Hold me again.

6 Capítulo 5.


Notas iniciais
SIM, ISSO É UM CAPÍTULO NOVO! Tudo bom, galero? ♥ Espero que sim c: Mais um capítulo postado com sucesso para vocês, tomara que gostem :) Tenham uma boa leitura e não esqueçam aquele famigerado comentário no final! Beijinhos ♥

É isso, James pensou, assim que abriu os olhos, naquela quarta-feira, depois da péssima noite de sono. Soltou um suspiro pesado antes de se levantar e caminhar um pouco pelo apartamento. Olhou o celular, cheio de mensagens – algumas de Sirius, nenhuma de Lily –, mas as ignorou completamente. Resmungou ao abrir os armários da cozinha, lembrando que não teria nada para comer ali. Tomou um banho, trocou as roupas e desceu do prédio para uma caminhada rumo a cafeteria mais próxima.

Ele esteve tão animado para voltar àquele lugar, mesmo que um tanto inseguro quanto as coisas estarem muito diferentes, e agora tudo tinha ido para o ralo. Amava Lily, por isso se sentia tão mal com tudo aquilo; seria bem mais simples se não tivesse seu melhor amigo envolvido. Queria estar com ela agora, queria vê-la ao acordar, queria ter ligado pra Sirius e marcado alguma coisa, ou simplesmente tê-lo visitado decentemente. Mas como olhar para eles sem imaginar suas bocas grudadas e salivas se misturando? Seu estômago deu um giro e ele preferiu pensar em outra coisa que não aquilo.

Ainda naquela semana, sua mãe tornou a ligar para combinar o almoço; no dia seguinte, lá estava ele, descendo do Uber para reencontrar os pais. Euphemia, emotiva, abraçou o filho, fungando um pouco.

— Mãe, para com isso – acarinhava os cabelos dela. – Eu não fiquei fora tanto tempo.

Seu pai lhe sorriu orgulhoso antes de também abraça-lo com alguns tapinhas em suas costas. James não tinha o que reclamar quanto a sua família, era a melhor que podia ter, sem sombra de dúvidas.

A casa continuava igual; grande, bonita e exagerada – James sempre achou isso, não que estivesse reclamando, eles tinham condições. Madame Rosmerta, que trabalhava para os Potter desde que James conseguia se lembrar, fizera praticamente um banquete. Ao fim, James sentia-se trinta quilos mais gordo/feliz.

— Bom, e o que pretende agora? – Fleamont perguntou, depois de uma longa conversa sobre o curso de James.

— Comecei a pesquisar algumas empresas que precisam de gente.

— Você sabe onde tem uma vaga, filho...

— Pai... – ele já sabia o que o coroa diria.

— O salário é bom, a carga horária também, você se sentiria em casa. Não tem por que não aceitar.

— Pai, eu sei. É tudo muito cômodo, por isso mesmo eu não quero. A empresa tá bem sem mim – os Potter eram donos de uma empresa de tecnologia, um dos motivos para James ter se apaixonado pelo ramo.

— Eu sei que você quer independência, James, mas você sabe que é uma oportunidade boa. A empresa é conhecida, você não precisa ficar nela pra sempre, mas tê-la em seu currículo seria bom.

— Eu... Vou pensar nisso.

E realmente iria. Fleamont tinha razão, a Escribbulus INC era uma das melhores de sua região, a chance era boa e ele a tinha na mão.

Na noite de segunda-feira, o Maroto resolvia algumas coisas pelo computador quando acabou pegando no sono; a TV ligada, as pernas jogadas sobre a mesa de centro, a cabeça pendendo para o lado. Acordou com o som incessante da campainha.

— Você jogou o celular no lixo? – Peter perguntou, assim que o amigo abriu a porta.

— Bom dia – respondeu, num bocejo.

— Dormiu no sofá? – Remus disse, observando a sala bagunçada.

— Uhum. Acabei cochilando – movia a cabeça de um lado ao outro; o pescoço doía.

— A gente te ligou pra caralho – reclamou Rabicho.

— Acho que o celular descarregou – esfregou os olhos. – Vou me vestir.

