Notas iniciais
[AVISO] Antes de ler, é valido ressaltar que o seguinte capitulo "esclarece" o final da protagonista. Continue se você realmente quer saber o que aconteceu com a mesma. Caso prefire o final aberto, feche esta aba imediatamente! Boa leitura, Lysis :)

O telefone tocou dentro da caixa mais uma vez. Uma mulher abriu para pegá-lo e entregou-o para a senhora Rocha, mas ela o recusou, fazendo com que eu o pegasse. Olhei para a tela: sete chamadas não atendidas e uma mensagem.

— Você sabe que a culpa é sua, não sabe? – a senhora Rocha repetia para mim sempre que podia.

— Ângela, deixe o menino em paz!

— Pensei que você gostasse dela, quisesse o melhor para ela. Você destruiu minha família — haviam me falado para ignorar o que os outros pais dissessem, eu já tinha problemas suficientes para lidar, não precisava de outro. – Só peço para que você nunca mais fale comigo. E pensar que você ia para a minha casa. Passava o fim de semana com ela. Dizia que era sua melhor amiga!

— Vamos beber uma água. O que você acha, Ângela?

Assim que elas saíram dali, também me retirei da sala. Eu precisava tomar um ar. Fui para o lado de fora e tentei lembrar-me do que havia acontecido na noite passada, mas não conseguia, era impossível. Talvez a culpa fosse minha mesmo. Peguei o telefone que estava no meu colo para ler a mensagem. Era dele:

“Onde está, meu amor?”

— Samuel, os seus pais estão te procurando – virei o rosto. Era uma das enfermeiras de lá. – Está tudo bem?

— Ah, sim. Só um pouco de dor na cabeça. Já estou indo.

— Quer ajuda? – Com a cadeira, obviamente.

— Não, obrigada, já aprendi a me virar sozinho.

— Então vamos, aqui fora está frio! – Ela riu, mas eu não.

Quando estava entrando o telefone dela tocou novamente e Cauã brilhou na tela. Apenas recusei a chamada e desliguei o celular antes de entrar novamente no hospital, onde meus pais estavam me esperando para me levar de volta para São Paulo.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!