Hope

40 Confronto


Notas iniciais
Mil perdões, meus amores. Prometi que atualizaria na Segunda, mas aconteceu um imprevisto, passei mal e tive que ir ao hospital às pressas; Só recebi alta na tarde de hoje e só irei pra casa amanhã. Como estou me sentindo melhor, forcei a minha memória e reescrevi esse capítulo pelo celular. Como não consegui me lembrar de muita coisa, ele ficou um pouco pequeno. Irei recompensa-los no próximo. :) Se segurem na cadeira, cama, sofá, onde quer que você esteja nesse momento; O capítulo está tenso.

A dor que sentia, em cada canto do corpo, era excruciante. Suas pálpebras estavam tão pesadas que nem conseguia mexe-las, ele poderia jurar que até seus cabelos doíam. Há vozes à sua volta, mas ele sentia como se sua cabeça estivesse debaixo d'água e não conseguia entender uma só palavra.

Quando tentou mover o dedo, para mostrar aos presentes que estava acordado, sentiu como se mil agulhas perfurassem seu corpo. Parecia até que alguém lhe tinha dado uma bela surra e depois colocado sal nas feridas, sem perceber, lágrimas rolaram por sua face; O jovem nunca imaginou que poderia sentir tanta dor

– Doutor, ele está acordado e está sentindo dor.- Disse Derek, aflito. Este estava sem chão, totalmente perdido. Se culpava por ter fixado toda sua atenção em seu propósito de conseguir o perdão do garoto e não ter tido a menor preocupação em ver como o menor estava se sentindo por dentro, mais uma vez, só havia pensado em si mesmo. Ele poderia ter evitado o desmaio do ex-namorado. Tudo que ele tinha a fazer, era parar para escutar seu coração e sentir seus sentimentos, deveria ter-lo levado ao hospital assim que o avistou no clube e, então, teria evitado toda essa dor.

– Pa-pai... Pe...Peter... Papai Pe...- Gemeu, incoerentemente. Sua testa empeçou a suar frio, enquanto jogava a cabeça de um lado pro outro. – Me ajuda, pa...papai.

Derek congelou diante dos gemidos do amado. Stiles, Inconscientemente, chamava pelo pai mais novo, o homem que o trouxe ao mundo e que nunca teve a chace de cuidar dele e dar carinho. O Hale não perdeu tempo em pegar o celular e discar o número do tio, sentia que somente ele poderia acabar com a dor do jovem Stilinski. Tocou uma, duas, seis vezes e nada de Peter atender, sem escolha, lhe mandou uma mensagem.

"Você precisar vir urgentemente para o hospital, Stiles está mal e chama por ti."

– Eu darei mais remédio à ele, assim poderá dormir com tranquilidade e não sentirás mais dor. Os resultados dos exames sairão pela manhã, por isso, lhe digo que vá pra casa descansar. Stiles voltará a dormir logo e não receberá alta até que eu tenha certeza que ele está bem. Prometo que pedirei para que uma das enfermeiras te ligue, caso algo aconteça. — Tranquilizou, aplicando morfina no cateter venoso do Stilinski. Embora o remédio seja muito forte e contra-indicado pra esse caso, o médico sabia que seria o único que daria melhor resultado.

– Não irei a lugar nenhum! Só irei embora com o Stiles. — Cruzou os braços sobre o peitoral definido, com a cara fechada, desafiando o médico a obriga-lo a ir pra casa. Robert não contestou, apenas assentiu, não perderia seu tempo com algo que não daria em nada.

– Pedirei para uma enfermeira te trazer um travesseiro e uma coberta. Nos falamos pela manhã. Boa noite, senhor Hale.

– Boa Noite!

[...]

Pra um estabelecimento que necessita de grande cuidado e muita concentração, Derek achava o hospital bastante barulhento. Tinha o tic tac do relógio no alto da parede, as máquinas ligadas ao Stiles, passos do lado de fora da sala...Estava sendo impossível dormir, mesmo se ele tentasse duramente, o que não era o caso.

Ele não queria desviar o olhar do pequeno que dorme impassivo, mas que mostra um pequeno contraste de dor nas feições. Sentado na poltrona ao lado da cama e segurando sua mão direita firmemente, Derek tentava tirar toda a dor do corpo de Stiles, mas não estava dando resultado, algo o estava bloqueando.

– O quê está acontecendo, meu amor? Por quê não consigo me conectar contigo? Será que meu lobo é tão inútil assim?- Questionava em baixa voz, esperando, inutilmente, por uma resposta.

Com a mão esquerda livre, a levou à face pálida do amado e o acariciou, sentindo a sedosidade de sua pele.

– É tudo minha culpa! Eu sempre machuco as pessoas e com você não foi diferente...Sabe, eu não menti quando disse que nunca quis ser um pai, mas contigo...