Eles tinham marcado de almoçar juntos, já que naquele dia Peter não trabalharia. Logo chegaram ao restaurante, o favorito dos Marotos, o Três Vassouras – levava esse nome por causa de suas donas, três senhoras com penteados um tanto peculiares; o local fez muito sucesso nos anos 70, as paredes eram cobertas com fotos da época.

— Você tem que conhecer a Tonks, ela é muito engraçada – Peter disse. Esperavam seus pedidos numa mesinha próxima a janela.

— Vocês falaram que ela é mais nova, fiquei curioso.

— Não é grande coisa – respondeu Remus, na defensiva. James arqueou a sobrancelha, parecia mais interessante do que ele imaginava.

— O que vocês não me contaram?

— Ela tem dezoito – Rabicho falou, risonho.

— Sete anos nem é tanto – Aluado retrucou. James riu.

— Não, não é. Mas vamos te zoar mesmo assim – o loiro bufou. – Você já ensinou muita coisa pra ela?

— Eu não dou aula pra ela, James, eu dou aula na faculd... – entendeu o real sentido da pergunta quando os outros dois desataram a gargalhar. – Pelo meu bom Pitágoras, vocês são horríveis!

— É bom ter você de volta, Pontas.

— É bom estar de volta, Peter – disseram, ainda entre risos.

— Isso quer dizer que você vai deixar esse desânimo e encontrar o pessoal na semana que vem?

— Não sei... – tamborilou os dedos na mesa, observando a rua.

— Você sabe que está sendo infantil, né? – ergueu os olhos pra encarar Aluado.

— Infantil? Ele tá sendo é idiota mesmo. Sirius tá mal, Lily também deve tá e você, claramente, tá pior ainda – Peter sempre jogava as verdades na cara. – E nem aconteceu nada demais. Tem que parar de ser tão encanado com as coisas.

A comida chegou antes que James pudesse dizer alguma coisa. Sua cabeça fervilhava, e continuou assim nos outros dias. Passou a maior parte do tempo procurando um emprego ou resolvendo qualquer coisa que surgisse, na intenção de não pensar em Lily. Mas lá estava ela, o perseguindo em seus sonhos, como na época da escola. Acordava suado no meio da noite, como se ela realmente estivesse lá para deixa-lo naquele estado.

Pensou no que os amigos lhe disseram, em como poderiam ter sido aqueles dias se estivessem juntos, lembrou da noite que passou com ela e no dia seguinte, quando socou Sirius. Estava tão confuso, frustrado, no fim mal conseguia se concentrar. Chegou a escrever mensagens do tipo "Oi" ou "Podemos conversar", não só para a ruiva como também para o amigo; nunca as enviou.

Além disso, ponderava aceitar o convite de seu pai. É uma boa oportunidade, realmente. Ainda não achei um ponto negativo relevante e preciso de um emprego logo. Mas também precisava de uma opinião, de alguém que dissesse que sim, era uma boa. E então ele pensava neles novamente, seu melhor amigo e sua (ex) namorada. Não suportava mais estar longe dos dois.

Para Lily, aquilo também estava sendo uma tortura. Sua vontade era sair daquele maldito apartamento e fazer alguma coisa. Gritar com Sirius, dizer que ele devia ter feito alguma coisa. Bater na porta de James, pular em seu pescoço, pedir desculpas quantas vezes fosse necessário, até que tudo ficasse bem. Mas nada parecia muito inteligente.

Marlene ligava praticamente todo dia, querendo saber se estava tudo OK ou se a ruiva precisava ser internada. "Marlene, pare de agir como se fosse minha mãe", ela respondia, rolando os olhos, por mais que a outra não pudesse ver. Sua mãe. Ela também soube da volta de James; ligou animada, curiosa. Lily contou toda a merda que tinha acontecido e Elizabeth pareceu murchar do outro lado da linha.

Ah, Lily... não se culpe. Essas coisas acontecem. Vocês vão ficar bem — foi o que respondeu.

Além de tudo que tentava afastar da mente, ela ainda precisava esconder os hematomas em sua mão. Já era bastante ruim lembrar dos acontecimentos por conta própria, não queria ninguém perguntando. Para sua sorte, era inverno, então podia usar luvas, assim ninguém do trabalho a questionaria.

