House Of Night To Twilight
3 Capítulo 3
Notas iniciais
E um pouquinho maior também! heheheh
Nos vemos lá em baixo!
Enjoy
(Onde estáem negrito é a voz que ela ouve)
O caminho para o penhasco sempre foi íngreme, mas eu subi um zilhão de vezes, com e sem a vovó e eu nunca me senti assim. Não era mais apenas a tosse. Não era mais os músculos doloridos. Eu estava tonta e meu estomago estava tão ruim que me lembrava de Meg Ryan naquele filme French Kiss: Segredos do coração depois que ela comeu todo aquele queijo e teve aquela intolerância a lactose. (Kevin Kline é muito fofo nesse filme – bem, para um cara velho.)
E meu nariz estava escorrendo, e eu não quero dizer só um pouco. Eu quero dizer, eu estava limpando o nariz na manga do meu casaco (nojento). Eu não conseguia respirar sem abrir minha boca, o que me fez tossir mais, e eu não conseguia acreditar no quanto meu peito doía! Eu tentei lembrar o que é que matava oficialmente quem não completava a Mudança em um vampiro. Eles tinham ataques cardíacos? Ou era possível que eles tossissem e seus narizes escorressem até a morte?
Pare de pensar sobre isso!
Eu preciso encontrar Vovó Renee Redbird. Se a vovó não tiver as respostas, ela vai descobrir. Vovó Renee Redbird entende as pessoas. Ela disse que é porque ela não perdeu totalmente sua herança Cherokee e o conhecimento tribal de seus ancestrais as Mulher Sábias que ela carregava no sangue. Até mesmo agora eu sorri ao pensar sobre quando o rosto da vovó franze toda a vez que o assunto é o padrastotario (ela é a única adulta que sabe que eu chamo ele assim). VovóRenee Redbird disse que é obvio que o sangue das Mulheres Sábias pulou a filha dela, mas só porque ele foi poupado para me dar uma dose extra de mágica Cherokke antiga.
Quando era criança eu subi esse caminho segurando a mão da vovó mais vezes do que eu era capaz de contar. No meio da grama alta e das flores selvagens colocávamos uma colorida toalha e fazíamos um piquenique enquanto a vovó me contava histórias das pessoas Cherokee e me ensinava a linguagem misteriosa deles. Enquanto eu andava pelo caminho aquelas histórias antigas pareciam dar voltas dentro da minha cabeça, como fumaça de um fogo cerimonial... incluindo a triste história de como as estrelas se formavam quando um cão era pego roubando milho e a tribo o matava. Enquanto o cão uivava para sua casa no norte, a comida se espalhava pelo céu e fazia a mágica da Via Láctea. Ou como o Grande Falcão fez as montanhas e vales com suas asas. E meu favorito, a história sobre a jovem mulher sol que viveu no leste, e seu irmão, a lua que vivia a oeste, e o Redbird que era a filha do sol.
“Isso não é estranho? Eu sou uma Redbird e uma filha do sol, mas estou me tornando um monstro da noite.” Eu me ouvi falar em voz alta e estava surpresa por minha voz soar tão fraca, especialmente quando minhas palavras pareciam ecoar ao meu redor, como se estivesse sendo vibradas como um tambor.
Tambor...
Pensar na palavra me fazia lembrar dos debates que vovó tinha me levado quando era pequena, e então, meus pensamentos de algum jeito tomaram vida na memória, e eu acabei ouvindo o bater dos tambores cerimoniais. Eu olhei ao redor, apertando os olhos contra a luz mais fraca do dia. Meus olhos estavam atordoados e minha visão estava toda errada. Não havia vento, mas a sombra das pedras e arvores pareciam estar se movendo... se esticando... me alcançando.
“Vovó estou com medo...” eu chorei entre uma crise de tosse.
O espírito da terra não precisa ser temido Bella Passarinha.
“Vovó?” Eu ouvi a voz dela me chamando pelo meu apelido, ou era um daqueles ecos estranhos vindos da minha memória? “Vovó!” eu chamei de novo, e então fiquei parada tentando ouvir uma resposta.
Nada. Nada a não ser o vento.
U-no-le... a palavra Cherokee para vento passou pela minha mente como um sonho meio esquecido.
Vento? Não, espera! Não havia nenhum vento um segundo atrás, mas agora eu tinha que segurar o chapéu com uma mão e tirar o cabelo que estava sendo jogado selvagemente para o meu rosto com a outra mão. E então no vento eu os ouvi – o som de muitas vozes Cherokee cantando junto com os tambores cerimoniais. Através de um véu de cabelo e lágrimas eu vi fumaça. O cheiro doce de madeira encheu minha boca aberta e eu senti o gosto das fogueiras dos meus ancestrais. Eu me afoguei, lutando para recuperar o fôlego.
E então eu os senti. Eles estavam ao meu redor, formas quase visíveis tremulando como ondas de calor se levantando do asfalto no verão. Eu podia sentir eles se pressionarem contra mim enquanto se movimentavam com graciosidade, passos intricados ao redor da imagem da fogueira dos Cherokee.
Se junte a nós, u-we-tsi a-ge-hu-tsa... Se junte a nós, filha...
Fantasmas Cherokee... me afogando nos meus próprios pulmões... e brigando com meus pais.... minha vida antiga acabada...
Era demais. Eu corri.
Eu suponho que o que eles nos ensinam em biologia sobre a adrenalina tomar conta durante todo aquele negocio de lutar-ou-lutar é verdade porque embora meu peito parecesse que iria explodir e parecesse que eu estava tentando respirar debaixo da água, eu corri pela trilha como se houvesse lojas no shopping dando sapatos de graça.
Procurando por ar eu continuei a subir cada vez mais – lutando para me afastar do espírito assustador que estava ao meu redor como nevoa, mas ao invés de deixar eles para trás eu parecia estar correndo cada vez mais para dentro do mundo da fumaça e sombras. Eu estava morrendo? Era isso que estava acontecendo? Era por isso que eu podia ver fantasmas? Onde estava a luz branca? Completamente apavorada, eu corri, jogando meus braços para cima de forma selvagem como se eu pudesse segurar o terror que estava me perseguindo.
Eu não vi a raiz que estava no meio do caminho. Completamente desorientada eu tentei me segurar, mas todos os meus reflexos desapareceram. Eu cai com força.
A dor na minha cabeça era afiada, mas durou apenas por um segundo antes da escuridão em engolir.
Acordar foi estranho. Eu esperei que meu corpo doesse, especialmente meu coração e peito, mas ao invés da dor eu senti... bem... eu me senti bem. Na verdade, eu me sentia melhor que bem. Eu não estava tossindo. Meus braços e pernas estavam incrivelmente leves, e quentes, como se eu tivesse acabo de entrar numa banheira de hidromassagem em uma noite fria.
Huh?
A surpresa me fez abrir os olhos. Eu estava vendo uma luz, que milagrosamente não fez meus olhos doerem. Ao invés da luz do sol, isso era mais como a suave luz de uma vela que parecia estar descendo. Eu sentei, e percebi que estava errada. A luz não estava descendo, eu estava subindo!
