Hope: O Retorno de Urano - INTERATIVA
23 Capítulo 22 – Fracasso não é uma opção!
Notas iniciais
O Salão das Mulheres estava repleto com as selecionadas restantes. Restantes porque após o café da manhã, os príncipes eliminaram mais cinco garotas. Eram elas Allicya Alberon, Amanda Lightwood, Luiza Carolina, Nicolly Grey e Sophie Blane.
Agora todas em seus grupos de amizades conversavam animadamente. Até que um comentário é feito.
– E como funciona as coortes? – Angelline quis saber.
– Ah, existe cinco coortes. A primeira é onde estão os “melhores”, mas acredito que o pessoas das outras coortes podem ser bem melhores que eles. Sempre achei eles tão metidos – Ever começa, mas é interrompida por Danielle.
– Como é que é?
– A primeira coorte, o pessoal que vive se gabando, mas garanto que a quinta coorte consegue dar de dez a zero neles. – Ever pronuncia.
– Ah sim, porque somos nós os metidos né. A gente é a melhor coorte, porque fizemos por merecer! – Danielle rebate. Nesse ponto, a atenção de todas as outras selecionadas, é conseguida.
– Ah sim, como se fossem os únicos a fazerem algo de bom. Sinceramente, vocês se acham demais e fazem pouco.
– Hey Ever, mas também não é assim né. Nem todos da primeira coorte são metidos e realmente fizemos por merecer. – Europa intermede.
– Ah, então fale isso a Daniela aí. Só porque é da primeira coorte fica com essa pose de melhor que todas. – Ever rebate.
– Como é que é? Primeiro que é Danielle, entendeu? E segundo, eu NUNCA fiquei me achando melhor que os outros!
Cochichos e comentários eram feitos por todas que estavam atentas na discursão. Tão atentas que não prestaram atenção quando a tutora Merfinna adentrou no salão.
– Vocês já estão brigando? Acham que essa é uma atitude certa de uma senhorita? Ainda mais concorrendo para ser futuras rainhas! – a tutora fala com seu típico tom de repreensão.
– Mas ela fica falando mal da minha coorte! – Danielle se defende.
– Eu não tenho culpa se sua coorte fica destratando os outros. – Ever fala.
– Mas... – Danielle não consegue terminar de falar, pois de repente, senti sua boca colada. Ela percebe que Ever também tem sua boca grudada.
– Vocês falam demais! Ficam brigando por isso e aquilo. Essas discursões, se vocês não sabem, podem lhe levar para uma eliminação. – Merfinna respira fundo e com um sinal da mão, as garotas estão com as bocas desgrudadas novamente. – Agora parem com essas diferenças. Aqui não é lugar para isso. Eu vim aqui fazer um anuncio importante.
Todas a olham com curiosidade e um resquício de surpresa pela demonstração de poder de Merfinna, que era uma filha de Trívia.
– Como todos sabem, estamos no final de outubro e daqui dois dias será haloween. – seu tom não é muito agradável. – Com isso será realizado um baile para comemorar o dia. Além de ser o primeiro baile de vocês aqui, receberemos a visita dos reis e rainhas de Roma e Grécia. Você deverão arranjar suas fantasias e deverão se comportar como damas. – e olha com repreensão para Danielle e Ever. Após Merfinna se retirar, as garotas ficam todas ansiosas.
= Ω =
Naquela noite, a garota de cabelos castanhos estava novamente indo ao encontro do guarda que também era um espião. Ela tinha uma incrível habilidade de se camuflar e passar despercebida e isso era muito útil quando um guarda estava fazendo ronda no corredor. Ela logo conseguiu chegar ao depósito de comida.
– Dessa vez você atrasou um minuto. – o guarda de cabelos escuros fala.
– Cala a boca. – a garota fala emburrada.
– Wow, tá de mal humor... – diz ele com um sorriso irônico.
– Me dá logo esse espelho. – responde tomando o espelho da mão do guarda.
A garota se perguntava por que não deixar logo esse espelho com ela. Pouparia ter que ver a cara desse guarda idiota. Mas ele sempre respondia que se deixasse com ela, alguém poderia encontrar. Principalmente sua criada. É ainda tinha aquela harpia velha, ela pensou.
– Olá Anjo. – aquela voz fria fala através do espelho. Ela não conseguia ver quem era, mas não se importava com isso.
– Olá, a que se deve essa chamada? – a garota pergunta.
– Oh querida, você deve me manter informado...
– Ah, claro. Mas as coisas por aqui continuam as mesmas. Apenas hoje que usei um pouquinho do meu dom... – o sorriso da garota era presunçoso.
– Hum, e qual deles seria. Visto que você tem muitos.
– Implantei uma pequena discórdia entre duas selecionadas. Já falei o quanto essa benção de Éris é útil?
– Sim, Éris tem muita utilidade... mas o que realmente quero saber, é do objetivo principal. Você já conseguiu encontrar? – o tom era um pouco mais frio do que o habitual. A jovem pode perceber a urgência que ele tinha para que ela encontrasse logo aquilo.
– Ainda não meu senhor, eu procurei e procurei... esse castelo é muito grande!
– Ah, não me diga que você não consegue...
– Não! É claro que eu consigo, só preciso de tempo...
– Você está aí a mais de uma semana. E eu já esperei séculos me reestabelecendo. Estou com a força quase completa... mas eu preciso destruir os deuses!
– Você acha que também não quero isso?
– Você dê um jeito de achar logo isso, não quero que você me decepcione. – e com isso o espelho volta a refletir e a comunicação acaba.
– Hum, brigando com o chefinho. – o guarda, que até então ficara calado, zombou.
– Você não sabe quando calar a boca não é? – ela diz jogando o espelho de mão nele e saindo irritada.
Ela não podia fracassar! Não agora. Ela vingaria a morte do pai dela. Acabaria com os deuses. Iria fazer de tudo para isso. Ela iria até o final para seguir seu objetivo.
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