoshiki... — Ela chamou, já não lutando mais contra as lágrimas.- Eu estava esperando você... — Ele olhou para ela, com um olhar cheio de carinho, e um sorriso suave nos lábios. — Você demorou...- Me perdoe, Yoshiki... — Ela pediu, se jogando contra o peito dele, sendo logo envolvida pelos braços quentes do músico. — Por favor, me perdoe... Ele me beijou, e...- Você não conseguiu resistir, não é?- Não... — Disse ela, em tom baixo, enquanto escondia seu rosto no peito do outro. — Eu achei que... já tinha apagado todos os sentimentos dolorosos que eu sentia por ele. Mas vi que estava errada. Vê-lo de novo... Despertou lembranças dolorosas e... coisas que preferia não sentir novamente...- Sei... — Yoshiki parecia realmente muito triste ao ouvir aquelas palavras, e afrouxou o abraço.- Yoshiki... Você me fez esquecer tudo o que eu sentia por ele... — Disse ela, deixando os braços do homem e olhando nos olhos dele. — Você me fez esquecer toda a dor que ele me fez passar. Foi você. Nada vai mudar isso.- E é só...? — Perguntou, num sussurro, olhando para o chão, deixando algumas lágrimas brotarem de seus olhos.- Não... — Teh sorriu, colocando sua mão no queixo do outro e levantando seu rosto de modo a fazê-lo olhar para ela. — É você quem eu amo, Yoshiki-san. O amor que eu sinto por você tomou todo o espaço ocupado pela dor que eu sentia. Você a fez desaparecer. Só que toda ferida deixa cicatrizes... E eu esqueci que essa cicatriz ainda estava lá...- O que eu posso fazer para tirar essa cicatriz de você, Teh? — Perguntou o homem, colocando sua mão carinhosamente no rosto da moça, acariciando-o gentilmente.- Me ame... Seja tudo na minha vida... — Começa a chorar, olhando para o chão. — Fica comigo...- Claro... — Disse ele, num sussurro, puxando a moça para um abraço apertado contra seu peito.- Nunca me faça sofrer, ta? Eu... eu não quero mais me sentir daquele jeito de novo. Eu nunca mais quero sofrer porque amo alguém. — Correspondeu ao abraço, escondendo seu rosto no peito do outro.Eles se olharam, ambos com sorriso no rosto.Seus lábios se tocaram suavemente, mas logo o beijo foi aprofundado, num misto de amor e desejo que era mútuo.Depois de alguns segundos, resolveram ir para casa.- Você não significa nada para mim. Eu vou te esquecer... Não importa como... mas eu vou te esquecer... — A garota disse, muito baixo, quando já estavam dentro do carro. — Me beija de novo, Yoshiki. — Ela pediu, olhando para o homem, com um sorriso.O homem sorriu e se inclinou na direção da moça para beijá-la carinhosamente.Foram para casa, e lá, entregaram-se totalmente um ao outro.
Notas finais
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