Notas iniciais
Oi! Desculpem a demora para postar. Tive dificuldade para digitar, já que quebrei o pulso faz quase uma semana. Esse capitulo ficou um pouco mais curto. Eu acho que ficou meio estranho. Enfim, leiam e me digam o que acharam.

Fiquei todo arrepiado. Depois daquela cena toda como que aconteceu no jogo, Savana foi levada para a ala hospitalar. Sonserina ganhou a partida porque Lyra apanhou o pomo naquele meio tempo em que eles iam para marcar o gol e Reiben começou a ficar estranha.

Fomos ver como ela estava assim que pudemos. Quando chegamos lá ela já estava acordada, conversando com Blake. Ele não largou dela nem quando a levaram para a enfermaria. Não sabia que eram amigos. Perguntámos o que tinha acontecido com ela e se estava tudo bem. Ao que parece ela não se lembrava de nada, apenas a bola vindo na nossa direção.

Agora estou andando com Thomas pelos corredores. A diretora estranhamente nos deu o resto do dia livre. Bom, melhor para mim.

—O que você acha que foi aquilo?

—Aquilo o quê?

—Aquilo da Savana. Quer dizer, ela tava muito sinistra, com aquela história toda de Criador, e Destinados, e Estrelas sei lá de quê… você acha que era uma profecia para você?

—E você acredita nisso?

—Depois que a gente a conheceu, eu acredito em tudo o que sair da boca dela.

—Pensei que você tinha dito “Não sou ingênuo que nem você. Só acredito em coisas que fazem sentido”.

—Disse e continuo dizendo. Reiben é uma excepção.

—Não sei Carter. Eu acho que aquilo deve ter sido alucinação dela. Afinal ela levou uma pancada muito forte, e a queda foi grande. Como pode ter sido premonição? O que raios é “O Criador”? para além disso, Savana não é nova demais para ser profetisa?

—É, pode ser. Mas que foi esquisito, isso foi.

—Uma coisa é certa, ela previu que o balaço vinha contra nós.

—Pois é, da mesma forma como fez lá na aula. Sério, eu ainda não entendo como ela consegue.

—É. Mas eu meio que me sinto culpado. Afinal ela só levou com a bola para nos proteger.

—Sim. Tenho que lembrar de oferecer qualquer coisa a ela no Natal.

—Você vai passar o Natal com sua família?

—Sim, vamos ver meus tios e meus primos em Miami.

—Os pais da Callie?

—É.

—Eles moram nos Estados Unidos?

—Tia Lucy tem uma taverna para bruxos lá. Foi lá que ela conheceu meu tio.

—Mas eles não se importam de mandar os filhos para tão longe?

—Nem por isso. A minha tia também estudou aqui, e adorava Hogwarts, então foi totalmente de acordo quando Amadeus veio para cá. E para além disso, a família sempre se junta durante as férias. Mas e você Thomas, vai passar o Natal com seus pais e seu avô?

—Não. Meus pais ainda estão em viajem, e meu avô foi ter com eles já faz alguns dias.

—Porque você não vai ter com eles?

—Minha mãe não gosta nem que eu pegue o trem sozinho. É só eu falar em avião que ela faz um escândalo.

—Hmm… então e porque não vem passar o Natal com a gente? Somos tantos, mais um não vai fazer diferença. E assim já não tem que pegar o avião sozinho, afinal meus pais vão estar lá.

—Tem a certeza? Eu não quero incomodar.

—Ah, deixa disso. Eu até ficava com peso na consciência se deixasse você aqui sozinho no Natal. Só tenha certeza de esconder Merlin, vai que meu tio decide pôr ele no forno. Você vai adorar o tio Carlson, é muito divertido. Vai te encher de comida até rebentar.

—Bem, se é assim, tudo bem. Hoje eu mando uma carta para meus pais e dep-

—Desculpa.- tinha que ser o idiota do Fiore. Nunca olha para onde anda.

—Não tem problema.- é impressão minha ou ele tá encarando Thomas com cara feia?

—Eu sei o que você é.

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Gaetano Fiore deambulava pelos corredores de Hogwarts com um livro debaixo do braço. Se dirigia ao Salão Comunal de Corvinal, no alto da torre no lado oeste da escola, quando esbarra em alguém.

—Desculpa.

—Não tem problema.- ele olha para o garoto magrinho e o encara. Franzino e desengonçado, cílios pequenos e feições banais. Nada naquele menino lembrava coragem, respeito ou grandeza. Gaete ponderou um pouco.

—Eu sei o que você é.- disse por fim, dando por fechado o curto diálogo. Saiu, retomando o seu caminho para o dormitório.

—Ei, Fiore!- Delano o chamava. Ele simplesmente continuou a andar, ignorando o mais novo.- Anormal.- Carter chingou, apesar de já não poder ser ouvido pelo outro, que se afastava calmamente, com os olhos azuis fixos no nada, perdido em seus pensamentos.

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Faltava uma semana para as férias de Natal. Hogwarts estava coberta de branco, e as salas húmidas e geladas da escola faziam os alunos tremerem, mesmo vestidos com as grossas capas do uniforme, e os cachecóis quentes com as cores das respectivas casas.

Tarde da noite, um casal sentado num dos frios bancos de pedra no exterior da escola. Conversavam enquanto observavam a paisagem invernal que assolava o enorme castelo.

—Mais cedo ou mais tarde eles irão acabar por descobrir. Você tem essa noção, certo?

—Amadeus, eles são crianças. Ainda é muito cedo para eles.- ele fitou a pequena mulher de cabelos lisos.

—Eles têm o direito de saber a verdade. Eles merecem saber quem são.

—Você tem razão, mas ainda é cedo demais. É um peso muito grande para se colocar nas costas de uma criança.

—Se isso continuar assim é muito provável que mais alguma coisa aconteça. Ou volte a acontecer. Você não vai conseguir esconder por muito mais tempo. Até quando planeia continuar?

—O tempo que for necessário. Eles ainda não estão prontos. Quando eles estiverem preparados, aí eu conto tudo. Não se preocupe, eles saberão quando a altura certa chegar. Vai correr tudo bem.

—Eu só espero que você esteja certa.- eles continuaram conversando durante algum tempo. Depois de uns minutos levantaram e seguiram de volta ao seu passeio noturno. Isso sem notarem na gata esguia que estava ali sentada desde que eles haviam chegado. O seu pelo era tão branco que ela podia facilmente ser confundida com a espessa camada de neve que cobria o chão e que de vez em quando caía das altas torres da velha Hogwarts.

A gata se levantou e se espreguiçou demoradamente, como se tivesse acabado de acordar após uma longa sesta. Observou o casal durante um momento, enquanto se afastavam. Por fim, talvez porque estivesse morrendo de frio, adentrou os corredores da escola. Tomou a direção oposta á deles e seguiu rumo ao aconchego do dormitório feminino da Sonserina, tendo cuidado para não trombar em Indina ou Ayin, que faziam a ronda. Se certificou de que ninguém a ouvia entrando e, finalmente, se deitou e se entregou ao sono.

Notas finais
E então? Qualquer comentário é aceite. Já sabem, personagens novos são aceites a qualquer momento, pode enviar os que quiser. Seja feliz e faça alguém feliz!