Hottest Seduction
20 Capítulo 20 - Pré-férias
Notas iniciais
As semanas seguintes foram um pouco difíceis para mim e, consequentemente para Dimitri também. Eu estava uma chatice eterna, praticamente impossível de lidar. Nos primeiros dias era pelo sono intenso – rendendo-me algumas sonecas durante as aulas –, depois pelos seios doloridos – fazendo-me gemer toda manhã ao ter que vestir o uniforme –, a azia da madrugada e agora era porque o meu uniforme não estava mais me servindo direito. Eu não compraria novos para usar apenas por alguns meses só porque minha barriga não caberá em poucos dias. Alguns botões da camisa já não fechavam mais direito e nem do busto, parecendo que a qualquer segundo pulariam fora, acertando o olho de alguém.
Nós brigamos muito no início porque eu chegava extremamente irritada – e aflita – em casa por causa da roupa me apertando, mas ele me explicou que quem tinha que permitir a minha mudança de roupa era o diretor Lázar e não ele, mas que estava insistindo para evitar que eu desistisse de continuar meus estudos antes que a situação ficasse realmente crítica. Na verdade, acho que isso era mais para evitar o meu mal humor noturno.
Eu não esperava que esse período seria tão irritante. Não bastava ter a dobras da camisa marcadas na minha pele, eu ainda precisava enfrentar ocasionais enjoos durante as manhãs – em partes, eu diria pela ansiedade do período de provas antes das férias de final de ano – e para completar a minha sina, passar o dia todo fazendo as provas com a saia do colégio apertando a minha cintura, o botão quase explodindo e ter que levantar toda hora pra fazer xixi, ignorar o olhar de desconfiança dos meus colegas de classe não era a parte mais fácil do dia.
Felizmente, todos os professores foram discretos comigo em relação à minha gravidez. Depois de uma – falsa e hormonalmente descontrolada – crise de choro, ficou claro o tanto que eu não queria que a informação já se espalhasse Eu fui liberada de ir ao banheiro quantas vezes precisasse, embora eu devesse ser discreta e não abusada ao sair toda hora da sala – afinal, todo mundo perceberia se eu saisse duas ou três vezes em menos de uma hora –. Um pedido um tanto complicado para um garota no primeiro trimestre de gestação. Urinar a cada uma hora, fazia parte do meu cotidiano agora.
Eu respeitava essa condição imposta pelos meus professores afinal eu não pretendia contar aos meus colegas de classe tão cedo, mas não seria muito fácil ficar segurando a vontade. Queria evitar que o falatório já começasse e eu tivesse que aguentar o julgamento e especulações de todos os meus colegas. Claro que os mais sagazes e maldosos já tinham percebido o faro de eu ter “engordado” em tão pouco tempo. Apenas os meus amigos mais próximos sabiam, afinal, se algo acontecesse, eu precisava que alguém informado me ajudasse. Eu contara a eles – Lissa, Christian, Eddie, Mason e Mia – no dia em que voltara às aulas depois da minha ida inesperada ao hospital.
— Flashback —
Passado os portões da St. Vlad de cabeça baixa e coração disparado, sabia que ia sofrer uma breve inquisição por parte dos meus amigos que ainda estavam me aguardando no pátio de entrada. Sorri docemente para eles. Mason, sendo meu melhor amigo e ex-namorado, correu para o meu lado, pegando minha mochila com a desculpa do meu braço estar engessado e de que eu não precisava segurar peso enquanto tinha os amigos ao redor para ajudar. Eu me questionei se, caso eu não tivesse insistido naquela loucura de conquistar Dimitri e tivesse continuado com Mason ou Jesse, eu teria engravidado? Não, provavelmente hoje eu ainda seria virgem. Entretanto, mesmo com um bebê inesperado à caminho, eu certamente não seria tão feliz quanto eu tenho sido ao lado do meu Camarada. Eu não me sentiria tão completa, mesmo amando tanto Mase.
Recebi um abraço de cada um deles pelo meu retorno e por estar bem, mesmo com o braço enfaixado e a cara de cansada. Eu sabia que eu precisava contar a verdade aos meus amigos, afinal, logo minha barriga estaria aparente e eu poderia precisar de ajuda nos próximos meses. Eles eram meus amigos, mereciam saber antes que meu corpo me denunciasse. Quem realmente me conhecia, já perceberia que eu estava gordinha, como eu nunca estivera anteriormente.
“Eu tenho uma coisa pra falar com vocês.” Suspirei, aproximando-me ainda mais deles. Olhei ao redor, não queria que ninguém nos ouvisse.
“O que?” Christian caçoou, jogando seu braço sobre os ombros de Lissa. “Está grávida, Hathaway?” Deu um sorrisinho de lado, achando que aquela fosse apenas mais uma provocação que renderia um palavrão muito mal educado e um tapa.
Empalideci, meu sangue concentrando-se todo no meu coração, deixando-me um pouco tonta. Meu café da manhã pareceu pesar uma tonelada a mais do que aparentava no meu estômago, quase reivindicando seu retorno ao mundo. Não era assim que eu gostaria de ter contado para os meus amigos, mas como Christian já havia aberto essa boca enorme, eu não teria porque negar se o que eu contaria era exatamente aquilo. Suspirei e encarei o chão. Pelo meu silêncio, eles concluiram o óbvio.
“Está de brincadeira?” Ele mesmo questionou, mais rápido que qualquer outro.
“Olhem... Isso é um segredo nosso, meu. Estou confiando em vocês pra não contar isso pra ninguém. Não até que minha barriga apareça.”
