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16 Malfoy Manor
Três dias se passaram até que o plano de Scorpius estivesse em um ponto agradável para começarem a agir. Naquela manhã, Rose sentou-se ao seu lado para comer french toast. Tinha um pouco mais vida em seu rosto do que nos dias anteriores e a relação entre os dois estava melhor a cada dia. Ela ainda não se lembrava de nada sobre eles dois, mas quando estavam a sós era como antigamente. Ela apoiava-se em seu ombro, ria de suas piadas, chamava-o de doninha júnior para provoca-lo... Mas Oswin ainda era a pedra que impedia eles de ficarem juntos. Odiava quando ele pegava na cintura dela, puxava para si e a beijava. Queria socar aquele homem que parecia disposto em deixar-lo com o máximo de ciúmes possível. Mas comparando a relação dos dois, já começava a se perguntar se não era o momento dele devolver as memórias dela.
Perdido em pensamentos, ele observava ela comer cuidadosamente.
"Tudo bem?" Ela perguntou com a boca cheia, relembrando o velho Ron Weasley.
"Sim." Forçou um sorriso.
"Então, galera, quem está animado para derrotar uns comensais?" Albus sentou-se em frente deles com um copo de café.
"Você não acha que tomou café demais, Al?" Rose perguntou ao primo, rindo.
"Preciso ser um hipogrifo elétrico para acompanhar vocês nisso... Afinal vamos mesmo para a mansão Malfoy?"
"Foi onde tudo começou." Explicou. "E foi lá perto que deixaram meu avô..."
"Deixaram seu avô?" Rose perguntou enquanto Oswin aproximou-se por trás e beijou-lhe o topo da cabeça, causando um sentimento irritante de ciúmes no loiro que acabou engasgando com a própria saliva.
“Sim.” Disse se recuperando com uma leve tossida. “Lucius Malfoy está morto.”
“O que!?” Albus exclamou surpreso. Nunca havia se dado bem com o patriarca da família do amigo, mas estava realmente sem palavras sobre aquilo. Parou por um segundo. Teria o resto da família do Malfoy morrido também?
“Eles deixaram uma pista. Eu fui atrás... Quase fui morto.” Suspirou. “Meu avô estava sendo usado de isca e eu cai. Consegui escapar com ele, mas ele havia sido envenenado... Morreu em meus braços.”
Todos ficaram em um silencio constrangedor até que Scorpius se levantou.
“Terminaram? Precisamos ir.”

O grupo desaparatou bem em frente da Mansão Malfoy e se surpreenderam com o que viram. Diferente do que Rose havia imaginado – e também visto por fotos no jornal –, a mansão se erguia forte, sem indícios de que havia sido destruída. O gramado também estava em uma altura boa e não dava indicio algum que havia sido abandonado há anos.
“Não deveria estar assim...” Comentou a ruiva sem entender o que via.
“Eu contratei alguns elfos domésticos para cuidarem... Eu fui criado aqui.” Suspirou
“Você gosta muito de arrumar casas, hein?” Brincou o Potter
“Dizem que lar é o lugar onde seu coração está.” Suspirou. “Mas nunca vim aqui depois que meu avô morreu.”
“Este é seu lar.” Rose olhou para ele, um pouco encantada. Não imaginava como alguém poderia chamar um lugar tão sombrio como aquele onde muitos bruxos das trevas viveram.
“Um deles.” Explicou. “Vamos.”
Enquanto eles caminhavam, a Weasley reparou no incomodo de Oswin, mas não o julgou. Ela sentia algo estranho por estar andando por ali. Realmente estavam arriscando suas vidas. Se eles armaram para Scorpius com o avô, quem diria agora? Provavelmente deveriam estar esperando que em algum momento o tolo voltasse e pudessem pega-lo. Tinha medo que isso acontecesse. Ele estava sendo tão prestativo para encontrar as crianças que era surreal para ela.
“Precisamos nos separar.” Comentou. “Eu sei que existe algum documento antigo no meio dos livros do meu avô que falam sobre o outro esconderijo dos comensais... Ele nunca me deixou ver...”
“Certo.” Albus não parecia muito animado mais.
“Rose pode ficar com Albus. Procurem nos andares superiores. Eu e Oswin vamos procurar em baixo na biblioteca...”
“Acho que deveríamos correr.” O Potter comentou. “Estou com um pressentimento ruim sobre estarmos aqui.”
“Não é só você, Al.”
“Mal pressagio. ” Resmungou. “Okay, vamos lá...”
Juntos eles correram para dentro da enorme mansão e se dividiram conforme foi pedido pelo Malfoy. Do lado de cima, haviam muito cômodos, todos cheios de móveis antigos e outras coisas, o que fez Rose começar a imaginar se aquele lugar não era um labirinto. Nunca havia visto um lugar tão grande em toda sua vida. Ela passou por cada um dos quartos e salas até que de repente abriu um que tinha algo diferente... Era o quarto de Scorpius.
“Encontrei” Ela ouviu a voz do loiro ecoar pela casa, mas havia um desejo enorme dentro dela de entrar naquele quarto e quando o fez, desejou não ter feito. “Albus! Rose! Vamos embora!”
Havia um porta retrato pequeno em cima da cômoda, ela notou, mas não era um simples porta retrato. A foto... Aquela foto... Ela não se lembrava de ter tirado aquela foto com Scorpius. Na verdade, na mente dela, a única foto na qual apareceu ao lado dele foi a foto que Albus implorou para que tirassem para ter uma lembrança de seus melhores amigos durante Hogwarts... Mas aquela foto.
“Rose, vamos embora!” Disse Albus na porta do quarto, surpreendendo ela. “O que você está fazendo?”
“Nada.” Respondeu, abaixando o pequeno quadro. “Eu já estou indo.”
“Está bem...” Ele respondeu um pouco desconfiado.
“Onde eles estão? Por que estão demorando tanto?” Perguntou Scorpius um pouco impaciente, andando de um lado para o outro com o velho pedaço de pergaminho em mãos.
“Devem ter se perdido. Olha o tamanho desse lugar...” Oswin pareceu fascinado por alguns minutos. “Quão velho é esse lugar?”
“Não sei... Alguns séculos, eu acho.” Deu de ombros, mentindo em sua resposta. Ele sabia exatamente quantos anos tinha aquela Mansão, mas não estava com vontade de contar. Tinha coisas melhores para se preocupar do que aquilo.
De repente, ele ouviu um barulho de algo socando a porta.
Não. De novo não.
“Vamos dar o fora!” Gritou Scorpius puxando o homem consigo. “Rose! Albus!”
“Estou aqui!” Gritou Albus da escada. “O que houve?”
“Eles estão aqui! Precisamos dar o fora... Onde está Rose?”
“Bem atrás de... Merlin!” Disse olhando para trás. “Rose! Rose, precisamos ir embora!”
“Socorro!” Rose gritou o mais alto que podia.
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