How Do You Say I Love You?
42 Autoconfissão
Notas iniciais
Oh, como amei este capitulo!
Acontece algo de suma importancia!
Obrigada por seus reviews maravilhosos!!
Como eu costumo dizer; Oque seria de minha história se não houvesse quem a lesse?
Nada mais triste do que uma história que ninguém ouviu.
Boa leitura, queridas!! :*
Yasmine.H'
O céu de azul miosótis estava fora de vista agora, pois as copas das arvores eram muito altas.
Ouviam-se vários cantos de pássaros ecoando por entre os galhos.
A vegetação de verde claro das plantas pequenas ao verde escuro das plantas mais antigas proporcionava-nos um frescor agradável, apesar de o sol estar fulgido e intenso.
-Falta muito? Resmungou Ever.
-Só mais 10 km. Respondeu Phill sacana.
-Ar! Ever ficou exasperada.
Todos riram.
-Isso é brincadeira não é? – disse ela esperançosa.
-Já estamos chegando, Ever. Só mais 3 km – Ryan tranquilizou-a dando de ombros.
Ela gemeu.
Eu ri.
O caminho era irregular, tínhamos de prestar muito atenção para não arranhar-nos nos galhos que fechavam a trilha cada vez que avançávamos.
-Ryan você tem certeza de que isso é uma trilha? – indagou Mary – Por que eu não estou vendo mais nenhuma sinalização…
-Essa é a nossa trilha – respondeu ele enquanto apoiava no tronco de uma arvore para pular sobre a raiz após de ajudado Mary a passar.
Eu fui após ele, Peter segurando-me pela cintura.
-Como assim, nossa trilha? Disse Ever.
-Eu, Bruno e outros amigos sempre vinhamos pra essas paragens. Nunca seguíamos trilhas, pegávamos atalhos. Lembra quando caímos no buraco, Bruno? Ele riu.
-Haha! Claro que eu lembro! Nós corríamos morro abaixo, pulando pedras e raízes quando de repente “BUUM” – risos – Caímos em um buraco de três metros mais ou menos.
Ryan deu uma risada.
-Como é que vocês saíram de lá? – indaguei rindo.
-É, porque um buraco de três metros pra quem tem pouco mais que 1.50 metro de altura – tossiu Phill zoando Bruno.
Nós rimos, Bruno gargalhou gostosamente.
-Pra isso serve o Ryan – disse ele – Subi nos ombros dele e consegui escalar até o alto, de cima joguei uma corda pra ele.
-Ah, não passaram nem dois dias desaparecidos e desesperados? – Lamentou Josh.
-Não. Pensa que somos você? – disse Peter zombeteiro.
O pessoal riu.
-Ah, haha. Você contou a eles Josh? – falou Silvia.
-Oque? – disse Nina pela primeira vez manifestando-se.
-Vai conta Josh! Incentivou Silvia.
Josh pulou por cima de uma pedra e limpando uma mão na outra se pôs a narrar.
-No campeonato de surf do ano passado eu tava em uma onda com mais de 7 metros. – ouviu-se “oh” de espanto nosso – Eu tava indo numa boa bro, mas po, eu tava tão doidão que não me liguei que tinha uma rocha bem na minha frente! Pelo movimento e a altura da água não deu pra ver, a rocha arranhou a prancha e perdi o controle. Daí “BUM”- ele imitou Bruno, nós rimos – Voei muito alto meu brother!! Haha. Fui parar numa ilha deserta levado pela maré. Fiquei dois dias e duas noites lá, só comendo coco – ele balançou a cabeça.
-Ah, agora conta onde era essa tal ilha, Josh!! Disse John rindo, Bane, Bruno e os demais rapazes concordaram.
-Era… Ele passou a mão pelos cabelos lisos dourados. Po era a mesma ilha, só que do outro lado tá ligado? Eu fui andando pela margem… Era só contornar a praia… Disse risonho e meio envergonhado, mas dando de ombros.
