Hope
28 Fúria e Descoberta
Notas iniciais
Não demorou mais que seis minutos para que o loiro chegasse até o hospital. Assim que Deaton lhe informou sobre o corrido, ele desligou o celular e correu até o local em questão. Peter passou direto pela recepção, não dando a mínima aos olhares das enfermeiras e foi de encontro ao quarto onde John se encontrava.
Ao entrar na mesma, avistou o mais velho sentado na cama com um olhar perdido, enquanto Alan lhe fazia algumas perguntas. O magnata sentiu todos seus músculos se contrair quando seu amado dirigiu seu olhar à ele, ele não estava pronto para isso, ainda não.
– Peter...- Suspirou realizado.
O mesmo pensou que era ilusão sua, mas ele poderia jurar que os olhos do mais velho estavam lagrimejados. Ele caminhou calmamente até o leito e sentou-se na poltrona que tinha ao lado. Peter abria e fechava a boca várias vezes, mas nenhum som se fazia presente. Sua garganta estava seca e o seu nervosismo estava em alta, sem contar que o peso do olhar de Deaton sobre si não o estava ajudando em nada.
– Vou deixa-los a sós, mas logo estarei de volta.- Deaton recolheu suas coisas e se retirou da sala.
Embora eles estivessem a menos de vinte sentimentos de distância, Stilinski sentia que estavam a quilômetros longes um do outro. Por isso, esticou uma mão ao mais novo, em um pedido mudo de aproximação. Peter ponderou por alguns segundos, tinha dúvidas se deveria ou não se aproximara tanto, mas acabou cedendo.
Ninguém dizia nada, tudo que conseguiam fazer era admirar e gravar cada parte de suas anatomias. Peter não precisou pensar muito para constatar que o outro se lembrava dele, quem ele realmente é e foi.
– Senti sua falta! -Peter revelou por fim. Todo aquele silêncio o estava enlouquecendo.
John não respondeu. Ele sentiu o peso dessas três palavras tocaram bem fundo em seu coração, o fazendo sentir uma enorme vontade de chorar. O xerife sabe o quanto fez esse homem sofrer ao deixa-lo para se casar com outra pessoa, pessoa essa que estava carregando seu filho.Bem, pelo menos era o quê ele acreditava.
Nunca foi sua intenção deixa-lo, muito menos traí-lo, na verdade, ele nem sabe ao certo como tudo aconteceu; apenas aconteceu.
Ele se lembra de ter conhecido uma linda mulher e ficar bem próximo da mesma, em uma festa organizada por seus pais. Quando seus olhos se cruzaram com os da moça, sentiu um choque percorrer todo seu corpo e uma insistente voz em seu subconsciente lhe dizer que essa é sua alma gêmea. De pronto, ele tratou de tirar essa ideia da cabeça, ele já tinha um amor e nunca o deixaria, pelo menos era o que ele tentava se convencer. Depois desse dia, eles nunca mais se separam. a jovem estava encantado com o, então policial, e o mesmo sentia-se do mesmo jeito, mas de maneiras diferentes. Claudia estava apaixonada e o Stilinski não. Seu relacionamento com o jovem milionário estava indo muito bem, apesar dos pesares.
Os Hales nunca aceitaram o fato de seu filho prodígio namorar um simples policial, eles prefeririam a morte de seu herdeiro ao deixo-lo se envolver com uma pessoa de baixa renda e muito mais velho que ele. John perdeu seu emprego após ser denunciado por pedofilia e só não foi preso porque Deaton entrou com providencias. E foi a partir desse dia que as coisas começaram a desandar, o namoro já não estava tão sólido como era em seu empezo e isso matava o mais novo, ainda mais sabendo que os únicos culpados eram seus "pais".
– Sinto Muito!- Respondeu após um longo tempo. Seu olhar foi direcionado ao chão, não suportando ver a expressão arrasado do loiro. – Não queria que as coisas acontecessem daquele jeito, mas eu não tive escolha. A Claudia estava grávida, eu não poderia abandona-la.
– Então...então. você confessa que me traiu?- Seu tom de voz não continha raiva ou rancor, apenas tristeza. Embora ele saiba que a mulher não estava realmente grávida, ainda lhe dói saber que o outro chegou a ir pra cama com ela, enquanto eles namoravam.