“Já aparece.” Ele disparou.
Eu tentei avaliar cada um ali e ignorar a constatação de quão gorda eu já estava, feita por Christian. Não sabia qual deles estava mais assustado pela notícia, possivelmente a Mia ou o Mason que parecia estar refletindo que ele poderia ser o pai do meu bebê caso nós tivéssemos levado nosso relacionamento mais à frente. Lissa estava completamente conformada. Ela já estava quando me perguntara dias atrás, mesmo com a minha estúpida negação.
“Christian!” Lissa o acotovelou.
“Eu sei, mas não aparece muito ainda. Será que você podem fazer isso por mim?” Insisti.
“Fica fria, Hathaway!” Eddie me deu um semi-abraçado, tranquilizando-me, enquanto os outros pareciam desajustados demais para saber como agir. Eu certamente ficaria tão confusa quanto eles. Dá-se parabéns para uma grávida de 17 anos?
“É do-?” Christian começou, mas eu o impedi.
“Sim. Isso também é um segredo. Nem ouse enfiar o nome dele nas nossas conversas.” Disparei. Infernos, se soubessem que Dimitri era o pai, estaremos muito mais ferrados com ele sendo demitido no mesmo segundo.
“Quem é ele?” Mason perguntou um tanto enciumado.
“Não importa agora. Será que vocês podem fazer isso por mim?” Mordi a lateral do meu lábio, esperando afastar a curiosidade de quem não sabia das minhas intenções com Dimitri. “Por favor?”
“O que eu ganho com isso?”
“Para de ser chato, cara.” Eddie defendeu-me, embora, eu conhecesse Christian o suficiente pra saber que ele não seria capaz de me ferrar dessa forma.
“Olha, Chris, você não vai ganhar nada, só achei que você pudesse fazer essa gentileza por mim.” Argumentei, antes que o Eddie se prontificasse a quebrar o nariz dele.
“Vai ficar me devendo uma, Hathaway.”
“Obrigada.”
Lissa veio me abraçar assim que o embate entre mim e Christian foi finalizado. Ela tinha esperanças que um dia eu e seu namorado nos acertassemos. Nós dois sempre no atracamos por ciúmes de Lissa e porque tínhamos o mesmo tipo de pensamento, mas no fim, sempre acabávamos nos acertando.
“Eu adoraria passar a mão na sua barriga agora, mas vai ficar estranho, vou passar na sua casa depois pra gente colocar as notícias em dia.”
“Depois te passo meu novo endereço.” Sorri ao solta-la do meu meio abraço com o enfaixado mantido contra o meu peito.
“Você saiu de casa?”
“Ele quer que eu fique com ele a partir de agora e meus pais já sabem, mas depois te conto tudo.” Sussurrei para ela. Não queria que todos soubessem do que estávamos falando, embora todos ali fossem meus amigos mais próximos.
“Acho que vai desmaiar, Mia.” Brinquei.
“Você não está... Tipo... Apavorada? Ou mentindo?”
“Quem dera se fosse... Eu estava inconformada quando descobri, mas ai tive que me convencer de que aceitar, realmente doeria menos.”
“Bem... Parabéns?” Perguntou, meio deslocada, encolhendo os braços e se aproximando para me abraçar também.
Ri para não deixá-la tão constrangida, mas eu entendia seu momento de confusão. Mia e eu tivemos problemas no passado quando fomos enganadas pelo Jesse, mas depois de alguns gritos e palavrões, acabamos nos aproximando. Bem estranho, concordo, mas ela até que é uma boa amiga. Pelo menos, não se incomodava de ser estúpida ao falar algumas verdades, ao mesmo tempo que também não hesitava se você precisasse de ajuda. Isso só nos fez perceber do quanto fomos idiotas por brigar por alguém como Jesse. Dias depois, eu estava totalmente mergulhada no meu projeto de seduzir Dimitri.
A inspetora acabou nos forçando a seguir nosso caminho até a sala ao ver que o primeiro sinal já havia tocado e não demonstramos que seguiríamos para a aula se não nos lembrasse que já estávamos atrasados. Eu me senti um pouco estranha em seguir o meu caminho e saber que meus colegas de classe começariam a me perguntar o que acontecera e se eu estava bem. Não seria muito fácil mentir para todos, mas talvez meu braço enfaixado fosse a minha desculpa momentânea mais válida até que a minha gravidez começasse a atrair olhares. Mason tomou seu lugar ao meu lado e passou seu braço sobre meus ombros, aproximando-me de seu corpo. Eu estava pronta para afastá-lo, afinal, Dimitri ficaria um tanto enciumado se me visse assim com outro homem.
“É do coordenador, não é?” Sussurrou bem ao meu ouvido. Olhei ao redor, esperando que ninguém tivesse o ouvido, minhas bochechas ruborizaram estupidamente pelo aumento brusco da minha adrenalina. Inocência a minha achar que Mason deixaria aquele assunto no passado.
“Mase!” Apavorada com a revelação.
“Eu sabia.” Suspirou. “Olha, eu sei o quanto vocês estão ferrados, mas se eu pude ajudar... Sei lá, falando que o bebê é meu...”
“Obrigada, mas não vamos contar pra ninguém ainda.” Que ideia maluca era essa? Dimitri me mataria se soubesse que eu cogitei essa ideia. Esse bebê é nosso, meu e dele, apenas.
“Se você precisar de alguma coisa então, pode contar comigo.”
“Obrigada!” Apoiei minha cabeça no ombro dele.