Nós rimos muito.
-Tudo por causa do iceberg, afundou meu Titanic. Eu ia ganhar aquele campeonato se não fosse isso… Maior vacilo… Resmungou.
Gargalhamos gostosamente.
O caminho tornava-se mais íngreme conforme avançávamos. Já era possível avistar os picos dos penhascos, tinham a cor marrom-opaco e tão altos que imaginei se tocavam o céu.
Percorremos o tortuoso caminho cheio de obstáculos naturais; pedras pontiagudas, raízes de árvores antigas e troncos caídos. Vimos também um lindo e assustador grupo de borboletas; havia umas centenas delas, pousadas na relva e nos galhos das plantas floridas. Todas de cores quentes, como tons de vermelho ao marrom, amarelo ao laranja. Nós paramos ali por um momento, para descansarmos deitados a sombra.
Após uma cansativa caminhada e concentrada, pois era preciso prestar muita atenção para evitar tombos, enfim chegamos ao topo do imenso relevo rochoso, Makahihi o’e.
“Ooooh” Suspiramos em uníssono admirados.
A nossa frente abria-se uma imensidão fascinante.
A vegetação tropical da floresta a qual percorremos, tão verde, tão vivo! A oeste a cidade, prédios e casas em meio a rochas e a beira do litoral. Ao lado o Oceano Pacifico tão imponente e grandioso. Os raios de sol em suas águas refletidos tremeluziam tranquilamente, parecia um mar de estrelas, pedras preciosas ou purpurina prateada. E ao longe só a imensidão infinita das águas de azul-elétrico. Muito distante dos Continentes Americanos ou Africano. Tão distante de tudo. O céu sublime acima de nós, inspirador. O sol esplendoroso luzindo com todo o seu talento.
Por longos minutos apenas sentamo-nos ali.
Peter pegou a minha bolsa e junto com sua mochila colocou de lado, pegou uma garrafa d’água para mim, outra para ele.
Hoje Peter usava um boné preto, seu cabelo estava mais aparado dos lados. Camiseta branca e bermuda camuflada, tênis completavam o traje. Sua pele estava mais bronzeada, as faces coradas, o corpo musculoso suado. Ele sentou-se entrelaçando-me com as pernas torneadas.
Fora uma ótima escolha minha ter optado por shorts bege e camiseta customizada com cortes e rasgos ligados com nós, eu também usava boné. O qual eu pegara emprestado de Ryan sem planos de devolver. O boné era azul marinho com detalhes em verde-claro e “ALOHA” bordado na frente.
Contemplamos a cidade de Waikiki, Honolulu com adoração. Meu coração parecia inflado por tal sentimento.
Pouco mais de uma hora depois Phil tirou o violão da mochila e passou-o a Bruno, que o aceitou com um belo sorriso.
“I wanna be a billionare so fucking bad. Buy all the things I never had”…
Phil acompanhava-o na segunda voz e nós estalávamos os dedos ritmadamente.
“Is this love Is this love that i’m felling”…
“Somewhere over the rainbow”…
Cantamos tais músicas de ritmo gostoso, alegre, envolvente e tranquilo e tão havaiano que após comermos, deitamos a sombra nas margens da clareira e alguns pegaram no sono. Outros ficaram a conversar, como Mary e Ryan que pareciam estarem se dando muito bem.
Mary tinha os cabelos louros como trigo, ressecados pelo sol, mas bonitos. Ao cumprimento dos ombros. Olhos verdes e muitas sardas pelo rosto, braços e costas. Uma mulher de sorriso encantador. Havia uma luz veronil nela, uma aura natural.
Ryan, o moreno de aspecto indiano, ou melhor, havaiano. Cabelos cumpridos até os ombros, negros como carvão e brilhosos como cetim. Ryan não era só um homem definido muscularmente, mas tinha a estrutura óssea enorme. Enquanto Mary não tinha mais que a minha altura; ela media aproximadamente 1.50 metro de altura.
