Notas iniciais
Essa não é uma história real, ela é apenas fruto da minha imaginação. :DEspero que gostem.

Lá estava ele com sua longa barba branca, suas vestes marrom, sentado olhando quatro jovens com uma varinha cada, praticando feitiços. Merlin vislumbrava os seus pupilos fazendo seus primeiros encantamentos.

A garota da ponta, vestida com um longo e azul vestido, lançava faíscas douradas da sua varinha, sempre anotando e corrigindo seus manuscritos.

A menina ao lado, com uma roupa amarela e um pontudo chapéu, conjurava da ponta da sua varinha pequenas bolhas em forma de corações que quando estouravam lançavam um perfume diferente para cada um que o sentia, Merlin por exemplo sentia cheiro de pergaminho antigo e seiva de jasmim.

Ao lado das duas meninas estavam dois garotos que pareciam muito competitivos entre si, ambos lançavam chamas e faíscas para cima e para baixo, o de toga vermelha lançava seus feitiços e olhava para seu pergaminho, seu colega vestido com uma capa e uma toga verde, conjurava seu feitiço e sempre olhava para o pergaminho do colega.

Logo após, Merlin se levanta com ar de imponente, dirige-se aos pupilos e diz:

— É uma grande honra tê-los aqui, a partir de hoje, serei o seu tutor, a vocês darei meu conhecimento. Descansem, pois amanhã será um dia de muito trabalho.

As duas garotas se dirigiram à cabana onde Merlin aposentava, saíram juntas, conversando sobre os feitiços e suas anotações, se davam muito bem, os dois outros ficaram e ouviram algo mais que seu mestre queria lhes dizer:

— Ambos tem grande futuro, mas se continuarem a disputar um com o outro, uma grande rivalidade surgirá e coisas ruins podem acontecer.

Os meninos saíram sem nada dizer, Merlin suspeitou, mas nada fez. Ambos foram na mesma direção, embora, com um distanciamento muito grande para quem segue para o mesmo destino.

Depois de tomados banho, os alunos e o mestre sentaram-se à mesa, com apenas alguns talheres, taças e pratos. Merlin bate duas palmas e um banquete de encher os olhos e a boca surge diante eles.

Todos olham para ele com um ar de duvida. — Como ele fez isso? Como ele produziu comida do nada? — pensavam os garotos. Merlin olha para todos, dá uma piscadinha com o olho e um sorriso de canto como se dissesse, "Depois eu conto como faço isso."

Logo a noite chegou, os quatro despediram-se e seguiram para os seus quartos. Merlin ficou olhando-os e pensando se num futuro distante, o que lhes foi ensinado seria usado para o bem ou para o mau.

O sol raiava na manhã do outro dia, todos levantaram-se e sonolentos tomaram café da manhã e se dirigiram a uma pequena sala com caldeirões onde Merlin os aguardava.

— Bom dia, bom dia, ainda estão dormindo? Vamos, vamos, todos para trás de um caldeirão. Hoje ensinarei a vocês a fazer poções, nos pergaminhos de vocês tem uma lista com duas poções. Boa sorte e bom desempenho.

No pergaminho de cada um estavam escritas as poções:

Poção Wiggenweld

Descrição: Uma poção muito fácil de fazer. Tem a função de recuperar a energia de quem a bebe.
Tempo de Preparo: 10 minutos
Ingredientes:
Casca de Wiggen
Muco de Verme

Modo de preparo:

Ferver o Muco de Verme em fogo médio e acrescentar a Casca de Wiggen.

Poção do morto-vivo

Descrição: Essa é uma poção muito poderosa, que faz a pessoa adormecer por muitas horas, ela tem esse nome, pois quem a toma fica tão sonolenta que chega a parecer um morto vivo e não consegue fazer nada durante o efeito da poção

Ingredientes
Losna
Raízes de valeriana Raiz de asfodelo em pó Vagem suporífera

Modo de preparo:

Picar raízes de valeriana e botar no caldeirão, após isso ela deve apresentar-se lisa e cor de grosélha, o ideal. Após feito, deve-se cortar a vagem suporífera e botar no caldeirão. Agora mexa no sentido anti-horário, que resulta em uma poção rosa clara. Adicionar a raiz de asfodelo em pó e a infusão de losna.

Passados alguns minutos todos tinham produzido perfeitamente a Poção Wiggenweld, chegara a hora de preparar a Poção do Morto-Vivo. Horas e horas passaram-se, todos pareciam exaustos, exceto Rowenna, dedicava-se muito à sua poção, todos a olhavam se perguntando o que ela estava fazendo, pois seu pergaminho estava todo riscado e reescrito.

— Já chega! — disse Merlin. — O tempo de vocês acabou, estamos aqui à pelo menos oito horas. — e saiu olhando poção por poção e em cada uma colocando uma pequena folhinha de menta. — Parabéns Salazar, a sua poção ficou boa.

