House Of Night To Twilight
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Vou postar dois capítulos hoje para compensar!!!!
so enjoy
A parte da Morada da Noite onde ficavam os dormitórios era do outro lado do campus, então andamos bastante, e Victoria parecia estar caminhando devagar de propósito, me dando bastante para fazer várias perguntas e admirar feito uma idiota. Não que eu me importasse. Caminhar pelo enorme “castelo” e aquela aglomeração de prédios, com Victoria apontando pequenos detalhes sobre o que era aquilo, me deu uma noção do lugar. Era estranho, mas de um jeito bom. Além do mais, caminhar parecia normal. Na verdade, por mais estranho que pareça, eu me sentia eu mesma de novo. Eu não estava tossindo. Meu corpo não doía. Minha cabeça até tinha parado de doer. Eu estava absolutamente, totalmente não pensando sobre o incidente que eu testemunhei. Eu estava esquecendo aqui – de propósito. A última coisa que eu precisava era lidar com eles, uma nova vida e uma estranha Marca. Então, boquete – esquecido.
Profundamente em negação em me disse que se eu não estivesse andando pelo campus da escola em um estranho horário ao lado de uma vampira eu quase podia fingir que eu era a mesma de ontem. Quase.
Bem, ok. Talvez nem mesmo quase, mas minha cabeça estava melhor, e eu já estava pronta para encarar minha colega de quarto quando Victoria abriu a porta.
Lá dentro foi uma surpresa. Eu não tenho certeza o que esperava – talvez que tudo fosse preto e assustador. Mas era legal, decorado com um azul suave e um antigo amarelo, com um sofá confortável e várias almofadas suaves grandes o suficiente para sentar enchendo o quarto com gigantes almofadas parecidas com M&Ms. A suave luz vinda de vários antigos lustras de cristais fazia o lugar parecer como o castelo de uma princesa. Nas paredes cor de creme tinha uma grande pintura a óleo, onde havia uma mulher que parecia exótica e poderosa. Flores recém colhidas, na maioria rosas, estavam em vasos de cristais na mesa que estava cheia de livros e bolsas e coisas bem de adolescentes. Eu vi várias TVs de tela plana, e reconheci o som de MTV Mundo Real vindo de uma delas. Eu olhei para tudo isso rápido, enquanto eu tentava sorrir e aparecer amigável para as garotas que tinham ficado quietas no segundo que eu entrei no quarto e agora estava me encarando. Bem, risque isso. Elas não estavam exatamente me encarando. Elas estavam encarando a Marca na minha testa.
“Senhoritas, essa é Isbella Redbird. Dêem boas vindas a ela pela Morada da Noite.”
Por um segundo eu não achei que alguém fosse dizer algo, e eu queria morrer de mortificação. Então uma garota levantou do meio de um grupo que estava amontoado perto de uma TV. Ela era uma loira baixa e quase perfeita. Na verdade, ela me lembrava uma versão mais nova de Sarah Jessica Parker (que eu não gosto, alias – ela é só tão... tão... irritante e nada naturalmente alegre).
“Olá Bella. Bem vinda a sua nova casa.” A garota parecida com SJP sorriu de forma quente e genuína, e ela claramente estava se esforçando para manter contato visual ao invés de encarar minha Marca. Instantaneamente eu me senti mal sobre fazer uma comparação negativa sobre ela. “Eu sou Rosalie*,” ela disse.
(n/a: na versão original é Afrodite, em alusão a deusa da beleza e do amor)
Rosalie? Ok, talvez eu não tenha sido muito dura na minha comparação. Como alguém normal poderia escolher Rosalie como seu nome? Por favor. Em falar de ilusão de grandeza. Eu coloquei um sorriso no rosto, no entanto, e disse um alegre, “Olá Rosalie!”
“Victoria, você gostaria que eu mostrasse a Bella o quarto dela?”
Victoria hesitou, o que pareceu bem estranho. Ao invés de responder imediatamente ela só ficou parada ali e olhou nos olhos de Rosalie. Então, assim como tão rapidamente o silencio tinha começado, o rosto de Victoria se quebrou em um enorme sorriso.
“Obrigado, Rosalie, isso seria ótimo. Eu sou a mentora de Bella, mas tenho certeza que ela se sentiria muito mais a vontade se alguém da idade dela mostrasse o caminho para o quarto dela.”
Foi raiva que eu vi passar pelos olhos de Rosalie? Não, eu devo ter imaginado – ou pelo menos eu teria acreditado que eu tinha imaginado se eu não tivesse aquele estranho sentimento que me dizia ao contrario. E eu não precisei da minha nova intuição para perceber que algo estava errado, porque Rosalie riu – e eu reconheci o som da risada.
Me sentindo como se alguém tivesse me socado no estomago eu percebi que essa garota – Rosalie – era a que eu tinha acabado de ver com o cara no corredor!
Rosalie riu, seguido de um alegre, “É claro que eu fiquei feliz em mostrar o lugar para ela! Você sabe que estou sempre feliz em te ajudar, Victoria,” era falso e frio como os enormes peitos de Pamela Anderson, mas Victoria apenas acenou em resposta e então se virou para me olhar.
“Vou deixar você agora, Bella,” Victoria disse, apertando meus ombros. “Rosalie vai te levar para seu quarto, e sua nova colega de quarto pode te ajudar a se aprontar para o jantar. Eu te vejo na sala de jantar.” Ela sorriu daquele jeito quente e estilo de mãe, e eu tive a ridícula e infantil vontade de abraçar ela e implorar a ela para não me deixar sozinha com Rosalie. “Você ficará bem,” ela disse, como se pudesse ler minha mente.