Bruno e eu trocamos um olhar cheio de significado após observar a interação deles. Beijamo-nos risonhos e desta maneira permanecemos por horas a fio.
Quando por fim paramos de nos beijar o sol já havia mudado de posição. Josh, John, Silvia, Ever e Phil estavam sentados em roda cantando ao violão. Quanto a Bane e Nina, Ryan e Mary, estes estavam entrelaçados trocando beijos íntimos com direito a mão na nuca e leves cravar de unhas nos braços. Peter e eu sorrimos e rimos felizes. Vendo nossos amigos todos reunidos. Ali no lugar mais belo do mundo!
Voltamos a nos beijar.
Até que, minutos depois John veio nos convocar; Vamos lá pessoal! Vocês estão aí na maior doçura e nós aqui — ele riu – Vamos! Chegou a hora! Disse eufórico.
Eu olhei espantada para Bruno.
-Que foi? – Sim! Como eu amava o modo que ele falava isso.
-Está com medo? – perguntou.
-Não é bem isso. É só o nervoso de que o momento mais esperado finalmente chegou. – sorri exultante – Vamos!
Levantei-me agilmente – Vem! Eu disse correndo para a beira do penhasco de onde o pessoal dava seu ultimo mirar na paisagem.
Bruno riu e levantando-se me alcançou com facilidade. Ele abraçou-me por detrás, as mãos dele entrelaçadas nas minhas.
Agora estava próximo ao por do sol. A luz solar estava dourada, o céu já ganhando um tom alaranjado.
Da mesma maneira que Peter fizera em nosso primeiro passeio a Oahu, nós amarramos as mochilas em uma corda e as pousamos lá embaixo na estreita orla rochosa.
Posicionamo-nos todos lado a lado na beirada do penhasco, de mãos dadas erguidas ao céu.
-No dois nós saltamos!! Disse Peter.
Eu ri.
-Dois? Por que dois? – indagou Silvia rindo também.
Virei o rosto para olhar Bruno, ergui uma sobrancelha. Ele fez uma cara sonsa que expressava “Que foi?”. Eu ri – É coisa dele Silvia! Eu disse. No dois pessoal!
-No dois!! Eles concordaram em uníssono.
-Ai, eu to com medo! Ever disse com sua voz aguda ainda mais fina em tom histérico.
-Relaxa gatinha, eu to segurando sua mão. Disse Josh.
Todos podemos perceber mesmo sem ver o olhar que Ever lançou a ele, piscando as pestanas de forma sedutora.
Nós rimos nervosos.
“UUM!” Começou Bane.
“DOOOOOOOOIIS!” Berramos correndo em direção ao abismo.
E o chão sumiu de nossos pés.
Voamos!
Todos gritaram.
Ouvi o “AAAAA!” agudo de Ever,
“Uhuhuoooooor!” de Peter a minha esquerda,
“Ah! Ah! ISSO AII!” de Nina,
“BROTHEEEEEEER!” de Josh, os outros se fundiram e o meu grito risonho ecoou a minha alma.
Meus cabelos chicoteavam para trás com a força da velocidade da queda.
Perfurei a superfície das águas do Pacífico como uma flecha certeira.
Afundei e emergi, nadei sentindo os movimentos das águas massagearem meu corpo e aos poucos fui avistando as cabeças de meus amigos, sorridentes. Primeiro Silvia, depois Ever e John, Mary indo de encontro a Ryan e Peter pegou-me de surpresa pela cintura tomando meus lábios em um beijo apaixonado.
Permanecemos na água por um longo tempo, aproveitando aquele dia feliz.
Depois sentamos todos nas pedras da extremidade da praia. Tiramos fotografias; em grupo, entre as moças, entre os rapazes, em casais ou entre os solteiros, no caso de Phil que era o único casado vinha de penetra em todas as poses. Assistimos ao por do sol cantando Bob Marley.
