Hope
11 Pequenas brigas, Grandes revelações.
Notas iniciais
STILES
Só o que me faltava! Bem que eu estava achando tudo bom demais, tinha que acontecer algo para mudar isso.
–Estou atrapalhando o casalzinho? -Falou com escárnio e repulsa.
–Derek, por favor, não começa com suas gracinhas. Vem Stiles, eu vou colocar um band-aid no seu corte. — Ele me levou até o banheiro e cuidou do meu machucado.
–Obrigado, Hale!- Agradeci um pouco tímido.
–Não precisa agradecer, Stiles. e pode me chamar apenas de Peter. — Me ofereceu um sorriso amigável e eu retribui. –Olha... eu sinto muito pelo o que meu sobrinho fez, eu conversei com ele e o repreendi severamente. Eu não aprovo esse comportamento impulsivo e estourado dele, eu não deixarei ele te ofender na minha casa, ok? — Prometeu olhando nos meus olhos. Não sei se deveria, mas eu confio muito nele. E é mesma confiança que eu tenho no o meu pai, e isso me assusta.
–Ok, Obrigado, mais uma vez!- Me ofereceu a mão para eu me levantar e eu aceitei de bom grado.
Quando retornamos para a cozinha, Derek não estava mais lá. Terminei de lavar a louça e o Peter a secou e guardou.
–Pronto, acabamos! Acho melhor eu ir dormir agora, já está tarde e eu quero acordar cedo para ir visitar o meu pai. Boa noite!
–Boa noite, Stiles. Tenha bons sonhos!- Sorriu graciosamente para mim.
☆ ☆ ☆ ☆ ☆ ☆ ☆ ☆
DEREK
Eu não sei o que deu em mim, eu estava no meu apartamento e do nada me deu uma vontade súbita de ir até o apartamento do meu tio. Era como se eu estive sendo controlado pelo meu eu interior, não consegui controlar meus próprios passos, estava no modo automático. Me levantei do sofá, tomei um banho rápido, me vesti com algo casual e deixei meu apartamento sem nem fecha-lo direito.
A última pessoa que eu esperava ver aqui era aquele garoto intrigante, eles estavam bem próximos e de mãos dadas, meu sangue ferveu ao ver aquela cena. Não que eu estivesse com ciúmes, não mesmo, eu apenas não gostei de ver o meu tio tão perto dele. Peter é um homem bonito e conquistador, não ficaria surpreso se eles estivessem tendo um caso, mas é obvio que eu não iria deixar isso durar por muito tempo.
Agora os dois estão lá no banheiro fazendo, Deus sabe lá o que. Se bem que pareceu que o menino havia cortado o dedo e o Peter o levou para fazer um curativo. Mas não importa, eles não deveriam estar tão juntinhos assim. É uma pena que as paredes são a prova de som, porque se não eu iria querer ouvir tudo que eles estão conversando.
Qualquer um pode pensar que não é da minha conta, mas é da minha conta sim. Peter é meu tio e vai que aquele garoto esteja dando em cima dele por causa do dinheiro, eu tenho que estar a par das conversas para poder abrir os olhos do meu titio e o impedir de faze alguma besteira. Ok, eu sei que essa desculpa foi bem esfarrapada, mas o que queres que eu diga? Tenho medo que eles estejam tendo um caso, aquele menino aparenta ter uns 15 ou 16 anos no máximo, meu tio tem idade para ser pai dele. Não admitirei que eles tenham um relacionamento amoroso.
O que está se passando comigo? Eu quero ir embora, mas não consigo, não antes daquele garoto ir também. Não quero e não vou deixa-los a noite toda a sozinhos, eu vou ficar de olho neles nem que eu tenha que passar a noite toda acordado de sentinela.
Ouvi o som da porta do banheiro se abrindo, é melhor eu sair daqui e esperar pelo o meu tio na sacada.
☆ ☆ ☆ ☆ ☆ ☆ ☆ ☆
–Posso saber a quê devo a honra de sua visita, Derek?- Peter me indagou com sarcasmo, se juntando a mim na espreguiçadeira.
