How Soon Is Now?

2 Até uva passa.


Notas iniciais
Oe pessoinhas agradáveis que vieram ler mais um capítulo ( não sei porque. ). Eu tenho que agradecer a Ozzy, por me deixar um comentário divíssimo, obrigado moça *u*. A Sleepyhead, que também comentou divinamente, e a Devoradora de Livros, que tá acompanhando a história. Amo vocês, sério ♥ Sigam o exemplo delas. Obrigado por acreditarem em mim. Ah, e antes que eu me esqueça, esse capítulo é especialmente para minha escrava ~ vulgo amiga~ que me ameaçou de morte com uma tesoura se eu não postasse esse capítulo ainda hoje. Enfim, Boa leitura e espero que gostem.

Sabe, às vezes a vida faz umas brincadeiras de mau gosto com você. No meu caso não foi diferente. Às vezes ela coloca uma casca de banana na sua frente, para que você pise e escorregue –por mais que só tenha visto isso em desenhos -, as vezes aparecem móveis na sua frente magicamente, para que você bata o dedinho do pé e sinta uma dor que te faz xingar todo mundo que você conhece e não conhece.

No meu caso, existem as malditas escadas.

E bom, você deve estar se perguntando, quem consegue cair do quarto degrau de uma escada. Eu, eu consigo realizar essa façanha quase nunca vivenciada na história da humanidade.

Depois que aquele loiro havia me salvado, eu simplesmente fiz uma coisa que meu irmão chama de “thaliazices”. Em um movimento rápido, desferi um dos meus melhores pontapés na canela dele.

– Quem diabos faz uma coisa dessas com uma pessoa que salvou sua vida? – ele gritou comigo, massageando a canela, sentado na escada.

– Eu não pedi pra ninguém me salvar!- respondi no mesmo tom de voz, em pé, na sua frente. – E não grita comigo porque eu não sou tuas cachorras.

– EU NÃO TO GRITANDO, CARALHO.

–TÁ SIM.

Os alunos que passavam por ali olhavam curiosamente a cena peculiar. Garotas cochichavam com um olhar duvidoso para mim. De longe pude ouvir um “Mas aquele, não é o Luke? E quem é aquela vadia que ousa gritar com ele?”, vindo de uma menina alta, de cabelos pretos encaracolados e olhos puxados. Ela parecia ser coreana, ou japonesa, ou chinesa. Sei lá.

– Eu não vou perder meu valiosíssimo tempo com um mero mortal como você. Tá desculpado.- disse, calmamente.

– Mas...- escutei ele falando, tentando complementar algo mais. – Você é louca.

–Eu costumo causar essa impressão nas pessoas. — Me virei e um sorrisinho debochado surgiu na minha boca.

Subi as escadas, rápido – dessa vez, sem tropeços ou quedas mortais – e cheguei em algo como um corredor. Estava praticamente vago, já que o sinal para a primeira aula ainda não tocara.

Olhava tudo ao meu redor com calma e percebia o quão era estranho aquele colégio tão vazio. O som dos meus passos ecoava pelo local, e eu gostava disso.

Enquanto andava distraída por aí, olhando cartazes de boas vindas ou mesmo informativos, acabei esbarrando com alguém.

Será que é impossível andar nessa merda sem ser perturbado, amparado por loiros altos, ou esbarrar com alguém?

– Ai!- alguém exclamou.

A garota era loira em um tom dourado, de cabelos cacheados, porém com a raiz lisa. Eram tão fofos que dava vontade de ficar puxando pra os ver ficar fazendo algo como “toim toim”. A coisa que provavelmente chamavam mais atenção nela eram os olhos acinzentados e tempestuosos. Sua pele era um pouco bronzeada, mesmo sendo mais branca. Usava o cabelo solto com um gorro cinza na cabeça, um suéter de lã com desenhos em zigue zague e uma calça jeans simples. Estava calçando all-stars azuis. Com o impacto, todos os livros que levava nas mãos acabaram se esparramando pelo chão.

Abaixei-me e a ajudei a coletar todos os livros que caíram. Ela era muito bonita, por mais que parecesse querer esconder a sua beleza.

– Segundo os clichês de filmes americanos, você deveria falar algo como “ Olha por onde anda” ou algo parecido, e sair por aí rebolando e chutando os meus livros.

–Não curto clichê. São muito... sei lá. Clichês? E não sei se vossa senhoria está cega, mas eu pareço alguém que sai rebolando? Por favor, né. Estou mais para a vilã desses filmes de princesas.

Ela riu e me olhou desconfiada. Provavelmente não tinha nenhum amigo, já que andava pelos corredores, sozinha. De repente me olhou com os olhos esbugalhados e a boca aberta ,surpresa, e perguntou:

–Espera! Você não é aquela maluca que chutou o Castellan?

– Castellan? Refere-se àquele metido que se acha um super-homem numa versão oxigenada? Essa merda de escola espalha as coisas tão rápido assim? Gente.