Era bom saber que eu tinha meus amigos ao meu lado, mas meu peito apertou em ver o olhar chateado do Mason. Ele realmente me amava, enquanto eu só conseguia nutrir um amor de irmãos por ele. Foi esse amor que fez nosso relacionamento acabar. Nós funcionávamos melhor como amigos a que como casal, mesmo que ele não concordasse comigo e tivesse feito uma dúzia de planos para o futuro comigo.
Eu tinha outros planos. Planos com outro homem.
— Flashback end —
Contudo, as três semanas de férias de inverno foram um verdadeiro impasse para mim. Um coisa era fato: eu estava muito contente por poder passar um tempo com Dimitri, mas eu também estava um pouco preocupada. Toda garota sabe que ao estar juntos às pessoas no cotidiano, eles não percebiam a nossa diferença física – a não ser que fosse muito brusca –. Essas três semanas seriam o suficiente para que todos reparassem, finalmente, na minha gravidez. E eu teria que começar a encarar as especulações, julgamentos e falatórios. Eu não queria passar por isso.
Eu estava muito perto da minha liberdade já, muito perto de ter férias maravilhosas com a minha nova família. Eu só precisava terminar a prova da senhora Karp, entregar o trabalho do Adrian e encontrar Dimitri para podermos ir embora, para curtir um pouco de descanso.
Eu adorava biologia. Talvez essa tenha sido a única matéria a qual sofri menos para estudar, enquanto eu só pensava em dormir. Tinha facilidade com as biológicas então esperava que eu conseguisse obter uma nota boa, enquanto eu ainda tinha alguma disposição para estudar. As outras matérias... Eu não poderia garantir nada. Embora eu tivesse tentado arduamente, sentar e estudar. Fica meio complicado fazer isso quando você só pensa em dormir.
Dias depois da conversa com meu pai e a minha afirmação de que eu continuaria morando com Dimitri – e que nada me faria mudar de ideia –, as caixas das minhas coisas – roupas, sapatos, livros, eletrônicos, tudo o que havia no meu antigo quarto – chegaram aos montes no apartamento e eu pude finalmente parar de usar as camisetas do camarada como vestido e pude continuar a estudar para as provas finais. Tudo bem que uma parte das minhas roupas já estavam apertadas, mas as minhas roupas de ginástica foram muito úteis enquanto eu não desencaixava o resto.
Eu fiquei contente em saber que, embora minha mãe tivesse me deserdado, meu velhote insistia em me mandar uma mensagem de manhã e outra de noite. Ele ainda tinha esperanças de fazer a minha mãe mudar de ideia e poderem curtir pessoalmente a minha gravidez. Eu tentava não pensar nisso, mas era um pouco inevitável quando eu tinha tantas visitas da Olena me ajudando e tirando minhas dúvidas de mãe de primeira viagem, quando a minha própria é quem deveria estar fazendo aquilo.
Ansiosa pelo final do dia letivo e finalmente poder pegar minha mala, meu camarada e partirmos para a casa de campo dos Belikov. Quase quis bater em Adrian quando ele me pediu para ficar por mais alguns minutos. Não me importava quando ele vinha com seus flertes baratos quando eu ainda não estava com o Dimitri, mas agora... Grávida? Irritava-me só de pensar que ele cogitaria a me desrespeitar dessa forma.
“Adrian, preciso ir embora!” Reclamei. Dimitri ficará irritado comigo se eu atrasasse demais, ainda mais por saber que o responsável por isso seria o professor que comentara tantas vezes as suas ilusões sexuais comigo.
“Calma, pequena Rose, só quero conversar. Você não vai perder seu voo.”
“Não posso voar.” Revirei os olhos, totalmente exasperada.
“Não?” Olhou-me com a sobrancelha erguida, um tanto preocupado.
“Posso, mas não vou.”
“Não? Então por quê está com tanta pressa?” Liberou seu sorriso debochado. Pena que ele não me afetava, embora o deixasse bem sensual com seu cabelo bagunçado e camisa de seda.
“Porque a aula acabou, eu estou com fome e quero ir embora. Acho que a explicação é boa o suficiente, huh?!”
“Você já vai. Me acompanhe até a sala dos professores. É aqui do lado.” Pediu. Eu poderia negar, na verdade, eu deveria negar, mas a sala dos professores era perto da sala do Dimitri. Eu poderia acompanhar meu professor até lá e depois acompanhar o Camarada, com a desculpa de que eu precisava ir embora também. Ninguém desconfiaria de nos ver juntos.
“Tá bom.” Levantei da cadeira e joguei a mochila sobre meu ombro.
“Jura?” Ergueu as sobrancelhas. Eu ri de seu sorisso vitorioso. Ele achava que eu estava dando uma chance à ele? Nem em sonhos! Grávida então, pior ainda. Eu amo Dimitri e vamos ter a nossa família, não vai ser esse sorriso que me faria mudar de ideia. Que sandice!
“Não é porque estou grávida que não vou fazer um exercício físico.” Comentei, seguindo-o para fora da sala.
“Isso foi algo bem inesperado.” Comentou, deixando a sala depois de mim.
“O que?”
“Sua gravidez.” Sorriu de canto. “Seu namorado é novo? Ele foi bem irresponsável.”
“Não, e ele não foi o único a ter culpa. Nós dois fomos os errados nessa história.” Arrumei a mochila sobre meu ombro. Esse era uma terreno perigoso para conversar. E mesmo que não fosse, não ia deixar que a culpa recaisse totalmente sobre Dimitri. “Mas e você, Adrian? Ta rolando uns boatos que você está saindo com a nova professora de história...”