–O que está rolando entre você e aquela criança?- Sibilei ignorando a sua ironia. Colocando bastante ênfase na última palavra.
–Nossa! Não precisa falar com esse tom, estressadinho. Não "rola" e nem nunca irá "rolar" nada entre nós. — Respondeu fazendo aspas com os dedos. Ele odeia quando eu uso essas gírias.
–Não foi o que pareceu, vocês estavam quase se beijando na cozinha. Se eu tivesse chego um pouco depois, os teria encontrado na sua cama. — Acusei revoltado.
–Me respeite, Derek Hale. Eu não sou seus coleguinhas para você falar comigo desse jeito e também não lhe devo satisfações, isso não é da sua conta.- Me repreendeu com tom autoritário.
–CLARO QUE É DA MINHA CONTA! EU NÃO QUERO VER VOCÊS JUNTOS, ME OUVIU? ELE NÃO TE PERTENCE!- Explodi sem nenhuma razão aparente,pelo menos aos meus olhos.
–É MESMO? ENTÃO A QUEM ELE PERTENCE?- Retrucou com o mesmo tom que eu. Mas com um sorriso prepotente no rosto. Se eu não estivesse tão irado iria perguntar o motivo de sua alegria.
–À MIM! ELE É MEU, SOMENTE MEU!- Respondi sem pensar.
Um silêncio constrangedor se instalou no ar.
–Eu sei que ele é seu, Derek. Você não precisa dizer isso a mim e sim à ele. Boa noite!
☆ ☆ ☆ ☆ ☆ ☆ ☆ ☆
STILES
Não pensei que iria dormir tão bem, minha cabeça estava de tal maneira que não pensei que iria conseguir descansar. Mas assim que me deitei na cama, meus olhos pesaram e minha mente apagou na mesma hora. Eu não me lembro do que aconteceu no sonho, mas eu sei que o Derek, estava nele e em algum momento da noite, me senti muito seguro e protegido; como tivesse alguém do meu lado tomando conta de mim.
Já faz mais de meia hora que eu tomei banho e me arrumei, mas estou sem coragem de sair daqui do quarto. Não pelo o Peter e nem por estar com vergonha, mas sim pelo Derek. Eu sinto que ele ainda está aqui e estou sem vontade de olhar para cara dele. Não faço ideia do porquê dessa birra que ele tem comigo, se bem que eu sempre ouvi dizer que ele é um grosso e super esnobe, mas ele age diferente comigo. Em pensar que eu sinto algo muito forte no meu peito toda a vez que o vejo, sinto raiva de mim mesmo.
TOC TOC TOC >>>
Fui tirado de meus devaneios ao ouvir alguém batendo na porta, eu só espero que seja o Peter.
–Bom Dia, Stiles! Dormiu bem?- Peter me cumprimentou com um lindo sorriso e com um bandeja cheia de comida nas mãos.
–Dormi como um bebê. Por favor, entra.- Abri mais a porta e dei passagem para ele passar. –Não precisava ter se dado ao trabalho.
–Não foi trabalho algum! Como já passou das oito horas e você ainda não havia descido, deduzi que estava com vergonha de ir tomar café da manhã comigo. Estou certo? — Ele havia colocado a bandeja em cima da mesa e sentou-se na cama.
–Bom, na verdade eu estava com medo de dar de cara com seu sobrinho.- Respondi me sentando ao seu lado. Eu tinha que ser honesto, não gosto de mentiras.
–Eu sei que você não tem uma boa impressão dele, mas ele não é uma má pessoa. Derek tem esse jeito esnobe, mandão, inconsequente e estressado, mas não passa de uma criança assustada. — Não contive o riso ao ouvir isso. – Dê uma chance à ele, só você pode muda-lo.
Só eu posso muda-lo? O que ele quer dizer com isso?
–Como assim, Peter?O quê você quer dizer com isso?- Indaguei curioso
–A única coisa que eu posso dizer agora é que você é muito mais do que imagina, com o tempo tu saberá que realmente és.
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