Hope

42 Início da Tormenta


Notas iniciais
Não! Eu não desisti e nunca irei desistir de Hope. Eu sei que demorei muito, mas é que minha vida é uma grande loucura. Para compensar, postei um capítulo bem grandinho. Ninguém notou a entrelinha que mencionei. Todos focaram apenas na, suposta, gravidez do Stiles. Acho que a surpresa de vocês será maior que imaginava. Apreciem com moderação.

O cheiro de álcool em gel, antisséptico e anti-inflamatório era persistente no quarto. Com as mãos trêmulas e o coração quase saindo pela boca, Lahey limpava os machucados de Scott. O moreno se quebrou em prantos nos braços do mais velho, sentindo uma dor escruciante ao ter a cintura circulada pelo os braços firmes do mesmo.

– Me diz, meu anjo. Quem fez isso com você?

– Eu o odeio, Isaac! Eu não quero vê-lo nunca mais!

– Calma, respira e me diga quem fez isso com você.

– Foi ele... Aquele monstro que a biologia insiste em dizer que é meu pai.

Isaac só se deu conta de que estava chorando, quando suas lágrimas pousaram em sua perna, molhando seu jeans. Lembrar das palavras do pequeno o machucava muito, saber que foi seu próprio pai o agrediu, machucava ainda mais. Após a confissão, McCall não disse mais nada, apenas se agarrou ao loiro e não soltou mais.

Lahey queria leva-lo para o hospital, no entanto, fora impedido pelo raparigo, sem outra escolha, dirigiu para sua cobertura e deu graças a Deus quando encontrou tudo que precisaria para limpar os ferimentos do sequelado.

Quando todos ferimentos foram tratados, Isaac o deixou descansando na cama e foi prepara algo para ele comer, pois aparentava que não comia há dias. Regressando trinta minutos depois com uma grande bandeja cheia de comida, Isaac deitou-se na cama e assistiu o mais novo devorar tudo, cedendo um sorriso ao ver sua satisfação.

– Estava uma delícia, Muito obrigado!- Agradeceu ao terminar de comer, se juntando ao maior na cama. – Desculpe todo o trabalho que estou te dando. É que eu não queria que minha mãe e o Stiles me vissem daquele jeito, sabe?

– Você não está me dando nenhum trabalho, Scott. Queria poder fazer mais que isso, queria poder tirar toda a sua dor.- Choramingou, o puxando pra perto de si. – Entendo o motivo de você ter me chamado primeiro, se eu estou sofrendo ao te ver assim, o que dirá sua mãe e seu melhor amigo... Pretende contar à eles?

De pronto o menor afastou-se, como se tivesse sido queimado ou coisa do tipo. Seus lábios se abriam e fechavam, mas nenhum som era emitido.

– Ei, se acalme, okay? Lembre-se que não deves fazer movimentos bruscos.- O deitou, delicadamente, permanecendo sentado ao seu lado. – Ele não sairá impune. Seu pai vai pagar por ter lhe agredido, eu prometo!

☪ ☪ ☪ ☪ ☪ ☪

O clima no quarto 267 era de puro amor. Hale e Stilinski, enquanto aguardavam o comparecimento de alguma enfermeira ou médico, aproveitavam seus momentos com carícias e beijos castos, matando um pouco da saudade de sentiam. A cada minuto, Derek o perguntava se sentia alguma dor, sempre recebendo um sorriso divertido e um aceno negativo do namorado, como resposta.

Stiles sentia-se revigorado, uma sensação que nunca sentiu na vida. Entre um beijo e outro, pois-se a lembra da razão de seu desmembramento, achando ridículo seus motivos para terminar o namoro. Ok, talvez não tenha sido tão ridículo, mas já não tem a menor importância. Quando uma enfermeira entrou no quarto, uma hora após ele ter despertado, foram obrigados a se afastar.

– Bom dia, Stilinski! Pelo o que posso perceber, está bem melhor, não é mesmo?- Disse Paola( nome escrito no crachá) uma linda morena de olhos castanhos penetrantes. Seu sorriso era brilhante e cativante, sendo mais direcionado ao Hale do que ao paciente.