“Você verá, Bella Passarinha. Tudo ficará bem,” ela sussurrou, parecendo tanto com a minha vó que eu tive que piscar com força para não chorar. Então ela deu um rápido tchau para Rosalie e as outras garotas, e deixou o quarto.
A porta fechou com um abafado som. Oh, diabos... eu só quero ir pra casa!
“Anda Bella. Os quartos são para esse lado,” Rosalie disse. Ela fez um movimento para que eu fosse com ela para subir as grandes escadas curvas que estavam a nossa direita. Enquanto subíamos eu tentei ignorar o zunido de vozes que instantaneamente começou atrás de nós.
Nenhuma de nós falou, e eu me sentia tão desconfortável que eu queria gritar. Ela tinha me visto no corredor? Bem, eu certamente não ia mencionar isso. Nunca. Até onde eu sabia nunca tinha acontecido.
Eu limpei a garganta e disse, “O dormitório parece muito bom. Eu quero dizer, é bem bonito.”
Ela me deu um olhar lateral. “É melhor que bom ou realmente bonito; é incrível.”
“Oh. Bem. É bom ouvir isso.”
Ela riu. O som era totalmente nada agradável – quase uma risada de desprezo – e subiu pela minha nuca como da primeira vez que eu tinha ouvido.
“É incrível aqui em maior parte por minha causa.”
Eu olhei para ela, pensando que ela deveria estar brincado, e encontrei os olhos azuis frios dela.
“É, você ouviu direito. Esse lugar é legal porque eu sou legal.”
Oh. Meu. Deus. Que coisa bizarra para ela dizer. Eu não tinha idéia de como responder a essa informação bem metida. Eu quero dizer, como se eu precisasse do estresse de uma briga com a vadia Srta. Acha-que-é-tudo-isso além da mudança de vida/espécie/escola? E eu ainda não conseguia saber se ela sabia que era eu que estava no corredor.
Ok. Eu só queria achar um jeito de me encaixar. Eu queria ser capaz de chamar essa nova escola de lar. Então eu decidi pegar a estrada mais segura e manter a boca fechada.
Nenhuma de nós disse mais nada. A escada levava para um corredor alinhado com portas. Eu segurei o fôlego quando Rosalie diante de um que estava pintado com um púrpura bem claro, mas ao invés de bater, ela se virou para me encarar. O rosto perfeito dela de repente parecia cheio de ódio e frio e definitivamente nada bonito.
“Ok, esse é o negocio, Bella. Você tem essa estranha Marca, então todos estão falando sobre você e se perguntando qual o que diabos você tem.” Ela virou os olhos mexeu nas suas perolas dramaticamente, mudando a voz para que parecesse boba e fofa.
“Ooooh! A garota nova tem uma Marca totalmente preenchida! O que isso poderia significar? Ela é especial? Ela tem poderes fabulosos? Oh meu – oh meu!” Ela derrubou as mãos da garganta e estreitou os olhos em minha direção. A voz dela ficou tão chata e maldosa quanto seu rosto. “Fique sabendo como as coisas funcionam. Eu sou a tal por aqui. As coisas funcionam do meu jeito. Você quer se dar bem aqui, então é melhor se lembrar disso. Caso contrário, você vai ter muitas merdas.”
Ok, ela estava começando a me irritar. “Olha,” eu disse. “Eu acabei de chegar aqui. Eu não estou procurando problemas, e eu não tenho controle sobre o que as pessoas estão dizendo sobre a minha Marca.”
Os olhos dela se estreitaram. Ah, merda. Eu teria mesmo que brigar com essa garota? Eu nunca estive numa briga em toda a minha vida! Meu estomago se girou e eu me preparei para me fugir ou o que fosse que me impedisse de apanhar.
E então, tão rapidamente quanto ela tinha ficado assustadora e odiosa, o rosto dela relaxou em um sorriso e ela se transformou de volta na doce garotinha loira. (Não que eu tivesse sido enganada.)
“Bom. Só queria saber se a gente tinha se entendido.”
Huh? Eu entendi que ela esqueceu de tomar seus remédios, mas foi só isso que eu entendi. Rosalie não me deu tempo para dizer nada. Com um ultimo, estranho e quente sorriso, ela bateu na porta.
“Entre!” falou uma voz alegre com um sotaque Okie* (*de Oklahoma). Rosalie abriu a porta.
“E aí! Oh meu Deus, entre.” Com um enorme sorriso, minha nova colega de quarto, também loira, se apressou como um pequeno tornado. Mas no instante que ela viu Rosalie, o sorriso dela sumiu do rosto e ela parou de correr na nossa direção.
“Eu trouxe sua nova colega de quarto.” Não teve nada tecnicamente errado com as palavras de Rosalie, mas o tom dela era odioso e ela estava usando um terrível e falso sotaque de Oklahoma. “Mary Alice Johnson, essa é Isabella Redbird. Bella Radbird, essa é Mary Alice Johnson. Pronto agora todas estamos todas aconchegadas como milho na espiga?”
Eu olhei para Mary Alice. Ela parecia um pequeno coelho apavorado.
“Obrigado por me trazer até aqui, Rosalie.” Eu falei rapidamente, me movendo em direção a Rosalie, que automaticamente foi para trás, o que a colocou de volta no corredor. “Vejo você por aí.” Eu fechei a porta na cara dela quando o olhar de surpresa dela estava começando a virar raiva. Então eu me virei para Mary Alice, que ainda estava pálida.