O céu estava de um lilás aguado e sereno, rajado de nuvens cor- de-rosa e salmão. Na extremidade oeste o sol era rubi flamejante, gaivotas e outras aves inclusive o Pikake sobrevoavam acima de nossas cabeças. O sopro marinho bagunçava nossos cabelos.
∞
Bruno estacionou no gramado de casa e contornou o carro, abriu a porta para mim. Fomos direto para a varanda dos fundos, a varanda de nosso quarto.
Eu joguei minha bolsa em uma das cadeiras dali e sai correndo pela escada com degraus feitos de troncos de árvores e continuei correndo quando meus pés tocaram a areia, rindo, com os cabelos esvoaçando.
-Jas? – Peter indagou surpreso e pôs-se a correr atrás de mim. Ele me alcançou com facilidade e tomou-me em seu colo.
Eu gargalhei.
O dia estava sendo maravilhoso demais, eu estava feliz!
Já era a hora próxima a meia-noite e eu não queria que acabasse. Não queria dormir, não queria perder um minuto sequer.
Bruno me beijou intensamente, seus braços de músculos rígidos me envolvendo era tudo de que eu precisava.
-Isso tudo será inesquecível – sussurrou ele.
-Incomparável – eu disse.
BRUNO
Pus Jasmin de volta com os pés na areia.
Ela sorriu.
Reparei nos cantos de sua boca erguidos, marcando o meio de suas bochechas de formas arredondas e coradas com uma covinha muito superficial. Perguntei-me se ela tinha conhecimento dessa característica dela, a qual em minha opinião dava-lhe um aspecto de menina, alabastro.
Por baixo de sua blusa de alça fina, ela usava um dos biquínis que eu lhe dera quando fomos a Oahu na primeira semana em que a conheci.
Levei as mãos a bainha da blusa dela e levantei-a até a barriga, esta era lisa, de pele macia como pêssego, levemente bronzeada. Jasmin tomava muito cuidado com sua pele, usando filtro solar de UV alto. Eu gostava de vê-la com a ponta do nariz suja, pois ela sempre se esquecia de espalhar naquela área.
Jas ergueu os braços e eu terminei de despi sua blusa.
Eu também gostava de como o verde escuro do biquíni contrastava com seus cabelos ruivos, estes pendiam livremente soltos até abaixo da cintura. Cacheados e brilhosos. Volumosos. Oque eu achava enlouquecedoramente sensual.
Jasmin era de uma beleza única. Tão natural e delicada. E, selvagem, uma vez que era livre para deixar os cabelos soltos ao vento e correr descalço. Uma mulher doce e meiga, romântica, menina, mas igualmente sensual, sexy, sexual e atrevida, fina, sofisticada e elegante. Uma mulher que não poupava sentimentos ou emoções. Entregava-os e demonstrava-os, mesmo que não percebesse.
Uma mulher de atitude e personalidade própria. Livre, mental, espiritual e se ela me deixasse, sentimentalmente.
Escolhera seguir a psicologia por pensar nos outros, por querer mostrar as pessoas e ensina-las a como ser livre. Como ela era.
Eu admirava isso em Jasmin entre tantas outras coisas.
Mas se esse ato de pensar no próximo não a fizesse esquecer-se de si mesma.
Não importava, eu estava aqui agora para fazer isso por ela.
-Não sei se um dia ainda me acostumarei com esse olhar – disse ela com sua voz macia, entre o grave e o agudo, uma voz sussurrada e doce.
Pisquei despertando de meus pensamentos, sorri – Como?
-Você me olha como… Como se eu fosse a coisa mais incrível que já encontrou ou como se eu fosse criar asas e sair voando…
Eu ri, ela também.
-Bem que você gostaria de sair voando – eu disse, Jasmin sorriu delicadamente.
