Notas iniciais
Bom, aqui esta como prometido, o capitulo 17, espero que gostem dele... Me desculpem, pela parte do certificado de estrela, eu não me lembro muito e eu não queria me torturar vendo aquela cena de novo, então... :( Boa Leitura!!

1 mês depois

Finn adentrou a casa e olhou tudo em volta, após tanto tempo sem ir ali, sentia certo vazio, achava que faltava algo para a sua felicidade estar completa.

– Mãe? — Ele adentrou a cozinha e a mulher sorriu entre as lagrimas que começaram a escorrer por seu rosto assim que viu o rapaz.

– Meu filho, ah meu deus, onde você estava? — ela disse se aproximando e segurando o rosto do filho entre as mãos.

– Digamos que após viajar até Nova York, a divisa dos Estados Unidos com o Canada me recebeu – ele disse e Carole arregalou os olhos.

– Meu filho o que aconteceu? – ela perguntou, precisava ouvir o lado de Finn, o abraçou e ele retribuiu o abraço, porém de forma diferente.

– Mãe, eu vou subir, estou cansado, depois conversamos — ele disse e se afastou da mãe, subiu as escadas e foi até seu quarto. Olhou em volta e mais uma vez aquela sensação de vazio apareceu, Finn sabia o que era, mas depois de tudo o que havia acontecido, ele ainda tinha dúvidas de que todas aquelas lembranças fossem reais ou de tudo que havia acontecido, como o acidente, fosse real, tomou um longo banho e logo estava no seu quarto procurando uma roupa para por colocar, mas algo o fez parar, algo que estava bem no cantinho do seu guarda roupa, pegou o colar e analisou o pingente, uma estrela, ele não sabia de quem era aquilo, mas então aquela dor de cabeça voltou junto de outra coisa, como estava acontecendo nos últimos tempos.

“Esse colar é para mostrar que você é uma estrela... e também tem isso.”.

"Você deu meu nome para uma estrela?”

“Na verdade meu nome, mas é para você saber que mesmo que eu não estiver por perto, você pode olhar para o céu e saber que eu estarei lá.”

“Eu te amo Finny.”

“Eu também te amo Rach.”

Aquela dor, que sempre trazia lembranças... Lembranças que ele não se lembrava de ter vivido, lembranças que o machucavam, mesmo ele não sabendo porque aquilo doía tanto.

– Mãe? — perguntou adentrando a cozinha novamente, Carole estava fazendo o jantar.

– Sim meu filho — ela disse se virando e enxugando as mãos em um pano de prato.

– O que é isso? — ele perguntou erguendo o colar, Carole deixou o pano cair no chão ao ver aquilo, teve que se apoiar na pia.

– Onde achou isso? — ela perguntou ficando pálida e mais nervosa.

– Dentro do meu guarda roupa — ele disse e Carole sentiu uma pontada de decepção por não ter verificado tudo — De quem é? — ele perguntou mesmo sabendo de quem era, e ela se aproximou acariciando seu rosto.

– Eu vou te contar tudo meu filho, te mostrar na verdade — ela disse e ele ficou confuso — Eu vou te mostrar uma coisa, e depois vamos ver Hiram — ela disse e ele ficou mais confuso ainda.

Os dois subiram as escadas e Carole parou no meio do corredor puxando as escadas do sótão, os dois subiram e a mulher fez sinal para o filho se sentar no pequeno sofá que havia ali, pegou uma caixa e colocou sobre a mesa que ficava em frente ao sofá, na caixa tinha os dizeres.

“As Promessas de um amor impossível.”

Sentiu o coração apertar ao ler aquilo, reconhecia aquela letra, mas não se lembrava de quem era.

Carole se sentou ao seu lado e fez sinal para o filho abrir a caixa. Com receio Finn abriu e a primeira coisa que pegou foi uma pasta que continha algumas folhas de jornais entre alguns documentos. A primeira folha, era uma carta, ele a abriu devagar e arregalou os olhos ao ler.

“Finn Hudson, o senhor foi aceito na escola de Artes Dramáticas de Nova York, Julliard, as aulas irão começar dia 30 de agosto, é necessário que o senhor compareça a faculdade um mês antes das aulas começarem para que o senhor possa participar do programa de honra, o senhor tem bolsa integral. Nós esperamos o senhor aqui dia 30 de julho.”