“A senhorita Sage?” Adrian deu seu sorriso de lado que fazia todas as alunas suspirarem. Pelo menos ele esquecera que o assunto era a minha gravidez.
“Ela é bem bonita...”
“Ela é, mas não quer nada comigo. Ela me acha muito mulherengo.” Eu não pude deixar de gargalhar e nem de discordar de Sidney.
“Cai entre nós, Adrian, ela está certa.”
“Mas ela quer muitos milagres de uma vez só. Eu já estou há 6 dias sem fumar.”
“E há quanto tempo você diz que pararia?”
“Uns 2 anos, talvez.”
“Adrian!” Gargalhei. Ele era impossível mesmo!
“Não tenho culpa! Vocês, crianças, me irritam muito, preciso de um pouco de tabaco pra relaxar.”
“Ei! Não me incluia nas crianças.”
“É mesmo...” Divagou. “Agora você carrega uma.”
“Cale a boca!” Cerrei os dentes, olhando ao redor. Alguém poderia ouvi-lo!
“Qual é, Rose. Todo mundo já percebeu.”
“Não. Quase ninguém sabe ainda.”
“Isso é o que você acha. Já vi a professora Tasha comentando que ouviu as meninas do primeiro falando sobre a Hathaway estar gordinha.” Ele tentou imitar a voz da Tasha.
“Falaram?”
“Yep.” Balançou a cabeça, bagunçando seu cabelo.
“Que merda!” Bufei.
Adrian encostou-se contra a porta da sala de professores e deu aquele sorriso cafajeste de sempre.
“Pra mim, você nunca foi uma criança, pequena Rose, e gordinha ou grávida, você é a garota mais exótica que já conheci... Já compos vários dos meus sonhos...” Ele me avaliou, seus belos olhos verdes analisando cada parte do meu corpo, demorando-se nos meus seios que estavam maiores por estarem inchados. Tentei erguer uma sobrancelha como Dimitri fazia comigo quando achava que eu estava sendo absurda e lhe dei um tapa, fingindo estar ofendida, eu realmente estava, mas fez bem para a minha altoestima saber que mesmo que eu já estivesse um tanto gordinha, eu ainda parecia quente para ele.
“Adrian! Me respeita!”
“Me desculpe.” Sorriu, esquivando-se de outro tapa que eu tentei lhe presentear. “Seu namorado é um cara sortudo por ter um garota como você ao lado.”
“Como eu...?” Corei, puxando minha mochila que estava prester a cair do meu ombro.
“Doce, engraçada, atraente, inteligente...”
“Ok, Adrian.” Sorri, um tanto constrangida pelos elogios. “Obrigada, mas agora já vou.”
“Boas festas, pequena Rose.”
“Obrigada. Pra você também.” Despedi-me dando alguns passos para trás, evidenciando à ele que eu não ficaria mais nenhum minuto. Bem mal educado da minha parte, mas eu estava louca para sair desse lugar.
Suspirei por estar livre da companhia do Adrian e a poucos passos da liberdade e de poder finalmente encontrar meu Camarada para fazermos a tal viagem para a casa de campo. Olena havia me contado que havia muito tempo que eles não iam todos juntos para lá, mas que aquele lugar era o preferido de Dimitri, porque era muito semelhante à cidade em que vivera com seu amigo Ivan, na Rússia. Eu havia ficado empolgada com a ideia de que Dimitri iria dividir um lugar tão especial comigo – principalmente, ao saber que ele quem havia proposto a viagem. Queria que eu conhecesse o lugar –. Fazia tanto tempo que não tinhamos uns instantes só para aproveitarmos um do outro. Eu estava sempre estudando, dormindo ou cansada demais para que tivéssemos algo só nós dois e ele aproveitara para trabalhar e estar desocupado quando eu estivesse mais disposta. No dia anterior, eu até havia parado para experimentar algumas das roupas íntimas que eu comprara no início do nosso relacionamento. Algumas, eu não tivera nem a oportunidade de usar. As calcinhas ainda serviam, mas os sutiãs pareciam ser de um número menor, fazendo meus seios saltarem das taças. Ainda assim, serviria seu propósito para uma noite sensual de Natal como presente para o russo.
Eu refleti entre sair do corredor dos professores e ir encontrar meu russo na sala dele, ou esperá-lo no estacionamento como sempre fizéramos. Entretanto, antes mesmo que eu tomasse uma decisão, eu o encontrara lindo e maravilhoso no final do corredor, apenas me aguardando. Ele deve ter ouvido minha risada quando eu chegara com o Adrian.
“Oi.” Sussurrei passando por ele. Era horrível cumprimentá-lo sem poder lhe dar um beijo ou um abraço.
“Oi.” Respondeu um tanto seco.
“Tudo bem?” Mordi meu lábio inferior, segurando-me para não tocá-lo, não pegar em sua mão. Ele acenou com a cabeça que eu deveria segui-lo. Era hora de ir embora.
“Tudo bem.” Enfiou sua mão direita no bolso da calça, a esquerda segurava sua pasta.
“O que aconteceu?” Meu coração estava apertado. Dimitri não costumava ser tão parcimônico quando me via, muito menos deixava de me perguntar como eu estava me sentindo.
“Nada.”
“Muito trabalho?”
“Não.”
“Você pode, por favor, falar direito comigo?” Pedi.
Eu poderia ter batido nele e culpado os hormônios da minha gravidez. Eu devia ter batio, mas simplesmente marchei pela rampa até o estacionamento, deixando-o para trás. Achei que as coisas estivessem melhorando entre nós...