Eu vou para o céu. Bem, isso vai chocar algumas pessoas.
Eu olhei para baixo e vi meu corpo! Eu ou aquilo ou... ou... tanto faz estava deitado perto da ponta do penhasco. Meu corpo estava bem parado. Minha testa estava cortada e estava sangrando bastante. O sangue pingava no chão rochoso, fazendo uma trilha de lagrimas vermelhas caírem no coração do penhasco.
Era incrivelmente estranho olhar para mim mesma. Eu não estava com medo. Mas eu deveria, não deveria? Isso não significava que eu estava morta? Talvez eu fosse capaz de ver os fantasmas Cherokee melhor agora. Até essa idéia não me assustava. Na verdade, ao invés de ter medo era mais como se eu fosse uma observadora, e nada disso pudesse realmente me tocar. (Que nem aquelas garotas que transam com todo mundo e acham que não vão ficar grávidas ao pegar uma DST que come seu cérebro e tal. Bem, vamos ver em 10 anos, não é?)
Eu gostei do jeito que o mundo parecia, brilhante e novo, mas era meu corpo que continuava a chamar minha atenção. Eu flutuei perto dele. Eu estava respirando rápido e superficialmente. Bem, meu corpo estava respirando assim, não que não fosse eu.
Eu/ela estava pálida e seus lábios estavam azuis. Hey! Rosto branco, lábios azuis, e sangue vermelho! Vai dizer que eu não sou patriota?
Eu ri, e percebi o quão incrível era! Eu jurava poder ver minha risada flutuar ao meu redor como aquelas coisas fofas que você sopra de um dente de leão, só que ao invés de ser branco era bolo-de-aniversário-de-cobertura-azul. Wow! Quem diria que bater a cabeça e desmaiar seria tão divertido? Eu me perguntei se isso era como quando alguém estava alto.
A risada estilo dente de leão sumiu e eu podia ouvir o barulho de água corrente.
Eu me movi mais para perto do meu corpo, percebendo que o que eu pensei que fosse uma ferida no solo na verdade era uma rachadura estreita. A água parecia estar vindo dali.
Curiosa, eu espiei para baixo, e a brilhante linha prateada de palavras saiu da rocha. Eu me esforcei para ouvir, e fui recompensada por um fraco, sussurro de um som prateado.
Bella Redbird... venha até mim...
“Vovó!” Eu gritei para dentro da abertura. Minhas palavras eram púrpura enquanto enchiam o ar ao meu redor. “É você, Vovó?”
A mistura prateada com o púrpura da minha visível voz, tornaram as palavras em um brilhante púrpura azulado. Era um pressagio! Um sinal! De alguma forma, como os guias espirituais do povo Cherokee tinham acreditado por séculos, a Vovó Renee Redbird estava me dizendo que eu tinha que entrar na rocha.
Sem hesitar, eu entrei na abertura, seguindo a trilha do meu sangue e a memória prateada dos sussurros da minha avó até que eu cheguei no chão suave de uma espécie de caverna. No meio do lugar uma pequena corrente de água borbulhava, dando pedaços visíveis de som, claro e colorido como um vidro. Misturado com a cor escarlate do meu sangue iluminava a caverna com uma luz fraca que era da cor de folhas secas. Eu queria sentar perto da água borbulhante e deixar meus dedos tocarem o ar ao redor e brincar com a textura da musica, mas a voz me chamou de novo.
Bella Redbird... me siga para o seu destino...
Então eu segui a corrente até o chamado da mulher. A caverna se estreitou até se tornar um túnel arredondado. Eu segui as curvas, em uma espiral gentil, terminando bruscamente numa parede que estava cheia de símbolos encravados que pareciam familiares e aliens ao mesmo tempo. Confusa, eu vi a corrente bater na parede e desaparecer. E agora? Eu deveria seguir?
Eu olhei de volta para o túnel. Nada ali a não ser luzes dançantes. Eu me virei para a parede e senti um choque elétrico. Whoa! Tinha uma mulher sentada com as pernas cruzadas na frente da parede! Ela estava usando um vestido branco que estava cheio dos mesmos símbolos que estavam na parede atrás dela. Ela era fantasticamente bonita, com um cabelo longo e liso tão preto que parecia ter luzes azuis e púrpuras, como a asa de um corvo. Os lábios dela se curvaram quando ela falou, enchendo o ar entre nós com o poder prateado de sua voz.
Tsi-lu-gi U-we-tsi a-ge-hu-tsa. Bem vinda, Filha. Você fez muito bem.
Ela falou em Cherokee, e embora eu não praticasse a língua nos últimos anos eu entendi as palavras.
“Você não é minha avó!” eu falei, me sentindo constrangida e deslocada enquanto minhas palavras se juntavam a ela fazendo padrões de brilhantes flores no ar ao nosso redor.
O sorriso dela era como o sol nascente.
Não, Filha, eu não sou, mas eu conheço Renee Redbird muito bem. Eu respirei fundo.
“Estou morta?”
Eu estava com medo dela rir de mim, mas ela não riu. Ao invés disso os olhos negros dela eram suaves e preocupados.
Não, U-we-tsi a-ge-hu-tsa. Você está longe de estar morta, embora seu espírito temporariamente tenho sido libertado para andar pelo reino de Nunne 'hi.
“As pessoas de espírito!” Eu olhei ao redor do túnel, tentando ver rostos entre as sombras.
Sua avó te ensinou bem, u-s-ti Dotsu-wa... pequena Redbird. Você é uma única mistura do Jeito Antigo e o Novo Mundo – um antigo sangue tribal e o coração dos estrangeiros.
As palavras dela me fizeram sentir frio e calor ao mesmo tempo. “Quem é você?” eu perguntei.
Eu sou conhecida por muitos nomes... Changing Woman, Gaea, A'akuluujjusi, Kuan Yin, Grandmother Spider, e até mesmo Dawn...
Enquanto ela falava cada nome seu rosto era transformado então eu estava tonta com o poder dela. Ela deve ter entendido, porque ela parou e sorriu para mim, e seu rosto voltou para a mulher que eu vi primeiro.
Mas você, Bella Passarinha, minha Filha, pode me chamar pelo nome que seu mundo me conhece hoje, Nyx.
“Nyx,” minha voz era quase um sussurro. “A deusa vampira?”
Na verdade, foram os gregos antigos tocados pela Mudança que me adoraram primeiro como a mãe que eles procuraram em sua Noite sem fim. Eu fiquei satisfeita de chamar os descendentes deles de meus filhos a muitos séculos. E, sim, no seu mundo esses filhos são chamados de vampiros. Aceite o nome, U-we-tsi a-ge-hu-tsa; e você encontrará seu destino.
Eu podia sentir a Marca queimando na minha testa, e de repente eu queria chorar.
“Eu- eu não entendo. Encontrar meu destino? Eu só quero encontrar um jeito de lidar com a minha nova vida – de fazer tudo ficar bem. Deusa, eu só quero encontrar meu lugar. Eu não acho que sou capaz de encontrar meu destino.”
