Notas iniciais
Desta vez eu não demorei tanto não é? hihihihi
Menines, qui está; entregue o capitulo 40!!! *u*
"Eu queria sair dali. Talvez estar no meu apartamento vazio e frio, talvez em minha varanda melancólica. Seria melhor do que a dor que eu sentia, sim, eu sentia dor. Porque Bruno era o motivo de meu sorriso e agora meu sorriso estava com um rasgo."
T_T
Boa leitura!!!
Reviews pleas!?
honis :***

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-Eu estava te procurando – falei.

-Eu percebi. Também fui procura-la – Peter disse enquanto dava um trago, em seu olhar havia um brilho estranho.

-Você está estranho...

-Pensei que você estivesse passando mal, você demorou – Ele parecia estar se contendo, seus lábios estavam comprimidos.

Meu coração batia pesadamente. Perguntei-me oque ele havia visto, oque estaria pensando. Eu deveria contar-lhe sobre Santiago? A resposta era obvia; sim. Eu devia contar a ele. Afinal pela sua expressão Peter havia visto algo e se eu não lhe esclarecesse as coisas... Eu preferi não pensar. Estávamos apenas começando para chegar a um fim. Mesmo que tivéssemos que nos separar em breve. Não. Eu não era capaz de pensar nisso.

-Preciso te contar uma coisa... Falei hesitante. Eu segurava com as pontas dos dedos a bainha do vestido.

Peter franziu o cenho – Oque? Perguntou duramente.

Ergui as sobrancelhas, levemente surpresa, mas respirei fundo e desatei a falar, quanto antes melhor.

“ É melhor eu contar desde o inicio... No dia em que fomos ao ensaio da banda, enquanto eu esperava você me buscar na praia um homem me parou – Bruno ajeitou-se no tronco de arvore em que estava sentado. Ignorei seu ar tenso e concentrei-me em acabar logo com aquilo – Ele começou a andar ao meu lado, apressei o passo, mas ele insistiu e me acompanhar. Eu me irritei, gritei com ele perguntando qual era o problema, ele simplesmente veio com uma conversa banal. Pensei que era um qualquer dando encima de mim e então ignorei continuando a caminhar pela calçada. – Peter observava-me com atenção, os olhos semicerrados — Ele não desistiu, andando a minha frente tirou uma foto minha, eu estava prestes a arrancar a câmera das mãos dele quando você chegou. Você parecia conhecê-lo, eu não sei... Você me disse que ele era fotografo... – Ele assentiu minimamente mais para si mesmo, parecendo recordar-se — Eu não te contei como ele havia sido impertinente, afinal você havia chegado e logo sairíamos dali, não haveria porquê arrumar confusão.

Respirei fundo novamente – No seu primeiro show indo ao banheiro eu me perdi no estagio, acabei no meio do salão, no tumulto, sendo empurrada... Ele apareceu não sei da onde e me ajudou. Me tirou da multidão, me mostrou onde era o banheiro e um atalho pelo estacionamento para evitar a confusão, eu não tinha opção, Bruno, então aceitei. Foi uma coincidência desagradável... Imaginei se ele não queria se infiltrar até você... Mas ele disse... – Minha voz falhou e eu pigarreei.

-O que ele disse? – Peter insistiu.

-Ele disse que... Não quer nos fotografar... – hesitei.

-Oque mais ele disse?

-Disse que me quer – falei. As duas ultimas palavras pairaram no ar. Ecoando.

Bruno pôs-se de pé – Então me responda só uma coisa; você também o quer?

Seu tom de voz beirava o desafio, dor... Eu não sabia.

-Então por que você estava de conversa com ele?! – alteou o tom de voz.

-Bruno!

Sentia-me tonta, sufocando de calor. Sufocando!

-Não! Não! Gritei.

-Então oque é? – ele gritou mais alto.

-Ar, quando chegamos aqui no luau eu o vi, ignorei, mas fiquei intrigada por ele estar mais uma vez no mesmo lugar que eu, que nós! Depois do que ele havia falado! Eu queria bota-lo contra a parede! Pedir pra nos deixar em paz!

-Ah! Por favor! O cara da encima de você, diz que a quer e você vai correndo ao encontro dele!!! – Bruno gesticulava nervoso andando de um lado a outro.

-Agora você está me ofendendo – eu disse sentindo o choro querer vir à tona, minha cabeça latejava.

Peter soltou um pesado suspiro.

-Ele... Tirou uma foto minha. Quando eu ainda estava com as garotas, fiquei furiosa e fui procura-lo – tentei manter a voz estável, não tive muito sucesso.

-Peter! Olhe pra mim! – ele acendia outro cigarro – Oque você viu?

