Hold my Heart

3 Eu quero você - parte I


Notas iniciais
Esse capítulo situa-se dois anos depois do capítulo 2 (Só para quem não estiver atento às datas). Eu resolvi dividir esse capítulo em duas partes por que ele em um só ficaria monstruosamente grande. Muito obrigada a todos que favoritaram e estão acompanhando a fic! É com muito pesar que digo que ela está realmente chegando ao fim, mas já estou preparando projetos novos, todos (ou quase) com a presença do ilustre Rei Demônio Dragneel, hohoho! Então, já que a fic está acabando, quem quiser pode recomendar... Isso me deixaria muito feliz mesmo, mesmo, mesmo! Para os pervertidos de plantão, eu, Dalian, apresento-lhes o capítulo três de Hold My Heart.

Vila de Magnólia, Fiore. X12X7X437

Deu outro passo cambaleante em direção ao pequeno casebre na floresta escura. A visão de seu olho esquerdo estava ofuscada pelo líquido carmesim que escorria do corte no topo da testa, bem onde a pedra havia a acertado. A dor tomava conta de cada um de seus músculos, e mais um par de cortes fora adicionado à suas mãos, que mal haviam se recuperado dos arranhões anteriores. Buscou apoio em uma árvore, sentindo a textura da casca escura apodrecida e musgo, tomando uma pausa para respirar. Ela ergueu uma parte do vestido, e fechou os olhos, suspirando em frustração, imaginando o quão trabalhoso seria tirar todas as manchas vermelhas do tecido.

“Lucy.”

Soltando um pequeno guincho de susto, rapidamente levantou a cabeça para ver quem a chamou. Parado em sua frente, de olhos arregalados em um misto de raiva e preocupação, estava o Demônio que havia convocado dois anos atrás, e que passou a viver com ela, Natsu.

Ele estava em casa, bem, na verdade, na casa de Lucy, mas já sentia liberdade o suficiente para chamar o lugar de lar. Sua mestra estava demorando a voltar, disse que iria ao mercado apenas para vender algumas ervas e comprar algum alimento, mesmo com Dragneel insistindo em caçar algo para ambos, já que temia o que poderia acontecer a ela se fosse à vila, onde, além de sua má fama como “bruxa”, “amante de satã” e outras asneiras imperarem, boatos de que uma besta vivia na floresta, a mesma em que “bruxa” vivia, começavam a se espalhar. Sentado no batente da janela, esperava impacientemente por qualquer sinal dela, já cogitando a possibilidade de ir até a vila busca-la. Ouviu o som de folhas secas sendo esmagadas. Passos. Sentiu um cheiro familiar, algo como ferrugem... Sangue. Merda. Correu em disparada na direção do cheiro, não muito longe da casa, viu a garota encostada em uma arvore, não parecendo notar a aproximação. A primeira coisa que notou foi a quantidade alarmante de sangue que escorria por seu rosto, manchando as roupas. Ficou lá, estático, com os punhos cerrados em fúria, o que aqueles malditos haviam feito dessa vez? Quem ousou machuca-la? Eles iriam pagar!

“Lucy...?” Chamou mais uma vez. Vendo-a olha-lo surpresa. “N-Natsu!” Exclamou, desencostando-se da árvore e ficando ereta, como uma criança sendo surpreendida por um adulto.

Ele se aproximou mais, segurando delicadamente seu rosto machucado nas mãos “O que aconteceu?” Perguntou em uma voz estranhamente contida. “Nada. Não foi nada, eu caí. Só isso” Mentiu, olhando para um ponto qualquer. O Demônio travou o maxilar, respirando profundamente, não acreditando em nenhuma palavra dita anteriormente por ela “Vamos para dentro” Disse, passando um dos braços em sua cintura como apoio, ajudando a garota cambaleante a caminhar em direção a casa.