– Meu Deus, Stiles!- Peter choramingou ao entrar no quarto, interrompendo o divagar do sobrinho. Sem nem ao menos cumprimentar o moreno de olhos verdes, que o fitava com cautela, correu até Stiles e sentou-se ao seu lado na maca, derramando lágrimas no rosto do menor. – O quê aconteceu com você, meu pequeno?

– Ele desmaiou. Eu fiquei meio perdido na hora, até que o Isaac apareceu e me disse pra traze-lo pra cá... Há uma hora, Stiles estava suando frio e chamando pelo pai...Você.- Disse por fim, ganhando a atenção de um Chalards desnorteado.

– E-eu não...O qu..- Gaguejava sem saber como responder a afirmação do outro. Mantinha as mãos sobre o rosto do filho e se negava a desviar o olhar de sua face.

– Não adianta negar, Peter. Eu sei que ele é seu filho.- chiou numa mistura de raiva e ressentimento. – Como pode esconder isso de mim?...De sua família. -Cuspiu a última palavra, como se doesse dize-la. – Olha pra mim! Diz olhando nos meus olhos o motivo de você ter escondido sua paternidade. Pensei que você fosso diferente, sempre pregou sobre o certo e o errado pra mim e pra todos, quando, na verdade, não passa de um mentiroso e hipócrita.

– Não diga isso, Derek. Não sabes a razão por eu não ter revelado isso antes, então, por favor, não me julgue.- Pediu choroso, finalmente encontrando o olhar do sobrinho, que o mirava com desdem e indignação. – Aqui não é lugar pra termos essa conversa e, também, temos que nos concentrar em Stiles. Tudo que quiseres saber, lhe direi depois que todo esse pesadelo acabar... John receberá alta amanhã e, então, quando todos estiverem sã e salvos na nossa nova moradia, os contarei a verdade.

Derek fez sinal de negação, não estava disposto a esperar mais um segundo sequer. Ele queria toda a verdade e nesse exato momento.

– Stiles está dormindo e não irá acordar até o efeito da medicação passar, por isso, temos bastante tempo para conversarmos. — Pontuou se levantando da poltrona e puxando o tio pelo braço, asperamente, o afastando da cama – Eu quero explicações, Peter, e quero agora!...Sempre me chamou de egoísta, imaturo, soberbo...Mas e você? Pelo visto não somos muito diferente, não? Stiles tinha o direito de saber a verdade sobre sua origem e o pai dele, também. Por quê escondeu? Foi pelo dinheiro? Não queria dividir com o seu filho? Foi por isso, não foi? Sabia que se descobrissem que tem um filho, teria que dar à ele a metade de tudo que tem, por essa razão, nunca disse nada a ninguém. Saibas que você pode não ser homem suficiente para não dizer ao Stiles, mas eu sou E CONTAREI A ELE SOBRE O MERDA DE PAI QUE ELE TEM.- Gritou de fúria e pela dor que sentiu, ao ter recebido um soco no olho direito, após terminar de proferir suas palavras.

– Não lhe dou o direito de falar assim comigo, Derek. Só Deus sabe o que eu passei nos últimos dezesseis anos, só Deus e Deaton. Então, não me venha bancar o namorado protetor, porque não sabes pelo que passei e pelo o que, ainda, passo devido meus segredos. — Retrucou entredentes. Pode até não ter gritado, mas seu tom de voz fora tão ensurdecedor quanto o de Derek.

Ambos respiravam afoitamente, com as mãos formadas em punho, como se estivesse se preparando para seu novo ataque. Derek ainda sentia o olho pulsar, mas já não doía tanto como de início. Como as duas janelas que davam pro corredor eram de vidro, dava pra ver médicos e enfermeiros passando de lá pra cá, a todo minuto, e nenhum deles sequer desviou o olhar pra dentro do quarto, nem ao menos os escutou.

– Eu quero a verdade, Peter!- Voltou a dizer, um pouco mais controlado dessa vez. – Quero ouvir você dizer. — Estavam cara a cara, esqueceram-se totalmente do rapaz que, também, se encontrava naquele quarto. Talvez, se eles não estivessem tão ligados na luta, teriam percebido que eram observados e ouvidos atentamente.

– O quê queres ouvir de mim? Quer que eu assuma? Pois bem, eu admito. Stiles é meu filho!- Assumiu por fim, sentindo o chão se esvair em seguida, quando notou uma respiração trêmula atrás de si.

Notas finais
E agora? Quem será que ouviu? Alguém arrisca um palpite? Sei que prometi que descobririam para que ou quem seriam os nomes, mas como eu já disse nas notas iniciais, não consegui me lembrar de muita coisa. Eu sei, é uma vergonha. hahahahahaha Teremos John e Peter e, também, Scisaac no próximo capítulo, podem cobrar. :) Nos falamos nos comentários. Beijos