Hope

5 Pivete.


Notas iniciais
Obrigado por todos os comentário! Para os que estranharam o comportamento do Derek com o Stiles, aqui está a explicação, pelo menos parte dela.

DEREK

Por quê as coisa não podem ser do jeito que nós queremos, quando queremos? Eu sempre tive tudo que eu queria, ninguém nunca disse não para mim uma vez sequer, mas agora as coisa mudaram. Eu sabia da existência desse testamento, mas não fazia ideia que tinha uma cláusula para eu cumprir. O primeiro testamento foi lido uma semana depois do falecimento dos meus pais, nesse dizia que o meu tio era responsável pela a nossa fortuna e que a minha irmã e eu, só teríamos direito de receber nossa herança quando completássemos 21 anos.

Quando a Laura atingiu essa idade, recebeu todo o dinheiro destinado á ela. Porém, comigo foi diferente, só recebi uma parte do meu dinheiro e só teria direito ao restante quando completasse 25 anos. Não entendo o motivo dos meus pais terem feito isso comigo, eu sempre achei que eles gostavam mais da Laura e agora eu tenho certeza disso.

O dia de hoje, está sendo o pior da minha vida. Eu nunca havia perdido o controle como eu perdi hoje, se meu tio não tivesse me avisado, provavelmente eu teria me transformado. Após ter me acalmado, dei as costa e fui embora de lá, ele não iria me ajudar mesmo; o melhor que tinha a fazer naquele momento era sair dali.

Só em pensar que o meu tio não irá me ajudar a me livrar dessa cláusula, meu sangue ferver, ele sempre me ajudou, não havia razão para agora ser diferente. Eu nunca irei perdoa-lo por ter feito as coisas pela as minhas costas, por ter escolhido um homem para eu me relacionar e ter um filho com o mesmo. Ele sabe muito bem que eu não gosto de homens, aposto que ele fez isso só para me irritar. Porém isso não importa, não irei me relacionar com um homem, mesmo que isso resulte em eu não receber o resto do meu dinheiro.

☪ ☪ ☪ ☪ ☪ ☪

Retornei para o meu apartamento e fui tomar um banho, para esfriar a cabeça. Fiquei uns bons vinte minutos de baixo D'água, foi bem relaxante. Ao terminar de me banhar, me vesti com uma cueca boxer branca, uma calça jeans skiny, uma camiseta de meia manga cinza, jaqueta preta e sapatilhas Gucci preto. Penteei meu cabelo com gel, me perfumei, coloquei meu relógio de ouro, meu cordão favorito, peguei minha carteira, chaves e saí do meu apartamento.

Não tinha nada para fazer hoje e meus amigos estavam ocupados, me impossibilitando de convida-los para fazermos alguma coisa, então, decidi sair sozinho. Como estou sozinho, não estava afim de ir em nenhuma discoteca e nem boate, não estou com vontade de conversar com nenhum estranho hoje.

Já faz uma hora e meia que estou a vagar pelas ruas, sem destino definido. Estou começando a sentir fome, mas não quero jantar, talvez seja melhor eu voltar para casa e comer alguma besteira da geladeira.
Quando ai fazer o retorno com o carro, seu celular começou a tocar. Era uma ligação do Isaac.

– Fala, Lahey, tudo bem contigo?

– Oi, Derek. Está tudo ótimo e com você ?

–Tudo péssimo, mas não quero falar sobre isso no telefone.

– Oh, é muito grave?- Indagou curioso

– Mais do que grave, é uma tragédia! -Eu sempre exagerei as coisas, mas nesse caso não era nenhum exagero.

– Nossa, Derek. Agora você me deixou curioso, você está ocupado? Se não, nós poderíamos nos encontrar para conversar um pouco. Que tal?

– Por mim, tudo bem. Eu estou dirigindo agora, mas você pode ir para o meu apartamento, daqui a uma horam mais ou menos.

– Espera, onde você precisamente?

Olhei para fora do carro e constatei que estava perto do hospital, agora eu me pergunto, como eu vim parar aqui?

– Estou perto do McDonald's, que fica a um quarterão do hospital de Beacon Hills.

– Ótimo! Eu estou perto daí, nos encontramos na lanchonete e con...

– Quê? Você quer que eu entre naquela lanchonete, que está cheio de pessoas pobres e mau vestidas? Você só pode estar maluco. — Eu odeio esse tipo de lugar e ele sabe disso.

– Pára de graça, Derek, Você não é melhor do que ninguém! — Me repreendeu com voz firme.

– Ok, mas isso não muda o fato de que eu não gosto de fast food.

– Você não precisa comer, Derek. Será que dá para você parar de bancar o ser superior e se encontrar comigo ou você vai provar, mais uma vez, ser uma pessoa antipática e esnobe que não pode se misturar com pessoas que não tem as mesmas condições financeiras que você?

– Eu irei me encontrar com você lá, mas eu não irei comer nada! — Eu odeio quando ele me convence a fazer as coisas que eu não quero.

– Tá, tá bom. Nos vemos em dez minutos, tchau. — Aquele filho da mãe respondeu rindo, ele sabe que só ele me convence a fazer as coisas que eu não quero.

