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24 XXIV
Foi fácil cair em uma rotina como um casal, mesmo com a bagunça que estava acontecendo no mundo. Cassiopeia e Jorge — e Fred, que também morava com eles — haviam se afastado de qualquer loucura do mundo ao seu redor. Dumbledore tinha sido morto recentemente e Você-Sabe-Quem estava vagando livremente e causando estragos por todos os lugares do mundo, mas era fácil para ela se fechar em sua bolha de paz e negar qualquer perigo. Ela não se envolveria com a guerra, então por que se preocupar?
Em sua casa, Cas e os gêmeos dividiam as tarefas domésticas igualmente e, felizmente, a pequena casa significava muito menos espaço para limpar do que a de sua tia e — obviamente — A Toca. Cozinhar estava se tornando um pouco mais fácil e sua comida queimava cada vez menos nos últimos meses. Tudo bem, eles não tinham um sofá, mas a cama dela era a coisa mais confortável em que Cassiopeia já havia se deitado em anos, e valeu a pena o investimento, e uma poltrona fora suficiente para apaziguar Fred. Ele tinha uma namorada agora, e Cas gostava de acreditar que a liberdade de não morar com seus pais lhe dava mais ousadia para passar a noite fora e não se preocupar com toques de recolher ou regras.
Todo mundo estava correndo um pouco nas últimas semanas. O casamento de Gui e Fleur estava cada vez mais próximo e Cassiopeia seria sua dama de honra, o que significava que ela era responsável por ajudar a noiva com a maior parte dos preparativos. Além disso, o trio estava atualmente ampliando a loja para fazer entregas. As coisas definitivamente estavam indo em um ritmo acelerado.
Hoje, porém, tudo havia sido deixado de lado por um momento.
Hoje, Tonks e Lupin estavam finalmente — finalmente — se casando, e embora Fleur tivesse anunciado que Cassiopeia seria sua dama de honra meses atrás, sua prima havia dito o dia do casamento ontem — e ele era esta noite.
— Como estou? — Ela questionou, parando em frente a Jorge.
Verdade seja dita, o corpo de Cassiopeia estava definitivamente diferente de antes de se casar com Jorge. A última vez que ela havia experimentado o vestido que usava esta noite, ele estava muito mais apertado. Sua tia a alimentava bem, e a Sra. Weasley não ficava atrás. Sua própria comida, porém... Bem, ninguém morreria de fome em sua casa, mas sua comida não tinha gosto de nada, e Jorge e Fred não eram muito diferentes na cozinha. As opções que eles tinham todos os dias era comida queimada, comida crua ou algo com gosto de papelão.
— Linda. — Ele sorriu. — Mas se não sairmos agora, vamos nos atrasar.
Eles aparataram na casa de sua tia, e Tonks pulou para abraçar Cassiopeia assim que ela entrou em seu quarto.
— Cas! Achei que você nunca chegaria!
A loira revirou os olhos.
— Eu nem estou atrasada. — Ela protestou. — E... Uau.
Seus olhos percorreram o vestido de sua prima com um rosto surpreso. Dizer que ela não estava seguindo a tradição era um eufemismo. O vestido de Dora era azul-claro e não passava dos joelhos, e completamente cintilante.
Então aquela era a razão de ela ter pedido à prima para usar um vestido azul-escuro.
Quando Tonks a soltou, a jovem se moveu para falar com a tia e o tio, mas só teve um minuto antes que a noiva já solicitasse sua atenção novamente, oferecendo a Cassiopeia um buquê de flores todo branco que era uma clara versão menor que o dela mesma.
— Eu tenho que me casar! Vamos!
A loira riu.
— Alguma pressa?
— Muita pressa.
Cassiopeia sacudiu a cabeça, mas foi quem abriu a porta para o corredor e seguiu a prima até o jardim, onde seria o casamento, e sua tia caminhou na frente deles para avisar aos convidados que a noiva estava pronta.
Quando Cas saiu, Remus já estava parado — sozinho — em seu lugar no altar, e sorriu ao vê-la.
— Você terá uma grande surpresa. — Ela sussurrou antes de tomar seu lugar como uma dama de honra, de pé atrás de onde Tonks ficaria.
O casamento fora vazio, apenas uma pequena coisa com ela, Jorge, a família Tonks e alguns 20 a 25 convidados, incluindo o Sr. e a Sra. Weasley. Uma legislação anti-lobisomem recentemente havia sido aprovada que tornava quase impossível para os lobisomens manterem empregos, se casarem ou fazer quase qualquer coisa na sociedade, e todos tinham que ter cuidado.
A cerimônia foi rápida e a celebração começou logo em seguida, e Jorge foi rápido em puxar sua esposa para ficar de pé e dançar depois que os dois terminaram seus pratos.
— Nós deveríamos ter dançado mais em nosso próprio casamento. — Ele a girou.
— Você queria comer tudo na mesa antes de dançar. — Cas o lembrou. — E haverá casamentos suficientes no futuro para compensar isso. Estamos aqui agora, depois há Gui e Fleur, e tenho certeza de que Fred não vai esperar muito antes de se casar com Angelina.
Ele ergueu as sobrancelhas, surpreso.
— Você acha?
— Tenho certeza. — Ela confirmou. — Espere um ano e ele vai te chamar para ser padrinho. E você tem cinco irmãos, além da Gina. Acredite, nós temos casamentos o bastante pra ir nos próximos dez anos.
Ele riu e beijou sua bochecha.
— Tudo bem, então. Mas enquanto eu não sou padrinho de ninguém… — Ele mordiscou sua mandíbula. — Vamos apenas dançar.
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