Ao entrar, sentou-a numa cadeira, logo trazendo um pano umedecido. Abaixou-se um pouco e segurou-a pela nuca, assim poderia apoiar melhor sua cabeça, pegou o pano e o passou em seu rosto, limpando o sangue que já estava em processo de endurecimento. Começou pela região acima da sobrancelha, depois passando delicadamente pelas pálpebras, as maçãs do rosto, seguindo trajeto até o pescoço, onde as linhas de sangue desapareciam gradualmente com as pinceladas do pano, desceu mais um pouco até a região acima do busto, sentiu a respiração da loira falhar por um momento, engoliu em seco e limpou o sangue que ali havia, não se atrevendo a descer mais. Foi até a uma gaveta, pegando algumas ervas medicinais que Lucy havia colhido mais cedo. Ainda em silêncio, pegou um pano limpo, molhou e colocou as ervas nele, enrolando-o e esquentando-o com o fogo proveniente de suas mãos. Se ele pode controlar o fogo? É claro que sim, uma habilidade bem útil, segundo Lucy. Apesar de tudo, ele ainda é um demônio. Abriu o pano, vendo a mistura entre as ervas e água quente. Em seguida, usou-o para limpar o corte, pincelando cuidadosamente, afastando os fios loiros da testa dela enquanto o fazia.

“Ai!” Gemeu de dor.

“Desculpe.” Respondeu em um tom calmo, a irritação de agora pouco lentamente se esvaindo. Suspirou de alívio ao ver que o corte não fora muito fundo, bem, ao menos não causou um estrago. Levantou mais uma vez. Pegando uma bandagem e colocando-a por cima do ferimento, olhou para as mãos arranhadas, novamente sentindo a raiva atingir seu ser a cada novo machucado descoberto. Ele pegou cada uma das mãos frias em suas quentes, cuidando dos finos arranhões nas palmas.

Lucy não tinha expressão, não deveria estar surpresa, pois já havia se tornado algo um pouco frequente, porém não conseguia deixar de ficar embasbacada com todo o carinho e devoção que o Demônio mostrava por ela. O jeito que segurava suas mãos como se fossem feitas da mais delicada porcelana, todo o cuidado na limpeza de seus machucados. A preocupação excessiva dele por ela. Tudo formava um misto de emoções que ela não saberia dizer exatamente o que é, por mais que tivesse uma ideia, e optasse por ignora-la. Era simplesmente impossível.

Natsu levantou e saiu da sala, indo em direção ao banheiro, enchendo a banheira de pedra polida com água do poço e esquentando. Voltou, parando em frente à loira “Vá tomar banho, a água já está quente. Quando voltar cuidarei dos outros ferimentos.” Disse com o olhar severo. Ela assentiu, levantando “Ah, Lucy.” Parou na soleira da porta ao ouvir-lo. “Sim?” “Precisamos conversar.” Falou em uma voz dura. Virou para olha-lo encontrando-o de costas, parando por alguns segundos para apreciar cada músculo definido que habitava o corpo do Demônio, descendo um pouco mais até parar nos glúteos.

“Pare de secar minha bunda e vá logo para o banho, mulher.” Resmungou ainda de costas.

E com o rosto em chamas, ela saiu correndo em direção ao banheiro. Ao chegar, tirou as roupas ensanguentadas e afundou na água, sentindo os arranhões arderem em contraste com a sensação relaxante que o calor proporcionava a seus músculos rígidos. O que será que ele quer conversar...? Natsu parecia realmente irritado hoje... Quando terminou de se lavar, secou-se com uma toalha, colocando uma calcinha e sua quentinha roupa habitual de dormir, que constava em um longo vestido folgado branco de mangas compridas feito de algodão. Quando voltou ao quarto, o viu sentado na pequena cama, a mesma em que ele costuma se esgueirar durante a noite, alegando gostar do cheiro da loira.