O rosto da deusa ficou suave de novo, e quando ela falou a voz dela era como a da minha mãe, mas mais – como se ela tivesse de algum jeito juntado todo o amor maternal do mundo em suas palavras.
Acredite em si Isabella Redbird. Eu Marquei você como uma igual. Você será minha primeira verdadeira U-we-tsi a-ge-hu-tsa vhna-i Sv-no-yi... Filha da noite... nessa época. Você é especial. Aceite isso sobre si e você ira começar a entender que a um verdadeiro poder em sua exclusividade. Em você é combinada o mágico sangue de antigas e Sábias Mulheres e Anciões, assim como um profundo entendimento do mundo moderno.
A deusa levantou e andou graciosamente em minha direção, a voz dela fazendo símbolos prateados de poder no ar ao nosso redor. Quando ela me alcançou ela limpou as lagrimas da minha bochecha antes de colocar meu rosto em suas mãos.
Isabella Redbird, Filha da Noite, eu nomeio você meus olhos e ouvidos no mundo hoje, um mundo onde bem e mal estão lutando para encontrar balanço.
“Mas eu tenho 16 anos! Eu nem consigo fazer baliza! Como eu vou saber ser seus olhos e ouvidos?”
Ela apenas sorriu serenamente. Você é velha além da sua idade, Bella Passarinha. Acredite em você mesma e você encontrara um jeito. Mas lembre-se, a escuridão nem sempre equivale ao mal, assim como a luz nem sempre trás o bem.
Então a deusa Nyx, a antiga personificação da Noite, se inclinou e me beijo na testa.
E pela terceira vez naquele dia, eu desmaiei.
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Linda, vê a nuvem, a nuvem apareceu. Linda, vê a chuva, a chuva cai perto...
As palavras de uma antiga musica flutuavam pela minha mente. Eu devia estar sonhando com a Vovó Renee Redbird de novo. Me fez sentir quente e segura e feliz, o que era especialmente bom, já que eu me sentia tão mal ultimamente... só que eu não conseguia me lembrar exatamente porque. Huh. Estranho.
Quem falou?
A pequena semente ouviu, bem encima do caule...
A música da minha avó continuou e eu me curvei de lado, suspirando enquanto esfregava meu peito contra um travesseiro suave. Infelizmente, mover minha cabeça causou uma horrível dor nas minhas têmporas, e como uma bala quebrando um vidro, destruiu meus sentimentos de felicidade enquanto as memórias do dia se apoderavam de mim.
Eu estava me transformando numa vampira.
Eu tive que fugir de casa.
Eu tive um acidente e algum tipo de experiência quase-morte.
Eu estava me transformando numa vampira. Oh meu Deus.
Cara, minha cabeça dói.
“Bella passarinha! Você está acordada, baby?”
Eu pisquei e meus olhos fora de foco clarearam para ver Vovó Renee Redbird sentada numa cadeira perto da minha cama.
“Vovó!” eu tateei e peguei a mão dela. Minha voz soava tão horrível quanto eu me sentia. “O que aconteceu? Onde estou?”
“Você está segura, Pequena Ave. Você está segura.”
“Minha cabeça dói.” Eu senti o lugar onde minha cabeça estava machucada e dolorida, e meus dedos encontraram os pontos.
“Deveria. Você tirou 10 anos da minha vida tamanho susto que levei.” Vovó esfregou minha mão gentilmente. “Todo aquele sangue...” Ela tremeu, e então balançou a cabeça e sorriu para mim. “Que tal você me prometer não fazer aquilo de novo?”
“Prometo,” eu disse. “Então, você me encontrou...”
“Ensangüentada e inconsciente, Pequena Ave.” Vovó afastou o cabelo da minha testa, seus dedos passando suavemente pela minha Marca. “E tão pálida que a escura lua crescente parecia brilhar contra a sua pele. Eu sabia que você precisava ser levada para a Morada da Noite, o que foi exatamente o que eu fiz.” Ela riu e o maravilhoso brilho nos seus olhos a fizeram parecer uma garotinha. “Eu liguei para sua mãe para dizer a ela que eu estava te levando para a Morada da Noite, e eu tive que fingir que meu celular estava com uma recepção ruim para poder desligar. Eu temo que ela não esteja feliz com nenhuma de nós duas.”
Eu ri para Vovó Renee Redbird. Há há, mamãe estava braba com ela também.
“Mas, Bella, o que você estava fazendo na luz do dia? E porque você não me disse antes que você tinha sido Marcada?”
Eu me forcei a sentar, gemendo com a dor na minha cabeça. Mas, graças a Deus, parecia que eu não estava mais tossindo. Deve ser porque eu finalmente estou aqui – na Morada da Noite... mas a idéia desapareceu da minha cabeça enquanto processava o que a Vovó tinha dito.
“Espera, eu não poderia ter te falado antes. O Rastreador veio a escola hoje e me Marcou. Eu fui para casa primeiro. Eu esperava que a mamãe entendesse e me apoiasse.”
Eu parei, lembrando de novo a horrível cena com meus pais. Entendendo completamente, Vovó apertou minha mão. “Ela e Phill basicamente me trancaram no meu quarto enquanto chamavam nosso psicólogo e começavam a árvore de oração.”
Vovó fez uma careta.
“Então eu sai pela janela e fui diretamente até você,” eu conclui.
“Estou feliz que tenha feito isso, Bella passarinha, mas não faz sentido nenhum.”
“Eu sei,” eu suspirei. “Eu também não consigo acreditar que fui Marcada, também. Porque eu?”
“Não é isso que eu quis dizer, querida. Eu não estou surpresa por você ter sido rastreada e Marcada. O sangue dos Redbird sempre teve forte magia; era só uma questão de tempo até um de nós ser Escolhido. O que eu quis dizer é que não faz sentido você ter acabado de ser Marcada. A lua crescente não está apenas tracejada. Está completamente pintada.”
“Isso é impossível!”
“Olhe você mesma, U-we-tsi a-ge-hu-tsa." Ela usou a palavra Cherokee para filha, de repente me lembrando da misteriosa e antiga deusa.
Vovó procurou dentro da sua bolsa por um antigo espelho que ela sempre carregava.
Sem dizer mais nada, ela me entregou. Eu puxei a pequena tampa. Ele abriu para me mostrar meu reflexo... a estranha familiar... aquela que era eu mas não eu exatamente.
Os olhos dela eram enormes e sua pele muito branca, mas eu mal notei isso. Era a Marca que eu não conseguia parar de olhar, a Marca que agora era uma lua crescente completa, pintada perfeitamente com o azul safira da tatuagem dos vampiros. Me sentindo como se ainda estivesse sonhado, eu levantei a mão e deixei meu dedo tracejar a exótica Marca e eu pareci sentir os lábios da deusa contra a minha pele de novo.
“O que isso significa?” eu disse, incapaz de olhar para longe da Marca.
“Estavamos esperando que você tivesse a resposta para essa pergunta, Isabella
Redbird.”