O dito de Merlin logo fez efeito. — E então, eu consegui? — Perguntou o impaciente Salazar Slytherin, sentindo-se como se tivesse feito a unica poção que tivesse ficado boa.

— Calma garoto, ainda estou vendo todas as poçõ... — antes de terminar de falar se deparou com a poção da garota vestida de azul. — Oh, mas está perfeita, absolutamente perfeita! Tão perfeita que apenas uma gota deixaria todos nós sonolentos por meses! — Exclamou o mestre.

Enquanto Merlin testava as poções os alunos ficaram do lado de fora da sala de poções. Os meninos se exibiam em um duelo de feitiços e as meninas se divertiam vendo-os batalhar. Merlin logo chega com um sorriso entre a sua longa barba. — Parabéns a todos, as poções ficaram ótimas, — os alunos deram vivas — contudo -continuou Merlin. — uma poção em especial me chamou a atenção. — Salazar logo se adiantou para agradecer ao mestre, quando Merlin chamou Rowenna. — Parabéns menina, dentre todas as perfeitas poções a sua foi a mais poderosa. — O menino abaixou a cabeça envergonhado e saiu.

No dia seguinte Slytherin é procurado por seu mestre. — Você tem futuro, garoto, posso perguntar-lhe o motivo de ter saído daquela maneira após o resultado das poções? — Perguntou Merlin.

— É que eu estava tão decido de que eu teria feito a melhor poção que não aguentei tal decepção por minha parte. Então me sentindo humilhado por não ter conseguido eu sai envergonhado.

— Mas meu rapaz, isso não é motivo para se envergonhar. Todos fizeram as poções exatamente perfeitas, embora tenha que admitir que a da menina Ravenclaw foi a mais poderosa. Você é um ótimo bruxo e se deixar que esses pequenos detalhes o atrapalhe você pode ter muito a perder.

Merlin despediu-se do garoto e foi para a sua sala.

Passados alguns meses chegou o natal, todos os alunos queria ficar ao lado do seu mestre, mas este tinha alguns assuntos para resolver com um velho amigo, então as crianças voltaram para suas casas.

— Boa viajem para casa e feliz natal à todos! — desejou Merlin aos seus pupilos e partiu para a Bretanha.

Ao final das festas natalinas e retomada das aulas os meninos se surpreenderam ao chegarem e não encontrarem seu mestre. Acharam então melhor começar a praticar seus feitiços. Logo, Salazar puxou sua nova varinha da sua toga verde esmeralda e com um giro muito forte pronunciou "Serpensortia" e uma enorme cobra surgiu da ponta da sua varinha. Rowenna e Helga logo se afastaram, Godric não sentiu medo e ficou muito impressionado mas essa impressão logo foi tomada por um susto ao ouvir sussurros vindos de Slytherin e logo a cobra se foi em direção a floresta. Tudo ficou em silencio, Salazar puxou sua varinha e começou a se gabar dela.

— Vejam só, minha nova varinha, feita de olmo, núcleo de pena de fênix e fibra de coração de dragão. — O silencio continuou e todos estavam olhando para ele. — O que houve, por que estão parados ai, parece que viram um fantasma. — Perguntou o menino assustado. Gryffindor foi em sua direção e perguntou por que a cobra fugiu em direção à floresta.

— Você não ouviu o que eu disse? Não ouviu que eu que a mandei ir para la? — Perguntou o confuso Slytherin.

— Eu ouvi você sussurrar umas palavras estranhas, uma língua diferente. — Respondeu Godric. — As meninas também ouviram, pergunte a elas se quiser. — Continuou.

— Acho que por hoje ja basta de praticarmos não acham? — Disse Helga. E foi para seus aposentos ao lado de Rowenna. Os meninos resolveram deixar de lado o fato da cobra e decidiram ficar e treinar um pouco de Quadribol em suas vassouras.

Logo a noite chegou e todos foram ao Salão Principal, onde encontraram o seu mestre, sentado esperando os pupilos.

— Por que demoraram? Pensei que eu iria passar a noite sozinho.

Todos correram e foram abraçar Merlin que com duas palmas fez a comida surgir diante seus olhos. Foi um banquete de encher os olhos e a boca.

— Mestre, por onde andou durante as festas e mais cedo? — Perguntou Rowenna.

— Ah minha querida, eu gostaria de lhes dizer, mas vocês não entenderiam, ainda são muito jovens para se preocuparem com assuntos de um velho.

As horas se passavam após o jantar, todos riam e contavam piadas, a noite não parecia acabar. Mas Merlin logo se pronunciou.

— É bom vê-los novamente, esse tempo que estive longe me mostrou que estou apegado de mais a vocês. — Todos o olharam. — Não me olhem assim, sou só um velho sentimental, vamos, todos para seus quartos!

As crianças se despediram e foram para seus aposentos

Notas finais
Ainda em finalização, o capitulo 1 será bem grandinho. :D Espero que estejam gostando. Em breve, a continuação.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.