How To Be A Heartbreaker?
22 Capitulo 21- Buracos Negros e Revoluções
Notas iniciais
Pov Elena
Horas se passaram e eu acabei adormecendo sob a leitura de Julieta Imortal, apesar de não ser a versão original essa traz também muitas escolhas sob o amor e isso mostra o quão difícil é escolher a pessoa certa a se amar, ou melhor, como não possuímos essa escolha, mas amar é apenas uma tola invenção para contos de fadas para menininhas e não sei como me iludi nisso novamente, sou uma grande idiota.
Sou acordado por Damon que está sentado ao meu lado em minha cama.
–Ninz vamos levantar jantar?
–Não quero deixe-me quieta.
–Pare com isso Elena venha comer, pedi pizza para nós.
–Já disse não quero, vá lá comer e se divertir com sua amiguinha sei que vão gostar mais de um momento a sós, a dois.
–Ela já se foi, agora pare de bobagem e venha.
–Porque agora vai se importar comigo?
–Eu sempre me importo.
–Ah é e porque dessa preocupação?
–Porque eu hãm... Eu... Sou seu agenciador e assessor e tenho que prezar a sua saúde para o bem de sua carreira.
–Ah claro, minha carreira. Já disse não quero estou sem fome.
–Chega quer saber...- ele se levanta e me pega em seu colo.- Se não vai comer por bem, vai ao menos por mal.
–Me solta anda já disse que não quero.
–Ah ao menos um pedacinho.
Ele vai caminhando comigo em seu colo mesmo ao som de todos meus protestos, a cada xingamento ele gargalha da minha cara, quando chegamos a sala ele me senta no sofá aonde já tinham dois pratos servidos e dois copos de suco de maracujá, bastardo já tinha tudo planejado.
–Bom ao que percebo eu sou obrigada a vir comendo querendo ou não, já estava tudo pronto não é?!
–Sim, como eu sabia qual seria sua provável reação eu já tinha tudo em mente.
–Você não presta.
–Eu sei.- ele sussurra como se fosse um segredo.
Ele pega seu prato e senta-se ao meu lado e começa a comer e não me movo nem um centímetro para pegar o prato.
–Serio? Vai ficar agindo como uma garotinha mimada?- não o respondo e ele só me observa com uma expressão suspeita.
Ele volta a atenção ao seu prato onde ele corta um pedaço menor da pizza e volta seu olhar ao meu.
–Como eu disse ou por bem ou por mal.
Ele direciona o garfo até minha boca, mas continuo com ela fechada.
–Ande abra a boca e coma.- nego com a cabeça.- Você está me desafiado menina.- dou de ombros e seu olhar brilha sob meu desafio.- Certo, um desafio.
Ele coloca o prato sob a mesa, mas continua com o garfo na mão, se levanta como se fosse para cozinha, mas me assusta ao sentar-se atrás de mim, sentando sob uma perna e com a outra ao meu redor, passa a mão desocupada por meu ventre e me puxa para mais próximo de si.
–E agora vai comer?- ele fala bem próximo á meu ouvido e beija essa área sensível que me faz arrepiar.
–Não.
–Não mesmo?- ele desce os beijos por meu pescoço até minha nuca que estava livre devido ao coque que estava usando.
–Ahh, eu nã-ão vooou.- digo com dificuldade.
–Tudo bem, mas não reclame depois.- ele diz plantando beijos por minhas costas, ombros, pescoço fazendo-me estremecer.
Minha respiração fica entrecortada e eu acabo por abrir mus lábios um pouco e ele aproveita o momento e coloca o pedaço da pizza em minha boca e se afasta de mim me deixando extremamente revoltada.
–Seu covarde aproveitou da minha distração e fraqueza para isso.- digo ainda mastigando o pedaço de pizza.
–Agora coma a sua ou será assim.
–Quer saber me deixa comer ou você de qualquer jeito fará isso, e a minha maneira é melhor.
Pego meu prato a contra gosto e começo a comer, pois mesmo que eu não quisesse a pizza estava ótima. Ele acompanhava-me com certa desconfiança e parecia um leão pronto para dar o bote a qualquer momento.
Quando eu termino o primeiro pedaço não resisto e acabo por pegar mais uma fatia.
–Para quem não queria comer...
–O que agora virou fiscal alimentício?