Ele ergueu o olhar, sua expressão era confusa, perturbada, tensa – Isso não faz sentido Jasmin. Por que você foi até ele? Se ele estava te perturbando por que não me contou? Eu sei que está acontecendo tudo rápido demais, mas pensei que tivéssemos confiança um no outro, eu poderia...

-Ar! – senti-me indignada – Agora você quer falar de confiança! Oque você acha que eu fiz? Acha que me joguei nos braços dele?! É isso?! Pois não!! Eu não fiz isso! Que droga! Eu sou apaixonada por você! Você!! Droga! O que houve com você, Peter?!

Ele pareceu ter levado um tapa na cara, ergueu as sobrancelhas e antes que dissesse alguma coisa eu falei.

-Pensei que você confiasse em mim... Depois de tudo, como o amor que fizemos horas atrás. Perdoe-me não ter contado antes – passei a palma da mão pela bochecha, a qual estava banhada de lágrimas.

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Bruno agora estava inexpressivo, eu virei as costas e sai andando pela areia solta.

Estava queimando de raiva! Como ele pôde duvidar de mim? Mas como sou idiota! Se eu tivesse contado a ele antes, se eu não tivesse ido procurar Santiago!

Eu queria sair dali. Talvez estar no meu apartamento vazio e frio, talvez em minha varanda melancólica. Seria melhor do que a dor que eu sentia, sim, eu sentia dor. Porque Bruno era o motivo de meu sorriso e agora meu sorriso estava com um rasgo.

Não queria vê-lo, estava magoada, sensível demais ultimamente... Mas no fundo eu desejei que ele viesse atrás de mim.

Caminhei até o fim da praia, sentei-me em uma pedra, as ondas quebravam preguiçosas molhando meus pés descalços.

Eu não vou chorar! Não, eu não vou chorar! Repetia mentalmente.

Quando virei o rosto para a direita vi Peter, parado ali. Meu coração doeu de tão forte que doeu. Eu não havia percebido sua aproximação... Há quanto estaria ali?

Virei o rosto para o imenso oceano a minha frente, olhando sem nada ver.

-Jas...

Voltei meu olhar para ele – Me perdoe por ter duvidado de você... Eu estou sob pressão, mas sei que isso não justifica. Você não sabe, mas a cada dia eu tenho olhado em seus olhos, visto seu sorriso e temendo não vê-lo mais. Tenho medo. Medo de perdê-la para quem ou oque quer que seja. Disse coisas na hora da raiva, estava aborrecido, perdoe meus ciúmes insanos.

Peter agora estava a minha frente, agachado, seu olhar era ansioso por uma resposta e quando encontraram os meus tudo evaporou-se.

Não consegui falar ou pensar, quando me dei conta já havia me atirado a seus braços e sem esperar por essa atitude Peter caiu de costas na areia, abraçando-me. Mais uma vez o mundo calou e ele curou toda e qualquer ferida em mim, com apenas um beijo.

-Me perdoe, me perdoe Jas – ele repetia aninhando minha cabeça em seu ombro, afagando meus cabelos.

-Bruno – sussurrei – perdoe-me por não ter te contado... É tudo culpa minha.

Seus lábios tocaram a minha bochecha, muito próximo a orelha, quente e encontrou meus lábios. Beijamo-nos lenta, demorada e melancolicamente.

Sentada de lado para o mar eu podia ver a festa ainda animada.

Nina, Ever e Tiara apareceram ao longe a nossa procura e vendo-nos abraçados a beira-mar, recuaram, voltando a sumir de vista.

-Agora, conte-me tudo com calma – Peter pediu.

Virei para trás para olhar em seu rosto.

-Tudo bem. Se esse cara está importunando-a; terá de se resolver comigo – disse com firmeza, raiva.

Pigarreei e pus-me a narrar desde meu primeiro encontro com Santiago até aquele momento. Tomando cuidado, preservando alguns detalhes que poderiam fazer-lhe perder a razão outra vez. Acabei por contar que Santiago era um fotografo que procurava conseguir fotos de Bruno, mas desistiu ao se interessar por mim. Mas dissera que iria embora e então eu achava que estava tudo bem.

-Ele tentou alguma coisa? – Peter ergueu uma sobrancelha.

-Não. Menti. Não que fosse uma total mentira, Santiago nunca tentara me agarrar, forçara alguma coisa. Suas palavras tinham um efeito mito pior. A não ser por aquele... Aquilo foi um beijo No queixo, lembrei com repulsa e raiva.

