Honoring your love

1 Até meu ultimo suspiro.


Notas iniciais
"Ela parecia ser feita de vidro, como se fosse quebrar a qualquer momento" Perseu Jackson

O acampamento nunca esteve tão vazio, a batalha acontecia fortemente em New York, só restaram os campistas do chalé de Ares, que ainda esperavam a permissão de Clarice para irem pra batalha e Silena Beauregard que estava deitada na cama de Charles.

Não era permitido, que campistas entrassem nos chalés uns dos outros, porém as regras já não eram mais importantes, Charles havia morrido em uma missão para destruir o navio Andrômeda de Cronos.

–Queria tanto te ter aqui comigo. — a menina chorava sobre o travesseiro do amado. — eu não tive nem a chance de me despedir de você. Tínhamos tanta certeza do sucesso da missão.

Os olhos da menina já estavam vermelhos de tanto chorar, seu rosto estava muito inchado e mesmo assim ela continuava a mesma menina linda por qual Charles havia se apaixonado. A menina encarava o travesseiro como se falasse com o próprio amado.

–Você me prometeu que voltaria. Você me jurou estar sempre ao meu lado.

Silena e Charles eram o casal mais peculiar do acampamento, ela filha da deusa mais bela, e ele filho de um dos deuses mais feios, se não o mais feio, e mesmo assim o amor entre os dois foi inevitável.

–Eu me lembro que você não parava de me olhar nas reuniões dos lideres dos chalés, você sempre me olhou de um jeito diferente dos demais. – ela sorria vagamente ao se lembrar de como tudo começou. – seus olhos me consumiam de um jeito muito diferente, de uma maneira que me instigava, me fazendo querer olha-lo de volta.

Ela sentou na cama colocou o travesseiro sobre as pernas.

–Tive certeza que você gostava de mim quando você me chamou para caminhar na praia, eu sendo uma filha de Afrodite deveria resistir mais, mas não aguentei. – ela apertou o travesseiro contra o peito. – Pra filha do amor é impossível renegar o amor verdadeiro.

Ela se levantou da cama do garoto e foi até o baú que tinha no pé da cama, ela sabia que ele guardava coisas dos dois, e foi lá que encontrou cartas, fotos e alguns objetos de algumas vezes que saíram juntos.

–Tudo culpa minha, eu nunca deveria ter dado informações ao Lu...Cronos, eu me deixei levar por nada.- a voz da garota saiu pesarosa. – E agora eu não tenho rumo, não sei o que fazer, sem você eu sou apenas vidro esperando para ser quebrado.

Um dos papeis que tinha tirado do baú e posto sobre a capa voou em seu colo. Não era exatamente uma carta, era apenas um bilhete que ela se lembrava muito bem de porque tinha dado ao ele.

"Era bem cedo e ela caminhava pela floresta como sempre fazia, Charles a esperava no mesmo lugar de sempre, porque eles ainda namoravam escondido, mas ele estava diferente estava sério. Ela o abraçou calorosamente e lhe beijou, mas ele não a correspondeu, ela se afastou.

–O que houve Charl?

O rapaz parecia receoso, eles nunca haviam tido uma conversa seria, não como aquela.

–Eu vou ser direto. – o menino estava nervoso que lhe faltava folego, quase tão nervoso quanto no dia que a chamara pra sair pela primeira vez. – eu fiquei sabendo que vocês do chalé dez tem uma "politica de aceitação’’ de "partir o coração da pessoa amada’’.

A menina ficou constrangida, ouvindo isso da boca de outra pessoa soava tão ridículo, uma ideia besta que ela não concordava e que ele jamais deveria ter descoberto.

–Sim é verdade ,mas...

–Então é verdade, eu era apenas o seu alvo, você só queria "partir meu coração".

–Não, nada disso, eu jamais faria isso com você...

–Estava bom de mais pra ser verdade.

–Não. Não estava ainda está. — ela se aproximou do garoto pegou as mãos dele. – O que eu sinto por você eu nunca senti por ninguém e jamais faria isso com você só por aceitação, eu te amo de verdade. –ela o beijou e dessa vez ele correspondeu.