Natsu fez um gesto com a cabeça apontando para o espaço ao seu lado no colchão, onde ela sentou. O Demônio se virou um pouco para encara-la intensamente “Onde conseguiu esses machucados?” Perguntou. “Eu já disse qu-” “Não. Você não consegue me enganar.” Suspirou ele “Eu quero a verdade” Emitiu cada palavra vagarosamente, se aproximando. Ainda estava presa no olhar flamejante da besta em forma de homem a sua frente, estavam tão próximos que ela conseguia sentir o hálito de canela contra seu rosto. “Você não pode ter a verdade.” Respondeu com a voz tremula. “Por que, Luce?” Suplicou, por que insiste em esconder as coisas de mim? “Por que se você tiver a verdade...” Abaixou a cabeça, soltou o ar, sentindo um nó na garganta se formar e levantou o rosto novamente para olha-lo “... Pessoas vão morrer.” Sussurrou.

“Eu sabia, foi um daqueles malditos da Vila não foi? Vou fazê-los implorar por perdão nem que tenha que-” Se levantou da cama, aparentemente ignorando tudo o que ela havia dito, mas foi parado por um par de braços finos cobertos por tecido branco, deixando apenas as mãos igualmente pálidas a mostra. “NÃO!” Gritou a garota em desespero. Não queria que ninguém mais morresse. Primeiro foram os cobradores de impostos, achados em um córrego com as mãos e línguas dilaceradas, depois a mulher que tentou queima-la com uma cruz de ferro em brasa, depois dois homens que tentaram estupra-la, e por assim seguia a lista, um total de 13 pessoas foram achadas mortas nos arredores da floresta nos últimos dois anos, todas eram pessoas que machucaram Lucy.

“Por favor, não. Não quero que ninguém morra. Os boatos estão aumentando, estão se tornando perigosos.” Implorou, afundando o rosto nas costas quentes dele. “Luce, não posso permitir qu-” “Eu já disse que não. É uma ordem!” Apertou mais os braços ao redor do homem. “Não posso obedecer a essa ordem.” Falou com a voz dura. “Mas é claro que pode! Sou sua mestra, me obedeça!” Gritou, soltando-o e pondo-se na frente dele. “Já disse que não posso!” Bradou de volta. “Por quê?” Exigiu ela com a voz chorosa. “Eu já disse que é por que não gosto que te machuquem!” Respondeu. “Só isso, Natsu? Tem certeza?” Havia algo mais, ela sabia disso. “Eu já disse que sim, Lucy!” Insistiu com a paciência se esgotando. “Mentira!” “Pare, Lucy”. Ambos gritavam. “Não vou até que me diga a verdade, droga!” “Pare!” “Me diz a verdade!” Assim que terminou de falar, foi prensada contra a parede por Dragneel “Eu te amo!”. E com isso, a loira sentiu todo o ar se esvair de seus pulmões. Já haviam tido essa conversa antes, ele já havia dito que tinha sentimentos por ela, mas nunca que a amava. “Eu te amo...” Sussurrou, derrotado, olhando-a com súplica “Eu te amo.”.

Ficou sem voz, apenas olhando para o demônio desesperado a sua frente. “Você não pode, Natsu... Você não...” As palavras foram morrendo à medida que ele a encarava com uma intensidade que ela não sabia ser possível. “Lucy...” Colocou uma das mãos másculas em seu rosto, acariciando a bochecha com o polegar, enquanto a outra mão rodeou a cintura fina, segurando-a possessivamente, trazendo-a mais perto, colando seus quadris, apertando-a completamente na parede “Por quanto tempo vai continuar negando a si mesma que não sente nada por mim, Lucy?” Soprou as palavras dando uma mordida no pescoço de sua mestra “Por quanto tempo vai continuar negando a si mesma que não me quer?” Passou o nariz por seu ombro, arrastando beijos até a mandíbula. “Natsu...” Gemeu, ganhando outra deliciosa mordida. “Admita Lucy...” Continuou sadicamente, subindo com beijos pelo maxilar até parar no canto da boca, fazendo a garota fechar os olhos em antecipação “Diga o que você quer” Roçou a ponta da língua no lábio inferior dela antes de puxa-lo com os dentes “Diga, Lu-cy...”. Ela deslizou as mãos pelos ombros largos devagar.

“Eu quero você, Natsu” Rendeu-se a ele.