-Você lembra do que eu disse.
-Claro que lembro.
Jasmin deu um passo à frente e deslizou as pontas dos dedos suavemente por meu braço.
Arrepiei-me.
Ela recostou a cabeça em meu peito enquanto suas mãos entravam por debaixo do tecido da minha camisa. Eu despi a camisa e joguei-a na areia; Jas afastou-se e abriu os botões do short deixando-o cair aos seus pés.
Observei-a caminhar até o mar, apenas molhando os pés.
A lua esta noite estava cheia. Sua luz prata banhava a noite e o corpo de Jasmin, deixando-a com a pele ainda mais alva.
Fui ao seu encontro.
-Você é sim a pessoa mais incrível que já encontrei. A mulher mais foda – pisquei um olho, ela riu.
-Te olho, observo-a absorvendo cada gesto, cada detalhe, para guardar comigo. Eu disse.
Jasmin sorriu baixando a cabeça, provavelmente eu bem sabia, corando.
-Já deve ser meia-noite – ela disse contemplativa olhando para o céu.
-É, acho que sim.
-É a minha hora favorita do dia – respirou fundo com os braços erguidos, inspirando o ar salgado.
-Por que a meia-noite? Não é uma hora sombria?
Jasmin que havia dado alguns passos na areia molhada voltou-se para mim, com um brilho encantado nos olhos. Um brilho que só aparecia quando ela revelava algo profundo que descobria. E como ela descobria? Mergulhando em sua própria alma.
-Oh, não. É como o crepúsculo ou o Réveillon – ela disse olhando para o horizonte, fitando a imensidão da noite.
-Não consigo entender – eu disse confuso.
-Venha Bruno – Jasmin estendeu-me a mão, peguei-a e pus-me ao seu lado.
-O crepúsculo finda o dia. Trás a escuridão da noite – disse ela — No entanto, não é o fim. Após o crepúsculo inicia-se um novo momento; o de contemplar as estrelas, a lua. E não é lindo fazer isso? Como eu o beijo sob o luar – Jasmin inclinou-se a mim e tocou levemente seus lábios nos meus, ela sorriu e prosseguiu.
“O dia 31 de dezembro é o ultimo dia do mês, ultimo dia de um ano. O ultimo momento de um tempo, de uma época. No entanto não é o fim. No momento em que acaba um ano, em que o ciclo se completa, começa outro. Exatamente no mesmo instante. É mágico, é lindo! É como morrer e voltar a vida em um raio de luz, em um piscar de olhos, em uma batida de coração. É como eu vejo. A meia-noite é assim também. O fim é sempre um novo começo.
Eu olhava seu rosto de perfil, Jasmin ainda contemplava o horizonte invisível.
Eu nunca havia pensado daquela maneira. Oque Jasmin dissera fora tão profundo! Algo que poucos têm é o talento de enxergar a essência da vida. Pois estas, as coisas essenciais são invisíveis aos olhos, como ela me dissera ao me contar sobre a história do Pequeno Príncipe em uma de nossas noites na praia.
Jasmin; uma mulher linda, fascinante por sua alma.
Sob aquele luar, com a mão dela na minha eu soube sem a menor dúvida; eu a amava.
Não era só admiração, fascínio. Não podia ser só paixão, atração ou desejo. Oque eu sentia naquele momento era muito além disso.
Eu sentia falta de Jasmin, mesmo que se eu passasse horas, noites a fio ao seu lado – como estava fazendo há semanas – não seria o suficiente para mim. Eu não podia abrir mão dela, esquece-la, deixa-la ir ou vê-la partir.
Eu a amava.
O mar revolvia as ondas com espumas geladas; uma delas rolou trazendo consigo uma grande estrela do mar verde-claro. Jasmin seguiu-a com o olhara até ela prender-se na areia. Eu sabia oque viria a seguir.