“Qual o problema dela?” eu perguntei.
“Ela... ela...”
Embora eu não a conhecesse, eu conseguia perceber que Mary Alice estava lutando sobre o quanto ela deveria ou não dizer. Então eu decidi ajudar ela. Eu quero dizer, iríamos ser colegas de quarto. “Ela é uma vaca!” eu disse.
Os olhos de Mary Alice ficaram enormes, e então ela riu. “Ela não é muito legal, isso é verdade.”
“Ela precisa de ajuda farmacêutica, isso é verdade,” eu acrescentei, fazendo ela rir ainda mais.
“Eu acho que vamos nos dar bem, Isabella Redbird,” ela disse ainda sorrindo. “Bem vinda a seu novo lar!” Ela deu uma passo para o lado e então fez um gesto com o braço para mostrar o quarto, como se tivesse me mostrando um palácio.
Eu olhei ao redor e pisquei. Várias vezes. A primeira coisa que eu vi foi o pôster tamanho real de Kenny Chesney que estava entre as duas camas e o chapéu de cawboy que estava em uma das cabeceiras – a que também tinha um jeito antigo – parecendo uma lâmpada com uma base em formato de bota de caubói. Oh, nu uh. Mary Alice era uma Okie total!
Então ela me deu um enorme abraço de olá, me lembrando o quanto ela parecia um filhotinho, com o cabelo encaracolado e o sorriso no rosto. “Bella, estou feliz que esteja se sentindo melhor! Eu estava tão preocupada quando ouvi que você tinha se machucado. Estou realmente feliz que você finalmente esteja aqui.”
“Obrigado,” eu disse, ainda olhando para o que agora era meu quarto também, e me sentindo totalmente sobrepujada e prestes a chorar de novo.
“É meio assustador, não é?” Alice estava me observando com grande e sérios olhos azuis, que estavam cheios de lagrimas simpaticas. Eu acenei, sem confiar na
minha voz.
“Eu sei. Eu chorei toda a primeira noite.”
Eu engoli minha lagrimas e perguntei, “A quanto tempo você está aqui?”
“Três meses. E, cara, eu fiquei feliz quando eles me contaram que eu iria ter uma colega de quarto!”
“Você sabia que eu estava vindo?”
Ela acenou vigorosamente. “Oh, sim! Victoria me disse ante ontem que o Rastreador tinha sentido você e iria te Marcar. Eu pensei que você estaria aqui ontem, mas daí eu ouvi que você tinha sofrido um acidente e sido levada para a clinica. O que aconteceu?”
Eu suspirei e disse, “eu estava procurando minha avó e cai e bati a cabeça.” Eu não estava tendo o estranho sentimento que me dizia para manter a boca fechada, mas eu não tinha certeza do quanto dizer a Alice ainda, e eu fiquei aliviada quando ela acenou como se entendesse e não fez mais perguntas sobre o acidente – ou mencionou o fato da minha Marca ser completamente colorida.
“Seus pais surtaram quando viram que você foi Marcada?”
“Totalmente. Os seus não?”
“Na verdade, minha mãe ficou legal. Ela disse que qualquer coisa que me tirasse de Henrietta era uma coisa boa.”
“Henrietta, Oklahoma?” eu perguntei, feliz por mudar para um assunto que não era sobre mim.
“Infelizmente, sim.”
Alice sentou na cama em frente ao pôster de Kenny Chesney e fez menção para mim sentar na frente dela. Eu sentei, e então senti um pequeno choque de surpresa quando percebi que estava sentada do meu acolchoado legal rosa e verde da Ralph Lauren. Eu olhei para a pequena mesa de carvalho e pisquei. Ali estava o meu irritante, e feio alarme, meus óculos de nerd, para quando eu estava cansada de usar lentes, e a foto da vovó e eu no ultimo verão. E na prateleira atrás do computador do meu lado do quarto eu vi minha coleção de livros Gossip Girls e Bubbles (junto com alguns dos outro favoritos, Drácula de Bram Stoker – o que era um pouco irônico), alguns CD´s, meu laptop, e – o meu Deus do céu – meu figurino dos Monsters Inc. Que incrivelmente vergonhoso. Minha mochila estava no chão perto da minha cama.
“Sua avó trouxe suas coisas para cá. Ela é bem legal,” disse Alice
“Ela é mais que legal. Ela é brava como o inferno por ter enfrentado minha mãe e o estúpido marido dela para tirar essas coisas para mim. Eu só consigo imaginar a super dramática cena que minha mãe fez.” Eu suspirei e então balancei a cabeça.
“É, eu acho que tenho sorte. Pelo menos minha mãe ficou tranqüila com tudo isso,” Alice apontou para o tracejo da lua crescente na testa. “Mesmo que meu pai tenha perdido a cabeça, já que eu era sua única filhinha e tudo mais.” Ela suspirou e então riu.
“Meus três irmãos acharam que era tão incrível e queriam saber se eu podia ajudar eles a conseguir garotas vampiras.” Ela virou os olhos. “Garotos estúpidos.”
“Garotos estúpidos,” eu repeti e sorri para ela. Se ela achava que garotos eram estúpidos ela e eu iríamos nos dar bem.
