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Notas iniciais
Castle: Você demorou! Pelo visto a fantasia estava difícil de encontrar...
Castle disse num tom entre sexy e animado, vendo Kate entrar pela porta.
Kate: Lamento te decepcionar, Castle, mas eu não comprei uma fantasia sexy de arqueóloga.
Castle: Não? – ele perguntou ainda meio sem acreditar. Sabia que Kate era de fazer surpresas.
Kate: Não. – ela falou séria, trancando a porta. Quando se virou, encontrou os olhos desanimados do marido. Beijou-o no rosto e passou reto, indo em direção à cozinha. Castle se deu conta que realmente não havia nenhuma sacola com ela.
Castle: Então onde você estava até agora?
Kate: No meu apartamento, assinando uns papéis.
Castle: Ah...
Kate: As castanhas não ficavam aqui? – ela olhou procurando no armário.
Castle: Não amor, aqui nessa. – ele a virou.
Kate: Eu poderia jurar que era ali naquela outra porta.
Castle: E era, até semana passada, mas eu mudei.
Kate: Por que? Todos os aperitivos ficam ali.
Castle: Porque aqui é mais perto da cerveja.
Kate: Eu nunca vou entender sua lógica, Castle. – ela abriu um saco de castanhas e começou a comer.
Castle: Aconteceu alguma coisa? – ele notou o tom irritado dela.
Kate: É a tpm.
Castle: Nada que não se cure com uma boa sessão de “Duro de Morrer”! Você está lembrando da nossa sessão, não está?
Kate: Sim, claro. – ela sentou-se num banco e continuou a comer – Sabe amor, hoje quando eu estava no meu apartamento comecei a me lembrar de algumas coisas e...
Castle: Branco ou tinto?
Kate: O que?
Castle: Nosso vinho, branco ou tinto?
Kate: Ah... É... branco.
Castle: Ok, branco. Você estava dizendo que se lembrou de algo hoje?
Kate: Ah, não foi nada...
Castle: Ok, então enquanto você toma banho eu preparo nosso cinema lá no quarto – ele piscou – vai ser uma noite e tanto!
Kate: É, vai... – ela sorriu um tanto quanto desanimada, e foi para o banho.
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Castle: Amor, você está atrasada!
Kate abriu a porta do banheiro, saindo com um roupão.
Kate: Castle, você sabe que isso é um dvd e que podemos ligar a hora que quisermos, não é?
Castle: Atrasada mas muito cheirosa – ele a puxou, beijando-a no pescoço e inalando seu perfume.
Kate queria mostrar empolgação, mas só conseguiu dar um sorriso fraco e deitou-se na cama.
Castle: Está tudo bem?
Kate: Aham.
Castle: Não importa se você está de tpm ou desanimada, esse filme vai transformar sua noite! Preparada para a maior aventura de todos os tempos?
Kate sorriu sincera da empolgação dele. Castle parecia criança quando falava de “Duro de Morrer”.
Kate: Sim, preparada.
Castle: Então lá vamos nós!
Castle deitou-se também na cama, apagando a luz e ligando a tv. Algum tempo depois...
Kate: Ela nem é tão bonita assim.
Castle: Concordo que você ficaria muito mais sexy com essa roupa de arqueóloga.
Kate: Você queria mesmo me ver nisso, não é?
Castle: Ainda está em tempo, amor.
Kate riu e os dois continuaram o filme, mas um tempo depois ela aconchegou-se no peito dele e adormeceu.
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Kate acordou com o som alto de encerramento do filme.
Kate: Já acabou?
Castle: Se você quiser eu te conto o final. Ou a metade do filme que você perdeu.
Kate: Desculpa Rick, eu estava mesmo cansada.
Castle: Kate, está tudo bem?
Kate: Sim.
Castle: Mas parece que não.
Kate se sentou na cama, e Castle a acompanhou.
Kate: Eu estou um pouco chateada, só isso.
Castle: Com o que?
Kate: Com essa coisa de deixar meu apartamento...
Castle: Mas você mora aqui há meses!
Kate: Eu sei, mas é que... deixa pra lá.
Castle: Não amor, eu quero saber.
O olhar insistente de Castle fez com que Kate desse a resposta que ela não queria dar, pois realmente não queria causar discussão nem mágoas.
Kate: Eu não gostei do que você disse sobre ele.
Castle: Sobre ele quem?
Kate: Meu apartamento, Castle.
Castle: Ah... e o que eu disse sobre ele?
Kate: Você sabe.