–Não, mas você estava se recusando a comer, por motivos desconhecidos agora está aí se lambuzando do alimento, já sei como a minha menininha funciona, agora quando for malvadinha papai já sabe os castigos dela.
–Hahaha seu idiota, mas é que está ótima essa pizza aonde você comprou-a?
–Não comprei.
–Não então como foi roubou-a do vizinho?
–Não né Elena, pare de exageros. Eu a fiz.
–Como? Entendi bem? Você quem fez?
–Sim.
–Como?
–Hum deixe-me pensar... Fui ao mercado comprei os ingredientes, arrumei tudo como se é necessário e depois o coloquei no forno e fiz um suco e tudo mais?
–Disso eu sei seu trouxa. Estou falando como você sabe fazer?
–Bom eu poderia ter visto uma receita em um livro ou na internet, mas não é algo de família.
–Como assim?
–Se ainda não reparou Salvatore é uma família italiana, trabalhamos bem com massa e minha avó materna me ensinou durante minhas férias em sua casa de verão em Veneza, era para ter sido minha mãe, mas como já disse ela não viveu para isso.
–Oh eu sinto muito.
–Sem problemas, já superei em partes isso.
–Me desculpe novamente, mas como em partes?
–Bom diferente do que todos acham e falam, não foi uma doença que a consumia que a levou a suicídio, ela foi assassinada com um tiro e eu presenciei isso e sei quem fez isso, mas todos julgam ser tolice de criança já que fiquei muito abalado com tudo, mas só eu sei o que eu vi e sei quem causou isso, mas eu tive que passar por cima de tudo e todos ou seria preso em uma casa de recuperação mental, por ficar dizendo a verdade, agora vivo sozinho com isso em minha mente corroendo meu coração, porque eu poderia ter a salvado eu poderia ter feito algo, mas não fiz e outra pelo seu culpado estar vivendo bem e cheio de gloria, ela seria incrível se ainda estivesse aqui, e provavelmente eu seria diferente se a tivesse ao meu lado hoje, mas já passou.- ele termina emocionado e com lagrimas nos olhos que ele corre para afasta-las, virando o rosto para uma direção contraria a mim.
–Hey Damon.- puxo seu rosto para o fita-lo.- Eu posso não saber como é essa dor, mas também já passei por algo muito duro em minha vida e sei como é difícil as pessoas o julgando e muitas vezes acusando você de paranoico, mas é algo que vem com o trauma e apesar de você saber quem foi, você quis contar ninguém aceitou e você nada poderia fazer sendo uma criança, pois isso colocaria sua vida em risco também e sei que isso sim ela não gostaria que acontecesse, você é uma ótima pessoa sendo como é, lave isso de seu peito, deixe no passado, sua mãe de onde estiver sabe que a culpa não foi sua.- acaricio sua face já lavada por lagrimas.- Se o mundo estiver contra você, você ainda terá a mim, te ajudando e apoiando, pois eu te a... adoro.- eu ia dizer eu te amo, mas algo em mim travou essas palavras, mesmo assim vejo como isso já ajudou, pois ele sorri para mim.
–Obrigado, não me importa o que houve com você, se não quis me contar não serei eu a lhe perguntar, mas saiba que também te adoro e sempre estarei contigo, você não está sozinha nunca mais, mesmo quando não acreditarem em você eu estarei ali para isso.
–Obrigada e assim como não me perguntou, não vou perguntar-lhe sobre isso, pois é algo que lhe fere e isso não quero causar, saiba que mais cedo ou mais tarde saberá o que houve comigo, mas agora não estou pronta ainda.
–Tudo bem, somos dois imperfeitos e loucos.
–Sim somos, mas posso perguntar-lhe algo?
–Sim.
–É sobre isso que tem pesadelos? Pois eu sou sobre o meu problema.
–Sim é sobre isso.- olho no fundo de seus olhos e vejo que não há nada sendo escondido nesse momento.
–Ontem eu não fui eu a beijar o Derek, e sim ele que me puxou para aquele beijo e se para você foi inesperado mais ainda foi a mim e assim que percebi tudo lhe dei um tapa eu não queria aquilo, não queria seu beijo, o seu toque, pelo contrario eu queria que fosse você.
Ele fica me olhando perdido a tudo aquilo e eu sorrio.