“Mas agora estou tranqüila com tudo isso. Eu quero dizer, as aulas são estranhas mas eu gosto delas – especialmente a aula de Tae Kwan Do. Eu meio que gosto de chutar bundas.” Ela sorriu de forma travessa, como um pequeno elfo loiro. “Eu gosto do uniforme, o que a principio totalmente me chocou. Eu quero dizer, é esperado que alguém goste de uniformes de escola? Mas podemos acrescentar coisas para fazer eles ficarem únicos, então eles não parecem uniformes metidos, típicos de escolas. E tem uns caras seriamente gostosos aqui – mesmo que garotos sejam estúpidos.” Os olhos dela brilharam. “Principalmente estou apenas tão feliz por estar longe de Henrietta que eu não me importo com as outras coisas, mesmo que Tulsa seja meio assustador por ser tão grande.”
“Tulsa não é assustadora,” eu disse automaticamente. Ao contrario de muitos garotos do subúrbio de Broken Arrow, eu na verdade conhecia Tulsa, graças ao que a vovó gostava de chamar de “viagem de campo” que eu fazia com ela. “Você só tem que saber aonde ir. Tem uma grande galeria onde você pode fazer sua própria bijuteria na cidade baixa na Rua Brady, e do lado disso tem a Lola at the Bowery – ela tem a melhor sobremesa da cidade. A Rua Cherry também é legal. Não estamos longe de lá agora. Na verdade, estamos perto do incrível Museo Philbrook e a Utica Square. Tem alguns excelentes shoppings lá e-“
De repente eu percebi o que eu estava dizendo. Os vampiros adolescentes não tinham que se misturar com os adolescentes normais? Eu procurei na memória. Não. Eu nunca vi garotos com luas crescentes andando por Philbrook ou Utica Gap ou a Bananaa Republic ou a Starbucks. Eu nunca os vi no cinema. Diabos! Eu nunca nem vi um garoto vampiro até hoje. Então eles nos manteriam trancados aqui por 4 anos? Me sentindo um pouco sem ar e claustrofóbica eu perguntei, “A gente sai daqui alguma vez?”
“Sim, mas tem todo tipo de regra que você tem que seguir.”
“Regras? Como o que?”
“Bem, você não pode usar nenhuma parte do uniforme da escola-“ Então ela surtou.
“Merda! Isso me lembrou. Temos que nos apressar. O jantar é em alguns minutos e você precisa se trocar.” Ela pulou e começou a procurar pelo closet que era no meu lado do quarto, falando comigo por cima dos ombros o tempo todo.
“Victoria mandou entregar algumas roupas aqui ontem a noite. Não se preocupe como o tamanho ser o certo. De algum jeito eles sempre sabem qual o tamanho antes de nós verem – é meio bizarro como os vampiros adultos muito mais do que deveriam. De qualquer forma, não se assuste. Eu falei serio quando disse que os uniformes não são tão horríveis quanto você imagina que sejam. Você realmente pode adicionar suas próprias coisas nele – como eu.”
Eu olhei para ela. Eu quero dizer, olhei mesmo para ela. Ela estava usando uma jeans Roper. Você sabe, aquele tipo de jeans de tamanho por idade que são muito apertadas e não tem bolso traseiro. Como alguém pode achar que não ter bolso e ser apertado e bonito, eu honestamente nunca entendi. Alice era totalmente magra, e a calça até fazia a bunda dela parecer grande. Eu sabia antes de olhar para o pé da garota o que ela estava usando – botas de cowboy. Eu olhei para baixo e suspirei. Sim. Couro marrom, salto chato, ponta estreita... botas de cowboy. Enfiado no jeans havia uma blusa preta com mangas longas que tinha o jeito cara de algo que você acha na Saks ou Neiman Marcus, versos a barata camiseta transparente que era cara demais da Acercrobie que tenta fazer parecer que elas não são camisetas de vadia. Quando ela olhou para mim eu vi que ela tinha dois furos nas orelhas com brincos prateados nelas. Ela virou e tinha em uma mão uma blusa preta como a que ela estava usando, e um pulôver na outra mão, e eu decidi que mesmo que o visual country dela não era para mim ela ficava meio fofa com a mistura de chique com barato.
“Aqui está! Apenas coloque isso por cima dos jeans e você ficará pronta.”
A luz da lâmpada de cowboy brilhou contra a bordadura que estava presa no peito do suéter que ela estava segurando. Eu levantei e peguei as duas roupas, segurando o suéter para cima para poder ver a frente e as costas. A bordadura prateada tinha a forma de uma espiral que fazia voltas em um circulo delicado que estava por cima do meu coração.
“É a nossa marca,” Alice disse.
“Nossa marca?”
“Sim, cada classe – aqui eles chamam de terceiranistas, quartanistas, quintanistas, e sestonistas – tem sua própria marca. Somos os terceiranistas, então nossa marca é o labirinto prateado da deusa Nyx.”
“O que significa?” eu perguntei, mais para mim mesma do que para ela enquanto passava o dedo ao redor dos círculos prateados.
“Significa um novo começo enquanto começamos a andar pelo Caminho da Noite e aprendemos o caminho da deusa e as possibilidades de nossa nova vida.” Eu olhei para ela, surpresa por ela de repente parecer tão seria. Ela riu um pouco para mim e deu nos ombros. “É uma das primeiras coisas que aprendemos em Sociologia Vampirica 101. Essa é a matéria que Victoria ensina, e com certeza arrasa com as aulas mais chatas que eu tinha em Henrietta High, o lar das galinhas lutadoras. Ugh. Galinhas lutadoras! Que tipo de mascote é esse?” Ela balançou a cabeça e virou os olhos enquanto eu ria. “De qualquer forma, eu ouvi que a Victoria é sua mentora, o que é realmente uma sorte. Ela dificilmente pega garotos novos, e além de ser a Alta Sacerdotisa, ela é a professora mais legal por aqui.”