— Ele só me provocou com palavras – disse – Por favor, Peter, esqueça isso. Eu também esquecerei, não quero mais brigar com você. Ele vai embora, não conseguiu nada. Por que eu sou sua – Passei os dedos por entre seu topete protuberante, eu segurava seu chapéu na outra mão.

-Espero mesmo que ele suma. Se não você terá de ir me ver na delegacia, querida.

-Oh, Bruno! Protestei.

Ele riu.

-Sério Bruno, eu não quero que você se prejudique por minha causa. Há tantos como esse cara por aí, esperando que você dê uma brecha, qualquer vacilo...

-Jas, tem milhares como ele por ai sim. Por isso você não deve se deixar levar pela irritação, eles se metem em nossa vida, nos fotografam em momentos privados, ou que eram pra ser... Inventam coisas ou aumentam, isso é irremediável. Apenas ignore. E Jasmin, você é a minha namorada e eu esmurrarei qualquer um em qualquer lugar que se meta com você. Você em primeiro lugar, seu alguém afeta-la diretamente... – ele fechou os olhos dando um pesado suspiro – Eu não me importo com o resto.

-O resto é a sua vida, sua carreira. Eu sou só...

-Você é a minha vida – interrompeu-me.

Ergui as sobrancelhas e sorri – Bobo – falei baixando a cabeça.

-Jas? – chamou-me em um sussurro.

-Bru? – respondi em outro.

-Me beije mulher.

Ergui o rosto. Ele sorria, os cantos da boca carnuda marcados pelas covinhas. Olhei em seus olhos castanhos, estes pareciam brilhar – beijei-o.

Era aproximadamente 3h30min da madrugada.

Estávamos todos na calçada da praia em conversa animada e despedindo-nos.

-Amanhã Bruno!? – disse Bane animadamente enquanto apertava a mão de Peter.

-Amanhã oque? – indaguei.

-É! Amanhã oque? – Nina que conversava com Jaime e Presley voltou a atenção para nós, as mãos na cintura.

Bane e Bruno entreolharam-se com um sorriso travesso.

Ergui uma sobrancelha – Peter?

-Nós vamos saltar da Makahihi o’e – falou.

Agora foi a vez de mim e de Nina entreolharmo-nos trocando um sorriso alucinado, éramos igualmente piradas por loucuras que causam adrenalina. Contemos gritinhos de empolgação e rimos.

-Ah, achamos muito bom!!! – Nós quatro rimos.

De repente percebi que as demais conversas pararam e todos prestavam a atenção em nós.

Nos despedimos da das irmãs e cunhados de Bruno, do Senhor Pete e Harry.

-Apareça por lá de novo! Poderíamos dar um passeio pelo lago Ko Moe – sorriu D.Berny.

-Claro! Eu sorri, Berny era tão doce. Você poderia me ensinar algumas coisas Aloha também – ela riu.

-Tudo bem. Aloha ahiahi (boa noite) Jasmin.

-Mahalo (obrigada(o)). Aloha, Berny – acenei e depois de abraçar Peter ela entrou no carro, onde Harry, Tio John e Tiahiti a esperavam.

-Amanhã às 9h00min no posto da Makahihi o’e. De lá seguiremos a trilha – disse Peter.

Phil, Ryan, John, Josh, Bane, Mary, Silvia, Ever, Nina e eu concordamos empolgados.

Quando cada um já ia para seus respectivos carros, Nina puxou-me para o canto – Eai? – sussurrou com urgência – Contou a ele?

-Ahan. Tudo bem – garanti.

Nina apenas deu-me um sorriso enorme e virou indo de encontro a Bane que esperava-a ao lado de Bruno que também me aguardava. Fui atrás dela.

-Aloha, Bruno! – Disse ela.

-Aloha! – sorriu Peter ao pegar em minhas mãos – Valeu Bane! – Teve tempo de dizer antes que eu o beijasse e não vimos se Bane o respondeu.

Quando chegamos à casa de Bruno reversamos no banheiro.

Eu estava sentada com as pernas cruzadas na poltrona do quarto, secando meus cabelos após o banho e Bruno vestia a frente do closet a camiseta branca que usava para dormir.

Ele jogou-se na cama; com a cabeça apoiada nas mãos, ficou a me observar.

-Que foi? – eu disse meio enrubescida.

-Nada – ele sorriu.

Ergui as sobrancelhas e religuei o secador que havia desligado para ouvi-lo melhor. Ainda faltava o lado esquerdo, oque era o mesmo que a quantidade de cabelo de uma pessoa normal, em minha cabeça havia cabelo suficiente para três pessoas.

