Rachel:

Agora que a Quinn está de volta e todos estão mais tranquilos, não vejo a hora de remarcar o meu casamento com o Finn. Não estou sendo egoísta, eu só quero continuar o que eu havia começado, isso não é errado, né? Além disso, tenho receio de que o Finn desista de tudo; entendo que talvez ele esteja se sentindo mal por ainda não ter conseguido ser selecionado pra alguma faculdade, mas ele tem que ver o nosso lado. Nós podemos muito bem ser muito felizes juntos, mesmo ele cuidando da loja da ‘família’, é só ele engolir o orgulho bobo que ele ainda tem. E eu também não vejo mal nenhum ele ser meu ponto de apoio na minha futura-brilhante carreira.

Acho que precisamos conversar, o mais rápido possível, sobre isso. Aproveitarei o intervalo entre as aulas.

— Finn!

Eu o chamo pelo corredor.

Ele se vira e vem em minha direção.

— Oi, Rachel.

— Olha, precisamos conversar... Sobre o casamento.

— Achei que tínhamos combinado em esperar a Quinn se recuperar.

— Sim, eu sei, mas ela está de volta, não é? Eu acho que se esperarmos demais, podemos perder muito tempo e, sabe se lá o que pode acontecer daqui um ou dois meses.

— Mas... Não sei é uma boa ideia tocarmos nesse assunto de novo. Está tudo muito recente ainda e, talvez, as pessoas comecem a nos julgar de novo.

Não entendo como ele se importa tanto com o que os outros pensam.

— Finn, NÓS é que temos que nos importar, NÓS vamos nos casar. Se nossos pais e amigos acham cedo demais e etc. não importa. Porque nós estaremos oficialmente juntos, até que a morte nos separe. Mas tudo bem, se o que importa pra você é a opinião alheia, não temos mais que tocar neste assunto, okay?

Cansei de tentar explicar meu ponto de vista à ele. Sempre sou eu que preciso entendê-lo. Pra mim chega, se ele quiser realmente tomar alguma atitude em relação ao nosso casamento, que tome.

Mercedes:

É complicado amar alguém que não deveria, mais complicado ainda é quando você ama duas pessoas completamente diferentes e que mexem com os seus sentidos de maneiras distintas. E é exatamente isso que está acontecendo comigo.

Eu não canso de repetir pra mim mesma: Sam é um amor de verão, Sam é um amor de verão... Mas vê-lo todos os dias no colégio, não ajuda a fixar esse pensamento. Quando estou com o Shane, me sinto bem, em paz. Mas quando vejo Sam me sinto amada. Não é que o Shane não me ame, pelo contrário, pra ele ter me perdoado ele com certeza me ama, mas o Sam tem um efeito sobre mim quase como o Joe tem esse (lindo) sentimento pela Quinn.

De alguma forma, me vejo neles, mas ao mesmo tempo percebo que o amor deles é algo tão puro e sensível que eu sinto como se eu não fosse suficiente nem para o Shane e muito menos para o Sam.

Acho que preciso sumir por uns tempos, colocar minhas ideias no lugar e deixar meu coração em paz.

Kurt:

Durante a apresentação do Joe, hoje mais cedo, percebi que a Mercedes estava muito emocionada com tudo aquilo. Confesso que também fiquei. Mas ela estava com um olhar triste e, logo que acabou a aula, saiu da sala de cabeça baixa e não a vi desde então. Creio que está acontecendo algo entre ela e o Sam de novo, ou talvez ela queira que aconteça.

Não consigo ver ninguém que eu gosto triste, vou procurar fazer algo por ela.

Quando a aula terminou e a maioria dos alunos haviam ido embora, vi Mercedes andando pelo estacionamento. Não aguentei vê-la tão desanimada e fui até ela.

— Hey! Mercedes, você está bem? Vamos, te levo em casa.

— Não, tudo bem, prefiro ir sozinha, preciso ficar sozinha um tempo.

— Tudo bem, mas fique sozinha depois, preciso saber o que está acontecendo com você e não venha me dizer que ‘nada’ está acontecendo porque você sabe que eu sou persistente.

— Kurt, olha, não quero te incomodar. Só estou um pouco confusa, é difícil ver o Sam e o Shane, sentir algo pelos dois e não saber o que fazer, entende? Não é tão simples: Ah, estou com o Shane. Mas e o Sam? Como ele está se sentindo com tudo isso? Eu ainda me preocupo com ele...

Ela ficou com os olhos cheios de lágrimas e começou a chorar, ali na minha frente. Não aguentei a abracei e choramos juntos por uns 20 minutos. Depois nos recompusemos e conversei com ela.

— Mercedes, você é uma diva. E, divas não se abalam facilmente. O que seria da Madonna se ela chorasse sempre que se sentisse confusa? – ela ri da minha comparação- Seque essas lágrimas e pense com seu coração. Siga o que ele te disser.

— Mas se eu seguir meu coração, posso magoar alguém. Não quero fazer isso.

— E você vai deixar de magoar as outras pessoas pra se auto magoar? Não. Você vai fazer o que é melhor pra você!

— Acho que o melhor que eu tenho a fazer é ir embora por algum tempo.

— Pra onde?

— Não sei, talvez passar algum tempo na casa de alguns familiares, longe daqui. Preciso limpar minha mente e coração.

— Se você sente que esse é o melhor a fazer, faça. Mas você sabe que precisa avisá-los, certo?

Ela consente com a cabeça, dá um sorriso e eu a levo em casa. Fomos o caminho inteiro cantando alto no carro. Isso melhora o ânimo de qualquer um.

Sam:

Depois que cheguei em casa, deitei na minha cama e fiquei pensando em como a Mercedes ficou depois que Joe cantou aquela música na sua audição hoje. Pensei em ir conversar com ela, mas faz algum tempo desde que conversamos pela última vez, talvez eu é que faça mal à ela.

Enquanto estava perdido em pensamentos, meu telefone toca. O nome da Mercedes aparece no visor do celular e meu coração congela.

— Alô?

— Olá, Sam?

— Sim, sou eu.

— Eu tomei uma decisão e, achei que deveria te contar.

-O que aconteceu?

— Decidi viajar por um tempo, um mês talvez. Preciso reorganizar meus pensamentos e sentimentos. Mas eu volto. Não se preocupe. Se cuide.

Ela não deixou eu dizer mais nenhuma palavra e desligou.

Talvez ela ache que o melhor seja sumir, mas não vou conseguir ir ao colégio e não a ver. Não vou conseguir passar um dia sem saber que ela está ali.

Não posso deixar que ela faça isso.

Notas finais
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Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.