O que ela não disse é que eu não tinha só sorte, eu era “especial” com a minha estranha Marca colorida. O que me lembrou...
“Stevie Rae, porque você não me perguntou sobre a minha Marca? Eu quero dizer, eu aprecio você não ter me bombardeado com perguntas, mas no caminho até aqui todos que me viram encararam minha Marca. Rosalie mencionou no segundo que ficamos sozinhas. Você nem olhou para ela. Por quê?”
Então ela finalmente olhou para minha testa antes de suspirar e me olhar nos olhos.
“Você é minha colega de quarto. Eu achei que você fosse falar o que está acontecendo com você quando estivesse pronta. Uma coisa que eu aprendi crescendo numa cidade pequena como Henrietta é que é melhor cuidar da sua vida se você quer que alguém seja seu amigo. Bem, vamos ser colegas de quarto por 4 anos...” Ela pausou em um suspiro entre as palavras, com a verdade feia] que vamos apenas ser colegas de quarto por 4 anos se nós duas sobrevivermos a Mudança. Alice engoliu com força e terminou rapidamente, “Eu acho que o que estou tentando dizer é que eu quero que a gente seja amiga.”
Eu sorri para ela. Ela parecia tão jovem e esperançosa – tão legal e normal e nem de perto o que eu imaginei que uma garota vampira seria. Eu senti um pequeno fio de esperança. Talvez eu conseguisse achar um jeito de me encaixar aqui. “Eu também quero que sejamos amigas.”
“Yaay por isso!” Eu juro que ela parecia um filhotinho feliz de novo. “Mas vamos! Depressa – não queremos nos atrasar.”
Ela me empurrou pela porta que ficava entre os dois armários antes de ir até um espelho na mesa do computador dela e começar a escovar o cabelo. Eu me apertei para encontrar um pequeno banheiro, e eu rapidamente tirei minha camiseta BA Tiger e coloquei a blusa e por cima disso o suéter macio que tinha uma profunda e bonita cor de púrpura com pequenas linhas pretas atravessando. Eu já estava pronta para voltar ao quarto para pegar minha mochila para tentar dar um jeito no rosto e cabelo com maquiagem e tudo mais, quando olhei para o espelho por cima da pia. Meu rosto ainda estava branco, mas eu tinha perdido a palidez assustadora que tinha antes. Meu cabelo parecia insano, todo selvagem e despenteado, e eu mal podia ver a linha preta que estava acima da minha têmpora esquerda. Mas foi a Marca azul safira que chamou minha atenção. Enquanto eu olhava para ela, cheia de uma beleza exótica, a luz do banheiro refletiu na bordadura meu prateada que estava por cima do coração. Eu decidi que os dois símbolos de alguma forma combinavam, embora eles tivessem formas diferentes... cores diferentes...
Mas eu não combinava com eles? E eu não combinava com esse novo mundo estranho? Eu fechei os meus olhos com força e esperei desesperadamente que o que fosse que iríamos comer no jantar (oh, por favor permita que não esteja envolvido beber sangue) não fosse descordar do meu já problemático estomago.
“Oh não...” eu sussurrei para mim mesma, “seria bem a minha sorte tem um caso de diarréia.”
Ok o refeitório era legal – oops, eu quero dizer “salão de jantar,” como a placa prateada do lado de fora da entrada dizia. Não era nada parecido com o refeitório monstruoso da SIHS onde a acústica era tão ruim que mesmo eu sentado ao lado de Leah eu não podia ouvir o que ela estava falando na metade do tempo. Esse salão era quente e amigável. As paredes eram feitas da mesma estranha mistura de tijolos e pedras pretas como o exterior do prédio e o salão estava cheio de enormes mesas de piquenique de madeira que tinham bancos combinando com assentos acolchoados e com encostos.
Em cada mesa sentavam 6 garotos e irradiando de uma enorme mesa situada no centro do salão estavam frutas e queijo e carne quase transbordando, e uma taça de cristal que estava cheia do que parecia ser vinho tinto. (huh? Vinho na escola? O que?) O teto era baixo e a parede de trás era composta de janelas com uma porta de vidro no centro.
Pesadas cortinas de veludo estavam abertas para que o lado de fora pudesse ser visto era um lindo jardim com alguns bancos de pedra, alguns caminhos que davam voltas, e arbustos ornamentais e flores. No meio do jardim havia uma fonte de mármore com água saindo do topo de algo que parecia muito com um abacaxi.
Era bem bonito, especialmente iluminado pela luz da lua e ocasional luz das lâmpadas.
A maior parte das mesas já estava cheia de adolescentes que falavam e comiam que olhavam para cima com obvia curiosidade quando Alice e eu entramos no salão. Eu respirei fundo e mantive a cabeça erguida. Era melhor dar a eles uma clara visão da Marca que eles pareciam tão obcecados. Alice me levou para o lado do salão que tinha a típica mesa de Buffet para se servir.
“Pra que é a mesa no meio do salão?” eu perguntei quando andamos.
“É uma oferenda simbólica para a deusa Nyx. Tem sempre um lugar colocado na mesa para ela. Parece meio estranho no começo, mas logo não vai parecer tão estranho e vai parecer certo também.”
