Hope: O Retorno de Urano - INTERATIVA
42 Capítulo 40 – Magnetismo...
Notas iniciais
P.O.V. Nicholas Ellionder
Estava indo para a biblioteca quando esbarrei em alguém e literalmente caímos no chão.
– Por Júpiter! Me desculpa Nicholas, eu sou mesmo uma desastrada. – ouvi a voz suave, e logo percebi que se tratava de Europa.
– Se tratando de você pode esbarrar em mim quando quiser. – pisquei para ela enquanto a ajudava a se levantar. Percebi que suas bochechas adquiriram um tom escarlate, então mudei o assunto. – Mas para onde ia com tanta pressa?
– Para nenhum canto em particular. E para onde a alteza ia com tanta pressa? – ela sorriu de brincadeira, e eu deixei que um sorriso brotasse em meus lábios.
– Para a biblioteca, mas não conte a ninguém por favor. Iria estragar minha reputação de príncipe irresponsável. – disse sussurrando como se fosse um segredo.
– Eu não lhe acho irresponsável. – aquela resposta me pegou de surpresa, e percebi que ela também havia ficado surpresa com o que falou. – Bem, você tem seu jeito despreocupado, mas... você se importa com as coisas, de verdade, e... – ela balançou a cabeça. – Deixa para lá, eu devo estar lhe importunando...
– Não. – respondi imediatamente. – Longe disso, na verdade. Gostei de saber o que pensa de mim, de verdade.
Ela sorriu de canto.
– Sabe, a maioria das pessoas pensam o contrário, ou se pensam algo de bom, guardam para elas. Gosto da sua sinceridade Europa. – falei, também sendo sincero. Ela me olhou por entre os cílios, seus olhos passavam uma carga elétrica, talvez pelo fato de sua descendência com Júpiter.
Mas agora esses mesmos olhos me puxavam mais para perto, então eu apenas me deixei hipnotizar por eles, e a beijei. Infelizmente, fomos interrompidos. Era Christian, que tossiu nenhum pouco discretamente.
– Desculpe cara, mas acho que vai querer ver algo. – ele falou balançando um livro velho em sua mão.
P.O.V. Derek Barllon
Estava treinando esgrima, passatempo que adquiri ultimamente e que estou me desempenhando muito bem para minha surpresa. Desde o ataque eu fiquei mais obstinado a aprender não só a me auto defender, como também para defender as pessoas com quem eu me importo. Então eu vinha para a sala de treino e praticava o máximo que minhas obrigações permitiam. Apesar de eu e Nicholas termos sidos liberados das obrigações reais nesse tempo da Seleção, a profecia e o ataque fez com que nosso tempo fosse empenhado para a descoberta de quem ou o que está por trás de tudo isso.
Estava tão perdido nos meus próprios pensamentos, que nem percebi quando a porta se abriu e uma Ever sorridente entrou na sala.
– Eu não sabia que a alteza estava treinando... se quiser que eu volte outra hora... – ela falou ao me ver.
– Não precisa Ever. E sabe, pode me chamar só de Derek. – falei, e logo um sorriso voltou para seu rosto.
– Tudo bem, Derek. – ela falou, e eu gostei da forma como ela pronunciou meu nome; parecia tão normal e descontraído.
– Você gosta de esgrima? – disse oferecendo uma espada para ela.
– Quem não gosta? – ela respondeu com outra pergunta.
Ficamos treinando de forma nem um pouco séria, a cada erro riamos um do outro, o que deixou as coisas mais leves. Ever tinha um sorriso que a acompanhava sempre e eu gostava da leveza que o ar tomava quando estava com ela.
– Desisto. – ela largou a espada no chão e levantou as mãos para o ar.
– Mas já? – realmente estava gostando de treinar com ela.
– Eu sou uma senhorita, não tenho tanta disposição assim. – ela brincou. – Na verdade eu preciso de água.
– Eu pego pra você. – disse largando a espada no chão e indo para o canto onde tinha um refrigerador com garrafas de água e suco.
Ela agradeceu quando eu entreguei uma garrafinha para ela e sentamos nesse canto, escorados na parede.
– Você treina desde quando? – ela perguntou, após um tempo em silêncio.
– Desde hoje. – respondi tomando um gole d’água.
– Tá brincando? – ela disse surpresa, e eu apenas acenei que sim. – Bem, então está de parabéns.
– Eu não acho que sou tão bom.
–Não você não é... – ela disse sincera. – Mas mesmo assim é melhor do que eu.
– E no que você é melhor?
– Modéstia parte, eu cozinho muito bem.
– Hum... vou querer testar se é verdade.
– É claro que é. – ela deu um soquinho de brincadeira no meu ombro e nós rimos.
E então aconteceu, eu me peguei encarando seu rosto e estudando cada expressão sua. Desde da forma como seus olhos fechavam mais quando ela sorria abertamente. E ela acabou me flagrando a olhando, e me encarou de volta. A proximidade foi inevitável, e beijá-la era quase irresistível.
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