A voz dela era incrível. Mesmo antes deu olhar para longe do meu reflexo eu saiba que ela seria única e inacreditável. Eu estava certa. Ela era tão linda quanto uma estrela de cinema, linda como uma Barbie. Ela tinha olhos amendoados que eram de um profundo verde. O rosto dela era quase um coração perfeito e a pele tinha aquela luminosidade que você vê na TV. O cabelo dela era profundamente vermelho – não aquele vermelho alaranjado ou um vermelho gasto, mas um escuro, e brilhante vermelho que caiam em ondas pelos ombros dela. O corpo dela era, bem, perfeito. Ela não era magra como aquelas garotas bizarras que vomitam e ficam morrendo de fome para chegar naquilo que elas achavam que era chique a la Paris Hilton. (Isso é quente. É, ok, tanto faz, Paris.) O corpo dessa mulher era perfeito porque ela era forte, mas tinha curvas. E ela tinha lindos peitos. (Eu queria ter lindos peitos.)
‘Hun?” eu disse. Falando em peitos – eu totalmente estava soando como uma.
(boba... he He) *(Em inglês boobs são peitos mas também pode significar bobo.)
A mulher sorriu para mim e mostrou dentes incrivelmente perfeitos e brancos – sem presas. Oh, eu acho que esqueci de mencionar que além da perfeição dela ela tinha uma tatuagem de lua crescente no meio da testa, e dali, contornos que me lembravam o oceano, as ondas emolduravam as sobrancelhas dela, se estendendo até as maças do rosto.
Ela era uma vampira.
“Eu disse, que estávamos esperando que você nos explicasse porque uma vampira novata que ainda não Mudou tem a Marca de um ser maduro na testa.”
Sem o sorriso e a gentil preocupação na voz dela as palavras poderiam parecer duras. Ao invés disso, o que ela disse soou preocupado e um pouco confuso.
“Então eu não sou uma vampira?” eu disse.
A risada dela era como musica. “Ainda não, Bella, mas eu diria que já ter sua] Marca completa é um excelente pressagio.”
“Oh... eu... eu... bem, ótimo. Isso é ótimo.” Eu balbuciei.
Graças a Deus, Vovó me salvou de uma humilhação total.
“Bella, essa é a Alta Sacerdotisa da Morada da Noite, Victoria. Ela tem cuidado bem de você enquanto você estava” – vovó pausou, obviamente não querendo dizer a palavra inconsciente – “enquanto você estava dormindo.”
“Bem Vinda a Morada da Noite, Isabella Redbird,” Victoria disse carinhosamente.
Eu olhei para vovó e depois para Victoria. Me sentindo mais do que um pouco perdida eu gaguejei , “Esse – esse não é meu nome de verdade. Meu sobrenome é Swan.”
“É?” Victoria disse, levantando uma das suas pequenas sobrancelhas. “Um beneficio de começar a vida nova é que você tem a oportunidade de começar de novo – de fazer escolhas que você não pode fazer antes. Se você pudesse escolher, qual seria seu verdadeiro nome?”
Eu nem hesitei. “Bella Redbird.”
“Então desse momento em diante, você será Bella Redbird. Bem vinda a sua nova vida.” Ela estendeu a mão como se quisesse apertar minha mão, e eu automaticamente ofereci a minha. Mas ao invés de pegar minha mão, ela pegou meu ante braço, o que era estranho, mas de algum jeito parecia certo.
O toque dela era quente e firme. O sorriso dela dava boas vindas. Ela era incrível e inspiradora. Na verdade, ela era o que todos os vampiros eram, mais que humana – mais forte, inteligente, mais talentosa. Parecia que alguém tinha acendido uma luz dentro dela, o que eu defini como irônico considerando os estereótipos dos vampiros (alguns dos quais eu sabia que eram a completa verdade): Eles evitam luz do sol, eles são mais poderosos a noite, eles precisam beber sangue para viver (eca!), e eles adoravam uma deusa que é conhecida como a personificação da Noite.
“O-obrigado. É um prazer conhecer você,” eu disse, tentando realmente parecer semi-inteligente e normal.
“Como eu estava dizendo para sua avó mais cedo, nunca tivemos uma caloura que viesse até nós de um jeito tão diferente – inconsciente e com uma Marca completa. Você consegue lembrar o que aconteceu com você, Bella?”
Eu abri minha boca para dizer a ela que eu totalmente lembrava – de cair e bater e cabeça... e me ver como se eu fosse um espírito... seguir as palavras visíveis até a caverna... e finalmente encontrar a deusa Nyx. Mas antes de eu dizer as palavras eu tive um estranho sentimento, como se alguém tivesse acabado de me bater no estomago. Foi claro e especifico, e estava me dizendo para calar a boca.
“Eu – eu realmente não lembro muito–“ Eu falei e minha mão chegou no ponto dolorido onde os pontos se sobressaiam. “Pelo menos não até eu bater a cabeça. Eu quero dizer, até ai eu lembro de tudo. O Rastreador me Marcou; eu disse aos meus pais e tive uma briga horrível com eles; então eu fugi para a casa da minha vó. Eu estava me sentindo realmente mal, então quando eu subi o caminho para o penhasco...“ eu lembrava do resto – de todo o resto – os espíritos, o povo Cherokee, a dança na fogueira. Cala a boca! O sentimento gritou para mim. “E – eu acho que eu desmaiei porque eu tossi demais, e bati a cabeça. A próxima coisa que eu lembro é da Vovó Renee Redbird cantando e então eu acordei aqui.” Eu terminei com pressa. Eu queria olhar para longe dos olhos afiados e verdes dela, mas o mesmo sentimento que estava me ordenando a ficar quieta também estava claramente me dizendo que eu tinha que manter contato visual com ela, que eu tinha que tentar com muita vontade não estar escondendo nada dela, embora eu não tivesse idéia do porque eu estava escondendo qualquer coisa.
“É normal passar por perda de memória com um ferimento na cabeça.” Vovó disse, quebrando o silencio.
Eu podia beijar ela.
“Sim, é claro que é,” Victoria disse rapidamente, o rosto dela perdendo aquele jeito afiado. “Não tema pela saúde de sua neta, Renee Redbird. Tudo ficará bem com ela.”
Ela falou com vovó de forma respeitosa, e um pouco da tensão que tinha se criado em mim se acalmou. Se ela gostava da Vovó Redbird, ela deveria ser uma boa pessoa, ou vampira ou tanto faz. Certo?
“Como tenho certeza que você já sabe, vampiros” – Victoria pausou e sorriu para mim – “até mesmo vampiros calouros, tem poderes únicos de cura. A cura dela está acontecendo tão bem que é seguro para ela sair da enfermaria.” Ela olhou da vovó para mim. “Bella, você gostaria de encontrar sua nova colega de quarto?”
Não. Eu engoli com força e acenei. “Sim.”
“Excelente!” Victoria disse. Graças a Deus ela ignorou o fato que eu estava parada ali parecendo um estúpido gnomo de jardim.
“Você tem certeza que não deveria manter ela aqui outro dia para observação?” Vovó perguntou.
“Eu entendo sua preocupação, mas eu lhe asseguro os ferimentos físicos de Bella já estão curando em um ritmo que você acharia extraordinário.”
