História After You

29 Capítulo - Noite de Ano Novo - Parte I


De cara fechada, Owen começa a contar a Claire sobre um ex-colega de faculdade. Braddy Cooper, capitão do time de futebol da universidade, 6 vezes campeão do clube de pesquisas promovidos pela reitoria, sempre competia com Owen em tudo durante a vida acadêmica.

O que ele mesmo não sabia era que Braddy sempre teve inveja dele. Se Owen arrumasse uma namorada, Braddy fazia de tudo para tomá-la dele, e se não conseguisse arrumava duas mais bonitas apenas para competir. Owen nunca se importou muito, mas ficava bastante irritado e às vezes sentia-se humilhado com as provocações imaturas. Sem falar que um de seus hobbies era contar vantagens o tempo todo, o que deixava todos ao seu redor antipáticos com ele. Quando Owen termina, Claire teve certeza que ele era do tipo de homem que ela detestava.

— ... É isso... Ele é irritante, está sempre tentando ser o melhor em tudo. Jurava que nunca mais iria vê-lo depois da formatu... — Owen deteve-se quando sentiu uma mão pesada no ombro. Ele fechou os olhos e suspirou. Já sabia de quem se tratava.

— Olha se não é meu irmão, Owen Grady! O segundo melhor da turma. Porque o primeiro sempre fui eu, óbvio! — Braddy deu uma risada, que o loiro jurou ser forçada. — Quem é vivo sempre aparece, hein?

O ex-marinheiro vira-se para ele, forçando a melhor expressão de surpresa possível.

— Braddy Cooper, a lenda da Universidade... que surpresa em revê-lo. — Mentiu descaradamente.

Os dois homens se cumprimentaram em um breve silêncio. Era como se dissessem telepaticamente: "Que os jogos recomecem".

— Oh, me perdoe minha grosseria, amor. Esse é o Braddy Cooper, meu antigo colega de faculdade. Braddy, Claire Dearing, minha... — Foi interrompido mais uma vez.

— Sua esposa? Minha nossa Owen Grady, quem diria que pudesse me superar. — Ele havia a achado extremamente linda e sua pergunta a deixou sem graça. — Muito prazer, senhora Grady. — Cumprimentou-a flertando, sem Owen perceber.

— Olá Senhor Cooper! — Claire estica a mão o cumprimentando, da forma mais formal e séria que só ela sabia.

— É minha namorada. — Responde seco.

— Oh, sim. Claro. Ainda não casou? — Ele riu alto, um exagero. — Acredita que me casei oito vezes nesses nove anos?

— Mesmo? — Finge interesse, aproveitando para enlaçar a cintura da ruiva possessivamente.

— Nossa oito vezes? — Claire fica surpresa e segura a mão de Owen que estava em sua cintura.

— Sim, oito vezes. Mas você aprende muita coisa quando percebe que oito mulheres estavam apenas interessadas na sua grana né. Sabe como é.

— Que prepotente... — Owen murmurou no ouvido dela sem que ele percebesse.

— Então, por falar em dinheiro o que anda fazendo da vida? — Braddy pergunta e Owen trincou os dentes. Era a pergunta que ele temia receber aquela noite. Antes mesmo dele pensar em abrir a boca Braddy já estava falando. — Sabe aquele investimento que te chamei para participar comigo?

— Sim, o que eu recusei...

— Você perdeu milhões, Grady! No primeiro mês já obtive lucro de 50% do valor investido! Investi em dobro e cheguei a ultrapassar os limites. Hoje tenho três fazendas aqui nos Estados Unidos, onze apartamentos, sem falar nas minhas dez humildes propriedades espalhadas pelo mundo. Dubai, Japão, Canadá, França, Londres... e meus carros? Mandei fazer uma Ferrari com as minhas iniciais. Mas acredita que uso ela apenas para ir ao hipermercado? — Outra risada exagerada. Owen estava muito entediado, assim como Claire que observava o quanto aquele homem era ridículo. Cooper ficou falando por mais uns cinco fatídicos minutos sobre suas inúmeras propriedades luxuosas e milhões investidos na bolsa de valores. — ... E você? Me diz grande Owen Grady! Imagino que está a minha frente. — Desafia.

— Bom... saí da faculdade. Fiquei uns anos na marinha. Agora trabalho no Jurassic World...

— Jurassic World? Já ouvi falar. Aquele parquinho para crianças? Zoológico?

— Resort! — Corrigiu de mau humor.

— Oh. Imagino que seja o dono da ilha inteira.

— Sou adestrador de animais. Claire é a Gerente de Operações.

