Histórias de Rosálie Master
3 Boas Festas - 24/12/2009
Notas iniciais
Boas festas 24/12/09
EU ESTAVA COMPLETAMENTE EXAUSTA por que não havia nada pra fazer, a chuva caia cada vez mais, se eu estivesse falando com Leighton nós estaríamos sentados na sala jogando Playstation 3 e como todo o sempre, ele me venceria no jogo de cartas, mas não é como eu imaginava estava tudo de cabeça para baixo, eu estava completamente desorientada.
- Hoje é o Natal, hoje. É. Natal.. E está chovendo. – escuto a Sr. Ustleed cantar do 1º andar aonde ela acabara de acordar. – Rosa o natal não é a sua data favorita?
- Hã, é sim, é claro! – mas pessoa alguma me colocava pra cima agora, eu queria que Leighton voltasse a falar comigo, tudo bem ele tentou na escada, mais seria melhor se ele demonstrasse pra mim, o quanto ele me amava profundamente no fundo de seu coração, mas nunca estava preparada para o momento certo. Ainda dentro de mim com todas as conseqüências e casos, eu estava insegura demais para ter decisões precipitadas, com meu diário aqui sem duvida alguma me iria deixar calma, existem histórias minhas desde os 9 anos de idade e aos poucos eu fui achando os meus contos mais idiotas possíveis, o que já se passavam 3 meses.
Era 14h30min da tarde, a chuva já tinha passado e só estava caindo pingos das árvores no chão, fui em direção ao quintal quando surge em minha frente Leighton.
Meu coração disparou, minha respiração aumentou de 70 batimentos cardíacos para 140. Sua expressão era pálida demais para um ser, Tudo o que eu queria aconteceu menos à parte de me pegar desprevenida.
- Eu. Preciso. Falar com você. – dava para escutar seu coração batendo mais forte que ventania, sua respiração era igual a minha totalmente acelerada. – por favor, Rosa. – passei a sua frente dando de ombros, eu ia em direção a grande árvore onde ficava estacionado o nosso carro, para que ele pudesse vir atrás de mim.
Encostei-me à árvore, e sentei em uma pedra bem rochosa que ficava encostada na árvore, a pedra dava para duas pessoas então Ton se sentou ao meu lado.
- quem te contou que eu tinha namorada? – perguntou ele, com uma expressão bem mais calma. – isso não importa agora Leighton, você não me falou nada, nem se quer deu uma pista. – sua expressão voltou a ser o que era antes, mais nervoso. – importa sim, pra mim importa. – claro, eu vou te contar e você vai se enfurecer com essa pessoa e...- foi minha mãe não foi? – disse ele.
Respirei fundo, o mais devagar possível tentando ser discreta.
- NÃO. – menti tão mal que estava na cara que tinha sido ela. – eu sabia. – disse ele. – NÃO, não foi ela Leighton. – ele se retirou, foi em direção a cozinha onde sua mãe estava, sem duvida ele iria dar uma bronca nela. Por causa de mim.
A noite era fria demais para um natal comum. Em Los Angeles a temperatura aumentava a cada 5 minutos, nós estávamos cada vez mais congelando, nem os aquecedores adiantavam , apesar de ser 10 ligados na sala, e 5 em cada quarto, sendo que na casa tem 12. a ceia de natal estava linda, Chester, Pernil, coca-cola...Tudo para ser um natal mais que perfeito, se não tivesse os nossos problemas. Sentamos a mesa completamente emperiquitada.
A mãe de Leighton nem me olhava, já Leighton não tirava os olhos de mim, eu estava com um vestido de ceda, branco, cheio de flores avermelhadas.
A expressão que Leighton tinha era triste, triste demais para uma noite de natal quase perfeita, eu também não estava com essa animação toda apesar de o natal ser a minha data preferida, não tinha motivos alguns para eu sair quicando pela fazenda enorme. Como todos os anos esperaríamos até a meia noite até formos dormir, mas eu estava com a cara de quem não dormia a 1 semana sendo que eu apenas não dormi a essa tarde. O pai de Leighton contou uma piada sobre gringos, todos nós rimos, a noite de natal foi um pouco entediante por que a neve estava muito fria nós nem podíamos se quer sair para dar uma volta pela fazenda.
Leighton continuava triste, devia ser por que nós iríamos embora amanhã bem cedo, e então ele só iria me ver no dia dos namorados nas férias de meado de ano.
Então eu ia sentir muito ficar longe de uma pessoa que a 4 dias atrás estava falando comigo normalmente. Imaginei que Guto também sentiria muito, por que ele já estava namorando Sarah , irmã de Leighton , então esse com certeza não seria um dia agradável para eles dois.
Rezamos uma Ave Maria quando deu meia noite em ponto, os pais de Leighton costumavam ser muito católicos então era típico eles fazerem isso. Fiquei surpresa por que seria nosso primeiro natal ruim, na casa dos Foster apesar de outros antepassados serem perfeitos, isso não muda nada.
- com licença. – eu disse me retirando. Fui em direção ao banheiro de minha suíte super gigantesca, o banheiro era completamente perfeito, os azulejos todos brancos como neve e todos limpos, a banheira era completamente gigante, eu nunca tinha ido naquele banheiro, eu estava mais acostumada ir no de baixo, como de costume em minha casa. Me virei e vi Leighton sentado em minha pequena cama de 2 andares.
Meu coração disparou.
- O. Que você. Está fazendo. Aqui? – disse gaguejando quase por um momento demonstrando o meu nervosismo pleno. – eu precisava falar com você, escutar a sua voz novamente. Rosa. – suspirei.
- Fala então. – não vá embora, por favor Rosa. – pude ver o sofrimento em seus olhos.
Examinei seu rosto por um minuto.
- E. eu não posso Leighton, tchau. – desci as escadas disparada em direção a mesa com a ceia de natal, todos ficaram olhando para mim, eu devo ter descido com muita pressa e feito barulho enquanto eu pisava no chão.
Fiquei sem graça. Sentei em minha cadeira, e respirei fundo, imaginei que Leighton devia ter ficado lá em cima para dar um tempo, sem que percebessem que nós estávamos a sós lá em cima. Depois ele desceu bem suave pela escada como se tudo estivesse num mar de rosas, o que estava num mar de tempestade.
A noite estava mais longa do que eu esperava, Júnior o pai de Leighton ainda estava comendo , a avó de Leighton também estava presente, uma tartaruga comia mais rápido que ela.
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