Hold me Down
8 Capítulo 7 – Just don't let me disappear
Capítulo 7 – Just don't let me disappear
Got no reason
(Não tenho razão)
Dean estava no hospital.
— Merda, Dean. – Elle esfregou os olhos. – Porra. Puta que pariu, seu idiota estúpido.
Ela olhou para onde Sam estava conversando com o policial, nervosa demais para se aproximar e dizer qualquer coisa.
Foi tudo por causa de um caso. Eles havia salvado duas crianças, mas Dean sofreu um choque elétrico e agora ela estava chorando como um maldito bebê enquanto esperava o médico que o estava atendendo.
Quando o ele passou por ela, ela o parou mesmo antes de Sammy se aproximar.
— Como ele está?
Sob esse nome, ela era sua esposa. Tinha sido uma boa escolha, pois ela estava chorando como uma.
Atrás dela, Sam pousou as mãos em seus ombros.
— Ele está descansando. O choque causou um ataque cardíaco.
— O que isso significa? – O caçador franziu o cenho atrás dela.
— O dano foi demais. Nós o deixamos confortável, mas... Ele só tem mais algumas semanas, talvez um mês.
O coração dela parou de bater.
— Não... Não. — Ela olhou para o homem alto e de pele escura. — Existe algum tratamento, ele não pode morrer... Você está errado. Tem de haver alguma coisa. Qualquer coisa.
— Desculpe, senhora, mas não podemos fazer milagres.
As mãos de Sam a apertaram levemente, fazendo-a se sentir ainda menor debaixo de sua figura.
— Você está errado. Tem de haver algo que você pode fazer, você tem que fazer alguma coisa.
— Eu sinto muito.
— Está tudo bem. – Sussurrou Sam, tentando acalmá-la.
Ela estava tremendo. Ele nunca a havia visto tão abalada.
— Não. – Ela olhou para o rapaz atrás de si e encarou o médico novamente. – Eles disseram isso sobre mim. Eles disseram que eu morreria, mas eu não morri. Você pode tentar mais e salvá-lo também.
Sam não sabia do que ela estava falando, e apenas observou quando a caçadora entrou no quarto de Dean como um furacão.
Ele parecia muito fraco, muito pálido e até mesmo magro.
Got no shame
(Não tenho vergonha)
— A programação diurna da TV é péssima. – Ele olhou para ela, que ficou em silêncio. – Você não está falando comigo? Eu estou morrendo, você deveria falar comigo.
O rosto dela estava congelado, e seu coração estava quase no mesmo estado, enquanto ele começava a falar sobre como ele simplesmente não tinha sorte.
— Pare de falar como se fosse morrer. – Sam disse atrás dela. – Você não vai morrer. Podemos fazer algo.
Eles conversaram, e ela não disse nada. E, quando ele saiu, ela não foi atrás. Em vez disso, Elle apenas olhava para o exterior através da janela.
— Você deveria ir. – O Winchester doente olhou para ela. – Você deveria...
— Não vou te deixar. – Ela olhou por cima do ombro. – Sam está pesquisando e eu vou ficar aqui.
Ela respirou fundo.
— Eu não vou te deixar.
E ela cumpriu essa promessa por um dia e uma noite inteira, não conversando e apenas olhando para fora. Ela não podia dizer nada, ou começaria a chorar de novo, e ela não queria que Dean visse como ela estava afetada.
— Eu sou sua esposa. – Ela finalmente disse, só na manhã seguinte. – Nós nos casamos... Nós nos casamos em uma igreja em Vegas, com apenas seu irmão e minha melhor amiga com a gente, quase três anos atrás. Jovens e irresponsáveis, foi do que nos chamaram. E estamos aqui até hoje.
Dean riu um pouco.
— E agora, minha esposa amorosa está aqui, não falando comigo enquanto estou morrendo. Um grande fim para nós, cheirosa.
Ela se virou para olhar para ele, seus olhos escuros carregados de angústia e raiva.
Got no family
(Não tenho família)
— Você acha isso engraçado? – Elle olhou para ele. – Acha que te ver nesta maldita cama é engraçado? Você acha que estou rindo agora?