Castle tentou se lembrar do que tinha dito exatamente. Ele tinha certeza que falara algo por falar, e agora já se arrependia, pois Kate estava visivelmente magoada.
Kate: Que o piso rangia, que ouvíamos os vizinhos... que você não sentiria falta dele... – ela finalizou com um tom mais triste.
Castle: Kate, eu... eu não quis dizer por mal.
Kate: Eu sei que a sua casa é muito melhor que ele, mas... ele era meu, entende? Meu lugar. O apartamento que eu comprei.
Castle: Kate, isso não tem nada a ver com o loft ser melhor ou não. Eu nem sei porque eu disse aquilo, juro.
Kate: Porque é o que você pensa.
Castle: E isso te chateou?
Kate: É claro que me chateou! Eu pensei que ele tivesse importância para você, por tudo que vivemos lá. Foi lá que você se declarou para mim, foi lá nosso primeiro dia dos namorados juntos...
Castle: E foi aqui que nós fizemos amor pela primeira vez... – Ele segurou as mãos dela – Kate, não é o lugar, somos nós. Não importa onde estamos, o que importa é que estamos juntos. Eu acho que eu disse aquilo porque ter você aqui comigo era o que eu mais queria na vida. Dormir e acordar do seu lado todos os dias, saber que não terei que esperar dias, horas para te ver, porque você está sempre aqui.
Kate pensou um pouco, enquanto ele fitava seus olhos e acariciava suas mãos.
Kate: Você tem razão, meu amor, não é lugar, somos nós. – ela se aproximou e o beijou.
Castle: Você está mesmo feliz comigo?
Kate: Claro que eu estou feliz com você, Rick! Me casar com você era tudo que eu queria – ela sorriu – Eu só fiquei assim porque... porque lá era meu cantinho, meu lar. Eu me reconhecia lá.
Castle: Mas aqui é também seu lar.
Kate: Não Rick, não é...
Castle: Como não? – ele se afastou e a encarou.
Kate: Rick, o loft é perfeito, todo lindo e funcional mas...
Castle esperava enquanto Kate procurava as palavras.
Castle: Mas...?
Kate: Ele é a sua cara. Eu quero dizer, eu entrei aqui e ele já era todo assim.
Castle: Você não gosta do loft como ele é?
Kate: Não amor, ele é perfeito. É só que... não tem nada meu na sala, nem na cozinha, nem ali – ela apontou para um aparador de fotos.
Castle: Kate, essa é a nossa casa, você pode mudar o que você quiser!
Kate não respondeu, e ele procurou os olhos dela.
Castle: Você não sente como se fosse a sua casa, não é?
Kate: Eu não sei nem onde ficam as castanhas!
Castle: Amor, presta a atenção: eu te amo, e nada no mundo me importa mais do que te fazer feliz. Se você quiser redecorar o loft, trocar tudo de lugar e até quebrar algumas paredes eu não vou me importar, desde que isso te faça feliz.
Kate: Rick, eu não quero nada disso... eu só quero que as castanhas não mudem de lugar!
Castle: Elas não mudarão, amor. Nunca mais!
Kate: Na verdade eu quero também mais espaço no closet e uma foto da minha mãe ali – ela apontou para o aparador.
Castle: O que você quiser, da forma que você quiser e quando você quiser.
Kate: Quando eu quiser?
Castle: É...
Kate: Então vamos arrumar o closet agora! – ela pulou da cama – tem tanta coisa que você não usa lá, amor, e eu realmente preciso de mais espaço para os meus sapatos.
Castle: Agora? Kate, é 1h da manhã.
Kate: Eu não to com sono, você ta?
Castle: Eu... Que diferença faz? – ele falou sozinho, pois Kate já tinha corrido para o closet.
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Castle: Da onde surgiu esse monte de caixa?
Castle entrou quase tropeçando. O chão do closet estava repleto de caixas de sapatos.
Kate: Eu trouxe mais cedo.
Castle: Onde é que cabia tudo isso no seu apartamento?
Kate: Eu não tinha que dividir o closet.
Castle: Vai ser difícil fazer caber nossas coisas todas aqui.
Kate: Não vai não amor, olha só, essa camisa por exemplo, eu nunca te vi usando.
Castle: É... realmente faz um tempo.
Kate: Um tempo? Rick, eu te conheço há 7 anos!
Castle: Ta, pode tirar.
Kate: Essa também... e essa também...
Kate nem perguntava mais, ia tirando as coisas a seu critério. Castle ficou parado na entrada do closet sorrindo. Ele estava adorando aquilo.