Ela sorriu para mim de novo e embora eu estivesse assustada e nervosa e estava surtando eu sorri de volta. Parecia que ela estava realmente feliz por me ver ali. E, sinceramente, ela me fez pensar que me transformar numa vampira talvez não fosse uma coisa tão ruim.
“Vovó, estou bem. Verdade. Minha cabeça só dói um pouco, e o resto de mim se sente melhor.” Eu percebi que era verdade. Eu parei de tossir totalmente. Meus músculos não doíam mais. Eu me sentia perfeitamente normal, com exceção de um pouco de dor de cabeça.
Então Victoria fez algo que não apenas me surpreendeu, mas me fez instantaneamente gostar dela – e começar a confiar nela. Ela andou em direção a Vovó e falou com calma e cuidado.
“Renee Redbird, eu dou a você meu juramento solene que a sua neta está segura aqui. Cada calouro é colocado junto a um mentor adulto. Para assegurar meu juramento eu serei a mentora de Bella. E agora você deve a colocar em meus cuidados.”
Victoria colocou seu punho por cima do coração e se curvou formalmente para Vovó.
Minha vó hesitou por apenas um segundo antes de responder.
“Eu vou confiar em seu juramento, Victoria, Alta Sacerdotisa de Nyx.” Então ela imitou a ação de Neferet colocando seu próprio punho no coração e se curvando para ela antes de virar para mim e me abraçar com força. “Me ligue se precisar de mim, Bella passarinha. Eu amo você.”
“Eu vou, Vovó. Eu amo você também. E obrigado por me trazer aqui,” eu sussurrei, sentindo o cheiro de lavanda e tentando não chorar.
Ela me beijou gentilmente na bochecha e então com os passos rápidos e confiantes dela ela saiu do quarto, me deixando sozinha pela primeira vez na minha vida com uma vampira.
“Bem, Bella, você está pronta para começar sua nova vida?”
Eu olhei para ela e pensei de novo do quão incrível ela era. Se eu realmente mudasse para uma vampira, eu teria a confiança e poder dela, ou era algo que somente uma Alta Sacerdotisa tem? Por um segundo passou pela minha mente o quão incrível seria ser uma Alta Sacerdotisa – e então minha sanidade voltou. Eu era só uma garota. Uma garota confusa e definitivamente não era capaz de ser uma Alta Sacerdotisa. Eu só queria descobrir como me encaixar aqui, mas Victoria certamente tinha feito o que estava acontecendo comigo ser um fardo muito mais fácil.
“Sim estou.” Eu estava feliz por soar mais confiante do que eu me sentia.
“Que horas são?”
Estávamos andando por um estreito corredor que se curvava gentilmente. As paredes eram feitas de uma estranha mistura de pedra negra e tijolos. De vez em quando as luzes que vinham dos antigos castiçais feitos de ferro se sobressaiam das paredes, dando um suave brilho amarelo, que graças a Deus, não machucava meus olhos. Não havia janelas no corredor, e não encontramos mais ninguém (embora eu ficasse olhando ao redor nervosa, imaginando minha primeira visai de garotos vampiros).
“São quase 4 da manhã... o que significa que as aulas acabaram a quase uma hora,”
Victoria disse, e então ela sorriu para o que eu tenho certeza era uma expressão minha totalmente chocada.
“As aulas começam as 8 da noite, e acabam as 3 da manhã,” ela explicou. “Os professores estão disponíveis até as 3:30, para dar aos estudantes ajuda extra. O ginásio sempre fica aberto até o amanhecer, a hora exata você vai sempre saber quando completar sua Mudança. Até lá o horário da amanhecer é colocado em cada sala de aula, salas comunitárias, e áreas de encontro, incluindo o salão de jantar, biblioteca, e ginásio. O Templo de Nyx é, é claro, aberto em qualquer hora, mas rituais formais são feitos duas vezes por semana depois da aula. O próximo ritual será amanha.” Victoria olhou para mim e o sorriso dela foi mais quente.
“Parece muita coisa agora, mas você vai se acostumar rapidamente. E sua colega de quarto vai ajudar você, assim como eu.”
Eu estava me preparando para abrir a boca e perguntar a ela outra pergunta quando uma bola laranja de pelos correu pelo corredor e sem fazer barulho, pulou nos braços de Victoria. Eu dei um pulo e soltei um gritinho estúpido – então eu me senti como uma completa retardada quando vi que a bola de pelo laranja não era um bicho papão ou algo assim, mas um incrivelmente grande gato.
Victoria riu e acariciou a orelha da bola de pelos.
“Bella, conheça Skylar. Ele normalmente fica por aqui esperando para se lançar em cima de mim.”
“Esse é o maior gato que eu já vi,” eu disse, estendendo minha mão para deixar ele me cheirar.
“Cuidado, ele é um conhecido mordedor.”
Antes deu tirar minha mão, Skylar começou a esfregar seu rosto nos meus dedos. Eu segurei o fôlego.
Victoria jogou seu rosto para o lado, como se estivesse ouvindo as palavras do vento.
“Ele gosta de você, o que definitivamente é raro. Ele não gosta de ninguém a não ser eu. Ele até mantém os outros gatos longe desse lado do campus. Ele é um terrível valentão,” ela disse carinhosamente.
Eu cuidadosamente acariciei as orelhas de Skylar como Victoria tinha feito. “Eu gosto de gatos,” eu disse suavemente. “Eu costumava ter um, mas quando minha mãe casou de novo eu tive que dar ele para os Gatos de Rua para ser adotado. John, o novo marido dela, não gosta de gatos.”
“Eu descobri que o jeito que uma pessoa se sente em relação aos gatos – e o jeito que eles se sentem em relação a ela ou ela – é um excelente medidor de caráter.”
Eu olhei para o gato e encontrei os olhos verdes dela e vi que ela entendia mais sobre famílias problemáticas do que ela estava dizendo. Me fez sentir conectada a ela, o meu nível de estresse automaticamente baixou um pouco.
“Tem muitos gatos aqui?”
“Sim, tem. Gatos sempre foram aliados dos vampiros.”
Ok, na verdade eu já sabia disso. Em História Mundial com o Sr. Shaddox (Mais conhecido como Puff Shaddy, mas não diga isso a ele) aprendemos que no passado os gatos foram mortos porque se pensava que eles transformavam pessoas em vampiros.
Yeah, ok, em falar sobre ridículo. Mais evidencias da estupidez da humanidade... a idéia passou pela minha cabeça, me chocando sobre como eu comecei a pensar tão facilmente sobre pessoais “normais” como “humanos,” e que tinha algo diferente em mim.
“Você acha que eu poderia ter um gato?” eu perguntei.
“Se um escolher você, você pertencerá a ele ou ela.”
“Me escolher?”
Victoria sorriu e acariciou Skylar, que fechou os olhos e ronronou alto. “Gatos nos escolhem; não somos donos deles.” Como se estivesse demonstrando que o que disse era verdade, Skylar pulou dos braços dela, e com um rápido movimento do rabo dele, desapareceu pelo corredor.
Victoria riu. “Ele é realmente horrível, mas eu o adoro. Eu acho que o adoraria, mesmo que ele não fosse parte do meu presente dado por Nyx.”