Desliguei o celular e o joguei no banco detrás do meu carro. Cheguei ao local em três minutos, estacionei meu camaro e desci do mesmo em seguida. Eu odeio lugares assim, cheio de pobres, eu não acredito que o Isaac, conseguiu me convencer a vir até aqui. Ao entrar no estabelecimento, pude ver que o local não estava muito cheio. Escolhi uma mesa que ficava no canto e longe da janela, não quero corre o risco de algum conhecido meu me ver aqui dentro. Demorou apenas cinco minutos paro o Isaac, chegar. Fiz um sinal discreto para ele ver onde estou sentado. Ele sorriu e caminhou até mim.

– E aí, Derek! -Isaac, me cumprimentou com um aperto de mão.

– Oi, Isaac. -Respondi com indiferente

– Eu vou ali fazer o meu pedido e já volto. — Isaac, entrou na fila e esperou sua vez. Demorou um pouco mais de 10 minutos para ele retornar para a mesa, com uma bandeja com hambúrguer, batata frita e refrigerante.

– Nossa, está com fome mesmo!- Falei admirado. Como ele não é de comer muito, me espantei ao vê-lo com tanta comida.

– Estou morrendo de fome! Os lanches daqui são muito gostosos, você não sabe o que está perdendo. Mas vamos direto ao assunto, me conta o que aconteceu com você hoje. -Isaac, começou a comer e eu a contar tudo que me sucedeu no dia de hoje.

Passamos umas duas horas ali conversando, lhe contei toda a história, desda cláusula até o meu tio ter escolhido um homem para eu me relacionar. Isaac, permaneceu a maior parte do tempo em silêncio, mas nos momentos em que ele falou, preferiria que ele não tivesse dito nada.

Isaac concordou com tudo que meus pais e meu tio fizeram, disse quem sabe assim eu irei amadurecer um pouco ou ter um pouco de responsabilidade. Se antes eu estava com raiva, agora eu estou possesso, a última coisa que eu queria nesse momento era que meu amigo ficasse contra mim. Mas mesmo assim, não o retruquei. Isaac, tem um poder tão forte sobre mim, não consigo discutir com ele, por mais que eu queira. Passamos mais alguns minutos conversando, até que cansei de ouvi-lo defender o meu tio e decidi ir embora.

–Isaac, por mais interessante que esteja essa conversa, eu estou com muita fome e quero ir para casa comer. — Sem nem esperar sua resposta, me retirei da mesa e caminhei para a saída/entrada da lanchonete.

– Me espera lá fora, eu vou comprar um lanche para eu comer em casa. — Isaac, falou se dirigindo a fila de pedido, mais uma vez.

Olhei para ele e acenei, me virei para sair da lanchonete e foi nesse momento que esbarrei em alguém que estava entrando. Eu já ia xingar a pessoa que colidiu comigo, mas no momento em que eu o vi no chão, agi meio que inconscientemente

– Desculpa, eu não havia te visto. — Me desculpei o ajudando a se levantar.

–Tudo bem, eu também não tinha visto.- Respondeu com um sorriso forçado. Com certeza ele estava com vergonha, por isso que ele não tirou os olhos do chão.

O olhei de cima a baixo e constatei que sua roupa havia se sujado. Eu não sei o que estava acontecendo comigo, eu deveria o ter xingado e esperar o Isaac no meu carro. Mas como eu disse antes, eu não sei o que está acontecendo comigo.

–Sujou a sua calça toda... toma, compra alguma coisa para vestir. — Peguei minha carteira, retirei uma pequena contia em dinheiro e dei para ele, mas o garoto não pegou o dinheiro.

–Não, não precis...- Ele me olhou nos olhos e parou de falar. Seu olhar era tão penetrante, tinha um brilho diferente nele. Nenhum de nós, dizia alguma coisa, ficamos assim até que o Isaac, quebrou a "magia".

–Hum...Derek? Aconteceu alguma coisa?- Pisque os olhos alguma vezes, como se estivesse tentando desfazer o feitiço e olhei para o meu amigo.

– Nada, é que esse pivete esbarrou em mim, quando eu estava saindo. — Minhas palavras destilaram puro veneno. Fazendo o rapaz arregalar os olhos e sair correndo de lá.

–Derek, precisava ser tão grosso? Você assustou o pobre rapaz, deveria sentir vergonha. — Isaac me repreendeu, enquanto caminhávamos até nossos carros.

–Você me conhece, Isaac. Ninguém mandou aquele idiota esbarra em mim. -Eu falava aquelas coisas, mas eu não estava com raiva do rapaz.

–Engraçado, você não parecia nenhum pouco irritado, quando eu estava olhando para vocês de longe. — Sorriu com escarnio.

–O que você está querendo dizer com isso? — Elevei meu tom de voz e o encurralei no capô do meu carro.

–Ei, calma, Derek. Eu não quis te irritar, mas quer saber? Você parecia bem derretido por aquele garoto. Você pode até querer me bater, me xingar, me ameaçar, mas isso não vai mudar o fato de que você ficou hipnotizado por ele. Nos vemos amanhã, tchau!- Entrou em seu BMW e foi embora.

Fiquei sem reação ao ouvir aquelas coisas do Isaac. Por mais que eu queira negar, tudo que ele disse é verdade. Eu não sei o que é, mas tem alguma coisa muito especial naquele menino.

Eu devo estar maluco, esse dia realmente foi o pior da minha vida. É melhor eu nunca mais o ver aquele moleque, porque se isso acontecer, não serei tão gentil como fui hoje.

Notas finais
Espero que você tenham gostado, mesmo o Derek, sendo um verdadeiro idiota. Eu revisei, mas sempre acaba passando alguma coisa. Se tiver algum erro, me avisem. :)