— Não. – Ele olhou para ela. – Eu acho que você quer chorar, e é por isso que você está em silêncio. Eu acho que você não pode dizer nada, ou você vai explodir em lágrimas, porque eu te conheço bem demais, Elle. Eu acho que você está gritando comigo porque você sabe que não há nada que você possa fazer agora, então você está apenas de pé há 24h, assistindo o lado de fora sem saber o que fazer.
Ele a conhecia bem demais para ignorar toda a dor que ela estava tentando esconder.
— Vá para o motel, tome um banho e pegue umas roupas. – Ele instruiu. – Eu não vou a lugar algum.
Ela caminhou até a cama e beijou sua testa. Ambos fecharam os olhos. Essa foi a primeira vez que eles se tocaram daquela maneira em meses, talvez em anos.
Dean sentia falta do quão bem ela cheirava, mesmo depois de todo esse tempo sem um banho.
I can blame
(Pra culpar)
— Você devia dormir um pouco. – Ele disse quando a viu. – Posso te acordar em meia hora. Não se preocupe.
Ela hesitou, mas obedeceu.
Elle acordou com o som da porta e olhou para o relógio. Ela esteve dormindo por quatro horas.
— Por que você não me acordou? — Ela se levantou. — Eu disse a Dean que voltaria logo. Ele deve estar...
Quando ela se virou, sua voz morreu.
— Aqui? Você está louco? O que você está fazendo aqui?
— Me dei alta. – Ele sorriu para ela. – Não vou morrer num hospital, querida.
— Encontramos um cara, Elle. – Sam olhou para ela. – No Nebraska.
— Vamos então.
Just don't let me disappear
(Só não me deixe desaparecer)
* * * * *
Era uma igreja.
A porra de uma... Ok, ela não podia dizer aquilo sobre uma igreja.
— Sam... – Ela olhou para ele, estacionamento e ajudando Dean sair do carro.
— Curandeiro da fé. – Dean olhou para ela. – O que você prefere fazer, querida, me enterrar ou me cremar?
Ela revirou os olhos.
Naquele exato momento, ela estava aceitando qualquer coisa.
Se nada desse certo, ela só tinha uma última opção.
Não posso pensar nisso agora.
Olhando para dentro da barraca quando os meninos entraram, ela se abraçou, vendo quantas pessoas doentes estavam lá. Merda, ela queria chorar. Ela realmente queria chorar, e não entrou atrás deles.
Elle queria socar alguém, gritar, fazer alguma coisa.
Qualquer coisa.
Então ela ligou para John.
Ela sabia que Sam havia ligado para ele, mas ela ligou da mesma forma. Ela precisava.
— Seu filho está morrendo. – Ela conseguia dizer, soluçando. – Ele está morrendo, John. Você ficou comigo quando todo mundo disse que eu ia morrer, então por que você não está aqui com ele?
— Dean. – Ela ouviu dentro, e desligou o telefone, entrando.
Ela nunca havia entrado em uma igreja em toda a sua vida. Elle costumava brincar com Sammy que queimaria dentro de uma, mas isso não aconteceu.
Quando ela entrou, Dean estava andando na direção do homem na frente da congregação. Lentamente, fracamente.
— Deus. – Ela sussurrou para si mesma. Ela nunca tinha orado antes. – Já vi as piores coisas neste mundo. Eu vi todas as criaturas que qualquer um pode imaginar e isso é impossível de negar. Eu sei que você está aí, e eu sei que você me odeia, mas eu amo esse homem. Eu amo esse homem com todo o meu coração, mais do que posso suportar. Eu o amo como um amigo, e como um homem, e como um irmão. Eu o amo mesmo quando ele me odeia, e especialmente quando eu o odeio. Eu perdi minha mãe. Perdi meu pai.
Ela teve que respirar, sentindo suas mãos tremendo.
— Não posso perder o Dean também.
E quando Dean caiu, ela correu para lá como um furacão para pegá-lo.
— Dean. – Ela o segurou.
Ele não disse nada. Ele simplesmente ficou ali, com os olhos fechados.
— Dean. – Ela tocou seu rosto, percebendo que não havia tirado a aliança ainda.
E ele abriu os olhos.
I'mma tell you everything
(Eu vou te contar tudo)
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