– Então foi você. Interessante.

Passou um bom tempo me analisando da cabeça aos pés. Eu fiquei a encarando enquanto a via me observar. Em algum momento o silêncio se tornou constrangedor. Eu só tinha duas opções:

1 – Sair correndo feito um bode com hérnia de disco, para evitar perder alguém que poderia me ajudar.

2- Começar uma conversa interessantíssima sobre batatas.

A primeira opção era muito convidativa, entretanto eu não tinha nem um amigo até agora. E é claro que falar sobre batatas vai te fazer um amigo, né Thalia?

– Você gosta de batatas?

– Hm... oi? – Ela me olhou, distraída.

– Nada, esquece – Descartei a opção ligeiramente. – Então, você sempre sai por aí esbarrando com as pessoas?

– Na verdade, sim.

–E elas sempre fazem coisas maldosas com você? – A garota assentiu, com o olhar baixo. – Me sinto exclusiva.

E brotou um sorriso desleixado no seu rosto. Parecia incomodada em falar sobre aquilo.

–Aliás, não me apresentei ainda. Sou Annabeth Chase, mas pode me chamar de Annie. – Estendeu a mão para que eu apertasse.

– Dispenso as formalidades. Thalia Grace.

Neste mesmo instante, o sinal para a primeira aula tocava. De repente, brotaram alunos do chão, surgiram pessoas das sombras e professores andavam de nariz empinado em direção as suas salas. Eram algo como um “ Mereço.”. Olhei para Annabeth desesperada, que me lançou um olhar calmo, entendendo minha situação.

– É difícil sobreviver nessa selva, mas você dá conta. Qual a sua sala?

– 2º ano.

– Parece que somos colegas de classe. – Mais um sorriso frouxo. Era aconchegante vê-la sorrindo e me transmitia calma e segurança. Ela me puxou pelo braço e me levou até uma sala, como de se esperar, grande. Annie se sentou em uma das cadeiras nas primeiras fileiras, já eu me retirei a algo como um fundão. Apoiei a cabeça nos braços e presenciei a entrada deles.

Eu assisti todos os alunos entrarem na sala e preencherem as cadeiras. A garota oriental apareceu de repente na porta junto com algumas outras meninas. Elas riam sobre alguma coisa quando o olhar dela me encontrou. Suspirou deixando transparecer sua insatisfação.

Ótimo Thalia, conseguiu uma inimizade no primeiro dia.

Rolei o olhar e percebi que quase todas as carteiras já estavam ocupadas. O professor de História se apresentou e logo começou a copiar coisas no quadro. Acho que tinha algo com Impérios orientais e ocidentais e tratei de escrever. História era sem dúvida, uma das matérias que eu mais amava. Tudo era a respeito do passado, sobre guerras e resoluções. Toda a nossa história. Sim, de fato eu era curiosa.

Enquanto fazia meu trabalho como aluna, ouvi o barulho da porta da sala ranger e o Sr. Brunner falar, com um tom tedioso na sua voz.

–Por que não estou surpreso?

– Desculpe professor. É que tive um pequeno incidente envolvendo escadas e o meu osso da tíbia. – Ouvi tudo quando soltei a caneta e senti um olhar fixo em mim.

Ah, eu conhecia essa voz. E mais que tudo, conhecia essa escada e essa tíbia. A vida só poderia estar rindo da minha cara, sentada em um sofá com pipoca e refrigerante assistindo à minha desgraça.

– Ah não. – Falamos em uníssono.

– Sente-se em qualquer lugar livre Sr. Castellan. – disse o velho.

Olhei ao redor da sala e tudo o que via era uma coisa chamada desgraça, dando um soco na minha cara. Tudo o que eu mais precisava era de um loiro estúpido. Ainda mais sentado no meu lado.

– Não, não, não.- choramingava baixinho.

O garoto sentou-se no devido lugar e não deixou de escapar algo.

– Você tem ideia do quanto minha canela tá doendo?

– Relaxa cara. Tudo passa. Até uva passa.

– Sério isso?- consenti – vai ser um ótimo passatempo ficar sentada do lado da guria que quase quebrou meu osso da perna. Isso é bullying sabia?

– Não é bullying se eu jogar um tijolo na sua cara e fingir estar brincando de pedreiro.

Ele levantou os braços e fez um gesto de “ Ui, calma aí fera.”. A única coisa que fiz foi dar o dedo do meio pra ele.

E a partir desse momento, meu pequeno e adorável drama com olhos azuis, começava a fluir. Para a minha desgraça. Ou não.

Notas finais
Eu gostei desse capítulo c: e vocês? Aliás, desculpem o meu péssimo gosto para nomes de capítulos jkhsgfu Reviews, críticas construtivas e sugestões são sempre bem -vindas. Qualquer errinho, avisem. Não me canso de dizer isso. Isso é tudo, pessoal! ~le carinha do Looney Tunes.