Assim que os lábios se uniram, era como se milhares de pequenas explosões tomassem conta de ambos, acelerando seus corações. As línguas deslizavam, massageando e enlaçando uma a outra, ela suspirou assim que a do Demônio lambeu o céu da boca, puxando-o pelo pescoço com a necessidade de senti-lo mais perto. Sentiam um desejo incontrolável, um desejo que poderia ser comparado a uma bomba relógio que acabara de explodir, deixando-os em chamas. Natsu desceu ambas as mãos até as coxas da loira, agarrando o tecido da camisola, subindo-o até os quadris, colando os corpos cada vez mais. Em um impulso, envolveu os quadris dele com suas penas. As mãos acariciaram a cintura fina, descendo até a bunda perfeita, apertando o local com vontade, arrancando um gemido mais alto da garota.

“Prometa-me que serei o único.” Ele disse, fazendo seu coração bater tão forte que parecia querer sair de seu peito. Ofegante, levantou mais a cabeça para poder encara-lo completamente. A calcinha já estava completamente encharcada. Foi então que ela se tornou plenamente consciente do volume duro pressionado contra sua intimidade, fazendo-a tremer da cabeça aos pés, puxando-o para mais um beijo. “Você ainda não me respondeu, Luce” A voz baixa e rouca. Tão sexy e cheia de luxúria.

“Hmmm?” A garota gemeu vertiginosamente.

“Prometa-me que enquanto eu for seu você será minha. Prometa a si mesma pela eternidade. Prometa-me que serei seu único para o resto da vida e eu prometo que você será meu tudo. Eu a prometo minha mente, corpo e alma” Mordiscou o lóbulo da orelha, deixando beijos em seu pescoço.

Estremeceu em seus braços, sentindo a necessidade de fazê-lo feliz tomar conta de seu ser. Ela precisava vê-lo com aquele sorriso ridiculamente grande no rosto, com os olhos ônyx brilhando com malícia e emoção. Ele era o seu Natsu. Ele era dela.

“Eu prometo.” Sussurrou de volta.

“Você promete o quê?” Pressionou as pélvis juntas. O gesto a enviou um frenesi de luxúria, selvagem, fazendo-a gemer as próximas palavras, antes de beija-lo freneticamente.

“Sou sua, Natsu, eu prometo que sou sua!” Assim que ela repetiu as duas últimas palavras, ele repetiu os movimentos pulsantes de seus quadris.

Assim que os lábios dela se abriram em um grito silencioso de prazer, ele lançou-se para outro beijo, devorando sua boca com urgência, devastando-a com a língua. As mãos exploravam o corpo um do outro, sentindo cada centímetro de pele exposta, se deliciando.

“E-Eu... Eu...” Ela murmurou entre beijos ardentes “Eu te amo”.

Lucy disse as únicas palavras que ele precisava ouvir. Essas três pequenas palavras, sete simples letras, algo tão precioso. Seu coração parecia estar dando cambalhotas. Natsu se sentiu completamente cheio de ternura e devoção quando percebeu que Lucy realmente havia dito aquilo. E, pela primeira vez, o Rei Demônio Dragneel se sentiu amado. Ela era dele, e agora, não havia nada a fazer além de marca-la como sua e tornar cada desejo da alma dela sua razão para viver.

Notas finais
Hmmm, só um pedacinho do lemon que virá no capítulo 4! Ah, uma coisa importante, no início dos capítulos está escrito "Vila de Magnólia", mas Lucy mora na floresta, por que está escrito "Vila de Magnólia"? Sim, Lucy não mora exatamente na Vila, mora na floresta, mas, de certa forma, a floresta é considerada uma parte da Vila. As vezes Natsu é chamado de "homem" na estória, ele é um Demônio, chama-lo assim não estaria errado? Sim, Natsu é um Demônio, mas não, não estaria errado pois mesmo sendo um Demônio, Lucy não o enxerga de tal forma, ela de certo modo, o vê como um homem, humanamente falando Se gostaram favoritem e deixem uma review!' Hold my Heart está chegando ao fim, então, eu ficaria muito feliz em receber uma recomendação! Até o próximo capítulo!