–Desculpe, eu surtei. Não podia acreditar que eu perderia minha felicidade, ainda mais que ela agora tem nome. – o rosto da garota corou. – mas o que vai fazer sobre isso, sobre ter que partir o coração de alguém.

A menina pegou um papel e um lápis de dentro da bolsinha que carregava, nele ela escreveu algo dobrou e deu a ele.

–Eu tenho uma superstição. –disse ela sorrindo. – quando tenho que falar algo muito sério eu escrevo, porque quando apenas falamos podemos esquecer, mas quando escrevemos nós podemos guardar exatamente as palavras que usamos. ’’

E ali ela releu o bilhete e sabia exatamente o que fazer. Ela saiu do chalé de Hefesto e foi direto pra parte de trás do chalé de Ares, lá sorrateiramente ela pegou a armadura de Clarice voltou sem que ninguém a visse e foi para o chalé dez, jogou as peças da armadura em cima da cama e foi para o chuveiro.

–Temos uma batalha pra vencer. – as lágrimas no rosto da garota formava um contraste peculiar com o sorriso sincero que tinha no rosto. – já que eu não sei lutar tão bem, levarei quem sabe e quem quer.

A menina saiu do banho vestiu rapidamente a armadura, ela estava decidida do que fazer, ela se aproximou da porta do chalé e pensou em Charles e pediu a ajuda de sua mãe.

–Mãe, eu sei que estamos em guerra e que você esta muito ocupada, mas só te peço uma ultima coisa, eu sei que poucos são aqueles que são abençoados com seu verdadeiro poder, beleza e amor todos podem conseguir, mas charme é algo que só você pode dar.

A menina saiu em direção ao centro de treinamentos onde estavam os campistas de Ares, pegou toda coragem e imposição que pôde e colocou na voz, imitando Clarice.

–Rapazes. – todos a olharam atordoados. – Vocês não queriam uma batalha? Então é isso que terão, vocês tem dez minutos pra passarem o perfume e o batom de vocês.

Os campistas de Ares intenderam e riram da piada, aquela sim era uma das frases que Clarice usaria.

–Por Ares. — gritou ela e todos repetiram como um coral. — então vamos logo, não podemos deixar a diversão toda para aqueles maricas. -E os punhos foram erguidos para saldar a líder.

A garota tinha certeza que sua imitação havia sido um fiasco, imitação não era um de seus dons, mas ela pôde sentir duas coisas, a primeira é que todos estavam dispostos a lutar, não importaria se fosse um espantalho a os guiar, lutar pelo acampamentos, pelos amigos e pelo olimpo era o que eles realmente queriam, e a segunda era que sua mãe sabia reconhecer um pedido de amor verdadeiro.

A garota liderou todos os campistas até a batalha, e Clarice só percebeu a falta deles dez minutos depois quando acordou na cama de seu namorado no chalé onze.

Silena entrou no personagem. Ela se tornou Clarice La Rue, ela agia, ela falava, ela se portava como a amiga, e a coragem a invadiu, então ela reuniu toda suas forças para enfrentar o Drakon, com um unico objetivo de disseminar sua coragem nos outros, mas por mais que ela incorporasse a amiga, ela jamais lutaria como ela, e ela sabia disso, a chance dela de vencer era a mesma de Charles voltar, a luta foi injusta, a menina foi rapidamente nocauteada pelo acido que o Drakon espirou no rosto dela, mas ela nao se preocupava com a dor. Em seu últimos momentos de vida ela só conseguia se lembrar do momento que deu o bilhete ao namorado

“ -Eu tenho uma superstição. –disse ela sorrindo. – quando tenho que falar algo muito sério eu escrevo, porque quando apenas falamos podemos esquecer, mas quando escrevemos nós podemos guardar exatamente as palavras que usamos.

Charles desdobrou o papel e viu o que estava escrito:

Honrarei seu coração. Farei o que é certo.

E naquela noite ela o beijou na frente de todos, para que soubessem que eles estavam juntos, pra que todos tivessem certeza que ela o amava e que jamais partira o seu coração “.

Notas finais
Esses dois sempre me causaram uma sensação estranha, sendo eles um casal que quebraram tantas barreiras e no fim não conseguiram ficar junto. -R.I.P Charlena
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!