-Hm… Murmurou ela com interesse, soltou minha mão e foi até a estrela. Jas abaixou-se e colocou-a na palma da mão. Ela ergueu o olhar mostrando-a a mim, sorrindo.
-Atrás de você tem outra – sorri apontando aos seus pés.
Jasmin virou-se e ficou feliz ao pegar a outra estrela menor, na cor azul. E com as duas mãos com as palmas viradas para cima ela admirava as estrelas.
-Espere aqui – eu disse e corri até a varanda para pegar a câmera na bolsa.
-Aonde você vai? – indagou Jasmin.
-Já volto!
E logo voltei com a câmera nas mãos, Jasmin sorriu – Ah! Ótima ideia – disse.
Eu sorri e ligando a câmera comecei a fotografar as estrelas em suas mãos e não resistindo fotografei também seu rosto, seus cabelos esvoaçando, as curvas de seu corpo delineado pelo luar.
-Vou devolvê-las – Jasmin disse abaixando-se e colocando as mãos na água e assim fez, uma onda levou as estrelas de volta ao oceano.
Virei-me e fui até onde estavam nossas roupas para deixar a câmera. Ao me virar não entendi como ela poderia ter sido tão rápida.
Jas completamente nua afastava os cabelos molhados do rosto e saia da água em direção à margem.
Eu entendi, sem necessidade de palavras, oque ela tinha em mente. Eu nunca tivera necessidade de palavras para conhecer seus pensamentos, desde a primeira vez em que nos encontramos tivemos uma ligação muito forte, eu podia ver em seus olhos como sabia que ela via nos meus.
Sem desviar o olhar do mar eu tirei a sunga e entrei na água. Estendi-lhe as mãos e, quando Jas estendeu as suas, eu agarrei-a com força e uma corrente quente passou de um corpo para outro.
A água escorria pelo corpo de Jas, escorria por suas pernas. Abraçando-a tomei seus lábios com os meus, beijando-a lentamente. Sentindo a textura de sua língua na minha e as mãos por suas curvas e carnes macias.
Eu vibrava.
Jasmin entrelaçou seus dedos em meus cabelos puxando-me para mais perto, seus braços frágies envolvendo meu pescoço. Só Havia Jasmin, em toda parte.
Uma onda quebrou em nós com leveza, causando ondulações prazerosas, seguida de outra onda que quebrou com força empurrando o corpo dela contra o meu. Sua parte intima, sua flor branca colidiu com a minha ereção. Minha excitação inflamou com mais força e com ambas as mãos comprimi as nádegas dela contra meu corpo.
-Oh! – ela gemeu – Oh, Peter!
-Você é minha, anjo.
Assim dizendo segurei suas pernas com firmeza e as envolvi em minha cintura, prendendo-a com força. Eu carreguei-a até um leito de folhagem ali na extremidade leste da praia e a fiz deitar.
Passei a língua pelas sobrancelhas dela, descobri uma marca de nascença atrás da orelha e que ela sentia cócegas se lhe beijasse os braços e a cintura. Beijei-a da cabeça aos pés e Jas tocou-me também, explorando cada curva, cada depressão causando-me ondas de calor e atiçando ainda mais meu desejo. Jasmin fez movimentos aliciantes com o quadril. Suspirei. Eu queimava. Oque eu mais queria era estar dentro dela e senti-la em mim.
-Está pronta pra mim, amor?
Jas fez um sinal afirmativo com a cabeça. Eu então ergui-lhe as nádegas com os braços firmes para que tocassem meu corpo.
Penetrei-a e ouvi um suspiro vir do fundo de seu peito. Como essa mulher é excitante! Jasmin arqueou o corpo e abriu mais as pernas. “Oh!” Deslizei mais fundo nela.
E só existíamos nós.
Existia apenas Jasmin.
Eu a amava?
Verdadeiramente?
Sim. Eu a amo.
Continua!
*o* Oh! Agora o Bruno tem total convicção que ama a Jas!!!
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