Holiday
4 USUK | RoChu | KorBela
Notas iniciais
— "Ninguém pode me parar, você você me completa, você é meu destino"– 100%, MBLAQ —
Alfred estava correndo pela neve, rindo. Desde que era pequeno que gostava da neve. Aliás, adorava o clima do seu país, por isso que sempre que tinha alguma reunião ou comemoração, insistia que fosse em sua nação. Afinal de contas, existia país melhor que o do herói?
— Artie, vem pra neve! — Ele gritou, acenando pro inglês.
Arthur estava sentado na escada, apenas olhando o mais novo se divertindo. Não entendia como ele conseguia passar tanto tempo lá fora sem ficar cansado... Ou pegar uma gripe.
— Alfred, devíamos entrar, você vai ficar doente aqui. — Falou, tomando um gole do seu chocolate quente. Ainda preferia o chá, mas não conseguia resistir ao chocolate que o canadense fazia.
— Pare de agir igual um velho! Daqui a pouco vai reclamar de dor nas costas, hahaha!
O inglês revirou os olhos. O americano podia ser chato quando queria, mas não ficaria irritado por causa de uma brincadeira assim. Afinal de contas, Alfred não estava fazendo nada dem-
— Bomba!
Então uma bola de neve acertou o rosto do inglês. Ele olhou incrédulo para o americano, que ria igual um idiota.
— M-Maldito! — Arthur se levantou, correndo e pegando um punhado de neve no chão.
— Não me pega! Hahaha! — Alfred saiu correndo, se escondendo atrás de umas árvores.
Arthur o viu uma hora e jogou a bola, mas acabou acertando a árvore. Então o mais novo continuou correndo, os dois desviando pelas árvores e rindo — até Arthur estava achando graça naquela brincadeira.
— Ora, Artie, já cansou? Não consegue pegar o hero? — Perguntou, encostando as costas numa árvore e respirando fundo.
Nenhuma resposta. O americano começou a estranhar.
— Artie? — Ele olhou em volta, confuso. Onde será que o inglês tinha se metido?
Então, de repente, alguém abaixou seu gorro, tampando seus seus olhos. Sabia que tinha sido encontrado.
— Te encontrei, idiota — Arthur falou, segurando a beirada da blusa do outro.
Então, rindo, depositou um beijo nos lábios do americano. Este corou, mas correspondeu ao beijo, apoiando as mãos na cintura do inglês.
E quando se separaram, Arthur se abaixou e jogou uma bolinha no rosto do americano.
— Venha me pegar, imbecil — Então voltou a correr.
Alfred, com um sorriso bobo no rosto, começou a correr atrás de Arthur. Adorava perder seu tempo com o inglês.
— "O coração pode sentir mudanças de frio e calor"– Jiu Shi Ai, Jolin Tsai —
— Wǒ kěyǐ jìnrù ma? — O russo perguntou, parando na porta.
— Shì, aru. — O chinês respondeu, tentando não se desconcentrar.
Mas então percebeu que não reconhecia aquela voz, e que ela estava carregada de sotaque. Virou sua cabeça e viu Ivan sentado numa cadeira, sorrindo.
— I-Ivan? — Perguntou, um pouco assustado — Não sabia que você sabia chinês...
— Eh, eu tenho andado com um pouco de tempo livre, então estou praticando.
E como se quisesse explicar o que tinha falado, o russo mostrou o dicionário em sua mão, sorrindo amarelo.
— Sua pronúncia está ótima, aru.
Então, com um sorriso no rosto, Yao virou o rosto, voltando a se concentrar na comida.
Ivan estava mentindo. Apesar de não estar com tempo livre, ele tentava aprender o máximo que podia sobre aquela língua, e estava orgulhoso de ter aprendido o básico antes daquele feriado na casa do capetalista.
Fazia aquilo porque sabia que o chinês tinha orgulho de seu país, e que era muito patriota. Era algo que o russo admirava, e sabia que o outro ficaria feliz quando aprendesse coisas de seu país. Sentia-se um pouco tímido por estar fazendo isso por outra nação, mas valeria a pena, não? Isso faria Yao gostar mais dele... Certo?
Não sabia. Era uma aposta cega. Quem lhe deu aquele conselho foi Feliks, mas não sabia se confiava muito em qualquer coisa que o polonês falava. E como Yao não tinha falado mais nada depois daquilo, Ivan achou melhor se retirar da cozinha... Poderia estar atrapalhando.
Então, em silêncio, se levantou, colocando a cadeira no lugar. Mas antes que pudesse sair da cozinha, Yao se pronunciou.
— Ne opazdyvayte k obedu, aru. — Ivan corou, então olhou pra trás, sorrindo.
— Ya ne budu.
— "E como alguém poderia rejeitar você?"– Green Eyes, Coldplay —
A bielorrussa deitou no sofá, encostando o antebraço na testa. Porque ela não podia ter paz nem no Natal? Porque ela sempre tinha que ser ignorada pelo irmão mais velho? Porque seus irmãos nem se aproximavam dela? Até Katya, que era a única que sempre ficava com Natalia, estava ocupada demais com Eduard.
— Nareul mukkgo gadundamyeon sarangdo mukkin chae — Ela fechou os olhos, tentando ignorar a voz que estava preenchendo a sala — Miraedo mukkin chae keojil su eobtneunde~!
O quarto do coreano era do lado do dela. Ela tinha que escutar o maldito cantando músicas do seu país durante horas e horas. Sem falar que quando os outros iam pro quarto dele, tinha que escutar três idiotas surtando por causa de malditas bandas coreanas.
— Ja yurobge biweo nuh go barabwa — Ele passou por ela, e quando viu Natalia no sofá, tirou um fone de ouvido — Oi Natalia-dongseng!
Ela respirou fundo, contando até mil e fazendo o caminho inverso.
— Oi Yong. Não vi que você estava vindo — Ela falou, fingindo um sorriso.
— Você não vai ficar ai, com essa cara toda tristonha logo na véspera de Natal, da ze? — Ele perguntou, parando do lado dele — Porque não vai se divertir com seus irmãos?
Ela abriu os olhos, olhando para o coreano. Ele só podia estar brincando.
— Eles estão ocupados demais.
— Katya?
— Com Eduard.
— Ivan?
— Você só pode estar brincando — Ela pegou uma almofada e tampou o rosto — Eles não querem ficar comigo, Yong, caso você não tenha percebido.
"Diferente de você e seus irmãos, eles não gostam de ficar comigo", ela pensou, mas não falou. Durante alguns segundos, pensou que ele tivesse desistido e saído de perto dela, mas então a almofada foi tirada do seu rosto. Bruscamente, diga-se de passagem.
— Estou indo na cidade comprar coisas que o Hyung me pediu, você vem comigo! — Então ele segurou a mão dela, a puxando e fazendo Natalia levantar do sofá.
— Yong, eu não disse que vou! — Ela falou, então ele se virou pra trás e sorriu pra ela.
— Vamos logo, Nat, te dou um sorvete se for comigo!
Ela corou um pouco — Nat? Era difícil ser chamada assim, até pela sua irmã. Então ela engoliu seco e respirou fundo.
— De mirtilo.
— Hahaha, vamos!~
Então eles saíram da pousada, pegando um ônibus para irem até a cidade. Yong se perguntava porque não gostavam de ficar com a bielorrussa... Afinal de contas, ela era tão legal.
Notas finais
A música que o Yong tava cantando, btw, é Lucifer, do SHINee.
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