“Dom? Skylar é um presente de uma deusa?”
“Sim, de certa forma. Toda Alta Sacerdotisa tem uma afinidade – o que você provavelmente imagina como poderes especiais – pela deusa. É parte do jeito em que identificamos uma Alta Sacerdotisa. A afinidade pode ser habilidades cognitivas únicas, como ler mentes ou ter visões e ser capaz de prever o futuro. Ou a afinidade pode ser do reino psíquico, como ter uma conexão especial com um dos 4 elementos, ou com os animais. Eu tenho dois presentes da deusa. Minha afinidade principal é com os gatos; eu tenho uma conexão com eles que é única, Até mesmo para uma vampira. Nyx também me deu um poder único de cura.” Ela sorriu. “E é por isso que eu sei que você está se curando bem – meu dom me disse.”
“Wow, isso é incrível,” foi tudo o que pude dizer. Minha cabeça já estava se curando dos eventos do outro dia.
“Anda. Vamos para o seu quarto. Tenho certeza que você está com fome e cansada. Jantar começa em“ – Victoria colocou sua cabeça de lado como se alguém estivesse sussurrando o tempo para ela – “Uma hora.” Ela me deu um sorriso sábio. “Vampiros sempre sabem que horas são.”
“Isso também é legal.”
“Isso, minha querida caloura, é só a ponta do iceberg “legal.”
Eu esperava que sua analogia não tivesse nada a ver com o tamanho do desastre do Titanic. Enquanto continuamos andando pelo corredor eu pensei sobre o tempo e tudo mais, e lembrei da pergunta que eu tinha começado quando Skylar interrompeu minha linha de pensamento.
“Então, espera. Você disse que as aulas começam as 8? Da noite?” Ok, eu normalmente não sou tão devagar, mas parte disso era como se ela estivesse falando grego. Eu estava tendo dificuldades em entender.
“Quando você parar para pensar você vai entender que as aulas serem a noite é uma questão lógica. É claro que você deve saber que vampiros, adultos e calouros, não explodem, ou qualquer outra bobagem da ficção, se somos expostos a luz do sol, mas é desconfortável para nós. A luz do sol não foi difícil pra você agüentar hoje?”
Eu acenei. “Meu Maui Jims nem ajudou muito.” Então acrescentei rapidamente, me sentindo uma idiota de novo, “Uh, Mauiu Jims são óculos de sol.”
“Sim, Bella,” Victoria disse pacientemente. “Eu conheço óculos de sol. Muito bem, na verdade.”
“Oh, Deus, sinto muito eu-“ eu parei, me perguntando se estava tudo bem dizer “Deus.” Não iria ofender Victoria, a Alta Sacerdotisa que usava a Marca da sua deusa tão orgulhosamente? Bem, iria ofender Nyx? Oh, Deus. E quanto a dizer “inferno”? Era o meu xingamento favorito. (Ok, era o único palavrão que eu usava regularmente.) Eu ainda poderia dizer? As pessoas de Fé pregavam que a os vampiros adoravam a uma deusa falsa e que eles eram egoístas, criaturas das trevas que não se importavam com nada a não ser dinheiro e luxuria e beber sangue e que todos certamente iriam ir para o inferno, então isso não significa que eu devo cuidar como e quando eu uso...
“Bella.”
Eu olhei para cima para encontrar Victoria me estudando com uma expressão preocupada e percebi que ela provavelmente estava tentando chamar minha atenção enquanto eu balbuciava dentro da minha cabeça.
“Sinto muito,” eu repeti.
Victoria parou. Ela colocou suas mãos em meus ombros e me virou para que eu pudesse olhar para o rosto dela.
“Bella, pare de se desculpar. E lembre-se, todos aqui já estiveram onde você esta. Isso tudo foi novidade para nós algum dia. Todos sabemos como é – o medo da Mudança – o choque da sua vida ser mudada para algo estranho.”
“E não ser capaz de controlar nada disso,” eu adicionei silenciosamente.
“Isso também. Não vai ser sempre tão ruim. Quando você for uma vampira madura sua vida parecerá sua de novo. Você fará suas próprias escolhas; seguir seu próprio caminho; seguir o caminho que sua alma coração e talento te levarem.”
“Se eu me transformar numa vampira madura.”
“Você irá, Bella.”
“Como você pode ter tanta certeza?”
Os olhos de Victoria olharam para a Marca na minha testa. “Nyx escolheu você. Para o que, não sabemos. Mas a Marca dela foi claramente colocada em você. Ela não tocaria você apenas para te ver falhar.”
Eu lembrei das palavras da deusa, Isabella Redbird, Filha da Noite, Eu nomeio você meus olhos e ouvidos no mundo hoje, um mundo onde bem e mal lutam para encontrar balanço, e olhei silenciosamente para longe dos olhos de Victoria, desejando desesperadamente saber porque meu interior ainda estava me dizendo para manter a boca fechada sobre o meu encontro com a deusa.
“É – é muito para acontecer em um único dia.”
“Certamente é, especialmente com um estomago vazio.”
Começamos a andar de novo quando o som de um telefone tocando me fez dar um pulo. Victoria suspirou e sorriu apologeticamente para mim, então ela pegou um pequeno telefone celular do bolso.
“Victoria,” ela disse. Ela ouviu por algum tempo e eu vi a testa dela se enrugar, e os olhos dela se estreitarem. “Não, você estava certo em me chamar. Eu volto e checo ela.”
E ela desligou o telefone. “Eu sinto muito, Bella. Um dos calouros quebrou a perna hoje cedo. Parece que ela esta tendo problemas em descansar, e me assegurar que tudo está bem com ela. Porque você não segue esse corredor pela esquerda até você chegar na porta principal? Não tem como errar – é grande e feita de madeira bem antiga. Ali tem um banco de pedra. Você pode esperar lá eu não vou demorar muito.”
“Ok, sem problemas.” Mas antes deu terminar de falar Victoria já tinha desaparecido pelo corredor. Eu suspirei. Eu não gostava da idéia de estar sozinha em um lugar cheio de vampiros e garotos adolescentes. E agora que Victoria tinha ido embora as pequenas luzes não pareciam tão acolhedoras. Elas pareciam estranhas, jogando fantasmagóricas sombras contra a velha parede de pedra.
Determinada em não me apavorar, eu comecei a ir devagar na direção que ela tinha me apontado. Logo eu quase desejei encontrar alguém ( mesmo que fosse um vampiro).
Estava muito silencioso. E assustador. Algumas vezes o corredor ia para a direita, mas como Victoria me disse, eu me mantive a esquerda. Na verdade, eu também mantive os olhos na esquerda porque aqueles outros corredores quase não tinham luz.
Infelizmente na próxima virada para a direita eu não evitei de olhar. Ok, o motivo fazia sentido. Eu ouvi algo.
Para ser mais especifica, eu ouvi uma risada. Era suave, uma risada feminina que por alguma razão fez o cabelo na minha nuca levantar. Também me fez parar de andar. Eu olhei pelo corredor e pensei ter visto algum movimento nas sombras.
