Hope
15 Salve o meu amor!
Notas iniciais
16 Anos e 10 Meses atrás
–Não dá mais para nós fazermos isso. Seus pais jamais aceitarão nosso namoro, eles nunca irão nos deixar em paz.
–Então é isso? Você vai me deixar depois de tudo que nós já passamos juntos?
–Eu sinto muito, mas você sabe que não podemos continuar. Até os meus pais estão começando a interferir no nosso relacionamento.
–Nós iremos passar por isso juntos! Fizemos uma promessa, lembra? Eu não posso ficar sem você.
–Nós não podemos mais fazer isso. Você só tem 16 anos, logo encontrará alguém que te fará feliz.
–Por quê você está fazendo isso com a gente?Você não me ama mais?
–Eu sinto muito, mas não dá mais para continuarmos. Adeus!
–Eu estou grávido!-Sussurrou quando o outro já estava fora de vista.
Sua intenção era contar ao namorado que estava esperando um bebê e iria pedir sua mão em casamento, não por estar grávido e sim por esse ser seu maior sonho desde que o conhecera. E agora que eles tem um elo, seus familiares não interferiam. Pelo menos era isso que ele pensava, mas mal sabia ele que isso só serviu para aumentar a ira de sua família, que a todo custo tentou se livrar do bebê, até que eles conseguiram.
O jovem foi obrigado a entregar o filho, logo após ele ter nascido. Seus pais lhe garantiram que não fariam nada para prejudicar seu, então ex- namorado, caso ele entregasse a criança.
PETER
Ao entrar na sala, encontrei Stiles, desfalecido, jogado no chão com estilhaços do vidro espalhados pelo mesmo. Corri até ele e o peguei em meus braços, o levando para o meu quarto em seguida. Eu não sei o quê aconteceu com ele e não estava conseguindo parar de tremer. Estava sendo uma dor enorme para mim vê-lo desacordado e com a testa sangrando.
Eu me sentia um inútil. Não fazia ideia sobre do que fazer, como socorre-lo. Até que parei para respirar profundamente e por meus pensamentos em ordem, meu desespero não me levaria à lugar algum. Após inspirar e suspirar algumas vezes, me concentrei e coloquei minhas mãos no rosto do Stiles. A mão direita na testa e a esquerda na bochecha do lado direito. Suguei toda sua dor e angustia, tudo que estava em sua mente nesse momento, passou para a minha e aos poucos seus olhos foram se abrindo. Quando ele estava totalmente desperto, sentou-se na cama abruptamente.
–Calma, Stiles. Nós iremos encontra-lo.- O tranquilizei, antes mesmo dele dizer qualquer coisa. A ligação dele com o Derek, foi feita de forma muito rápida e inesperada, esse tipo de coisa só costuma acontece depois do acasalamento.
–Nós temos que ir atrás dele, Peter. Ele está sentindo dor. Eu não sei como e nem por que, mas eu sinto que ele não está bem.- Sua fala era afobada e esganiçada. Seu olhar pendia na porta, como se não via a hora de sair dali e ir em busca do companheiro.
–Vamos!
[...]
Não foi difícil descobrir onde meu sobrinho estava, o caminho foi mostrado perfeitamente na mente do Stiles, que passou para a minha. Pra nossa sorte, a chuva tinha diminuído significativamente, o que facilitou bastante a busca.
Tentei convencer o pequeno a permanecer no meu apartamento, lhe garantindo que logo estaria de volta com o Derek, mas ele se negou. Seu nervosismo e aflição o está deixando muito tenso, me atrapalhando no processo de faze-lo adormecer. Não quero que ele veja o Derek em seu estado atual, seria muito desastroso. Então, comecei a enrolar um pouco para chegar ao local do acidente, para me dar tempo de concluir meu ato e estava começando a dar certo. Lentamente, Stiles, começou a relaxar no assento do carro e a forçar os olhos abertos. Mas logo foi vencido pelo "cansaço"
–Salve o meu amor!-Proferiu ternamente, antes de cair em um sono pacífico. Não pude deixar de sorrir ao ouvir isso, gostaria de ter gravado, pois sei que ele não irá se lembrar de ter dito isso quando acordar. Iria adorar ver seu rosto envergonhado ao se ouvir chamando o Derek de amor.
Sem mais delongas, cheguei ao local do acidente. Saí do carro e corri até onde o corpo do Derek havia sido lançado. Não estou nem um pouco surpreso com isso, pois ele sempre esquece de colocar o cinto de segurança. Ele é inresponsável até com a própria vida. O carro havia batido em uma mureta, lançando seu corpo para o outro lado da estrada.
Derek, estava desacorda e com vários cortes espalhadas pelo rosto, pescoço e braços. O peguei no colo e o carreguei para o meu carro, o deixando no banco de trás. Além de estar com machucados espalhados pelo corpo, ele também está transformado, por isso que eu não queria que o Stiles o visse. Após acomoda-lo no meu carro, tranquei as portas e praticamente voei até meu apartamento, não levei mais do que seis minutos para chegar até lá. A pior parte foi leva-los até o último andar, onde eu moro, mas deu tudo certo no enfim.
Os coloquei lado a lado na cama onde Stiles, passara a noite. A rejeição estava dificultando a regeneração do Derek, mas agora que eles estão juntos não demorará muito para que ele se recupere.
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DEREK
Acho que eu nunca senti tanta dor de cabeça, como estou sentindo agora. Na verdade, eu nunca senti dor de cabeça, isso é impossível, não é? Não lembro direito que sucedeu comigo, a única coisa que eu lembro é que eu estava dirigindo em alta velocidade na chuva.
Não sei onde estou e nem como vim parar aqui, meus olhos estão cerrados e não estou com vontade de abri-los. Mas ao sentir a presença de alguém ao meus lado, minha curiosidade falou mais alto e resolvi ver quem era. Embora, que no fundo eu já soubesse de quem se tratava.
Abri meus olhos calmamente e aos poucos a imagem da pessoa ao meu lado foi aparecendo. Ele estava dormindo tranquilamente, sua respiração era curta e bem rápida, mas ainda assim estava tranquilo. Não pude deixar de reparar no quanto seu rosto é delicado. lábios finos e rosados, nariz levemente arrebitado e inúmeras pintas espalhados na pele alva. Não tem como eu negar que ele é bonito, mas eu nunca irei dizer isso em alta voz.
Inconscientemente, minhas mãos foram de encontro a sua face, é tão suave e macia, ele é um verdadeiro anjo. Eu não entendo o motivo das minhas ações ao lado dele, é como se não existisse mais ninguém no mundo e eu não precisasse me preocupar em manter minha fachada de durão.
–Como você consegue fazer isso comigo? Por quê você faz eu me sentir diferente, por quê?
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