Braddy riu alto mais uma vez. Ouvir todo aquela sessão deboche, estava deixando Claire furiosa.

— Está de brincadeira! Ela é a gerente? Ela é sua chefe?

— Sim, a melhor gerenciadora daquele resort. — Ignora o deboche e beija Claire no rosto, orgulhoso.

— Não acredito que namora logo sua chefe. Sabe, jamais aceitaria ser mandado por uma mulher, você é um guerreiro. — Sim, ele era extremamente machista. Owen franziu o cenho.

— Uma pena, se não fosse por ela aquele parque estaria na lama. É o poder que só elas tem... eu e você estamos em desvantagem em relação a elas, meu caro. — Owen provoca. Claire sorri de canto e finalmente após pensar muito para não voar no pescoço daquele miserável, se pronuncia.

— Então Senhor Cooper, logo se vê o porque se casou oito vezes. Elas não deveriam ser interesseiras e sim você deveria ser um... — o olha de cima a baixo com desprezo. — ...um péssimo marido! Em relação ao "parque de crianças": É o maior parque e resort do mundo, cuidamos de Dinossauros! Já ouviu falar?...aqueles animais que foram instintos há mais de 65 milhões de anos... É uma honra para nós trabalharmos lá. E eu e Owen não temos problema com o nosso trabalho ou o cargo que cada um exerce. Meu namorado é incrível no que faz! — Sorri para Owen e retribui o beijo em sua bochecha.

Owen estava rindo muito por dentro, Braddy estava de boca aberta após ouvir aquilo tudo. Nenhuma mulher jamais ousou falar daquele jeito com ele.

— Uau senhorita Dearing... pode ter certeza que eu era o melhor marido. Não se engane. — Estava visivelmente abalado. Owen se segurava ao máximo para não rir. — Ok. Ainda prefiro investimento e valores. Quero distância daqueles bichos. Quem saiba eu invista em algum animal lá. É lucrativo? Imagino que não.

— Não se engane, Cooper. Nosso parque arrecada bilhões por ano. Faz o maior sucesso e não é só com as crianças.

— Tudo bem. Cada um com seus gostos peculiares. Quem sabe se você tivesse aceitado ser meu sócio... acredite, você não estaria limpando cocô de dinossauros em ilhas. — Brad dá as costas e some na multidão com um sorriso cínico.

— Desgraçado...

Claire vira para Owen rapidamente.

— Que sujeito mais nojento amor! Ridículo! — respirou fundo. — Você se arrependeu de não ter aceitado ser sócio com ele? — pergunta um tanto preocupada com a resposta.

Na verdade ele estava torcendo pra que Braddy saísse. Queria levá-la para o lado de fora e beijar aqueles lábios rosados, não o faria em público.

— Bom... não me arrependo. Apesar de não estar milionário eu pude aprender muita coisa durante esses anos. Talvez nem tivesse te conhecido.

— Você tem razão, tudo acontece por uma razão... — sorri com a resposta dele.

— Que tal sairmos ali antes de servirem o buffet? — Sugere sorrindo de canto.

— Eu acho uma ótima ideia! — o acompanha para o grande espaço do lado de fora.

Owen estava nervoso, parecia o primeiro encontro deles.

— Acho que você nem iria olhar para mim se eu fosse um engomadinho ridículo. — A abraça pela cintura, ficando bem próximos a fazendo rir.

— Você tem toda a razão! Amo você do jeito que é! — envolveu os braços no pescoço dele o olhando dentro de seus olhos. O coração dela estava acelerado e podia dizer sentir borboletas em seu estômago.

— Será? — Owen a olhava intensamente enquanto retirava uma mecha de cabelo dela do rosto. Estava encantado com Claire aquela noite.

O brilho nos olhos dela não eram apenas pelas pequenas luzes acesas que piscavam freneticamente, eram o brilho especial que ela tinha naturalmente, apenas. Ele notou as bochechas dela levemente coradas, não pela maquiagem e sim pelo sol que havia tomado em demasia na praia mais cedo. Isso sem falar nas pequenas sardas que ele achava fofo, mas ainda não admitia em voz alta. Ela tentava sempre escondê-las com a maquiagem. Owen tocou a bochecha dela em um breve carinho, mas logo escorregou a mão áspera pelo trabalho para o queixo da ruiva, fazendo-a erguer o rosto. A outra mão enlaçava a cintura fina dela, a mantendo presa.

— Claire Dearing, o que faz comigo?