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Castle: Acho que já vou levando essas daqui.
Kate: Não amor, espera, tem mais essas duas.
Kate jogou mais duas peças de roupa para a montanha nas mãos de Castle, fazendo-o se desequilibrar e derrubar tudo no chão.
Castle: Ai não, e eu achando que a trabalheira estava acabando.
Kate: Acabando? Agora é que vai começar! Vamos, vai me passando os calçados.
Castle: Kate, são duas da manhã! Você vai mesmo arrumar tudo isso agora?
Kate: Vou, amor.
Castle suspirou resignado. Ele sabia que ninguém podia com uma Katherine Beckett determinada.
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Kate: Pronto!
Castle: Amém!
Kate desceu do banquinho e admirou o closet do chão.
Kate: Não ficou lindo?
Castle: Eu nunca pensei que teria um closet 90% feminino.
Kate: Que exagero, Rick. 70%, vai.
Castle: 80% e não se fala mais nisso.
Kate olhou o closet e realmente suas coisas dominavam.
Kate: Eu invadi demais o seu espaço, não é?
Castle: Invadiu – ele a pegou pela cintura – invadiu meu closet, minha casa, minha vida, minha cama, meu coração... E eu não consigo dizer qual deles me deixou mais feliz – ele a beijou delicadamente, enquanto suas mãos percorriam os cabelos dela.
Kate: Eu não quero mudar sua vida, Rick, eu só quero... fazer parte dela.
Castle: Kate, você já mudou a minha vida desde o momento em que eu te conheci. E você tem razão, essa casa é toda minha, mas a partir de agora ela terá um toque seu, onde você quiser, e como você quiser.
Kate: Rick, eu...
Castle: Não fique sem jeito, você já manda e desmanda em mim, vai ser fácil.
Kate: Eu não mando e desmando em você!
Castle: Ah não? E aquela história do “Nunca mais entrar no elevador com a vizinha do 408”?
Kate: Ela fica te encarando!
Castle: Eu adoro esse seu ciúme – ele riu e a prensou contra uma das paredes do closet.
Kate: Devagar, amor, não vai bagunçar tudo por aqui...
Castle: Sabe... Enquanto você arrumava tudo aqui eu estava pensando lá no seu apartamento...
Kate: Ah é? No que exatamente?
Castle: Naquela vez em que fizemos na mesa da cozinha, lembra?
Kate: Era uma vida de aventuras – ela riu.
Castle: Você tem razão, ele realmente vai fazer falta.
Kate: É...
Castle: Mas já que nós estamos redefinindo algumas coisas nessa casa, eu tenho uma sugestão. – Castle a sentou na prateleira, encarando-a, com as mãos subindo pelas suas coxas.
Kate: Que... sugestão? – ela já estava excitada com aquelas mãos explorando-a.
Castle: Como essa casa é meio lotada, e não podemos explorar outros lugares, eu decidi estender as funções do closet.
Kate: É... mesmo? – ela falou com dificuldade, enquanto ele a tocava intimamente.
Castle: É... e eu acho que você vai gostar...
Castle a empurrou mais com o corpo, o que fez com que algumas roupas caíssem dos cabides.
Kate: Mas eu acabei de arrumar... – ele a calou com um beijo, deixando-a sem ar.
Castle: Você bagunçou minha vida, agora eu vou bagunçar o seu closet. – ele empurrou as pernas dela com os fortes braços, enquanto a encarava.
Kate: Justo. – ela falou com dificuldade.
Castle: Justíssimo. – ele se encaixou nela, deixando seus corpos colados, no pequeno espaço que tinham ali.
Os movimentos, que já começaram rápidos, enlouqueciam os dois de prazer. Kate não saberia dizer em que momento foram parar no chão, em meio às roupas espalhadas. Apenas sentiu que rolavam um por sobre o outro, numa disputa sobre quem dominava quem. A brincadeira acabou com um sorriso mútuo, que veio enquanto alcançavam o prazer juntos, e juntos se entregavam ao delírio que era pertencerem-se.
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Kate: Eu já posso dizer que esse é o meu lugar preferido da casa?
Kate voltou a organizar os cabides, enquanto Castle recolhia as peças do chão.
Castle: Eu acho que é um pouco precipitado. Você mal conhece a lavanderia.
Kate parou tudo e o encarou. Ele sorriu malicioso.
Kate: O que me aguarda nessa casa, heim Richard Castle?
Castle: Espere e verá, meu amor. Espere e verá.
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