– Estou ótimo! Meu namorado cuidou muito bem de mim, sabe?- Respondeu afiado, não deixando de entrelaçar os dedos com o mais velho. Stiles não se considerava ciumento, mas também não era idiota, nunca permitiria que alguém desse em cima de seu namorado em sua frente. O menor tinha a total certeza que nunca viu essa moça aqui antes, o que o deixava um pouco duvidoso.

– Parabéns! É um rapaz de muita sorte.- Continuou com o sorriso, mantendo seu mirar totalmente em Derek, nesse instante. – Bem, eu vim checar seu IV e conferir se estava com febre ou qualquer outra coisa, logo o doutor Robert estará aqui para vê-lo. Eu sinto muito, mas seu namorado terá que esperar lá fora.

Vendo a carinha triste de seu amado com menção de sua saída, Derek não pensou duas vezes antes de beija-lo amorosamente.

– Olha, quanto mais rápido ela fizer isso, mais rápido o médico lhe dará alta. Eu prometo, que assim que me for permitido, voltarei pra cá.- No momento que Stiles iria retrucar, recebeu mais um beijo do moreno, ficando sem fôlego após seu findamento. – Já volto, meu amor!

O castanho apenas assentiu, encontrava-se incapaz de dizer qualquer coisa. Com um sorriso pateta no rosto, avistou sua retirada.

– Podemos começar?- Questionou a morena, tirando o outro de seu estupor.

– Por favor!

[...]

– Estou impressionado com sua rápida recuperação, senhor Stilinski.- Exaltou Robert, ao terminar de examinar o paciente. – De acordo com os resultado dos exames, está tudo perfeitamente bem.

Stiles passou exatos 45 minutos com Paola. A enfermeira não só o examinou, com também o fez milhares de perguntas, principalmente sobre seu relacionamento. Se esquivou como pode de todas elas, sempre respondendo algo que não lhe fora questionado. Quando se deu por vencida, a moça forçou um sorriso simpático e se retirou do quarto, afirmando que o médico já estava vindo .

– Isso quer dizer que já posso ir pra casa, doutor?- Inquiriu ansioso, louco para ser liberado. Tinha planos de ir pra casa antes de buscar o pai, não queria que o mesmo soubesse que ele passou a noite no hospital.

– De acordo com os resultados, não tenho motivos para mante-lo aqui. No entanto, receitarei um remédio para dores, pra caso lhe venha ser preciso. Irei agora mesmo prescrever a receita e, logo após, assinarei sua alta. Em dentro de alguns minutos, já poderá ir para casa.

– Obrigado, doutor! Mas, e meu pai? Ele está bem, não está? Ele poderá ir também, não é verdade?- Por mais que a alta do xerife estivesse confirmada há três dias, o jovem tinha medo que algo tivesse dado errado durante a noite e mudado seu estado clínico.

– Não há com o quê você se preocupar, seu pai está maravilhosamente bem! Assim como você, ele receberá alta hoje, todavia, precisará passar por alguns exames, apenas para confirmar sua melhora.

– Obrigado, doutor!- Suspirou aliviado. – Poderia pedir ao meu namorado que entre, quando sair?

– Falarei com ele!

...

– É tão bom estar em casa!- Exclamou ao se jogar no sofá, matando a saudade do estofado.

Stiles estava mais que feliz com a saída do hospital e, embora, quisesse voltar pro apartamento de Peter, decidiu por ir para seu cantinho, a residência dos Stilinski. O processo de sua alta não fora tão rápida como o doutor dissera que seria. Alguns papeis precisaram ser impressos e assinados, mas nada disso importava agora, não nesse momento em que se encontra em sua moradia, deitado em seu sofá, sendo beijado por seu namorado.

– Tem notícias do Isaac?- Perguntou quando seus lábios se afastaram

– Sim! Aproveitei para lhe fazer uma chamado quando fui, praticamente, expulso do quarto. Ele me disse que não poderia falar muito naquele momento, mas garantiu que ligaria outra hora. Mais tarde eu posso te levar ao apartamento dele e poderás matar a saudade, se assim desejares, mas agora, sou eu que quero matar a saudade de você. — Voltou a beija-lo, com bastante luxúria.

