Hogwarts New Era
13 Quadribol.
Notas iniciais

Já havia um mês o qual as aulas haviam começado e com as rotinas já organizadas, os times de quadribol voltaram com os seus treinos e testes para novos jogadores. Com a saída de Bárbara Trix, a ex-capitã da Grifinória, Mérida foi escolhida para o cargo.
— Puxa, Capitã do time de Quadribol... Que responsabilidade... – Astrid observa enquanto as duas conversavam durante a aula vaga. Depois da queda de braço na festa do Coelhão as duas descobriram ter mais em comum do que imaginavam e com um certo incentivo de Soluço, as duas se tornaram, não amigas mas “colegas”. (rsrs)
— Nem me fale... Tem tanta coisa pra fazer, e os teste vindo, meus irmãos mesmo vão tentar... – Mérida fala bocejando.
— Cara e essas olheiras? Parece que não dorme a dias... – Astrid observa, a ruiva estava com olheiras fundas e pretas, com um olhar cansado e até mais pálida do que o comum.
— Eu não tenho dormido muito bem, estudando pra N.O.M’s... Tenho que me sair bem ou minha mãe vai ter um ataque... – Mérida disfarçou com uma risada forçada. A verdade é que a ruiva estava fascinada com o espelho que havia encontrado quando ficou perdida, agora todas as noites ia lá.
— Ta acabada... – Astrid falou rindo levando Mérida a rir também. Mérida estaria mentindo se falasse que não queria sair daquele vicio mas a questão era outra era como se o próprio espelho estivesse vivo, ela queria viver naquela realidade, mas não podia então iria se concentrar no presente e somente sonhando com o futuro, como fazia todas as noites.
— Oi Ferrugem! – Jack cumprimenta dando um beijo no rosto da amiga ,que faz uma careta de nojo e, logo se senta. – Vamos, brutamontes?
— Não acha que ta de muito bom humor não? – Mérida cumprimenta ao observar o sorriso do sonserino de orelha a orelha. – Vão pra onde?
— Não liga pra ele... – Astrid comenta rindo como se fosse uma piada interna. – Hoje serão os nossos testes... O Coelhão voltou como o capitão e pediu para o Jack e eu ajudarmos na seleção...
— Ou seja, um mega tédio! Vamos ficar vendo um bocado de moleques do segundo ano em diante correrem atrás de uma goles! – Jack falou revirando os olhos.
— Então não vai mudar nada do habitual de vocês né? – Mérida zombou de Jack rindo.
— Hm, a Ferrugem acha que tem intimidade... coitada... – Jack riu se levantando. Astrid cumprimentou Mérida com um toque de “manos” e logo os dois seguiram para o campo.
Depois de meia hora de pré-seleções Pascal, o Coelhão, escolheu uns cinco possíveis novos jogadores.
— O que vamos fazer com eles? Não podemos deixar para vermos se prestam em um jogo oficial que é na semana que vem... – Astrid falou dura.
— Vamos jogar uma partida e aproveitamos para fazer o treino... Estamos com o horário apertado... – Coelhão fala observando os tres meninos e duas meninas, todos do quinto ano.
— Tudo bem pra mim... – Jack respondeu.
— Fechou, então... – Coelhão falou dispensando os dois e mais três outros jogadores do time que estavam presentes. Havia gente o bastante para formar os dois times e espalhar os novatos no meio e nas posições que poderiam jogar.
Jack não era o tipo de jogador o qual se preocupava com a retaguarda, Astrid e Bruce, um rapaz grandão e com aparência de pouca esperteza do sétimo ano, sempre estavam em sua proteção e dos outros artilheiros e funcionavam como muralhas em suas costas mas, dessa vez a loira estava sozinha com um outro novato, sendo a única experiente na dupla não conseguiu cobrir tudo.
Ninguém sabe exatamente de onde veio, talvez da novata Amanda Schooter, a qual era enorme por sinal e com um olhar um tanto grosseiro. O balaço veio feito raio em direção ao prateado, o qual estava liderando o jogo com a goles para outro ponto, o atingindo com toda a força na cabeça provocando um estrondo ensurdecedor o jogando para fora da vassoura em uma queda de quase cinco metros. Os gritos eram gerais tanto das pessoas nas arquibancadas quanto dos próprios jogadores, o choque era muito grande para qualquer um fazer alguma coisa, apenas o assistindo cair direto.
Coelhão, por mais alto que seja era muito rápido na vassoura por tanto goleiro, partiu em direção do colega o qual caia depressa, mas antes que o alcançasse Jack já havia atingido o chão tendo o som amortecido pela grama. Por sorte, havia caído no campo e a grama o amorteceu prevenindo uma seqüela pior.
— Jack! – Astrid gritou finalmente pousando e indo até o prateado o qual estava desacordado e mole ao chão.
— Nossa, olha só a cabeça dele... – Coelhão avaliou ao ver a mistura de cores ao redor de boa parte de sua testa, o fato de ser albino só aumentava a ênfase do golpe em sua cabeça. – Alguém chame algum professor! Rápido!
Uma Elsa ofegante abriu caminho entre os curiosos da arquibancada até o monte de jogadores os quais formavam uma roda ao redor de Jack desacordado e com um roxo em sua testa.
— Por Merlin! – falou desesperada ao vê-lo no chão.
— Elsa! – Astrid falou surpresa ao vê-la no meio da bagunça. – Calma, ele vai ficar bem...