A voz do homem estava pesada, ofegante. Fecha os olhos antes de permitir que seus lábios tocassem os dela, selando-os. Queria ter feito aquilo desde que a vira após ter se trocado. O beijo era calmo, suave, sem pressa. Owen pode sentir a doçura dos lábios dela, não sabia se era pelo champanhe ou pelo próprio batom dela. Ele gostava. Claire retribui lentamente aquele beijo, ela não precisava mais de nada para sua vida se tivesse Owen sempre ao seu lado.

As línguas se acariciavam na mágica sintonia que só eles tinham, ela explorava cada canto da boca dele, era como se fossem peças de um quebra cabeça que se encaixavam. Após alguns minutos sentindo um ao outro com os lábios selados, precisavam de fôlego e se separam lentamente.

— Eu não sei Grady... mas seja lá o que for, você faz comigo também! — dá um sorriso largo ainda ofegante.

Owen ia responder, mas logo avistou Braddy se aproximar com uma mulher bastante chamativa. Ela usava um vestido rosa extremamente colado no corpo e bastante curto. Os seios visivelmente cheios de silicone praticamente saltavam para fora do decote.

— Owen, Claire! Esqueci de apresentar minha nova namorada para vocês, Shirley.

Owen queria pegar Claire e desaparecer em um passe de mágica naquele momento.

— Oh, prazer Shirley. — A cumprimenta, jurava que era uma garota de programa. Braddy realmente tinha uns gostos peculiares.

— Olá Shirley...- A ruiva olha para os dois juntos e depois para Owen, queria muito rir naquele momento. Braddy realmente queria ser melhor que Owen, mas ele era patético.

— Olá, prazer conhecê-los! — Ela tinha a voz estridente e bem indiscreta.

— Então! Já que estão apresentados! — Braddy se pronuncia. — Que tal dividirmos uma mesa juntos?

— QUE ÓTIMA IDÉIA, DOCINHO!!!!!!! — Shirley gritou praticamente, batendo palmas. Bastante exagerada.

— Não acho que seja uma boa ideia! — Claire despeja as palavras sem pensar. — Quer dizer...é que não conseguimos mesa para dois, não vai ter para quatro. — tenta disfarçar a gafe, definitivamente não queria a companhia deles, queria aproveitar aquele momento a sós com o namorado.

Braddy a olhou cínico e Owen logo a puxou, a afastando dele.

— Ela tem razão... nos vemos depois. — Owen acena e a acompanha até a mesa mais reservada e aguarda serem servidos. Quando sentou-se, permitiu rir como nunca antes.

A ruiva o olha sem entender a reação dele e sorri, Owen ficava ainda mais lindo sorrindo, era incrível.

— Por que está rindo assim?

— Meu Deus... Não acredito que encontrei esse idiota... realmente não mudou nada... — Após uns segundos rindo até chorar, Owen só para quando o garçom chega trazendo o jantar. O ano novo estava chegando. Estava feliz por passar ao lado dela.

— Realmente ele é um idiota! — enquanto ele ria, Claire admirava-o em silêncio.

Após o jantar ser servido eles começam a comer. Estava tocando várias músicas, das mais agitadas até as mais lentas. Algumas bem conhecidas e que Claire gostava, o que a fez perder-se em suas lembranças durante. Ela tinha certeza que as dos últimos meses foram as melhores, relembrar tudo o que passou com Owen a fez sorrir. Owen estava morrendo de fome, comeu ignorando todas as regras de etiqueta.

— Vou te levar pra dançar depois. Espero que não toque nada muito animado, se não as pessoas vão ver um pato com derrame dançando na pista.

A ruiva começa e rir alto com a comparação que ele fez. Aquela risada que só Claire sabia dar.

Satisfeito, Owen a levou até a pista de dança, aguardando alguma música mais lenta. De longe pode ver Shirley dançando vulgarmente com Braddy, se esfregava nele sugestivamente atraindo os olhares horrorizados de quem estivesse por perto. Claire arregala os olhos para a cena e começa a rir.

— Meu Deus, que vergonha alheia. — após alguns instantes vendo aquela cena ridícula, começa a tocar "Photograph — Ed Sheeran". Claire segura a mão dele. — Me concede a honra desta dança?

— Quem tem que perguntar isso sou eu... — Owen a segurou pela cintura e começou a mover no ritmo da música.

— Você é bem atrasadinho...- brinca e o encara séria. — Quem você acha que está melhor depois de todos esses anos, Braddy ou você? — se movimenta no mesmo ritmo que ele.

— Você tem umas perguntas... Claire. — Owen revira os olhos tentando não pisar nos pés dela.