Finn não podia acreditar no que lia, ele tinha conseguido uma bolsa na faculdade que sempre sonhou cursar, por mais que amasse o futebol, interpretar e cantar era o que mais gostava de fazer, ainda estava absorto com aquilo, mas decidiu olhar os outros jornais. No segundo. Havia uma foto de um carro praticamente destruído, uma foto de um homem, uma dele e uma de Rachel.·.

"Caminhão acerta lateral de carro e o empurra até a parede de um prédio, o motorista do caminhão passa bem, mas segundo a polícia, o mesmo estava alcoolizado, as vítimas que estavam no carro são Finn Hudson filho do deputado Burt Hummel e sua namorada Rachel Berry filha de William Berry diretor do Mckinley High School, os dois foram encaminhados para o hospital local, com graves ferimentos."

Finn sentiu o ar faltar, começou a respirar com dificuldade, seu peito doía e algumas lagrimas já escorriam por seu rosto, ele desesperadamente pegou o jornal seguinte.·.

"O motorista que acertou o carro onde Finn Hudson e Rachel Berry estavam, foi preso. Rachel passa bem, após uma cirurgia na perna e no braço, já Finn esta em uma situação difícil, entrou em coma após uma cirurgia, os médicos disseram que não sabem quando ele irá acordar.”

Finn já estava soluçando, pegou o ultimo pedaço de jornal.

"Finn Hudson acordou do coma, porém os médicos disseram que houve graves sequelas, Rachel Berry teve alta e passa bem.”

As lagrimas não paravam de descer por seu rosto, a dor que estava sentindo no peito só aumentava a cada instante, deixou os papeis na mesa e a dor na cabeça começou a dar o ar da graça e um momento veio a sua mente.

"Você é tudo para mim Rachel, sem você eu não conseguiria viver, eu quero passar o resto da minha vida ao seu lado, para todo o sempre.”

“Isso... É?”

“É... Rachel Berry, você aceita se casar comigo?”

“Sim...”.

Ele, pois a mão no rosto chorando mais, não conseguia acreditar que tudo aquilo tinha acontecido. Com dificuldade pegou o ultimo papel, um laudo medico.

Nome: Finn Edward Adam Hudson Jr.
Idade: 19 anos
Sofreu um acidente de carro no dia 12 de janeiro de 2013.
Laudo: Amnésia permanente no lado direito do cérebro.

O papel escorreu por suas mãos e ele deitou a cabeça na perna da mãe chorando descontroladamente, Carole chorava junto com o filho e começou a acariciar seus cabelos, ele então puxou ar e levantou a cabeça, secando as lagrimas.

– Mãe, antes de irmos ao Hiram, você pode me deixar sozinho aqui, um pouco? — ele pediu com a voz um pouco embargada e ela se levantou beijando sua testa e saindo dali.

Finn pegou a caixa e colocou ao seu lado no sofá, lá não tinha muitas coisas concretas.

Havia algumas roupas, ele pegou um delas e eram suas roupas, porém, mas assim que aproximou do rosto, pode sentir o perfume doce de Rachel, havia também um ursinho que segurava um coração e três fotos, uma dele com Rachel na piscina, uma com todos os membros do glee clube, nas nacionais do ano anterior, segurando um enorme troféu e por ultimo uma só dela, pegou a foto e começou a apreciar a mesma, por um bom tempo ficou assim, mas então achou a ultima coisa, um DVD e nele estava escrito.

"A vida é cheia de momentos, devemos registra-los para que possamos lembra-los."

Finn colocou de volta na caixa, tudo que estava ali e foi para seu quarto, pegou o cd e colocou no DVD de seu quarto, ligou a televisão e se sentou na cama, deu play, Rachel estava deitada em uma cama só com um lençol cobrindo seu corpo nú, ela tentava fazer cara de brava, mas acabava rindo.

"Finn para de gravar.”

“Não eu tenho que deixar registrado que você é só minha e o quão linda você é.”

" Você é louco. "

“ Você não é só minha? "

“ Obvio, sou mulher de um homem só. "

“ E eu sou um homem de uma mulher só, mas mesmo que eu não fosse eu viraria, por você, porque eu te amo. "

“ Ah é? "

“ É... "

“ Então que tal você me mostrar de novo o quanto você me ama, do mesmo jeito que eu vou mostrar o tanto que eu te amo.”.

A câmera desligou e foi para outra cena, Santana e Puck estavam na piscina com Rachel e Finn, a baixinha estava brava com o namorado, porque o mesmo não largava sua câmera nova.

"Amor, larga essa câmera.”


“Bebê, a vida é cheia de momentos, temos que registra-los para que possamos lembrar eles.”.