Antes que Astrid terminasse de falar a Prof. McGonagall veio com um pequeno grupo de professores prontos para socorrer o sonserino. Com um feitiço de levitação se dirigiram para a enfermaria.
“Como isto ocorreu Sr. Pascal? Eu exijo saber!” A diretora falava de forma meio desesperada olhando para o rapaz que seguia juntamente ao lado de Jack .
— Calma Professora... Astrid, descubra quem mandou o balaço e dispense o treino! – ele disse rápido enquanto saia deixando Astrid com Elsa e o resto do time que estavam meio chocados, ainda mais os novatos.
Astrid respirou fundo e deu algumas ordens mandando recolherem as bolas e mandando todos para o vestiário, havia muito curiosos ali.
— El, avise a Soluço... Ele pode contar para os outros e a decidimos o que vamos fazer... – Elsa concordou e partiu em direção ao castelo.
No Interior do salão comunal da sonserina, com todos os novatos e o time titular, Astrid tentou organiza-los para começar o interrogatório.
— Beleza, hoje ocorreu um infortúnio no time... Um dos nossos artilheiros, Jack... foi atingido por um balaço de origem desconhecida... – Astrid iniciou cautelosa mas com a firmeza de uma oficial militar. – Para os novatos: O Quadribol é assim mesmo... Levando bolaços na cabeça, caindo da vassoura... Sumindo por dias e até meses...Ainda mais para nós da sonserina que não temos frescuras...
Os meninos se olhavam meio temerosos, mas era uma realidade, o quadribol era um dos jogos mais admirados e violentos no mundo mágico. O resto do time já estavam acostumados com coisas assim, afinal, eram a Sonserina.
— Quero saber quem mandou aquele balaço. – Astrid foi direto ao ponto.
— O que acontece com quem jogou? – Alguém perguntou. Astrid suspirou irritada.
— Isso aqui não é brincadeira não! Decidam logo se estão conosco ou não! Seja um bruxo e admita para o seu time os seus erros, antes que eu mesma descubra. – bufou fazendo a turma tremer. E após alguns minutos uma mão hesitante se ergueu, o palpite estava correta, Amanda Schooter se levantou com um olhar vacilante. Astrid não se surpreendeu, a ruiva mal tinha senso de direção em cima da vassoura, mas sua força...era inigualável. – Muito bem, estão dispensados!
— E eu? – Amanda perguntou.
— Mais tarde eu falo contigo... – Astrid disse se retirando.
— Mas ele vai ficar bem? – Amanda perguntou relutante, fazendo Astrid rir um pouco. Aparentava ser uma menina assustadora e mesmo assim era sensível.
— Claro que vai...
— Como sabe? Já aconteceu antes?
— Não mas... ele é Jack Frost, gente que nem ele não morre fácil não... – A loira falou se retirando deixando a mais nova interpretar da maneira que poderia. Sem delongas foi direto para a ala hospitalar, encontrando lá toda a turma:
— Oi gente... Como ele está?
— Vai sobreviver... – Coelhão disse rindo. A cabeça do rapaz estava toda com um enorme curativo na testa e com o braço esquerdo enfaixado.
— Ele levou uma bela bolada... Vai ficar apagado por um bom tempo... – Madame Pomfrey falou por cima das vozes para o esclarecimento de quem acabava de chegar. – Na queda deu uma “rachada” nos ossos dos braços, ainda bem que trouxeram para mim...
— Descobriram quem mandou o balaço? – Elsa perguntou, Astrid nem havia percebido sua presença ali, estava tão quietinha ao lado do prateado.
— Sim, Amanda Schooter... Uma das novatas que estava fazendo o teste... – Astrid explicou. – O que vai fazer com ela? – se dirigia agora ao Coelhão.
— Ela está dentro... – Coelhão falou rindo.
— Como assim? Depois de arrebentar com a cabeça do Jack você ainda coloca a menina no time? – Mérida, a qual estava calada até agora, perguntou indignada.
— Claro, ela está no mesmo patamar seu e da Astrid, pode até passar... – Coelhão falou estratégico. – Com treino duvido que vai arrebentar outra cabeça...rs...
— Não as do seu time não é? – Mérida acusou. Coelhão revirou os olhos.
— Chega... Não o perturbem com essas brigas fúteis... – Elsa falou entrando no meio dos dois.
— Elsa está certa... Vamos... – Soluço falou por cima já puxando Astrid para a saída, acompanhado de Rapunzel que levava Mérida. Elsa olhou mais uma vez para o sonserino o qual teimava em sair.
— Me avise quando tiver noticias dele... – falou antes de se dirigir a saída.
— Logicamente... – Elsa falou sem deixar sua postura de diplomata cair.
Coelhão deixou o quarto levando toda a tensão, deixando Elsa sozinha com o prateado. Aliviada de tudo aquilo, se sentou ao lado do namorado.
— Que susto, Jack... – desabafou após algum tempo analisando suas feridas. Levou as mãos a mão dele, frias como sempre.
“ Iguais as minhas..” Elsa analisou rindo consigo mesma.
Ao perceber que já estava tarde, Elsa finalmente toma coragem para deixa-lo aos cuidados da professora. O susto e a tensão haviam sido suficientes para um dia só, Elsa pensou se aquilo se tornaria rotina agora que fazia parte da vida de Jack já sabendo a resposta.
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