Não era uma total verdade. Isaac havia dito que Scott estava machucado, mas que seria melhor que ele não contasse nada ao Stiles e à Melissa; Entretanto, a parte que ele afirmou que ligaria mais tarde era verdade.

– Eu te amo, meu amor! É maravilhoso estar tão pertinho de você, porém, tenho que ir me banhar. Temos um pouco mais de uma hora pra retornamos à clínica.

– Okay! Deixarei você ir tomar banho agora, mas espero poder passar a noite contigo. Não precisa fazer essa carinha não, eu só quero dormir ao seu lado. Pode ser?

– Claro que sim!

☪ ☪ ☪ ☪ ☪ ☪

Não ia ser fácil, isso era fato comprovado. Peter passou cada segundo da noite pensando em como empezaria a conversa, mas até agora não conseguiu encontrar um jeito entendível e indolor de contar a verdade.

Talvez fosse melhor por tudo pra fora de uma única vez, não dando tempo pro mais velho o interromper, porém, ele não pode garantir que irá conseguir.

– Olá? Peter, o que está acontecendo contigo?- Assustou-se ao sair de seu devaneio e dar de cara com um John confuso. – Estou tentando chamar sua atenção há mais de vinte minutos. Está sentindo alguma coisa? Quer que eu chame uma enfermeira?

– Desculpe, estava pensando em umas coisas...- Terminou em um murmúrio, desviando o olhar para o chão e fixando o mirar em um ponto imaginário entre seus pés.

– Por acaso tem a ver com o que você queria me dizer ontem?

– Sim! Quer dizer, não...Eu quero dizer, não q-que eu, bem..- Chegava a ser engraçado a expressão aterrorizada que o milionário sustentava, enquanto tentava se explicar. Stilinski arcou uma sobrancelha em ceticismo e esperou por uma resposta mais clara. – Sim! Eu estava pensando sobre o assunto que pretendo ter contigo mais tarde, mas não quero que se preocupes com isso agora.

Ao encontra o olhar do outro, sentiu o coração falhar em algumas batidas. Era como se aquele par de iris azuis conseguissem enxergar seu interior e absorver seus segredos, um sentimento completamente assustador.

John tentava, em vão, não transmitir seu receio para com o seu ex-namorado. Cada fibra de seu ser dizia que algo devastador estava pra acontecer, que logo já não teria a presença do mais novo ao seu lado. Empurrando esses pensamentos angustiantes pro fundo de sua mente, voltou a se arrumar.

[...]

– Promete, papai? Me promete que nunca mais colocará sua vida em risco? Que vai se aposentar e me deixar cuidar de ti?- Insistia sem parar, se recusando a sair do lado do mais velho.

– Eu já prometi mais de mil vezes, meu filho. Desde que saímos do hospital, há duas horas atrás.- Suspirou divertido, ganhando um olhar envergonhado do filho. – Eu prometo, Stiles. Eu nunca mais colocarei minha vida em risco, tudo bem? Não há nada para se preocupar, eu juro!

Três horas após o menor ter sido liberado, foi a vez do xerife ser mandado pra casa. Lágrimas de felicidade e alívio marcaram o momento da liberação do médico, pai e filho não se desgrudaram desde então.

John não estranhou a presença do Hale mais novo ao lado de Stiles, pelo contrário, ficou muito contente ao vê-lo. Faz anos que não o via e todas as notícias que recebia eram por meio da mídia, ou seja, não dava pra acreditar em tudo. Ele não precisou de mais que 10 minutos pra descobrir que eles estão em um relacionamento, não porque estava muito na cara as trocas de olhares e toques, mas é que ele não era xerife apenas por ter um rostinho bonito. No entanto, decidira que não diria nada, esperaria pacientemente pela pronunciação do casal.

Assim que todos entraram na limosine dos Hale, o castanho pois-se a falar. Estando sentado entre o pai e o namorado, exigiu inúmeras promessas ao mesmo, segurando firmemente seu braço esquerdo, descansou a cabeça em seu ombro. E mesmo agora estando todos na sala de estar de sua residência, Stiles continua abraçado à ele, implorando para que nunca o abandone.