Bella... meu nome foi sussurrado pelas sombras.
Eu pisquei surpresa. Eu tinha realmente ouvido meu nome ou estava imaginando coisas? A voz era quase familiar. Poderia ser Nyx de novo? Era a deusa chamando meu nome? Com quase tanto medo quanto eu estava intrigada, eu segurei o fôlego e dei alguns passos em direção ao corredor.
Enquanto eu andava eu vi algo na minha frente que me fez parar e automaticamente me aproximar da parede. Em um pequeno canto não muito longe de mim haviam duas pessoas. A principio não conseguia fazer minha mente processar o que eu estava vendo; então eu rapidamente entendi.
Eu deveria ter saído dali. Eu deveria me afastar silenciosamente e tentar não pensar no que eu estava vendo. Mas eu não fiz nada disso. Era como se meus pés de repente tivessem ficado tão pesados que eu não pudesse mover eles. Tudo o que eu podia fazer era observar.
O homem –e com um pequeno choque adicional eu percebi que ele não era um homem, e sim um adolescente – não mais que um ano mais velho que eu. Ele estava parado com suas costas pressionados contra a parede do canto. A cabeça dele estava virada para trás e ele estava respirando com dificuldade. O rosto dele estava nas sombras, mas mesmo com ele apenas parcialmente visível eu podia ver o quão lindo ele era. Então outra pequena risada fez meus olhos irem um pouco mais para baixo.
Ela estava de joelhos na frente dele. Tudo o que eu podia ver dela era o cabelo loiro.
Tinha tanto cabelo que parecia que ela estava usando algum tipo de véu antigo. Então as mãos dela foram para cima, passando pela choca do cara.
Deus! Minha mente gritou para mim. Sai daí! Eu comecei a ir para trás, e então uma voz me fez congelar.
“Pare!”
Meus olhos ficaram enormes porque por um segundo eu pensei que ele estava falando comigo.
“Você realmente não quer que eu pare.”
Eu me senti quase tonta de alivio quando ela falou. Ele estava falando com ela, não eu. Eles nem sabiam que eu estava ali.
“Sim, eu quero.” Parecia que ele estava falando as palavras entre os dentes.
“Levanta.”
“Você gosta – eu sei que você gosta. Assim como você sabe que ainda me quer.”
A voz dela era rouca e estava tentando ser sexy, mas eu também podia ouvir um pequeno lamento nela. Ela soava quase desesperada. Eu observei os dedos dela se moverem, e meus olhos se alargaram de espanto, quando ela passou a unha do seu dedo indicador pela coxa dele. Incrível, o dedo dela cortou o jeans, como uma faca, e uma linha de sangue fresco apareceu, um vermelho liquido impressionante.
Eu não queria, e me enojava, mas ao ver o sangue minha boca se encheu de saliva.
“Não!” ele surtou, colocando as mãos dele nos ombros dela e tentando afastar ela dele.
“Oh, parou de fingir?” ela riu de novo, um som sarcástico e maldoso. “Você sabe que sempre ficaremos juntos.” Com a língua dela ela lambeu a linha de sangue.
Eu tremi; contra a minha vontade eu estava completamente impressionada.
“Pare com isso!” Ele ainda estava empurrando os ombros dela. “Eu não quero machucar você, mas você realmente está começando a me irritar. Porque você não consegue entender? Não vamos mais fazer isso. Eu não quero você.”
“Você me quer! Você sempre me quis!” Ela abriu as calças.
Eu não deveria estar ali. Eu não deveria estar vendo isso. Eu tirei meus olhos da coxa ensangüentada dele e dei um passo para trás.
Os olhos do cara se ergueram. Ele me viu.
E então algo muito bizarro aconteceu. Eu podia sentir o toque o toque ele pelo nossos olhos. Eu não conseguia olhar para longe dele. A garota na frente dele pareceu desaparecer, e tudo que havia no corredor era ele e eu e o doce e lindo cheiro do sangue dele.
“Você não me quer? Não é o que parece,” ela disse com um horrível rugido na voz.
Eu senti minha cabeça começar a tremer para frente e para trás, para trás e para frente. Ao mesmo tempo ele chorou “Não!” e tentou tirar ela do caminho para que pudesse vir na minha direção.
Eu tirei meus olhos dele e tropecei para trás.
“Não!” ele disse de novo. Dessa vez eu sabia que ele estava falando comigo e não com ela. Ela deve ter percebido também, porque com um choro que parecia desconfortável como o resmungar de um animal selvagem, ela começou a olhar ao redor.
Meu corpo congelou. Ao mesmo tempo eu me virei e corri de volta para o corredor.
Eu esperei que eles viessem atrás de mim, então eu continuei correndo até alcançar a enorme e antiga porta que Victoria tinha descrito. Então eu fiquei parada ali, inclinada contra a madeira fria, tentando controlar minha respiração para poder ouvir o som de pés correndo.
O que eu faria se eles realmente estivessem me procurando? Minha cabeça estava latejando novamente, e eu me senti fraca e assustada. E completamente, enojada. Sim, eu estava ciente daquele negocio do sexo oral, eu duvidava que houvesse algum adolescente na America hoje que não está ciente que a maioria dos adultas acha que estávamos boquetes como eles costumavam dar armas aos caras (ou mais apropriadamente idiotas). Ok, isso era bobagem, e sempre me deixava maluca. É claro tem garotas que acham que é ‘legal’ dar para os caras assim. Uh, elas estão erradas.
Aqueles com cérebros funcionais sabem que não é legal ser usada assim. Ok, então eu sabia sobre o negocio do boquete. Eu definitivamente nunca vi um. Então, o que eu tinha acabado de ver definitivamente me apavorou. Mas o que tinha me apavorada mais do que uma loira fazendo uma coisa nojenta com ele foi o jeito que eu respondi ao ver o sangue do cara.
Eu queria lamber também.
E isso simplesmente não é normal.
E então tinha todo o negocio deu dividir aquele estranho olhar com ele. O que tinha sido isso?
“Bella, você está bem?”
“Diabos!” eu gritei e dei um pulo. Victoria estava parada atrás de mim me olhando totalmente confusa.
“Você está se sentindo mal?”
“Eu-eu...” Minha mente voou. De jeito nenhum eu podia contar a ela o que tinha acabado de ver. “Minha cabeça só dói pra caramba,” eu finalmente consegui dizer. E era verdade. Eu tinha uma horrível dor de cabeça.
Ela franziu cheia de preocupação. “Me deixe ajudar você.” Victoria colocou sua mão suavemente pela linha dos meus pontos na minha testa. Ela fechou os olhos e eu podia ouvir ela sussurrando algo em uma língua que eu não entendia. Então a mão dela começou a esquentar e foi como se o calor tivesse se tornado liquido e tivesse sido absorvido pela minha pele. Eu fechei os olhos e suspirei de alivio quando a dor na minha cabeça começou a diminuir.
“Melhor?”
“Sim,” eu mal sussurrei.
Ela tirou a mão e abriu os olhos. “Isso deve manter a dor longe. Eu não sei porque de repente voltou com tanta força.”