Finn olhava o vídeo com os olhos cheios de lagrimas, como poderia ter esquecido tudo aquilo que acontecerá, todos aquelas momentos felizes, com pessoas que ele amava, com seus amigos.

"Hoje é o aniversário da pessoa mais linda do mundo.”

No vídeo, Rachel estava se arrumando e ele apareceu a filmando, pelo espelho, dava para vê-lo quando o mesmo a abraçou por trás e deu um beijo em seu rosto.

“A pessoa mais linda e perfeita do mundo faz aniversário de 18 anos hoje.”

“Amor... Menos né... Nem sou tão bonita assim.”

“Não sei da onde você tirou isso... Rach você é a pessoa mais linda desse mundo, a pessoa mais perfeita... Eu te amo minha linda, nunca se esqueça disso...”

“Eu nunca vou esquecer... eu também te amo...”.

Os dois se beijaram e o DVD acabou Finn ficou parado enquanto as lagrimas deslizavam lentamente por seu rosto.

...

Finn e Carole estavam sentados na mesa do consultório de Hiram, que logo apareceu ali com Leroy, o medico carregava alguns exames de Finn.

– Bom, aqui está — Hiram disse mostrando o um dos exames da cabeça do rapaz — Finn essa parte de você, sumiu, não existe mais, podemos dizer que ela se auto desligou — Hiram disse.

– Mas porque eu não me lembro das coisas que aconteceram nos últimos três anos? — Finn perguntou frustrado – eu consigo me lembrar de algumas coisas, mas nada concreto – ele disse.

– Nos não sabemos explicar isso — Hiram disse cabisbaixo.

– Mãe, quem fez aquela caixa? — ele perguntou mudando de assunto, precisava saber de quem era aquela caligrafia.

– A Rachel, ela fez após sair do hospital e antes de ter a primeira crise, mas ela trouxe bastante coisa, após você sumir — Carole disse e ele ficou confuso.

– Crise? — ele perguntou.

– Sim, crises... — ela disse se lembrando das vezes que assistiu Rachel tendo crises.

– Do que? — ele perguntou.

– Psicológica — Leroy disse — ela tem algumas ainda, Rachel ficou muito traumatizada, ficar dias esperando o namorado acordar do coma e quando isso acontece, descobre que ele não se lembra dela — Leroy disse e Finn sentiu os olhos encherem de lagrimas.

– Eu não queria que tivesse sido assim — ele disse.

– A culpa não é sua Finn — Leroy disse.

– Porque eu não me lembro de tudo? — ele perguntou.

– Porque sua amnésia é permanente, se você se lembrar, serão poucas coisas — Hiram disse.

– Mãe tem mais fotos em casa? Sem ser aquelas que estavam na caixa? Quem sabe por fotos eu não me lembro de mais nada — ele perguntou e ela fez que não com a cabeça.

– Não temos muitas fotos dessa época, apenas de datas comemorativas, fotos que te ajudem, só tem aquelas, e só tem uma pessoa que tem mais fotos... — ela disse e ele a fitou sério, precisava lembrar-se de seu passado.

...

Rachel estava em seu quarto, organizando suas malas, coisas pessoais, como fotos e outras coisas, era só isso que a baixinha fazia nos últimos tempos, logo estaria indo para Nova York, junto com Puck, Santana, Kurt e Blaine. Ela estava bem melhor em relação a ter crises, eram raros os momentos que ela tinha todos a sua volta a ajudavam muito, não estava sendo fácil voltar a não ter Finn por perto, depois de tudo que voltaram a viver, não foi fácil perdê-lo de novo, mas ela não ficou como quando soube de tudo, às vezes se pegava pensando como seria um momento se Finn estivesse com ela, ou como estaria sua vida se tudo não tivesse acontecido provavelmente os dois já estariam casados, já que os planos deles eram se casar assim que o colegial terminasse, estariam se mudando juntos para Nova York, e já estariam começando a tão planejada família deles, aquela noite poderia ter sido diferente, eles poderiam ter ido tranquilamente até a casa do rapaz, mas nem tudo sai como planejado. Ouviu a campainha tocar e por estar sozinha desceu as escadas correndo e levou um susto ao ver quem estava parado na sua porta com as mãos nos bolsos.

– Oi...

Notas finais
Gostaram? Não Gostaram? Não deixem de me dizer... Bom, se eu conseguir escrever e ter tempo de postar, o 18 sai amanhã... Spoilers do 18 estarão no tt @StoryOfFinchel E bom, desculpem qualquer erro ou sei lá... Beijos e até o próximo...