– Eu te amo muito, pai! Não sei como seria minha vida sem você. Perder minha mãe já foi duro demais, não quero passar por isso de novo. -Um curto lamurio escapou dos lábios de Chalards. A dor estampada nos olhos de seu filho ao mencionar a mãe, o machucara mais que tudo. Recebendo um mirar pesaroso de Derek, retirou-se pra cozinha com a desculpa de que iria preparar o almoço.

A cada passo dado ao outro cômodo, uma nova questão assombrava sua mente.

Seria hoje o dia certo para ter nessa conversa com eles?

Será que a verdade é realmente necessária?

Poderiam eles perdoa-lo por lhes ter enganado?

Stiles o chamaria de pai?

O diria que o ama, também?

Impressionante o quanto uma questão era mais desanimadora que a outra, aumentando, ainda mais, sua incerteza sobre o desabafo.

– Nem pense em mudar de ideia, Peter.- Disse Derek atrás dele, em uma resposta para suas dúvidas. Somente ele ouviu o lamurio do milionário e, por isso, achou melhor ir falar com o mesmo. John e Stiles estavam imersos em seu mundo de lembranças, ambos compartilhando a dor de terem perdido Claudia.

– Eu não vou conseguir, Derek. Você os viu, sabe como se sentem a respeito dela. Não posso simplesmente chegar e dizer que tudo não passa de uma grande mentira, que Claudia nunca esteve grávida.- Balbuciou aflito, tentando não chamar atenção dos outros. – O melhor que tenho a fazer é continuar fingindo pro resto da minha vida, pelo menos assim eu serei o único que sofrerá.

– Não me venha com essa, Peter. Está querendo apenas usar isso como pretexto para não contar. Stiles e seu pai merecem saber a verdade, você não acha?- O ar estava quente e a aproximação de seus corpo aumentava, ainda mais, a temperatura. Com tom de voz firme e olhar desafiador, Hale continuou a divagar. – Podes pensar que nunca me importei contigo...Que pra mim tanto faz como tanto fez, mas isso não é verdade, eu me preocupo com a minha família. Sei que tem medo de ser renegado por eles, que eles poderiam te odiar ou , até mesmo, nunca mais querer vê-lo novamente, todavia, se você não contar a verdade nunca saberá qual será a reação deles. Olha...- Começou incerto. A firmeza de segundos atrás, já não estavam em suas palavras. – Eu também estou temeroso, não sei como será depois que o Stiles souber que somos primos. Eu não dou a mínima pra isso. Eu o amo muito e me recuso a perde-lo devido ao nosso parentesco.

Peter não soube como responder. Ao mesmo tempo que queria dizer que eles não são parentes, não tinha certeza se deveria falar sobre isso aqui e agora.

Vendo que o outro não se manifestou, decidiu continuar.

– Eu tenho uma ideia. Depois do almoço, levarei o Stiles pra dar uma volta...Aproveite seu momento a sós com John e lhe diga a verdade. Acredito que será menos complicado com ele, do que com Sti. O xerife só precisa de uma parte da história, meu namorado precisa de toda ela. — Sem esperar por uma confirmação, deu as costa e retornou pra sala, deixando seu tio sozinho com seus pensamentos.

....

Com ajuda de Stiles, Peter aprontou o almoço rapidamente. Segundos após Derek o ter deixado só, o castanho apareceu lhe oferecendo companhia. Entre um preparo e outro, faziam planos pra mudança.

Sti se mostrava muito animado com a ideia deles morarem juntos, sentia-se completo dessa forma. Ter seu pai e os Hales morando na mesma casa era o melhor presente que ele poderia pedir a Deus, embora que seu namorado não fosse morar realmente lá. Falando sobre o moreno, Stiles não o deixou a sós com seu pai à toa, ele queria que os dois se entrosassem, para só então contar a novidade à seu criador.

