How Do You Say I Love You?
9 Casquinha >.
Notas iniciais
Tomei meu café da manhã em companhia de Nina. Ocupamos a maior parte da conversa falando de Bane e suas loucuras ao lado dela. Sinceramente os dois combinam. Bane a levara para dar uma volta de Jet Ski Rush, eles apostaram corrida como loucos.
– A’ ole pilikia. (Sem problema) Eu disse quando Nina desculpou-se por não poder passar o dia comigo, teria o dia cheio no trabalho hoje.
Fui tomar uma ducha gelada, o dia realmente estava muito quente, a sensação térmica com certeza muito mais alta do que no Rio de Janeiro. Aonde eu iria? Oque eu faria? Talvez um passeio pelos pontos turísticos, shopping, praia… Peter. Mordi o lábio inferior, vendo seu rosto em minhas lembranças. Ain, que beijo! Desejei vê-lo, distraída lembrando-me da noite passada escorreguei no tapete ao sair do boxe. Sai do banho enrolada em toalhas, abri o guarda roupa. Escolhi um short jeans boyfriend, camiseta branca customizada, grafitada com o nome de uma de minhas bandas favoritas “Sex Pistols”, uma imitação da blusa da Joan Jett, uma das minhas cantoras preferidas.
O sinal de alerta de nova mensagem do meu celular tocou em algum lugar do quarto. Olhei em volta procurando avistar o aparelho, sem encontrar deixei pra lá. Vesti o short e a camiseta. O alerta tocou de novo. Aar! Levantei da cama – eu procurava meu All Star embaixo dela – e fui procurar o celular.Sinceramente, acho que estou mudando de ideia em relação a não conseguir viver sem tecnologia. Esse troço fica tocando, perturbando! Mas onde é que está? Fucei nas gavetas da mesa-de-cabeceira, embaixo dos lençóis, e finamente encontrei-o do outro lado do quarto. Nossa como é que veio parar aqui? Eu ri, lembrando-me de também ter deixado a porta aberta durante a madrugada, eu devia estar muito aérea.
Meu coração bateu forte quando apertei qualquer tecla do celular e vi quem me enviara a mensagem. Na tela do aparelho li : “ 2 Novas Mensagens: Peter Hernandez” Selecionei ‘Abrir’
“ Bom dia Flor!
Devo confessar que passei a noite pensando em você.
Quero vê-la de novo, logo. Hoje tenho que ir ao estúdio, mas tenho a manhã livre.
Aceita tomar um sorvete comigo?
Beijo!”
Reli a mensagem três vezes seguidas, mordendo o lábio inferior com força. Ao ir para o próximo sms recebido tive uma leve decepção, era de Nina.
“Amiga!! Você não imagina quem acabei de ver passando de carro!!!
BRUNO MARS!!!
Meus Deus o cara é lindo!
Quase corri atrás do carro! Kkkkkk”
Eu soltei uma risada nervosa. Bruno Mars! *-* Eu amo as músicas dele, adoraria pedir um autografo. Mas meus pensamentos logo se voltaram ao Peter, tornei ao sms que ele me enviou, reli-o. E comecei a maquinar oque responder. Momento estranho esse, quando você recebe uma mensagem do cara e não sabe oque responder. Em dúvida, não querendo transparecer que está caidinha por ele. O que é o meu caso.
“Bom dia Peter! Comigo não foi diferente.
Eu adoraria, a que horas?”
Digitei e enviei.
Sentei na cama, com um sorriso de orelha a orelha. Perguntando-me e não entendendo o porquê de tanta empolgação. Eu mal o conheço! Eu Hein! Se controla mulher! Ordenei-me mentalmente. Inútil. Ao pentear os cabelos e passar o rímel e gloss vi meu reflexo sorrindo boba no espelho. Após ler a seguinte mensagem:
“ Agora. Pode ser?
Já estou em frente ao hotel. :$”
Meu cabelo comprido solto repartido ao meio, separei dois cachos da frente e prendi-os atrás. Pela primeira vez dez de que cheguei ao Hawaii me lembrei de levar a câmera comigo. Peguei minha bolsa e desci.
Ao atravessar o salão de recepção vi Peter ao longe rodeado de meia dúzia de pessoas, dois caras acompanhando algumas meninas vibrantes com papel e câmera nas mãos. Franzi o cenho. Não sabia que Peter já tinha fã! Em seguida sorri. Isso é bom! Ele deve ser bom. O grupo já estava de saída. Antes de eu chegar aos degraus de mármore, se foram. Peter vestia bermuda jeans escuro, camisa cinza com um colete jeans. Usava um chapéu de Feltro Fendora cinza, óculos Wayfarer. Refleti no quanto ele é estiloso.