– Sinto muito!- Voltou a dizer, sem saber outro jeito de se desculpar. – Eu entendo que você me odeia e que talvez, nem queria estar aqui nesse momento, mas...
–...Eu ainda te amo...
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A luz do sol que entrava pela pequena fresta da cortina, foi suficiente para acordar o Hale. Este acordou um pouco desorientado e aturdido, até que as lembranças da noite passada invadiram sua mente e se permitiu soltar um pequeno suspiro de contentamento. O casal permanecia do mesmo jeito que dormiram, abraçados e desnudos. Essa era a primeira vez, em toda sua vida, que Derek se deixou dormir abraçado a alguém. Seu mais novo desejo é que isso nunca mude, que ele nunca tenha que se apartar do menino que descaça, calmamente, em seus braços.
Inconscientemente, uma de suas mãos viajou até o peito do castanho e se pôs a sentir cada batida de seu coração, constando que suas batidas coincidiam com suas próprias; Parecendo uma verdadeira sinfonia harmônica.
O relógio digital que descansava sobre o criado-mudo, mostrava que não era mais que seis e meia. Derek nunca gostou de acordar cedo, no entanto, ele sabe que logo seu namorado acordará com o intuito de ir visitar o pai, por isso, cuidadosamente, retirou seus braços do corpo do menor e se levantou da cama. Vestiu sua cueca boxer preta e foi de rumo à cozinha. Quando ele estava preste a entrar na mesma, ouviu o soar da campainha e se viu obrigado a ver quem era.
– Quem é o filho da mãe, que ousa em vir me atormentar a essa hora da madrugada?!- Resmungou, enquanto abria a porta. – Ronald? Você está de sacanagem com a minha cara, não está? Quantas vezes eu tenho que dizer para não me importunar no período da manhã?!
Ignorando totalmente o esbravejo do moreno, o advogado empurrou a porta e adentrou o apartamento.
– Bom dia pra você, Hale! Como passou a semana? Eu dormi bem, e você?- Ironizou, seguindo seu caminho até o grande sofá da sala de estar.
– Não me interessa nem um pouquinho saber como você passou a noite, e o quê eu fiz na minha não é da sua conta.- Vociferou enraivecido. – Diz logo o quê você tem a dizer e dê o fora daqui. — Fechou a porta bruscamente e se juntou ao outro, mas se mantendo de pé.
Ronald engoliu seco e acenou em compreensão.
– Eu irei direto ao ponto. Você deve ter se dado conta que se passara nove dias desda leitura do testamento, eu acho que não cheguei a te informar que tem um limite de tempo para que você cumpra com as demandas da carta. Tu tens apenas vinte e um dias para encontrar uma parceira e engravida-la, do contrário, perderás todo o dinheiro.
Para a surpresa do diplomado, Derek não esboçou reação alguma, apenas continuou a mira-lo como se nada do que ele lhe dissera o importou. Ronald estava completamente embasbacado com isso, tinha certeza que o riquinho iria repetir a mesma cena de dias atrás, quando foi lido o testamento. Então, pra provocar um pouco a ira do mais novo, decidiu jogar baixo e colocar o Stiles na história.
– Olha, eu sei que você está se relacionando com aquele pivete, sem eira e nem beira. Eu aceito que você o leve pra cama, até porque, sei perfeitamente que você nunca iria querer algo sério com um alguém tão baixo como ele. Não tenho dúvidas que sua intenção é apenas se divertir, mas eu tenho uma pergunta.- Se levantou e se colocou em frente ao moreno. – Como foi transar com um ser tão sujo e promíscuo feito ele? Ele te contou com quantos homens ele já foi pra cama por dinheiro? Ele...- Ronald foi interrompido por um alto rugido que se fez presente no local.

A sua frente já não estava apenas Derek, e sim um lobo semi transformado. Com as presas e garras a mostra, o Hale agarrou o loiro pelo pescoço e o arremessou para o outro lado da sala, o fazendo ir de encontro com a porta de vidro que se quebrou em milhares de pedaços. Sem nem lhe dar tempo para abrir os olhos, Derek o levantou pelo pescoço e começou a cravar suas garras no mesmo.
– Nunca mais ouse a falar assim dele, entendeu? Se você ao menos pensar nele, eu te mato!
– Oh me Deus! O quê está acontecendo aqui?- Desesperou-se Stiles, descendo a escada correndo e analisando os estragos. Para só então olhar para seu amado. – Derek?
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