Pisando duro e irritada pelo mal humor inesperado de Dimitri, disparei pela garagem, até o carro dele. Se ele não queria falar comigo, agora eu quem não queria falar! Desculpe, querido, mas você irritou uma grávida sem motivos.
O carro foi destravado, fazendo o barulho estridente do alarme ecoar pelo estacionamento. Eu não medi a minha força ao abrir a porta de trás e jogar minha mochila, mas o carro chegou a balançar quando eu me sentei no banco e bati a porta do passageiro. Claro que me arrependi por tê-lo feito, mas não demonstraria ao homem.
“Roza.” Começou.
“Não fale comigo.” Rosnei. Agora, porque eu bati a porta do seu carrinho querido ele vem falar comigo?! Não. Mesmo.
“Me desculpe?”
Ou o ignorei, assim como ele fez comigo minutos atrás. Prove do próprio veneno, Belikov!
“Eu estava enciumado. Você sabe que não gosto de ver você com o Adrian. Não é porque você está grávida que ele vai parar de te cantar.” Ciúmes do Adrian, jura?!
“Você foi um grande idiota.”
“Eu sei. Me desculpe.”
“Tá bom.”
“Eu te amo.” Colocou um mecha do meu cabelo atrás da minha orelha.
“Eu também, mas não faça mais isso.” Fiz um biquinho, minha vontade assassina de matar Dimitri transformou-se numa vontade louca de chorar. “Eu não tenho bola de cristal pra saber se você está bravo ou chateado comigo, então se algo acontecer e a culpa for minha, me diga.” Funguei. Odiava esses hormônios da gravidez. Normalmente, eu ainda estaria ignorando Dimitri, mas algo no meu peito dizia que eu precisava lhe contar o que eu sentia e achava disso. “Eu amo você e não é porque eu tenho amigos homens que eles vão dar em cima de mim. Principalmente grávida. Todo mundo sabe que eu vou ficar uma bola horrorosa até o nosso filho nascer.”
“Tenho certeza que você será a grávida mais bonita do mundo, amor. Me desculpe, eu não quis ser um babaca, mas você com essa barriguinha está muito bonita e sensual, qualquer um vai ficar com inveja de mim.”
“Você acha que eu estou bonita e sensual?” Sorri e toquei a pequena protuberância na minha barriga. Não é como se ela estivesse enorme, mas os quatro botões da camisa de St. Vlad já quase pulando fora da roupa, faziam-me sentia gorda.
“Linda.” Ele sussurrou colando suavemente seus lábios aos meus. “Maravilhosa.” Sussurrou contra a minha boca. “Incrível.”
Meu coração estava disparado por tantos elogios enquanto eu não me sentia nada daquilo que ele falava, mas Dimitri, sendo o cara mais gostoso e quente que já conheci no mundo, elogiando-me dessa forma... Ah, eu me senti a criatura mais divina do planeta. Enlacei meus dedos entre os cabelos dele e usei da nossa proximidade para beijá-lo devidamente. Coisa que eu gostaria de ter feito minutos atrás, quando nos encontramos.
A combinação era maravilhosa. A maciez de seus cabelos na palma da minha mão era tão leve quanto a suavidade de seus lábios nos meus. Mordiscando brevemente meu lábio inferior, Dimitri acendeu um fogo dentro de mim que eu estivera por dias tentando reprimir.
Agarrei-lhe os cabelos, apertando os dedos nos fios emaranhado. Tocando-me a cintura, sorri brevemente contra seus finos lábios. Escorreguei minha mão direita dos seus cabelos para tocar-lhe a pele do pescoço, roçando a unha por ali. Dimitri atreveu seus dedos para debaixo da minha camisa, a fim de tocar alguma parte da minha pele. Ofegante pelo beijo intenso, gemi baixinho pela leve chupada no meu lábio inferior. Meu corpo me traiu, oferecendo-se ao homem, sua mão quente, irradiando um calor enlouquecedor pelo meu corpo, acumulando-se nas minhas regiões naturalmente sensíveis. Ele recuou ao sentir todo o meu corpo entregue, acenando o nosso limite. Foda-se, ele não podia me deixar assim! Nós quase transamos realmente em sua sala, no alcance de pais, alunos e funcionários. Na garagem, quem poderia nos flagrar: o segurança, professores ou algum funcionário? Indiferente! Todos já sabiam da minha gravidez. A única novidade é que descobririam quem é o pai do meu bebê da forma mais constrangedora possível.
Ele estava pronto para realmente nos afastar e partirmos dali, mas eu não deixaria que ele me desse um beijo daqueles, deixasse-me totalmente excitada e depois fugisse de mim. Tentando ser ágil nas minhas limitações de uma barriga e um braço engessado, tentei calcular o espaço entre o volante e ele, passei do meu banco para o colo dele, torcendo para caber naquele pequeno vão.
“Está louca?” Olhou ao redor, fiscalizando se alguém estava por perto.
“Você me deixou excitada, Camarada. Precisa terminar o que começou.”
“Espera a gente chegar em casa, Roza.”
“Você acha que nessa situção eu consigo esperar chegar em casa?” Comentei, puxando a minha saia, dando-lhe uma visão privilegiada da minha calcinha rosa de tonalidade mais forte entre as minhas pernas tamanha a umidade que um único beijo causou em mim. “Posso fazer isso sozinha no banco ali do lado se não quiser fazer isso por mim.”