Derek não se intimidou ao ser deixado sozinho com o xerife, o respeitava e tinha um grande apreço para com o mesmo. Seu único medo era que ele não aceitasse seu namoro com o seu filho menor de idade, mas se esforçaria para convence-lo a dar sua benção.

Tudo ocorreu perfeitamente bem na mesa do almoço. Chalards optou por fazer o prato favorito de John, filé ao molho de madeira acompanhado de purê de batata e arroz aletria, não precisou pensar muito pra lembrar do gosto culinário do ex-amante.

Todos conversavam alegremente, elogios e mais elogios foram dados ao cozinheiros por seus respectivos amados e quando todos estavam satisfeitos, o casal mais novo se ofereceu para lavar a louça... Bem, na verdade, Stiles se ofereceu e obrigou Derek a ajuda-lo. Com a louça lavada e a cozinha impecavelmente arrumada, Stiles subiu pra trocar de roupa e logo retornou avisando aos loiros que iria dar uma volta com seu "amigo".

Aos poucos, Peter sentiu o ar de tranquilidade se dissipar, sendo substituída por tensão e receio. Permaneceram uns bons dez minutos em total silêncio, falando apenas por olhares.

– Então...Acredito que agora podemos ter a tal conversa que desejavas.- Sugeriu, quando já não conseguia entender o que aquele par de iris cristalinos tentavam lhe dizer.

Pater inspirou e suspirou inúmeras vezes antes de começar a falar, pontos escuros apareceram em sua vista, anunciando um desmaio, mas tratou logo de se recompor, era agora ou nunca.

– Sim! Esse é melhor momento. Mas antes de tudo, quero pedir para que não diga nada até que acabar de explicar. Tem muitas variáveis e quero esclarecer todas elas, não quero que me interrompa, pois não sei se conseguirei continua depois. Anseio por seu compreendimento e serenidade, isso é crucial para o assunto.

John Stilinski tentava ao máximo compreender sua fala. A sensação de vazio de horas atrás retornou com força total, fazendo-o temer o que estava por vir. Não encontrando palavras pra responder, acenou em entendimento.

Tendo a permissão, Peter se perguntou como deveria começar. Se seria bom começar relembrando sua época de namoro; Talvez trazendo o fato de seus pais nunca terem sido a favor do relacionamento; Dizendo com se sentia, e ainda sente, a respeito dele...Mas nada parecia correto o suficiente para empeçar algo tão delicado.

– Stiles é meu filho!- Soltou por fim, dando um balde de água fria em suas próprias ideias. De todos os modos que ele poderia ter pensado, esse foi o pior. Com o olhar preso ao chão, esperou por alguma reação do outro, mas nada veio; Após mais um minuto de quietude, obrigou-se a fitar aquele que um dia fora seu namorado.

Seu semblante estava numa mistura de surpresa e incredulidade, com uma pitada de pânico. Sua boca se abriu e fechou algumas vezes, mas nenhum som se fez presente. Após um longo tempo com a penas o tic tac do relógio quebrando o silêncio da sala, uma risada nervosa pairou no ar. John encontrou-se rindo sem parar, achando que tudo não passava de uma piada.

– Eu não acredito que você fez aquele mistério todo no hospital pra isso, Peter. Pensei que quisesse tratar sobre algo sério e não fazer essa brincadeira de mal gosto.- Continuou a rir, levantando se do sofá, com uma certa dificuldade, sendo seguido pelo menor.

– Eu não estou brincando, John. Na verdade, eu nunca fui tão sério em toda a minha vida...Claudia não deu a luz à Stiles, foi eu!

O riso morreu no mesmo instante, sendo substituído por um soluço de dor. Sentindo os joelhos fracos, achou que seu corpo se chocaria no chão, mas logo fora amparado por Peter.

Pelo visto seu pressentimento não era um equívoco, algo surpreendente realmente aconteceu. No entanto, será isso que o causará tanta dor? Talvez esse não seja o grande furacão, mas resultará em tantos estragos quanto um.

Notas finais
Como sempre, parei na melhor parte. Estava com muita preguiça, por isso, não betei. Se houver algum erro, por favor, me avise. Espero poder falar com todos vocês nos comentários, se eu merecer, é claro. Beijos