“Eu também não, mas foi embora agora,” eu disse rapidamente.
Ela estudou meu silencio um pouco mais e então eu segurei a respiração. Então ela disse, “Algo chateou você?”
Eu engoli. “Estou um pouco assustada sobre conhecer minha colega de quarto.” O que tecnicamente não era uma mentira. Não era o que tinha me chateado, mas ainda me assustava.
O sorriso de Victoria era gentil. “Tudo ficará bem, Bella. Agora me deixe te apresentar a sua nova vida. Victoria abriu a porta de madeira e entramos em um grande jardim que era a frente da escola. Adolescentes usando uniformes que de algum jeito pareciam legais e únicos embora ainda fossem similares andavam em grupos pequenos pelo jardim e pela calçada.
Eu podia ouvir o som normal das vozes deles enquanto eles conversavam e riam. Eu continuei olhando deles para a escola, sem ter certeza de qual ficar boba primeiro. Eu escolhi a escola. Era a menos intimidadora dos dois (e eu estava com medo de ver ele). O lugar era como algo saído de um sonho estranho. Era o meio da noite, e deveria estar muito escuro, mas havia uma lua brilhante em cima dos grandes e velhos carvalhos que fazia sombra em tudo. Luzes alojadas em lustres de cobre seguiam a calçada que se dirigia paralelamente ao enorme edifício de tijolos vermelhos e rochas pretas. Tinha 3 andares e tinha um telhado estranhamente alto que tinha uma ponta para cima mas aplanava no topo. Eu podia ver que as pesadas cortinas tinham sido abertas e suaves luzes amarelas faziam sombras dançar entre os aposentos, dando a estrutura toda um tom vivo e de boas vindas. Uma torre redonda estava junto ao prédio principal, dando a ilusão que o lugar era muito mais um castelo – do que uma escola. Eu juro, um fosso iria parecer se encaixar melhor ali do que uma calçada envolvida por arbustos de azaléias grossos e um gramado arrumado.
Na frente do prédio principal havia um menor que parecia como uma velha igreja.
Atrás de velhos carvalhos que protegiam o jardim da escola eu podia ver a sombra de uma enorme pedra que cercava a escola toda. Na frente da igreja havia uma estatua de mármore de uma mulher que estava usando um longo manto.
“Nyx!” eu gritei.
Victoria levantou a sobrancelha surpresa. “Sim, Bella. Essa é a estatua da deusa, e o prédio atrás dela é o templo dela.” Ela fez um movimento assinalando que era para mim andar com ela pela calçada e gesticulou expansivamente para o impressionante campus que se esticava na nossa frente. “O que é conhecido hoje como a Morada da Noite foi construída em um estilo neo-frances- normando, com pedras importadas da Europa. Se originou nos anos 1920 como um monastério Augustine pelas Pessoas de Fé. Eventualmente foi convertida em Cascia Hall, uma escola preparatória privada para adolescentes humanos influentes. Quando decidimos que deveríamos abrir uma escola nossa nessa parte do país, nos o compramos de Cascia Hall 5 anos atrás.
Eu lembrava vagamente do tempo em que esse lugar era uma escola privada- na verdade o único motivo pelo qual eu pensei sobre isso era porque eu lembrava ter ouvido as noticias que um bando de garotos que freqüentavam Cascia Hall tinham sido presos por posse de drogas, e o quão chocados os adultos tinham ficado.
Tanto faz. Mas ninguém ficou chocado por aqueles garotos ricos estarem metidos até o pescoço com drogas.
“Estou surpresa por eles terem vendido para vocês,” eu disse.
A risada dela era baixa e um pouco perigosa. “Ele não queria, mas fizemos ao diretos arrogante deles uma oferta que ele não podia recusar.”
Eu queria perguntar a ela o que ela queria dizer, mas a risada dela me deu um calafrio. E, além do mais, eu estava ocupada. Eu não conseguia parar de olhar. Ok, a primeira coisa que eu noite era que todos que tinham uma tatuagem vampirica sólida eram incrivelmente lindos. Eu quero dizer, era totalmente maluco. Sim, eu sabia que vampiros eram atraentes. Todos sabem disso. Os atores e atrizes mais bem sucedidos no mundo eram vampiros. Eles também eram bailarinos e músicos, escritores e cantores.
Vampiros dominavam as artes, o que era a razão para eles terem tanto dinheiro – e também uma das razões (de muitas) para as Pessoas da Fé os considerarem goístas e imorais. Mas na verdade, eles só tem inveja porque não são tão bonitos.
As Pessoas da Fé iam ver o filme deles, peças, concertos, compravam seus livros e seus quadros, mas ao mesmo tempo falavam mal deles e os menosprezavam, e só Deus sabe que eles nunca, nunca se misturavam com eles. Alô – você pode dizer hipócrita?
De qualquer forma, estar ao redor de tantas pessoas lindas me fez querer me esconder embaixo de um banco, mesmo que muitos cumprimentassem Victoria e então sorrissem para mim e me cumprimentassem também. Entre hesitantes respostas eu passava por entre os garotos que nos rodeavam. Cada um deles acenou respeitosamente para Victoria. Vários deles se curvaram formalmente para ela e passaram os punhos por cima dos corações, o que fez Victoria sorrir e se curvar ligeiramente em resposta. Ok, os garotos não eram tão lindos quanto os adultos. Claro, eles eram bonitos – interessantes na verdade, com o contorno da lua crescente, e seus uniformes que pareciam muito mais como designs de uma passarela do que uniformes de escola – mas eles não tinham aquela brilhosa e nada humana atrativa luz que irradiava de dentro dos adultos vampiros. Uh, eu notei que, como eu tinha suspeitado, o uniforme deles tinha muito preto (você acha que um grupo de pessoas tão ligadas em arte iria reconhecer o clichê quando fica andando por aí com um preto Gótico. Só estou dizendo...). Mas eu suponho que se eu vou ser honesta eu tenho que admitir que ficava bem neles – a mistura de preto com algumas linhas de azul escuro, verde esmeralda e um púrpura profundo. Cada uniforme tinha um designe bordado em dourado ou prata em nos bolsos de seus casacos e blusas. Eu podia perceber que alguns dos designes eram os mesmos, mas eu não conseguia ver exatamente o que eram. Além disso, havia uma quantidade muito grande de garotos com cabelos longos.
Sério, as garotas tem cabelos compridos, os caras tem cabelos compridos, os professores tem cabelos compridos, até os gatos que andavam de vez enquanto na calçada tinham pelos compridos. Estranho. Que bom que eu me impedi de cortar o cabelo daquele jeito curto que a Leah tinha cortado o dela semana passada.
Eu também notei que os adultos e os jovens tinham mais uma coisa em comum – os olhos deles todos se voltavam com uma curiosidade obvia em direção a minha Marca.
Ótimo. Eu estava começando minha vida nova como uma anomalia, o que era uma merda.
Notas finais
Cade as leitoras que não deixam reviews???
Poxa o numero de quem lê é bem maior do que as reviews,to triste!!!
Me contem o que estão achando!!!!
xoxo, até amanhã.
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