Eu sabia que Dimitri relutaria até conseguir me convencer do quanto aquilo é errado, mas porra! Estamos num estacionamento, a adrenalina junto à excitação, poderia me fazer gozar só de imaginar que alguém poderia nos flagrar ali, fodendo como dois adolescentes. Desci minha própria mão para entre as minhas pernas. Se Dimitri preferia reclamar que estávamos nos arriscando tanto, eu preferia ter um orgasmo. E precisava. Muito. Hoje. Ali. Agora.
De olhos fechados e meus dedos molhando ainda mais a calcinha abaixo deles, deixei que o dorso dos meus dedos roçassem contra o volume de Dimitri, no ímpeto de excitá-lo tanto quanto eu já estava – e em partes, também porque o meu espaço estava relativamente limitado –. Gemi baixinho, esperando que isso fosse tirar meu camarada de seu estado letárgico de repreensão. Sorri, quando ele finalmente incluiu-se à minha perversão. Era uma luta perdida, ele sabia. O melhor a se fazer era unir-se à mim e aproveitar.
Gemi novamente ao senti-lo esfregar a ponta dos polegares contra o elástico da minha calcinha, movimentando-a minimamente. Oh, céus. Eu o encarei. Adorava manter um contato visual com ele nesses momentos mais quentes de total perversão. Observar seus olhos brilharem como se eu fosse a pessoa mais gostosa do mundo.
“Sempre soube que você gosta de correr um risco comigo.”
“Se você estiver com as pernas abertas pra mim e os dedos na bocetinha, nada ao redor importa.”
Prendi meu lábio inferior entre os dentes. Drimitri falando putarias era a coisa mais quente do universo! Quantas vezes ele já não me fez gozar sem nem ao menos me tocar apenas sussurrando as coisas mais sujas do mundo. Eram as transas, inicialmente sem penetração, mais insanas que já tivemos. O fato é: eu estava muito aflita por ele não enfiar de vez sua mão no meu ponto sensível. Apenas o sutil roçar do tecido da peça íntima estava me enlouquecendo. Talvez nós pudéssemos jogar o mesmo jogo...
Minha mão que antes acariciava minha intimidade foi destinada sutilmente para a ereção em desenvolvimento dele. Esfreguei-a sutilmente por ali, arrancando um contido rosnado de seu peito. Engasguei-me com um gemido ao sentir uma aproximação do polegar de Dimitri. Eu quase podia sentir a ponta de seus dedos roçar o meu clitóris.
“Sempre tão receptiva...” Comentou sorrindo de lado. “Me deixe ver seus peitos, Roza.” Pediu do seu jeito sutilmente tarado.
Se havia algo que Dimitri gostava em mim, com absoluta certeza, eram meus seios. Ele não me permitia simplesmente andar de roupas íntimas pela casa, enquanto eu pudesse andar nua. Gostava de sua quase obsessão pelo meu corpo. Fazia com que eu me sentisse desejada mesmo com os quilos a mais da gravidez. Desabotoei cada um dos botões – sendo um pouco atrapalhada pela minha mão imobilizada –, eu já pretendia me livrar dessa peça odiosa então pouco me importei em amassá-la entre os dedos e jogá-la no banco de trás do carro.
Impaciente, Dimitri desceu as alças da minha peça cor de rosa até os cotovelos e puxou o conjunto até quase minha cintura. Seu sorriso safado era sempre o que me animava ao despir-me. Tão carnal e delicado. Passou a língua pelos lábios, hipnotizando-me, ao mesmo tempo que estava tão hipnotizado pelas pequenas mudanças no meu corpo. Arrastei-me um pouco em seu colo até ter nossas partes íntimas no mesmo centro, meus seios colados contra seu peitoral. Enrosquei meus dedos em seu cabelo, nossos lábios infinitamente próximos.
“Você lembra da nossa primeira vez?” Sussurrei. “O que você acha de repetir aquilo?”
“Acho perfeito, Roza.”
Dimitri desceu suas mãos direto para os meus glúteos, apalpando-os. Mordendo os lábios, arrumei-me sobre seu colo para começar a buscar aquele atrito excitante e ao mesmo tempo libertador por livrar-me daquele fogo do inferno. Gemi baixinho, depois da gravidez, a minha pele tornou-se ainda mais sensível, unindo à minha sensibilidade usual, eu duvidava que a nossa arte no carro demoraria tanto quanto quando fizemos em sua sala. Eu, provavelmente, terminaria com Dimitri gozando em meus dedos e não em suas calças.
Cuidando do meu braço engessado, abraçou-me pela cintura, ajudando-me a arrastar minha pélvis em direção à dele. Mantendo meu lábio preso entre seus dentes, quase fui ao céu – ou ao inferno, não sei –. Incentivando-me a me mover mais intensamente sobre seu colo, desceu suas mãos e espalmou-as nos meus glúteos, pressionando a região. Gemi contra seus lábios. Isso sempre seria tão fodidamente quente?
“Queria provar da sua bocetinha, Roza.” Sorri, inclinei-me contra o volante. Ele iria mesmo jogar com a minha mente novamente? Não era justo.
“Vai ficar na vontade, camarada.” Sussurrei, guiando minha mão boa para o meu seio, segurei meu mamilo entre os polegar e o indicador, beliscando-os.
“Você tem certeza?”
Não é justo que esse russo me provoque da forma mais bruta que ele pode. Se ele não estivesse com aquele olhar predatório de quem queria me enlouquecer – ou me comer, literalmente –, eu conseguiria resistir um pouco. Propositalmente, Dimitri enfiou sua mão entre nós, entre nossas genitálias, especificamente sobre seu pênis, agarrando-o. Gemi pela dureza dos nós de seus dedos nos quais eu me esfreguei sem perceber.