Na verdade, não parecia estranho para mim. De certa forma, fazia sentido. A deusa estava tão viva aqui. A Marca dela estava em todo lugar. A estatua dela estava orgulhosamente na frente do seu Templo. Eu também estava começando a notar que em toda a escola haviam pequenas figuras e figurinos que a representavam. A Alta Sacerdotisa dela era minha mentora, e eu tive que admitir, eu já me sentia conectada a Nyx. Com um esforço, eu me impedi de tocar a Marca na minha testa. Ao invés disso peguei uma bandeja e me movi atrás de Alice na fila.
“Não se preocupe,” ela sussurrou para mim. “A comida é muito boa. Eles não fazem você beber sangue ou comer carne crua ou nada disso.”
Aliviada, eu destravei a mandíbula. A maior parte do pessoal já estava comendo, então a fila era curta, e Alice e eu pegamos a comida senti minha boca se encher de água. Massa! Eu senti o cheiro: com alho!
“A coisa toda de que vampiros não suportam alho é bobagem,” Alice estava dizendo para mim enquanto carregávamos os nossos pratos.
“Ok, e aquela coisa sobre vampiros terem que beber sangue?” eu sussurrei em resposta.
“Não,” ela disse suavemente.
“Não?”
“Não é bobagem.”
Ótimo. Maravilhoso. Fantástico. Exatamente o que eu queria ouvir – não.
Tentando não pensar sobre o sangue e o que mais não eu peguei um copo de chá com Alice, e então a segui para uma mesa onde dois outros garotos já estavam conversando animadamente enquanto conversavam. É claro a conversa parou totalmente quando me juntei a eles, o que não pareceu incomodar Alice.
Enquanto eu deslizava no banco do lado oposto ao dela ela nos apresentou com seu fanhoso sotaque.
“E aí, gente. Conheçam minha colega de quarto, Bella Redbird. Bella, essa é Kate Bates,” ela apontou para uma ridiculamente bonita garota loira sentada no meu lado da mesa. (Bem, diabos – quantas loiras podiam ter em uma escola? Não tem algum limite?)
Ainda com a sua voz em um tom de ‘alias,’ ela continuou, fazendo pequenas paradas para dar ênfase. “Kate é a “bonita.” Ela também é divertida e esperta e tem mais sapatos do que qualquer um que eu conheça.”
Kate tirou seus olhos azuis para longe da minha Marca por um tempo longo o suficiente para dizer “Oi.”
“E esse é o simbólico garoto do nosso grupo, Seth Maslin. Mas ele é gay então eu não acho que ele realmente conta como um cara.”
Ao invés de ficar puto com Alice, Seth parecia sereno e descolado. “Na verdade, já que eu sou gay eu acho que deveria contar por dois caras ao invés de um. Eu quero dizer, comigo você tem o ponto de vista masculino e você não tem que se preocupar comigo querendo tocar seus peitos.”
Ele tinha um rosto descansado totalmente limpo de espinhas, e um cabelo marrom escuro e olhos que me lembravam um filhote de cervo. Na verdade, ele era fofo.
Não de um jeito super feminino que a maioria dos caras são quando decidem sair do armário e contar a todos o que todo mundo já sabia (bem, todos a não ser seus pais tipicamente sem noção). Seth não era um estridente cara-garota; ele era apenas um cara fofo com um belo sorriso. Ele também estava notavelmente tentando não olhar para minha Marca, o que eu apreciei.
“Bem, talvez você esteja certo. Eu não pensei sobre isso dessa forma,” Alice disse depois de uma bela mordida em um pão de alho.
“Apenas ignore ela, Bella. O resto de nós é quase normal,” Seth disse. “E estamos desesperadamente felizes por você finalmente ter chegado aqui. Alice tem enlouquecido todo mundo se perguntando como você seria, quando você chegaria aqui-“
“Se você não seria uma daquelas garotas estranhas que cheiram mal e acham que ser um vampiro significa ver quem pode ser o maior perdedor,” Kate interrompeu.
“Ou se perguntando se você seria um deles,” Seth disse, passando os olhos pela mesa a nossa esquerda.
Eu segui o olhar dele e senti os nervos quando reconheci a pessoa de quem ele estava falando. “Você quer dizer Rosalie?”
“Sim,” Seth disse. “E seu metido bando de bajuladores”
“Huh?” Eu pisquei para ele.
Alice suspirou. “Você vai se acostumar o vocabulário obsessivo de Seth. Graças a Deus, esse não é um novo mundo então alguns de nós entendem o que ele esta falando sem precisar de tradução. De novo. Bajulador – um servil lisonjeador.” Ela falou orgulhosa como se estivesse dando uma resposta na aula de inglês.
“Tanto faz. Eles me fazem sentir vontade de vomitar,” Kate disse sem tirar os olhos da massa.
“Eles?” eu perguntei.
“As Filhas das Trevas,” Alice disse, e eu notei que ela automaticamente baixou a voz.
“Pense neles como uma fraternidade,” Seth disse.
“De bruxas do inferno,” Kate disse.
“Hey, gente, acho que não deveríamos falar mal deles para Bella, Ela pode se dar com eles.”
“Que se foda isso. Elas são bruxas do inferno,” Kate disse.
“Cuidado com a boca, Kat. Você tem que comer com ela,” Seth disse animado.