Peter levantou-se e foi até a porta da varanda – abriu ambos os lados da porta dupla, uma lufada de ar quente entrou no quarto. Desde a primeira noite dormíamos com as portas e janelas abertas, preferíamos ao invés do ar condicionado. Ele recostou-se no portal de madeira, contemplando o mar. Seu short de tecido leve balançava com a brisa. Eu vestia short e camiseta de cetim branco.

Bocejei cansada.

Aquele dia havia sido longo.

Acordamos na tensão de receber o resultado do teste de gravidez. Visitamos a casa de Berny pela manhã e de lá seguimos para a clinica. Eu ainda estava sentida pelo oque havia acontecido depois que saímos de lá, mas como dissera Bruno, talvez não seja o momento certo para um filho. E realmente não era.

Com um sobressalto lembrei -me de tomar a pilula do dia seguinte. Já era madrugada, já era o dia seguinte.

Há quanto tempo eu estava ali? Dezoito dias?

E eu já havia mudado tanto... Hoje eu sorria.

Mesmo após o stress com Santiago e em seguida a discussão com Bruno, além da tensão do dia anterior; o fato de eu e Bruno termos apenas mais uma semana juntos... A metade dessa semana já havia passado. Apesar de tudo eu estava bem, cansada, mas bem. Eu estava com Bruno.

Bocejei de novo e desliguei secador deixando-o de lado. Levantei e fui para frente da parede de espelho, fiz uma longa trança – talvez meus cabelos tivessem crescido um pouco, estavam bem abaixo da cintura.

Fui até o criado mudo peguei a cartela das pilulas e engoli uma a seco, ficou entalada na garganta, mas aos poucos passou o desconforto.

Ao me virar, Peter olhava para mim, sorrindo.

Fui até ele, abraçamo-nos.

“Jasmin... Jasmin... Jas... Jasmin... You’re my flower... Jasmin, Jasmin... Jas... Angel mine.” Cantou baixo. Eu fechei meus olhos e inspirei seu cheiro. Um perfume difícil de discernir. Era como as ondas do mar ao alvorecer, as nuvens do poente e o sabor de seu beijo.

-Jas?

-Bru?

Pegou-me no colo e levou-me até a cama a qual hoje estava forrada com lençóis azul-claros. Pousou-me entre as almofadas e travesseiros que eram de uma variação do azul-claro ao branco e deitou-se ao meu lado, viramos um de frente para o outro.

Seus olhos refletiam as estrelas lá fora, a noite estava clara, silenciosa, até as ondas pareciam calmas. Ele fitava-me quase sem piscar e eu não conseguia desviar meus olhos dos dele.

— When i look in to your eyes, is like wacthing the night sky – ele começou a cantar quase em um sussurro – Or a beautiful Sunrise – sorriu – The some much they hold, just like the old stars. I see that you’ve come so far, to be right where you are. How old is your soul… Lembra-se de quando ouvimos juntos essa música pela primeira vez? – fiz que sim – Eu pensei; “Essa música foi escrita pra Jasmin.” Para eu cantar para você, porque é exatamente o que sinto quando olhos em seus olhos.

-Sabe oque eu pensei quando eu a ouvi pela primeira vez?

-Oque?

-“O que eu mais quero nessa vida, talvez seja meu maior sonho, é que alguém me diga isso.” Eu toquei seus lábios com as pontas de meus dedos.

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-Bruno... – eu sussurrei seu nome saboreando-o – Bruno...

E ele inclinou seu corpo ao meu, colou seus lábios nos meus – Peter – repeti seu nome de olhos fechados. Os lábios dele roçaram delicadamente nos meus e então nossas línguas encontraram-se e entrelaçaram-se.

Percebi minha respiração contida e soltei um arfar doce como um gemido reprimido.

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Bruno conduziu-me num beijo carente, doce, necessitado. As mãos grandes dele percorriam quentes pelo meu corpo, por dentro de minha roupa, em minhas coxas. O corpo dele estava sobre o meu, nossas respirações estavam lentas e fortes.

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Bruno conduziu meu corpo em caricias calmas e intensas, rolamos na cama; ele ergueu-se e tirou minha camiseta, voltou a beijar-me e desceu os lábios aos meus seios, acariciando-os com leveza e então desceu meu short de cetim.

Observei-o despir a camiseta e joga-la no chão, ele voltou-se para mim, abraçando-me junto ao seu peito. Beijamo-nos carinhosamente.

Foi como chocolate derretendo ao fogo da lareira, lento, quente, doce.

Os únicos sons eram de nossa respiração, as batidas de nosso coração, nosso gemido; éramos um só.

E o estalar molhado de Bruno dentro de mim.

Continua!!

Notas finais
Surpresas? Aliviadas? Decepcionadas? Oque sentem? digam-me!!!
obg por ler!