Hope
9 Obrigado!
Notas iniciais
Medo, desespero, angústia, preocupação, pânico.. Stiles, estava sentindo tudo ao mesmo tempo enquanto esperava por notícias do pai naquela pequena sala de espera. Desde que recebeu a notícia que seu pai havia sofrido uma acidente, correu para o Hospital atrás de informações concretas. Claro que antes ele teve que nivelar a respiração e parar de tremer e com ajudar da enfermeira ao telefone, ele consegui se controlar. Ao chegar ao Hospital, Stiles, foi direto ao balcão de informações onde foi informado que seu pai estava sendo operado e que não tem previsão de quanto tempo irá durar, pois seu caso é muito grave.
Stiles estava se sentido desolado, nunca havia se sentido tão só como sentia-se agora. Era impossível segurar as lágrimas e controlar o desespero, estava sozinho, sem ninguém ao lado para o abraçar e consolar dizendo que iria acabar tudo bem. Queria que seu melhor amigo e sua mãe estivessem aqui com ele, queria sentir que ele tinha alguém junto com ele nessa.
Scott e sua mãe Melissa, viajaram para Seattle e só voltariam daqui a dois dias. Chris McCall, havia entrado na justiça e pedido participação na criação do filho, mesmo ele já estando com 16 anos. Foi ele que abriu mão de sua parte na guarda do menino, queria ter uma nova vida com a mulher que ele estava naquele tempo, mas como eles terminaram há uns meses decidiu voltar e exigir o direito sobre seu filho. Há 5 dias a senhora McCall recebeu uma intimação para comparecer a uma audiência junto ao Juiz de direito em Seattle. Ela ficou abismada por receber a intimação e com medo por saber que era seu marido que estava de volta e disposto a enfrentar o juiz só para conseguir ter parte da guarda do filho. Era um pesadelo que ela sempre teve medo que se realizasse. Melissa, se segurou para não chorar na frente do filho, que não estava entendo o motivo da viajem que eles fizeram às pressas para a outra cidade.
Voltando para o Stiles, já se passou três horas que ele chegou ao hospital e até agora ninguém lhe deu notícias sobre o pai. Médicos e enfermeiros entram e saem da sala de operação, mas ninguém nem ao menos o olhava, o deixando apreensivo.
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STILES
–Por quê Deus? Por quê as coisas ruins só acontecem comigo? Eu já sofri tanto ao perder minha mãe, por favor, não deixe eu perder meu pai também. Eu sempre fiz tudo certo, eu nunca desobedeci meus pais, nunca julguei ninguém, jamais humilhei alguém; por quê tenho que sofrer tanto nessa vida? Por quê?- Eu sei que estou parecendo um maluco falando com Deus, mas não importa. Além do mais a sala está vazia mesmo. O que eu irei fazer se perder o meu pai? O que será de mim? Meu pai não pode morrer, ele é minha única família e eu o amo.
–Stiles Stilinski?- Um homem na casa dos quarenta anos, vestido de branco, médico eu presumo, se aproximou de mim com uma prancheta na mão.
–Sim, sou eu mesmo, Stiles Stilinski. -Respondi apressadamente.
–Sou Dr. Robert, eu realizei a operação do seu pai. Poderia me acompanhar até minha sala?- Assenti e caminhamos até a sala em silêncio.
–Ele irá ficar bem?-Questionei assim que entramos na sala.
–Sim, ele irá se curar, mas aos poucos. — Dei um longo suspiro de alívio.
–O que aconteceu exatamente?
–Seu pai sofreu um acidente de carro ao fazer uma perseguição, ele estava em alta velocidade e o carro acabou derrapando em uma via. O carro colidiu com um caminhão e acabou capotando, o homem que dirigia o outro veículo só sofreu alguns arranhões, mas seu pai acabou com umas constelas quebradas e inconsciente.
–E-ele corre perigo de... de não voltar a andar?- Eu não queria nem pensar nessa hipótese, mas eu tenho que saber de tudo que está acontecendo e o que pode acontecer.
–Eu não vou mentir para você, ele corre o risco de ficar paralítico, mas ainda não lhe posso confirmar isso. A cirurgia foi muito delicada, a única coisa que posso dizer com certeza é que ele não vai morrer. — Respondeu com sinceridade.
–Existe algo que eu poderia fazer para evitar que ele fique para-para...- Não consegui completar a pergunta e as lágrimas voltaram a lavar meu rosto.
–Tenha calma meu filho, vai ficar tudo bem. — Ele pegou uma caixa de lenço, que estava em um aparador atrás dele, e me entregou. –Ele terá que fazer uns tratamentos como: fisioterapia, Radiografias, sessões de terapia com animais e também terá seu cardápio alimentar totalmente renovado.- Quanto mais tratamentos ele falava, mais angustiado eu ficava. Esses tratamentos são muito caros, eu não sei como eu irei pagar por isso. Há três anos meu pai vem juntando dinheiro para minha faculdade, mas o que nós temos na poupança não dá pra pagar nem um terço do valor da fisioterapia.
–Eu não tenho como pagar por isso, meu pai é Sheriff e não ganha muito. Eu-eu, ai meu Deus...
–Creio que não tens motivos para se desesperar, meu jovem. A conta já foi paga! — Meus olhos se arregalaram. como isso é possível? quem poderia ter pago a conta e por quê?
–Como? A conta está paga?Quando? Que horas? Quem foi?- Minha verborragia entrou em cena outra vez e começou a disparar perguntas ao médico. Um médico muito simpático, diga-se de passagem.
–Bom, quando eu fui até a recepção assinar uns papeis sobre a operação do seu pai, fui informado que todas as contas haviam sido pagas. — Respondeu com um encolher de ombros.
–Oh... e não te falaram quem foi?- Não é apenas curiosidade, eu preciso saber que foi para poder agradecer mais tarde.
–Sim, foi Peter Hale! — Senti meu coração parar de bater por uns 10 segundos.
–Peter Hale? Da Hierarquia Hale? O loiro de olhos azuis? Esse Hale?- Eu não consigo evitar esse meu jeito de ser.
–Sim, esse mesmo!- Se levantou da mesa e eu repeti seu gesto. –Foi um prazer conhece-lo Stilinski, mas agora, se você me der licença, eu preciso retornar ao meu trabalho.
–Obrigado por tudo, Doutor. Boa noite!- O agradeci com um aperto de mão.
–Não tem de que, meu jovem.- Respondeu com um sorriso simpático.– Recomendo que vá para casa e descanse, seu pai não poderá receber visitas e não tem por que você permanecer aqui. Volte para casa, durma e amanhã nos vemos de novo.
Eu sei que o médico mandou eu ir embora, mas eu não pretendo fazer isso. Não quero ficar em casa, pelo menos aqui eu não estarei sozinho. Então, resolvi retornar para a sala de espera.
–Stiles...- Um homem me chamou
–Por quê pagou a conta?- O interrompi. Eu estava sentado em uma das poltronas e ele atrás de mim.
–Eu não fiz isso só para você aceitar minha proposta, se é o que está pensando. Eu tenho meus motivos para ter feito isso, motivos que não pretendo lhe contar. — Respondeu se colocando à minha frente. – Eu sinto muito pelo o acontecido, Stiles.
–Obrigado! Eu agradeço muito a sua generosidade. — Não falei com sarcasmo, estou realmente agradecido
–Eu estava esperando você sair da sala do médico para nós podermos ir embora...Você vai para minha casa.
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