Incrivelmente aliviada por nenhum deles gostar de Rosalie, eu já estava me aprontando para pedir mais explicações quando uma garota chegou, e com uma grande bufada, deslizou a si e a bandeja ao lado de Alice. Ela era da cor de um cappuccino (o tipo que você consegue de uma verdadeira cafeteira e não a nojeira que você pega na maquina da Quick Trip) e tinha varias curvas com seus lábios cheios e bochechas elevadas que a faziam parecer uma princesa africana. Ela também tinha um ótimo cabelo. Era espesso e caia em escuras e brilhantes ondas nos ombros dela. Os olhos dela eram tão pretos que pareciam não ter pupilas.
“Ok, por favor! Por favor. Alguém,” ela apontou para Kate, “se incomodou de me acordar e me dizer que iríamos jantar?”
“Eu acredito que seja sua colega de quarto, não sua mãe,” Kate disse preguiçosamente.
“Não me faça cortar seu cabelo parecido com da Jéssica Simpson no meio na noite,” a princesa africana disse.
“Na verdade, o jeito certo de frasear isso seria “Não me faça cortar seu cabelo seu cabelo parecido com da Jessica Simpson no meio do dia.” Tecnicamente dia é noite para nós e a noite seria o dia. O tempo é reverso aqui.”
A garota negra estreitou os olhos para ele. “Seth, você está me irritando com essa
merda de vocabulário.”
“Angela,” Alice interrompeu brutamente. “Minha colega de quarto finalmente chegou. Essa é Bella Redbird. Bella, essa é a colega de quarto da Kate, Ângela Cole.”
“Olá,” eu disse com a boca cheia de massa quando Angela virou seu olhar de Kate
para mim.
“Então, Bella, qual é a da tua Marca ser colorida? Você ainda é uma caloura, não é?”
Todos na mesa ficaram silenciosamente chocados com a pergunta de Angela. Ela olhou ao redor. “O que? Não finjam que vocês também não estão se perguntando a mesma coisa.”
“Podemos estar, mas também podemos ser educados o suficiente para não perguntar,” Alice disse firmemente.
“Oh, por favor. Tanto faz.” Ela suspirou com o protesto de Alice. “Isso é muito importante para isso. Todos querem saber sobre a Marca dela. Não tem tempo para ficar brincado quando fofoca está envolvida.” Ângela virou para mim. “Então, qual é a da sua estranha Marca?”
É melhor encarar isso agora. Eu tomei um rápido gole de chá e limpei a garganta.
Os 4 estavam me olhando, esperando impacientemente pela minha resposta.
“Bem, eu sou uma caloura. Eu não acho que sou diferente de vocês.” Então comentei sobre algo que estava considerando enquanto todos estavam falando. Eu quero dizer, eu sabia que teria que responder essa pergunta eventualmente. Eu não sou estúpida – confusa, talvez, mas não estúpida – e algo me disse que eu precisava dizer algo além da minha experiência extra corpórea com Nyx. “Eu não sei com certeza porque a Marca está cheia. Não estava desse jeito quando o Rastreador me Marcou. Mas mais tarde naquele dia eu tive um acidente. Eu cai e bati a cabeça. Quando acordei a Marca estava assim. Eu estive pensando, e tudo que eu consegui pensar é que deve ter sido alguma estranha reação ao acidente. Eu estava inconsciente e perdi muito sangue. Talvez isso tenha feito algo para acelerar o processo que a escurece. Esse é meu palpite, de qualquer forma.”
“Huh,” Ângela disse. “Eu estava esperando que fosse algo mais interessante. Algo bom para fofocar.”
“Desculpe,” eu murmurei.
“Cuidado, Gêmea,” Kate disse para Angela, jogando a cabeça em direção as Filhas das Trevas. “Você está começando a soar como se devesse se sentar naquela mesa.”
O rosto de Ângela se contorceu. “Eu não estaria nem morta com aquelas vacas.”
“Vocês estão confundindo Bella,” Alice disse.
Seth deu um longo suspiro. “Eu vou explicar, provando mais uma vez o quão valioso sou para este grupo, com ou sem pênis.”
“Eu realmente queria que você não usasse a palavra com P,” Alice disse.
“Especialmente quando estou tentando comer.”
“Eu gosto,” Kate disse. “Se todos chamassem as coisas do que são seria muito menos confuso. Por exemplo, você sabe que quando eu tenho que ir ao banheiro eu digo o obvio – eu tenho urina que precisa sair da minha uretra. Simples. Fácil. Claro.”
“Nojento. Repugnante. Grosso,” Alice disse.
“Estou com você Gêmea.” Ângela disse. “Eu quero dizer, se falássemos bastante sobre coisas como urinar e menstruar, a vida seria muito mais simples.”
“Ok. Chega da conversa sobre menstruação enquanto estou comendo massa.”
Seth levantou a mão como se pudesse fisicamente parar a conversa. “Eu posso ser gay, mas tem um numero limitado de coisas que eu posso agüentar.” Ele se inclinou na minha direção e começou sua explicação. “Primeiro, Ângela e Kate se chamam uma a outra de Gêmea porque embora elas claramente não sejam parentes – Kate sendo uma extremamente branca garota de Tulsa, e Ângela sendo descendente de jamaicanos e da cor de chocolate de Connecticut -”
“Obrigado pela apreciação a minha pele escura,” Ângela disse.
“Sem problemas,” Seth disse, e então continuou com a explicação. “Embora elas não sejam parentes de sangue elas são muito parecidas.”
“É como se elas tivessem sido separadas no nascimento ou algo assim,” Alice disse.
