How Do You Say I Love You?

32 Mesmo se os céus se tornarem difíceis


Notas iniciais
Olá menines! Aqui estou eu com mais um capitulo. Muito obrigada pelos seus comentários inspiradores, ás vezes sem palavras, rs assim como eu fico; honrada por compartilhar esta história com vocês. *-*
Como escrevi o equivalente a um capitulo até hoje, resolvi dividi-lo, para não demorar mais.
Olhem um trechinho;
"(...) -Mas se é importante Bruno... Vá, mas volte logo pra mim.
Eu a tinha em meus braços e ambos não falamos, mas o sentimento era mutuo; o chamado inesperado de meu trabalho soou como um lembrete do final das ferias; nosso regresso às nossas casas, que a cada dia se aproximava. (...)"
Ps: 1 - Não coloquei a tradução da música - mais adiante no capitulo, pois acho mais gostoso que vocês próprias descubram, no google tradutor. rs Sabe, a curiosidade, busca e descoberta - maluquice minha!
2- Menines do Nyah, no meu perfil aqui tem o meu Face e msn, me add!? Muitas leitoras tem mantido contato comigo por lá e tem sido muito bacana >.<' Posto trechos dos capitulos enquanto escrevo, aviso quando vou publicar etc... Add lá! Yasmim Delfino procure no Face!
Boa leitura, suas Holies perfeitas! :**
Yasmine.H

Meu cérebro estava dividido entre devanear até Bruno e entender o que Nina dizia. Eu não tinha muita noção do que estava ao meu redor; eu ainda estava nos braços de Peter.

Soltei um suspiro e a porta do elevador fechou, a minha frente Nina sorriu meigamente – Você o ama – disse ela.

Eu franzi o cenho despertando de pensamentos – Quê? – eu ri sonsa.

Ainda com um sorriso no rosto – Você o ama – repetiu ela com simplicidade.

Eu sorri e fechei meus olhos, jogando minha cabeça pra trás – Sim – eu disse baixinho.

–Quê? – Nina insistiu, cética que estivesse ouvindo isso de mim.

–Sim! Sim, sim, sim! Eu o amo! – joguei meus braços para o ar. Caímos na risada.

Eu me sentia tão livre! Feliz e satisfeita! Como há anos não me sentia. Eu mesma estava surpresa em me ouvir declarar um amor assim, em alto e bom som, firme e com plena convicção.

Nina deu uma serie de gritinhos entusiasmados, conjecturando os porquês de eu tê-la pedido para levar-me um short “honrou o sangue de guerreiro de um Leão Havaiano” ela disse zombeteira imitando os monarcas ancestrais. Nós rimos gostosamente por longos minutos.

“Ah, amiga!” Suspirei. Nós entramos na minha suíte e eu joguei-me na cama, fitando o teto, vi a imagem de Bruno.

– Hm, ok. Dá pra voltar pra Terra Myn? Terra chamando Marte! Haha!

“Ah!” Eu suspirei e ouvi Nina murmurar alguma coisa inteligível. Virei-me um pouco na cama, ficando de lado para vê-la sentada na poltrona próximo à porta de vidro da sacada – de onde entrava uma brisa salgada – Quê?

“Ah, Myn!” – Nina jogou os braços para o ar fingindo impaciência com meu estado de espirito enlevado.

Eu ri – e para não tortura-la mais; Hm, por onde começo? – Refleti. E então narrei o essencial. Des do dia em que conheci a banda Hooligans e o dia em que passei na casa da família Hernandez, até o jantar sensual e a noite indescritível que tive com Peter. O quanto havia sido especial e lindo! No entanto, não contei nada além do que era preciso saber. Pois o que Bruno e eu compartilhamos era o nosso segredo. Só nosso.

Nina levantou-se e foi até o frigobar, pegou duas garrafas de liquor – Virou-se com um sorriso terno no rosto. Quando se tem um grande grau de conhecimento e compreensão em uma amizade, não é preciso o muito falar. Em seu sorriso, eu vi o quanto ela estava feliz por mim. Nina ofereceu-me uma garrafa para brindar a Okana por esse bem puro e sublime que é o amor, a vida.



–Não sei Nina, provavelmente Peter virá me buscar logo cedo.

–Eu sei… – ela riu em meio a um soluço grogue.

–Agente se vê amiga – eu disse.

–Quando Bruno deixar – emendou rindo e saiu trôpega pelo corredor.

Fechei a porta com um sorriso no rosto – eu que não tinha bebido tanto quanto Nina – apaguei as luzes e joguei-me na cama. Sentia-me exausta e, no entanto tão leve e relaxada! Pela parede de vidro e a porta entreaberta da varanda a luminosidade da lua banhava meu quarto. Abracei a mim mesma, a fim de sentir o tecido da camisa xadrez de Bruno exalar seu perfume másculo mais perto de mim. Fechei meus olhos inspirando o perfume refrescante. Como eu iria dormir com aquela camisa mesmo, levantei-me para aumentar o ar condicionado. Aconchegando-me entre os travesseiros alisei o lado vazio da cama, desejando loucamente não ter me despedido de Bruno hoje.