Aquela semana foi tediosa para ela; sentada na frente do computador, as vezes um copo de café, as vezes uma xícara de chá. Tentava aparentar normalidade, mas a verdade era que todo o escritório ao seu redor parecia distante, os sons abafados, como se ela estivesse dentro duma bolha.

No final de semana que antecedia o último do mês, Remus praticamente a obrigou a sair de casa, carregando-a para uma pista de patinação, junto com Tonks. A garota descolada, de cabelos cor de rosa, sempre animava a todos. Tinha uma energia contagiante, até lembrava um pouco Marlene na época da escola.

— Hey, Lily, podemos conversar um segundo? – Remus chamou.

— Claro – deslizavam lado a lado, sobre o gelo.

— Como você está? – ela suspirou, sabendo o que estava por vir.

— Remus... eu não quero falar sobre isso.

— Ele tá mal.

— Nós três estamos.

— Você devia falar com ele – ela negou com a cabeça.

— Ele pareceu muito claro em relação ao assunto quando bateu em Sirius, não acho que se eu falar com ele vai ajudar em muita coisa.

— Lily, não dá pra vocês ficarem assim. Só vão se magoar, vocês sabem – ela permaneceu em silêncio; tanta coisa passava pela sua cabeça.

E se Remus tiver razão? Ele sempre teve razão. E se eu tentasse ligar, ou fosse na casa dele? Se conversássemos decentemente? Talvez até junto com Sirius, ela pensou nisso a outra semana inteira. Sentia tanta falta. Deitava na cama e não conseguia fechar os olhos, apenas encarava o escuro, remexendo-se por entre os cobertores.

Na última sexta-feira do mês, Marlene tornou a ligar.

Vamos, Lily. Você precisa animar um pouco — a garota dizia.

— Ele vai estar lá, Marlene.

Melhor ainda. Assim vocês conversam e James vê que o Sirius tá comigo, se é o que ele precisa.

— Não sei.

Te busco às vinte e duas horas, ok?

— Você não tem carro pra me buscar – a loira bufou.

Você me entendeu, Evans. Esteja pronta quando eu chegar — e desligou a chamada.

Ela não tinha se decidido se realmente iria ou não, mas, quando se deu conta, já estava pronta e enfiava a carteira numa bolsa. Não duvidava de nada que Marlene dizia, provavelmente a loira realmente a faria ir até o pub de pijama, era bom não arriscar.

A campainha tocou bem na hora marcada. Quando Lily atendeu, a outra tinha um sorriso que ambas conheciam como “hoje, a noite vai ser ótima”. Puxou a ruiva pelo braço e, sem demora, saiam da garagem do Edifício Gryffindor.

Lily sentia o estômago enjoar à medida que a distância diminuía. Marlene dizia alguma coisa ao seu lado, contudo, ela mal conseguia prestar atenção na direção, perdida em pensamentos. Se ele estiver lá, o que eu vou dizer?. Suas mãos suavam quando estacionou.

Engoliu em seco assim que entraram no bar.

Ele estava lá.

Notas finais
♡ Não seja um leitor fantasma, comente! ♡ Bom, esse capítulo foi pra mostrar um pouco mais o lado do James na história e a interação dos Marotos também (é isso mesmo, o Peter não é um desgraçado!). Me contem o que acharam e, meu Deus, será que eles vão se entender ou piorar as coisas? hehehe. Nos vemos no próximo capítulo ♥ * Demais notas: Antes de fechar, talvez goste de saber que eu tenho uma oneshot do Sirius (https://fanfiction.com.br/historia/706912/Eu_vivi_-_Sirius_Black/)! Dá uma olhadinha lá, você pode gostar :) Fotinhos das personagens e mais: http://weheartit.com/gabyramllo/collections/125635251-hold-me-again-fanfic ♥ Se gostaram da fanfic, adicionem aos favoritos e indiquem a um amigo; deixem uma ficwriter mais feliz :D Obrigada pela leitura, e voltem sempre ♥ * Fanfic postada também no Spirit Fanfics e Wattpad.