Sabendo o quanto aquilo me abalaria, soltou o cinto de sua calça social, invadiu sua cueca e arrumou-se dentro da peça. Eu quase babei. É isso o que acontece quando você esta com a libido nas alturas.
“Ah, filho da puta!” Exclamei, sentindo todo meu corpo incendiar. O cachorro ainda sorriu ao ver a minha angustia! “Quero você dentro de mim! Agora!”
Dimitri balançou a cabeça, exasperado, mas tão sedento quanto eu. Esperava que ele fosse negar assim como eu fiz, mas nossa falta de sexo nas últimas semanas falou mais alto que qualquer provocação que propuséssemos. Excitada demais, eu seria capaz de cavalgar uma centena de vezes e gozar o dia todo. Eu sentia falta desse homem na minha cama, mesmo que dormisse todas as noites ao meu lado.
“Você nunca resiste.” Sorriu, manipulando sua mão ao redor de seu membro e, consequentemente, esfregando-se contra mim. Infernos, eu assistiria Dimitri se masturbar a minha vida toda e nunca deixaria de ser tão erótico. Porém, é ainda mais erótico, excitante e delicioso ter seu pau pulsando na minha mão ou dentro de mim, derramando seu gozo.
Juntei minha mão à dele, acariciando a região da glande. Dimitri fechou os olhos, aproveitando da minha carícia inesperada, jogou sua cabeça contra o encosto do banco do carro. Inclinei-me para lamber-lhe a jugular exposta, esfregando meu lábio em seu pescoço e minha mão ao seu redor. “Fode a minha bocetinha, camarada.” Gemi bem perto de seu ouvido, provocando-o da forma mais baixa possível.
Atendendo ao meu pedido como se eu tivesse lhe dado um tapa para acordar, o russo passou as mãos sob minhas coxas, firmei meus pés dos lados de seu banco. Dimitri cuspiu um pouco de saliva na ponta dos dedos e enfiou entre minha intimidade e minha calcinha. Ilusão dele de que eu precisaria de mais lubrificação.
“Sempre tão molhadinha.” Gemi pela breve penetrada de seu dedo na minha vagina. Ai, infernos, eu gozaria em segundos.
Puxou o tecido fino para o lado, desobstruindo o caminho pecaminoso entre nós. Quase derreti ao senti-lo, grande e duro, dentro de mim. Enterrei minhas unhas em seu ombro, conforme ele enterrava os seus na carne tenra das minhas coxas, sustentando para cima e para baixo.
Gemi, subindo minhas unhas para entrelaçar os dedos em seu cabelo. Agarrada a ele, era como sobreviver ao tsunami que prometia me derrubar quando o orgasmo chegasse. Estávamos sedentos. Se tivéssemos espaço, Dimitri certamente teria me jogado para o lado e acabado comigo. Eu era totalmente à favor disso, ainda mais se ele me jogasse sobre o capô do carro e me fodesse tão forte, capaz de me fazer gozar em minutos para que ninguém nos flgrasse. Depois da minha gravidez, esse desejo tão carnal nunca fora tão abrasivo.
Capturando meus lábios entreabertos pelos gemidos, Dimitri abraçou-me pela cintura novamente. Aproveitei para ajoelhar-me sobre no bancos, deixando-o completamente dentro de mim, rebolei sobre seu membro. Gemi contra seu lábios e puxei seus cabelos para mim, impedindo-o de se afastar, afinal, pela minha hipersensibilidade, eu seria capaz de gritar.
Esfregando-me sobre seu colo, as curtas penetrações foram as responsáveis pelos arrepios ardentes que lambiam o âmago do meu ser, eu jurava que esse seria meu orgasmo mais rápido. Atestando isso, Dimitri usou de artimanhas para me distrair um pouco, prolongando a nossa travessura. Unindo meus cabelos em um rabo de cavalo, puxou-o, inclinando-me em direção ao volante. Escorregou seus lábios pelo meu pescoço e colo, tentando leva-los para os meus seios, mas por nosso espaço restrito, ele optou por continuar beijando a região do meu pescoço. Esperando que as contrações da minha musculatura vaginal diminuissem, indicando o afastamento do meu orgasmo, ele me insitou a rebolar sobre ele.
Com o meu cabelo agora solto, eu o encarei, aquele sorriso bobo plantado em sua face divergindo do olhar selvagem. Agarrei-me à sua camisa, era muito perturbador ter seu orgasmo interrompido, mas eu não perderia tentar para reclamar.
Rebolei sobre ele, louca e desesperadamente, em busca do meu tão esperado orgasmo que fora adiado. Mordiscando meu próprio lábio inferior, encarei-o enquanto tentava cavalgar sobre seu membro. Uma gota de suor escorreu pelo meu colo, direcionando-se para o vale entre meus seios, refrescando minimamente a pele pelo caminho.
“Dimitri...” Gemi.
Trazendo meu corpo de encontro ao dele, eu me portei como uma cadela no cio, enquanto ele impulsionava-se contra mim, metendo forte, afim de chegar ao bendito orgasmo comigo. Ataquei-o os lábios, beijando-o com exagerada avidez, lutando por ter o poder de sua boca, lutando contra a maré daquele prazer finito que acabava comigo a cada orgasmo. Incapaz de continuar com a briga pelo poder do beijo prendi o lábio dele entre meus dentes, acariciei-o com a ponta da língua.