BRUNO;


Fechei a torneira; enxuguei minhas mãos na toalha pendurada no suporte; uma breve olhada no espelho e fui até o quarto pegar meu chapéu encima da cama. Distraído, esqueci-me das chaves do carro e tive de voltar. Onde é que está? Eu procurei entre a louça na cozinha e nos cômodos da sala – a ultima vez que pus as mãos no molho de chaves estava com Jas e claro que eu não estava muito ciente de nada além dela. Onde eu enfiei essas chaves? Pela casa ainda havia inúmeras pétalas de rosa espalhadas e as lanternas gastas serpenteando o piso. Fiz uma nota mental de ligar pra Rachel – a moça que cuida da casa quando estou fora e que comparece duas vezes na semana para arrumar.

Subi as escadas e ao entrar no quarto ouvi meu celular tocar impaciente em algum lugar perto da porta que dava na praia – vinha do bolço de minha calça, a qual estava emaranhada ao vestido vermelho de Jasmin. Pensamentos indecentes tomaram minha mente, sorri, e balançando a cabeça como se para reorganizar os pensamentos, peguei o celular no bolço da calça. Avistei a as chaves encima da mesa de cabeceira peguei-a, tão rápido que já estava descendo a escada quando atendei o telefone.

–Alô?

–Iae, Bruno! Tranquilo?

– De boa, mas a que devo a honra? Me ligando a essa hora…

Phil riu do outro lado da linha – Espero não estar atrapalhando… – percebendo as reticencias sugestivas no final da frase eu disse;

–Não, a Jas não tá aqui. Ainda. E você o que manda?

–Hm, cara, o lance é o seguinte. Nathan ligou ontem e disse que desembarcaria em Honolulu, hoje às 14h30min.

– Hm? Por quê? – Nathan fazia parte dos meus agentes e assessores e por que ele viria de Los Angeles ao Hawai’i de uma hora pra outra se tinha coisas a acertar por lá?

– Tem a ver com as datas dos shows. Eu não sei bem.

–Ele não podia acertar isso com Ryan? Por telefone ou internet?

–Rá, ele disse que queria tratar disso pessoalmente. Mas nas entrelinhas, na verdade Nathan quer fugir e relaxar uns dois dias antes da maratona da turnê começar. Ele riu.

–Hã… – eu disse pensativo, já dentro do carro pegando a estrada do litoral.

– E ele pediu pra nos encontrar ás 15h00min no Forth. Se você preferir Ryan pode cuidar de tudo, você deve ter planejado ficar com sua garota hoje… Mas parece importante.

Eu refleti, eu já tinha o dia todo programado; ia buscar a Jas no hotel e daí, bom, daí em diante qualquer lugar com ela estava perfeito. Mas fiquei intrigado, respirei fundo, contrariado, e então disse que os encontraria no restaurante na hora marcada.

Mas primeiro.

Estacionei em frente ao Aston, cumprimentei Ashley, a recepcionista e fui a passos largos até o elevador. Eram 08h57min da manhã e eu ainda tinha um bom tempo para passar com Jasmin.


Dei apenas uma batida na porta e como se já estivesse me esperando, ela se abriu. Uma sorridente Jasmin me envolveu em um abraço demorado.

–Oi amor – ela me beijou com seus lábios macios. Tomei-a em meu colo e adentrei em seu quarto.

–Hm… Sau…dade? – entre beijos eu disse.

Com um gemido risonho Jasmin entrelaçou sua língua na minha com mais clamor. A essa hora do dia, que tentação!


Jasmin segurava minhas mãos, a minha frente, olhava pra mim com seus olhos brilhantes. Vestia um leve vestido de verão branco de alças finas. Jas levou-me até a varanda, debruçou-se no parapeito de metal e eu a envolvi por trás, sentindo o aroma de frutas de seu cabelo e a maciez dos cachos ruivos.

Por longos minutos ficamos em silencio; entendendo o porquê de muitas vezes eu encontra-la ali, eu vi a vastidão do azul oceano fundindo com o sereno do céu. A vista dos relevos montanhosos a Leste e abaixo de nós todo o litoral de Waikiki. Senti uma paz tão grande! E entendi sua paixão por comtemplar a natureza.

–Jas, Phil me ligou mais cedo, avisando que teremos uma reunião com os agentes e assessores da banda. Algo a ver com a data dos shows, eu não sei bem ainda, mas terei de ir. Será ás 15h00min – eu disse enquanto a tinha em meus braços, deitados na rede comtemplávamos o azul límpido do céu.

Ela demorou a falar e afagou minha mão que jazia sobre sua barriga.

–Hm… Tudo bem. Mas pensei que sua agenda já tinha sido cumprida, por enquanto – sua voz soou baixa.

