Hold On Your Way Untill The Goodbye
11 Now just looking at you: feels wrong
Quinn:
Depois da minha saída do hospital, tive que me readaptar à minha nova rotina. Não foi tão difícil quanto eu achei que seria, todos me apoiaram e me ajudaram e à cada dia que passa eu dou mais valor ao Glee Club e percebo que, quando o ano acabar, vou sentir muita falta de todos eles, tudo será diferente pois terei mais responsabilidades, muito mais do que quando eu tive a Beth. Mas nos últimos dias eu tenho sentido um apoio muito forte do Joe. Ele me traz uma paz indescritível, talvez seja pelo fato de ele ser tão religioso e tão puro. Ou talvez porque eu esteja realmente me apaixonando por ele, mesmo que eu não tenha ‘planejado’ me apaixonar por ninguém. Mas creio que ele seja uma exceção à regra. Quando eu saio da sala de aula, vejo Joe em seu armário. Fico observando em silêncio e chego a conclusão de que ele é perfeito... Pra mim. Ele me vê e vem em minha direção. — Olá Quinn, tudo bem? É incrível como eu fico nervosa quando ele me olha nos olhos. — Sim, estou melhor a cada dia que passa. Sabe, Joe eu ando pensando muito no dia em que eu acordei do coma. Até hoje você não me disse como tudo aconteceu. — Não acho que valha a pena contar, afinal o que importa é que você está aqui, no meio do todos nós novamente. — Tudo bem, mas é que... Ah, enfim, deixa pra lá. — Tenho que ir pra aula, a gente se vê por aí. Ele me passou a impressão de que ficou nervoso com a minha pergunta. Rachel me disse que ele chorou no hospital; sei que ele é mais sensível que os outros meninos, mas ele deve estar sentindo alguma coisa que não quer me contar e vai ser muito difícil de descobrir.Joe: Depois que a Quinn voltou, tudo ficou melhor. Fico muito feliz em saber que ela está bem e que está por perto. Tento não pensar tanto nela, mas é impossível, ela é uma parte mim. Não sei como em tão pouco tempo ela se transformou em uma pessoa indispensável pra mim. Mas sei que não posso fazer nada a respeito. Não tenho direito de dizer a ela que gosto dela mais do que ela possa imaginar, ela tem muitos problemas pra resolver até o final do ano, tem a faculdade, não quero ser mais um problema. Quando eu a vejo é como se ela fosse um anjo, como se ela fosse o MEU anjo. Como se houvesse nós dois, em um raio de 1000 Km. E a pior (ou melhor) parte disso tudo? É que eu nunca senti isso por ninguém, aliás, nunca senti nada parecido. Quando saio da sala, eu a vejo parada, me olhando. Fico tentando adivinhar o que ele pensa ao me ver. Ela me pergunta o que aconteceu na noite em que ela acordou, no hospital. Penso rápido e acho melhor não dizer nada, melhor deixar tudo como está, evita maiores futuros problemas. Antes de entrar na sala de aula, encontro o Sam. — Hey , que cara é essa? — Nada, só estava pensando longe. — Olha, eu percebi que desde dia em que a Quinn se recuperou, você anda meio ‘longe’. Tá tudo bem, mesmo? — Sim, é que... Eu acho melhor não complicar as coisas, sabe? Tenho que ir. Não gosto de falar dos meus sentimentos pra qualquer pessoa, a única Pessoa pra quem eu falo é Deus, e mais ninguém. Sei que o Sam não é uma má pessoa, mas ainda não me sinto a vontade pra conversar com ele sobre esse tipo de coisa e ele já tem seus próprios problemas com o que se preocupar, não preciso importuná-lo com isso.Sam: Ando procurando me distrair dos meus pensamentos sobre a Mercedes. Não nos falamos há algum tempo e acho que está sendo melhor pra nós dois assim. Talvez ela não precise mais de mim, mas eu ainda preciso muito dela, ela faz muita falta no meu dia a dia, em tudo o que eu faço. E, vê-la aparentemente feliz, me deixa ainda pior. Me faz ver que, sem mim, a vida dela continua a mesma, enquanto eu fico sofrendo pelos cantos. Por isso, ultimamente eu ando procurando ajudar meus amigos, seja da maneira que for. E, eu percebi que o Joe anda diferente desde que a Quinn voltou ao colégio. Não soube o que aconteceu no hospital na noite em que ela acordou, mas com certeza foi algo que mexeu muito com ele. Joe ainda está muito fechado, talvez por ser o aluno novo e ter que se adaptar, mas vê-lo pensativo e isolado desse jeito anda me deixando um tanto quanto incomodado. Pergunto à ele o que está acontecendo e ele só me dá respostas vazias, acredito que ele ouviria a Mercedes, mas meu orgulho não me deixa ir falar com ela. Talvez ele ouça o Mr. Shue. — Mr. Shue? – Bato na porta e entro em sua sala. — Sim, Sam, sente-se. Algum problema? — Digamos que sim, mas não é comigo, acredito que seja com Joe. Ele anda se isolando e me parece que tem algo a ver com a volta da Quinn. — Olha, ele ainda está se adaptando, é difícil pra ele essa rotina do colégio. Mas o que a Quinn teria a ver com isso? — Não sei, ele não me diz nada... E ela também não. — Pode ser só coincidência. Se houver algum problema, ele virá falar conosco, está bem?
Não fiquei muito satisfeito com a opinião do Mr. Shue. Ele raramente percebe quando alguma coisa está acontecendo, a menos que seja descaradamente perceptível. Vou fazer Joe se sentir mais a vontade pra conversar comigo.Joe: Eu só preciso ficar sozinho. Aliás, sozinho não, eu e Deus. A sós. É difícil quando parece que todos estão me observando ou tentando adivinhar o que eu estou pensando. Talvez o melhor que eu tenha a fazer é voltar a estudar em casa, protegido. Vou pensar melhor sobre isso e, amanhã falarei com todos. Devo uma satisfação à eles que me acolheram ao Glee Club.
Notas finais
Depois de algum tempinho sem novos capítulos, estamos de volta HAHA. Espero que gostem; comentários e sugestões são bem-vindos. -A
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