“Você gosta do meu pau na sua bocetinha, Roza?” Rosnou para mim, enquanto eu mantinha minha testa apoiada contra a dele, tentando recuperar um pouco do meu fôlego.
Ah, infernos! Russo pervertido!
Quente como o inferno, eu estava pronta – novamente – para o orgasmo, só esperava que ele não o interrompesse novamente, ou eu seria capaz de batê-lo com o gesso do meu braço machucado, assim ele aprenderia a não repetir tal pecad absurdo.
Sentindo as pernas tremerem e a meu corpo inteiro ferver e formigar simultâneamente, enterrei meus dedos nos ombros de Dimitri, ajudando-o na penetração num cavalgar primitivo – pelo ambiente totalmente desfavorável e com um dos braços ofertando-me pouco apoio – e sedenta por finalmente alcançar o meu orgasmo. Pelas suas expirações mais fortes e rápidas, supus que ele também estava quase lá.
“Me faz gozar gostoso, camarada.” Gemi no ouvido dele, implorando. Droga, como eu precisava disso!
“Que boceta apertada, Roza.” Comentou, estocando contra mim, trazendo o meu gradativo orgasmo, abruptamente.
Infernos! Esperei que ninguém tivesse ouvido meu gritinho, ou estaríamos totalmente ferrados para sairmos disfarçadamente do colégio. Dimitri não precisou de muito mais para derramar-se dentro de mim, apertando a pele quente das minhas ancas e rosnando, controlou-se para não chamar ainda mais atenção. Esperava que por estarmos tão isolados na garagem e no carro completamente fechado, ninguém imaginaria a nossa mais nova travessura.
Com um selar de lábios, apoiei minha cabeça em seu ombro, refletindo se eu poderia tentar excitar esse russo de novo. Eu aceitaria mais uma dúzia de rodadas como essa. Não me incomodaria também de ter que ficar sem calcinha e de pernas abertas sobre o capô do carro dele se a nossa foda fosse ainda melhor. A adrenalina de que alguém poderia nos ver ou nos ouvir me deixava ainda mais excitada.
“Vamos sair daqui antes que nos flagrem.” Sussurrou, acariciando minha coluna e ordenando meus cabelos que ele havia bagunçado.
“Direto pra nossa cama agora, Camarada?” Perguntei, colocando meu sorriso mais perverso no rosto.
“Você está bem safadinha hoje, Roza.” Brincou, puxando as alças do meu sutiã para os meus ombros, cobrindo meus seios.
“São esses hormônios loucos, mas eu sempre tive um fetiche de transar dentro do carro. Tudo culpa daquela sua mensagem pervertida que estava se masturbando depois da meia dúzia de putarias e um nude que te mandei.” Ri.
Com certa dificuldade e um tanto cansada pulei de volta para o meu acento, arrumei minha calcinha em seu devido lugar.
“Você ficou me provocando. Não foi fácil o resto daquele dia. Eu estava louco pra provar mais de você e me lembro do quanto a senhorita insistiu por aquilo. Espero que um pouco desse seu fetiche tenha sido satisfeito.”
“Com certeza.” Suspirei, tentando tirar um nó do meu cabelo. “Consegue pegar o meu suéter ali atrás?”
“Está com frio?”
“É isso ou eu sair pra pegar uma camiseta na minha mala, Camarada.”
“Certo, eu pego.”
Entregando-me a blusa, Dimitri me esperou vesti-la e colocar o cinto de segurança para dar a partida no carro e partir.
“Direto pro frio congelante?” Gemi, agarrando-me à blusa quentinha só de imaginar a nevasca que nós enfrentaremos. Ele riu, sabia que o frio e eu não éramos muito do tipo companheiros, mas mesmo assim, ele me prometeu que eu amaria aquela viagem. Só por estar com ele, eu já amava.
Sintonizando em uma dessas rádios que a minha bisavó deveria curtir, ele acomodou-se para passar as próximas horas dirigindo.
“Vai ser difícil encarar as mil horas de viagem com esse seu gosto insuportável por músicas pré-históricas, Camarada.” Reclamei quase no mesmo instante em que entramos pela I-15 sentido Shelby, ele gargalhou, o som maravilhoso me fez sorrir também.
Com o suéter de algodão da escola vestido, suspirei com a maciez contra o meu corpo, agora sim eu poderia encarar aquela viagem por um certo tempo, até fazer Dimitri parar para alimentar a mim e nosso filho. Eu estava contente também por estar com algum agasalho quando vi os primeiros flocos de neve cairem sobre a superfície. E lá vem o espírito natalino com muito frio e muita neve.
Sorri, quando ele pousou sua mão direita sobre a minha perna, eu ia levar a minha sobre a dele, mas ele foi mais rápido em puxar a barra da minha blusa, levantando-a para colocar sua mão sobre a minha pequena barriga, acariciando-a. Meu sorriso alargou-se ainda mais, segurei sua mão contra a minha pele.
“Acho que seu filho já precisa ser alimentado.” Sussurrei.
“Tem um posto mais pra frente, vamos parar pra te alimentar.”
Eu estava contente, essa viagem prometia ser a melhor viagem da minha vida. Eu ainda não conhecia a casa de campo dos Belikov, mas todo mundo que nasce em Montana sabe que Columbia Falls é um dos lugares mais bonito da América. Esse era meu primeiro passeio em família. Eu, meu namorado e nosso filho. A presença de toda a sua família amorosa e receptiva tornava-a ainda mais especial para mim. Era minha primeira viagem dentro de uma família tão grande. Com certeza, esse seria o melhor final de ano de toda a minha vida. Vida nova, família nova, ano novo.
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