–Serio Damon não estou brincando eu não sei o que me levou a dançar com ele, mas a cada toque dele eu queria que fosse tua mão ao me tocar, na dança queria que fosse você a me guiar, no beijo queria que fosse o sabor de teus lábios, pois eu já me viciei nisso e é algo que não posso me desfazer e nem consigo você é vicioso, e eu odeio isso ao mesmo tempo que eu adoro.
–Nossa.
–É só isso que vai dizer? Eu acabo de discursar aqui e você me responde, nossa? Obrigada pela consideração.
–Me desculpe, mas foi uma surpresa e acho melhor não falar e fazer isso.- ele se levanta e isso me deixa meio sem chão, esperava outra coisa não isso, sou uma burra mesmo.
Já ia me levantando quando ele retorna com o violão e se sentada na poltrona e mexe no cabelo antes de arrumar-se e começar a dedilhar algumas notas que eu demoro a reconhecer o que seria. Logo ele começa a cantar baixo e sei que é uma das minhas musicas favoritas para refletir, Jensen Ackles- Crazy Love.
Eu posso ouvir o seu coração a mil milhas
E os céus se abrirem cada vez que sorri
E quando eu venho a ela que é onde eu pertenço
Meu coração dispara e sinto cada terminação nervosa de meu corpo sair de foco e orbita com isso.
E eu estou correndo por ela como uma canção de rios
Ela me dá amor, amor, amor, amor, amor louco
Ela me dá amor, amor, amor, amor, amor louco
Meu Deus eu não consigo mais controlar minhas lagrimas que já saltavam pelos meus olhos e um sorriso totalmente sem noção se planta em meu rosto.
Ela tem um belo senso de humor quando estou me sentindo para baixo
E eu estou correndo para ela quando o sol se põe
Ela leva embora meus problemas, ela tira meu pesar
Eu não sei o que mais mexia comigo se era a sinceridade em suas palavras cantadas ou se a forma com que tudo isso se deu.
Ela tira a minha alma e eu vou dormir direito
Ela me dá amor, amor, amor, amor, amor louco
Ela me dá amor, amor, amor, amor, amor louco
Sim era exatamente isso que eu sentia por ele um amor louco, que nasceu de uma amizade e de algo que é para me vingar de algo que acho quem nexo tem, mas é algo me divide ainda.
Sim, eu preciso dela durante o dia
Sim, eu preciso dela na noite
Sim, eu quero lançar meus braços ao seu redor
Beijar e abraçar e beijar e abraçá-la apertado
Por que tem que ser tudo tão difícil e não pode ser como em um conto de fadas onde um beijo resolve tudo e viva o amor está ali maravilhoso e cheio de si.
Quando eu estou voltando de um longo dia
Ela me dá algum doce amor e ilumina o meu dia
E faz-me justo e sim faz-me todo
E no final tudo é reciproco ele me cura da minha loucura e ao mesmo tempo me faz odiá-lo com certas atitudes, assim como o conjunto me faz o amar.
E isso me faz bem maduro para baixo a minha alma
Ela me dá amor, amor, amor, amor, amor louco
Ela me dá amor, amor, amor, amor, amor louco
Ela me dá amor, amor, amor, amor, amor louco
Assim que ele termina a musica sinto meu mundo de cabeça virada, tudo o que eu planejava e queria se mudaram com algo que eu necessariamente não cuidei para não acontecer.
Ele se aproxima de mim e me levanto e corro para seus braços e sem pensar tomo seus lábios em um beijo cheio de amor, e cheio ao mesmo tempo de incertezas, pois tudo estava maravilhoso agora, mas meu medo é do depois.
Ele me pega em seu colo sem quebrar o nosso delicioso beijo, e eu me sinto afoita por isso era algo que poderia não ter sentido para uns, mas para mim era agora indispensável. Quando o ar se faz necessário ele desce beijos por meu pescoço e eu passo meus dedos por seus cabelos os deixando em uma desordem magnifica, logo ele volta a beijar-me nos lábios e parecia sôfrego e necessitado era algo que parecia jamais acabar que nos levaria ao nosso país das maravilhas.
O clima já estava quente e cheio de caricias mais ousadas, quando alguém abre a porta.
–Lena chegamos... Oh, desculpem eu... eu... é... bom... desculpem.
Por que sempre é assim as coisas entre nós vai tão bem, mas chega alguém e nos pega no flagra acho que isso é um carma nosso.

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