— Tia Andrômeda. — Cassiopeia chamou, enquanto entrava na casa.

A moça entrou na sala de estar com Jorge — desta vez realmente acordado, pelo choque de ter sido magicamente arrastado com a namorada — ao seu lado, e sua tia franziu a testa em surpresa.

— Cassiopeia… E Jorge? — Ela disse lentamente. — Com uma mochila.

— Dumbledore me pediu para trazê-la para casa em segurança, senhora. — Ele explicou rapidamente. — E ele disse que você não se importaria de eu ficar aqui, dado o perigo de andar sozinho à noite esses dias.

A adolescente baixou a cabeça, constrangida, olhando para os pés da tia.

— Ele está certo. — Andrômeda suspirou. — É muito perigoso para você ir para casa agora, obrigada por trazê-la para casa em segurança. Você é bem-vindo para ficar, Jorge, tenho certeza que Cassiopeia não se importará de você ficar no quarto dela, se mantiver tudo num nível respeitoso.

A jovem Malfoy imediatamente sentiu seu rosto totalmente quente, e seu namorado corou da testa até o pescoço.

— Claro, senhora. — Ele assegurou a ela. — Eu vou usar o banheiro por um momento, com licença.

Assim que ele ficou fora de vista, Cassiopeia se virou para a tia.

— Me desculpe, tia Andrômeda. — A garota praticamente correu para se defender. — Eu não estava planejando…

Mas ela apenas levantou a mão para interrompê-la.

— Eu sei. — A mulher assegurou sua sobrinha. — Dumbledore estava certo em mandá-lo com você, não é seguro sair à noite. Se você precisar ficar com os Weasleys, me avise, por favor. Eu não vejo nenhum problema. Pessoas estão sendo capturadas ou mortas lá fora e você sendo… Você. É arriscado.

Cas assentiu devagar. Os Comensais da Morte provavelmente não ficaram muito felizes, com o fato de ela ter abandonado a própria família e seu provável futuro como membro. A menina não sabia muito sobre eles, mas tudo que ela sabia já estava nas mãos da Ordem.

— Eu vou falar com Ted. — Ela sorriu gentilmente para a sobrinha. — Eu confio que vocês dois vão manter tudo em um nível respeitoso.

— Oh, nós… — Cassiopeia limpou a garganta, totalmente envergonhada. — Nós não fazemos… Isso. Aquela coisa. Não.

Ela apenas assentiu.

— Você se importaria de verificar Dora antes de ir para a cama? — Ela pediu. — Ela não me parece bem e não quer falar comigo. Eu imaginei que você seria capaz de descobrir o que está acontecendo.

Cassiopeia confirmou, e caminhou silenciosamente até a porta da prima, batendo com as costas da mão.

— Tonks? — Ela chamou. — Você está acordada?

Sem resposta.

A menina loira abriu a porta ligeiramente, colocando a cabeça para dentro. Ela podia ver a figura da prima enrolada em seus cobertores. Seu cabelo estava em um tom muito normal de castanho sob o luar, o que a fez franzir o cenho. O cabelo dela ficava normal quando ela dormia? Cas não conseguia se lembrar.

— Tonks? — Ela tentou chamá-la.

Quando ela não respondeu, Cassiopeia fechou a porta atrás de si e foi até seu próprio quarto, encontrando Jorge sentado em sua cama.

— Tudo bem com a sua tia? — Ele questionou, claramente preocupado.

— Sim. — Ela disse calmamente. — Ela disse que eu tenho um passe livre para ficar na Toca, se eu tiver de ficar, só tenho que avisá-la. É perigoso lá fora.

O namorado da menina sorriu com a ideia, e a ela riu antes de tirar o pijama de dentro do armário, virando-se para ele.

— Você pode… Uh… — Ela limpou a garganta. — Eu preciso me trocar.

Os olhos castanhos de Jorge se arregalaram e ele pulou da cama.

— Eu vou esperar lá fora.

Ele fechou a porta atrás de si e Cassiopeia sentiu as bochechas quentes, enquanto um pequeno sorriso se formou em seus lábios. Mesmo em toda essa confusão, ele ainda conseguiu ser fofo.

Minutos depois, o namorado dela estava de volta e desajeitadamente deitado de costas, duro como um pedaço de pedra na cama.

— Jorge. — Cassiopeia chamou quase impacientemente, embora ela estivesse tão nervosa quanto ele. — Você pode relaxar.

Em resposta, o namorado dela deu apenas uma olhadela rápida em sua direção.

— Você primeiro.

A garota suspirou, revirando os olhos.

— Como você dorme em casa?

O namorado dela ficou um pouco confuso.

— De lado.

— Então vire de lado. — Ela instruiu lentamente.

Ele obedeceu, girando silenciosamente e ficando mais à vontade. Cassiopeia finalmente se virou na direção dele, depois do rapaz se ajustar na cama, encontrando um lugar perfeito, cruzando os braços na frente do peito, sentindo-os contra as costas do ruivo e se segurando para não abraçá-lo.

— Será que eu posso… — Ela começou, mas sua voz falhou, então a menina começou de novo. — Posso colocar meu braço em volta de você?

Jorge engasgou por um instante e ela viu quando a parte de trás do pescoço dele ficou um pouco rosa, um claro sinal de que ele estava corando.

— Tudo bem.

A garota se aproximou um pouco mais dele e passou um braço por sua cintura, abrindo um pequeno sorriso quando ele segurou a mão dela instantaneamente.

— Boa noite. — Cassiopeia murmurou, colocando a cabeça em seu ombro.

— Boa noite.