–Eu também. Na verdade nem quero ir.

–Mas se é importante Bruno. Vá, mas volte logo pra mim.

Sorri, beijei o alto de sua cabeça e apertei meus braços ao seu redor.

Permanecemos ali, abraçados na varanda por maior parte da manhã, ouvindo o som do mar lá embaixo e sentindo o ar quente que vinha com as ondas.

Eu a tinha em meus braços e ambos não falamos, mas o sentimento era mutuo; o chamado inesperado de meu trabalho soou como um lembrete do final das ferias; nosso regresso às nossas casas, que a cada dia se aproximava. Jasmin levantou-se e sentou de pernas cruzadas, a minha frente; fitamo-nos um ao outro, ela sorriu, inclinei-me para ela e alisei delicadamente sua face rosada pelo rubor com as pontas de meus dedos. Olhando em seus olhos; o quanto eles trazem consigo. Veio a minha mente uma musica que dizia tudo oque eu desejei lhe falar naquele momento.

Acariciando seu rosto, cantei-a calmamente, baixinho, palavra por palavra para que fossem absorvidas e percebidas com toda a verdade que cada uma trazia.

When i look in to your eyes

It’s like watch the night sky

Or a beautiful sunrise

The so much they hold…” Seu rosto se aninhou na alma de minha mão.

Just like the old stars — a voz de Jas era de um grave doce, macio e da mesma medida que passava sensualidade e firmeza, mostrava seu lado delicado e meigo.

I see that you’ve come so far

To be right where you are – proseguiu ela.

How old is your soul? – cantamos juntos a partir desta frase – I won’t give up on us

Even if the skies get rough

I’m giving you all my love

I’m still looking up…

Intenso como o Sol a pino, sereno como o por do sol e reflexivo como o crepúsculo. Contemplativo como o céu estrelado e calmo como o mar a luz do luar.

Todo e cada segundo com Jasmin não poderia ser menos profundo. Uma viagem espiritual e arrebatadora. O que eu nunca vira, sentira, onde nunca fora e ninguém além dela poderia me levar. Sim, porque ela era assim. Um ser inspirador e lindo!

Meloso e piegas para os que veem de fora soariam os meus pensamentos. Mas eles não entendem, pois eles não a têm como eu tenho. E enquanto cantávamos juntos senti meu coração encher-se de inspiração, músicas inspiradas por ela.

Jasmin; And when you’re needing your space

Bruno; To do some navigating

Jasmin; I’ll be here patiently waiting

Ambos; To see what you find

“Cause even the stars — Jasmin cantou subindo uma nota alegremente, levantou-se da rede e de pé, com uma mãos estendida convidou-me ara dançar, peguei sua mão. “they burn” ela gargalhou quando a girei em meu colo.

“Some even fall to the earth

We’ve got a lot to learn – Jas pegou na bainha de seu vestido e girou graciosa.

God knows we’re worth it – eu cantei com um das mãos no peito e a outra erguida ao céu, olhando pra cima com uma cara de emoção exagerada. Jasmin riu “Bobo” disse ao passar deslizando por mim em sua dança. Enlacei-a pela cintura e prendi-a ao meu corpo. “ No I won’t give up” eu disse não mais cantando.

E juntos citamos o verso da canção; don’t wanna be someone who walks away so easily. I’m here to stay and make the difference that I can make. Our differences they do a lot to teach us how to use. The tools and gifts we got yeah, we got a lot at stake. And in the end, you’re still my friend at least we did intend For us to work we didn’t break, we didn’t burn. We had to learn how to bend without the world caving in I had to learn what i’ve got, and what I’m not and who I am.

Nossas vozes tomaram novamente a melodia. Calmamente, baixinho, palavra por palavra para que fossem absorvidas e percebidas com toda a verdade que cada uma trazia;

I won’t give up on us

Even if the skies get rough

I’m giving you all my love

I’m still looking up I’m still looking up

Um breve silencio.

I won’t give up on us – declaramos em uníssono. E nossos lábios se uniram suplicantes.


Jasmin pediu o almoço ao serviço de quarto e comemos enquanto assistíamos a um filme daqueles de comédia romântica que passava na TV. Já passava das 14h30min e eu tinha de ir.

– Você vem mais tarde? – Jas entrelaçou seus dedos em meu cabelo.

–Epero que sim, eu te ligo – abracei-a e por mais que ela fosse quase da mesma altura que eu, parecia-me tão pequena e frágil, com a cabeça recostada em meu ombro ela disse; “Não importa se estiver tarde, estarei te esperando.” Inspirei o perfume de seus cabelos e beijei o alto de sua cabeça. “Aloha, anjo.” “Aloha, Bru” – Jas sorriu e fechou a porta do quarto.


*Continua!

(O que mais gostou? Diga-me algo em especial?! Reviews e mais reviews vai? Honi :*)