Peter tirou os óculos, sorrindo.
– Oi. – Saldei-o, um passo a sua frente.
– Oi. – Ele sorriu perfeitamente, não pude deixar de admirar suas covinhas fofas.
– Seus fãs? Dei um sorriso admirado.
– É… – Respondeu reservado, com um sorriso moleque. – Vamos?
Não fomos muito longe de carro. Algumas esquinas depois, Peter estacionou em frente a um estabelecimento intitulado Rock Island Cafe. Seu interior decorado com muita cor, um estilo que me lembrou o japonês.
Sentamo-nos a uma mesa mais retirada, o restaurante estava vazio além de nós. Pedimos dois Milk Shake.
– Por que você fica me olhando assim? – Indaguei-o. Seus olhos castanhos fitavam-me com intensidade.
Ele sorriu. – Porque eu não consigo te olhar de outra forma.
– Ah, isso responde muita coisa. – Ergui as sobrancelhas.
– Você é linda. E o seu jeito…
Enrubesci. Apertei os olhos. – Ah, ahan. Dei uma risadinha curta e cética. Nossos Milk Shake chagaram a nossa mesa.
“É foi a maior loucura saímos correndo pelas ruas, e o cara gritando atrás de nós! Deve ter nos xingado de coisas horríveis. Mas não tem a menor diferença ele falava em tailandês sei lá. Haha”
“Cara, você é louco!” Gargalhei.
“Eu achei muito louco! É paradoxal! Imagine Jesus casado, documentos que provem o casamento com Maria Madalena! Impossível.” “ Concordo, e o final é tão improvável. O Langdon… er, deixa pra lá. Não vou te contar o final.” Eu sorri, interessante ele também ter lido O Código Da Vinci.
“Como o convite foi para tomar um sorvete.” Peter pegou um ‘casquinha’ empilhado de bolotas de sorvete com o atendente do carrinho ambulante. “Mahalo. Casquinha é?” “Esse aqui ainda é pequeno.” Caminhamos pela orla da praia, conversando como adolescentes com os hormônios a flor-da-pele. O celular dele tocou. Peter pegou-o do bolço, olhou e ignorou a ligação. Voltamos à conversa, porém o celular tocou novamente. “Atende Peter. Deve ser importante.” Sorri. “Desculpe, só um minuto.” Ele deu um sorriso torto. Viajei observando a paisagem, impossível de me acostumar com um paraíso daquele.
“Era o Phill. Me lembrando do ensaio, estou atrasado duas horas.” Peter deu outro sorriso torto, dando de ombros.
“É melhor você ir então. Não quero…” “Eu não queria estar em outro lugar Jasmin. Mas o dever me chama. Aceita uma carona de volta ao hotel?” “Na verdade, acho que vou ficar por aqui. Mahalo.”
Caminhamos até o Hyundai-Genesis vermelho vivo de Peter. “Nos vemos amanhã?” Ele propôs. “Com certeza!” Dei-lhe um grande sorriso. Peter pegou em minha mão, se aproximou, olhando em meus olhos, nos beijamos. Tive a sensação de que cada terminação nervosa de meu corpo era um fio desencapado. Seu beijo tão doce, intenso, nossas línguas geladas por causa do sorvete. Saboreei sua língua, Peter pegou em minha cintura e me apertou contra ele, ficamos ali encostados no carro, durante um longo tempo. Até seu celular tocar novamente.
– É melhor você ir… Eu disse entre beijos.
– Ah, quer que eu vá é?
– Peter, não…
Ele me calou com outro beijo, agora com uma sede impressionante, ardente. Ergueu-me do chão abraçando minha cintura, girou e pôs-me no chão de novo. Uma sensação deliciosa percorreu meu corpo, soltei uma gargalhada. Abri os olhos, os dele abriram-se um segundo antes dos meus. Ele me deu um selinho e me soltou. “Até amanhã Peter.” “Até amanhã Jasmin.” Peter me deu outro beijo delicioso e abriu a porta do carro, entrou. Sentado no banco, me deu uma piscadela e se foi.
Vi-o se afastar, e desci para a areia, meus pensamentos tomados pelo seu beijo embriagante. Fiquei pela praia até pouco depois das 15h:00min. Pedi para alguns havaianos tirarem fotos minhas, uns inclusive saíram nas fotografias ao meu lado. Surpreendi-me ao perceber que nem a paisagem paradisíaca havaiana foi capaz de tirar Peter de meus pensamentos.
Notas finais
Grande honi Hooligans!
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