Ao mesmo tempo Ângela e Kate se olharam e começaram a rir. Foi então que eu notei que elas estavam usando a mesma roupa – jaqueta de jeans escura, com lindas asas douras no bolso, camiseta preta, e calças de cintura baixa. Elas até estavam usando o mesmo brinco – enormes argolas de ouro.
“E o que a uma pequena diferença de melanina quando uma verdadeira amante de sapatos está envolvida?” Levantando o pé Ângela mostrou outro ótimo par de botas – só que essas eram de couro preto com fivelas prateadas no tornozelo.
“Próxima!” Seth interrompeu, virando os olhos. “As Filhas das Trevas. A versão resumida é que elas são um grupo formado pela classe alta que dizem estar responsáveis pelo espírito escolar.”
“Não, a versão resumida é que elas são bruxas do inferno,” Ângela disse.
“Foi exatamente o que eu disse, Gêmea,” Kate riu.
“Vocês duas não estão ajudando,” Seth disse a elas. “Agora, onde eu estava?”
“Espírito escolar,” eu respondi.
“Isso mesmo. Yeah, elas deveriam ser essa incrível organização pró-escola, próvampiros. E também, se assume que o líder delas vai crescer para ser a Alta Sacerdotisa, então ela deve ser o coração, mente, e espírito da escola – assim como a futura líder da sociedade vampiresca, etc, etc, blá, blá. Pense no Mérito Nacional Escolar responsável pela Sociedade de Honra misturada com lideres de torcida e um bando de bichas.”
“Hey, isso não é desrespeitoso a sua gayzura chamar eles de um bando de bichas?”Alice perguntou.
“Estou usando a palavra como um termo carinhoso,” Seth disse.
“E jogadores de futebol – não esqueça que eles são Filhos das Trevas, também,”Kate disse.
“Uh-huh, Gêmea. É realmente um crime e uma pena que caras tão seriamente
gostosos fiquem presos nessa -”
“E ela está falando isso literalmente,” disse Kate com um sorriso travesso.
“A bruxas do inferno,” concluiu Ângela.
“Alô! Como se eu fosse esquecer os caras? Vocês ficam me interrompendo.”
As três garotas deram a ele um sorriso de desculpa. Alice fingiu fechar a boca e jogar fora a chave. Kate e Ângela murmuraram “palerma” para ela, mas elas ficaram quieta para Seth poder terminar.
Eu notei que elas brincavam com a palavra “chupar,” me fazendo pensar que a pequena cena que eu tinha visto não era rara.
“Mas o que as Filhas Negras realmente são é um grupo de vadias metidas que andam mandando em todo mundo. Elas querem que todos as sigam, que se conforme com a idéia bizarra delas do que significa se tornar uma vampira. E o mais importante de tudo, elas odeiam humanos, e se você não se sente da mesma forma elas não querem nada a ver com você.”
“A não ser para te zoar,” Alice acrescentou.
Eu percebi pela expressão dela que ela deveria ter uma experiência própria com a parte do “zoar,” e lembrei o quão pálida e assustada ela parecia quando Rosalie tinha me mostrado nosso quarto. Eu fiz uma nota mental para lembrar de perguntar a ela mais tarde sobre o que aconteceu.
“Mas não deixe elas te assustarem,” Seth disse. “Só cuide das suas costas e-“
“Olá, Bella. Bom ver você tão cedo.”
Eu não tive problemas em reconhecer a voz dessa vez. Eu decidi que era como mel – pegajosa e doce demais. Todos na mesa pularam, incluindo eu. Ela estava usando um suéter como o meu, com exceção que por cima do coração dela estava a silhueta prateada de três deusas iguais, um delas segundo o que parecia um par de tesouras. Ela estava usando uma saia muito curta, uma meia calça que tinha brilhos prateados, e botas que iam até os joelhos. Duas garotas estavam atrás dela, vestidas de forma parecida. Uma era negra, com um cabelo impossivelmente longo (deve ser uma boa extensão), e a outra era outra loira (que, com uma inspeção mais de perto das sobrancelhas dela, era provavelmente, eu decidi, tão loira natural quanto eu).
“Olá, Rosalie,” eu disse quando todos pareciam chocados demais para falar.
“Espero não estar interrompendo nada,” ela disse nada sincera.
“Você não está. Só estávamos discutindo o lixo que precisa ser retirado hoje a noite,” Kate disse com um enorme sorriso falso.
“Bem, você certamente deve saber tudo sobre isso,” ela disse com um olhar de desprezo, e então virando as costas para Kate propositalmente, que estava apertando os punhos e parecendo que estava prestes a pular em cima de Rosalie.
“Bella, eu deveria ter dito algo para você mais cedo, mas eu acho que eu esqueci. Eu queria te dar um convite para você se juntar as Filhas das Trevas no nosso privado Ritual de Lua cheia amanha a noite. Eu sei que é raro para alguém que não está aqui a tempo o bastante participar do ritual tão rapidamente, mas sua Marca mostra claramente que você é, bem, diferente da maioria dos calouros.” Ela olhou para baixo o nariz perfeito dela em Alice.
“Eu já falei com Victoria, e ela concorda que seria bom para você se juntar a nós. Eu te dou os detalhes mais tarde, quando você não estiver tão ocupada com... uh... lixo.” Ela deu ao resto da mesa seu apertado sorriso sarcástico, virando seu longo cabelo enquanto saia.
“Bruxas do inferno,” Ângela e Kate falaram juntas.
Notas finais
Vamos ao proximo cap!
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