— Não precisa responder, já entendi! — irritada, se afasta lentamente, para ela aquilo foi que Braddy estava melhor. — Vou pegar um suco... — Vai em direção ao bar que tinha no salão.

Owen realmente pretendia responder, mas ela nem esperou. Ele a olhou se afastar no meio da pista de dança e logo sai dali se sentindo um idiota.

Ao chegar no bar, a ruiva pede dois sucos de laranja. Enquanto esperava sente aquela pessoa indesejada aproximar-se dela.

— Owen te deixou sozinha? Isso é um crime! — diz cinicamente Braddy ao chegar ao lado dela.

— Não! Vim apenas pegar uma bebida para nós dois! — responde friamente sem olha-lo.

— Qual é Claire?... eu sou bem melhor que ele! — Aproxima-se um pouco dela e a mesma se afasta. Brad solta uma gargalhada irônica.

— Você é ridículo, babaca! — pega os sucos e quando vai sair é segurada pelo braço. — ME LARGA! — diz em um tom alto.

— Esperai ruiva... Vamos conversar...

*

Claire estava demorando, Owen resolveu ir até o bar encontrá-la. Quando Braddy avista Owen chegar, ele solta o braço da ruiva.

— Aí está você... a contagem regressiva é daqui a pouco... — Olha Braddy desconfiado.

Ela estava com tanta raiva do Braddy que assim que ele a soltou e Owen a chamou, ela pega os dois copos de suco e joga na cara de Braddy, coloca os copos vazios em cima do balcão e puxa Owen pela mão para fora do salão. Não diz nada, apenas fica em silêncio.

Owen ficou tão chocado com a atitude dela que apenas vai atrás dela sem dizer nada.

Braddy tentou ir atrás dela, mas logo Shirley interveio, o levando para o banheiro.

— Claire? O que diabos você fez?

— Estou cansada de babacas, apenas! — diz sem olha-lo visivelmente irritada. — Será que podemos ir para outro lugar esperar o ano novo, por favor? — o olha nos olhos. — Aí eu te conto o que aconteceu.

Ele não diz nada, apenas a leva para o lado de fora. Os fogos já iram começar. Owen queria muito rir daquela situação.

— Não fica brava... — Beija o pescoço dela.

Ela o abraça encostando a cabeça em seu peitoral, enquanto olha os fogos antes da contagem regressiva.

— Você foi a melhor coisa que me aconteceu este ano... — sussurra. — ou melhor, na minha vida inteira! — o aperta mais forte.

Owen a ouvia apertando-a com carinho contra o peito. Antes de retornarem ao quarto queria provocá-la ao máximo. O loiro tinha uma mente maligna quando queria.

— Hmmm... — Mordiscou o lóbulo da orelha dela. — Esse ano foi especial para mim. Foi o melhor. Porque eu pude conhecer você de verdade e descobrir que é uma grande mulher.

— Eu também pude realmente te conhecer e ver o quão incrível você é...além de várias outras coisas! — sorri sedutoramente

O marinheiro agora usava as mãos pesadas para passear pela cintura dela.

— Sabe que eu estou com vontade de... — Aperta o bumbum dela discretamente a fazendo estremecer.

— E eu também eu estou com muita vontade...de tirar toda sua roupa... — beija o pescoço dele. — Mas vamos esperar virar o ano.

— Vou ter que esperar o ano virar?... Estou louco para abrir suas pernas e te amar com a língua... — Owen não iria leva-la para o quarto de imediato. Não sem antes vê-la subir pelas paredes.

— Owen... para...- sussurra com a respiração pesada, já estava completamente arrepiada só de imaginar. Passar a virada de ano fazendo amor com Owen, seria a melhor forma de começar o ano.

— Eu paro quando me disser que sua calcinha está encharcada por baixo desse vestidinho. — Sussurra provocantemente, ainda com a mão na bunda dela. Se certifica que ninguém estava olhando e a mão tocou a parte íntima dela por cima da roupa, fazendo um carinho. — Quer mesmo que eu pare?

— O que você acha? Tira a mão daí...- na verdade não era o que ela queria. Ela já estava com as pernas trêmulas. — Owen... aqui não é lugar...- eles estavam próximos a parede isolados no canto, estava muito barulho e tinham que falar no ouvido um do outro para poderem se ouvir.

— Não tiro não. — Owen teve o prazer de vê-la amolecer nos braços dele daquela forma. Aproveita e sussurra diversas coisas absurdas no ouvido dela. A ruiva começa a rir desesperadamente, não sabia se achava engraçado a situação ou se batia nele por fazer aquilo com ela.

— Isso não se faz Grady... Não se faz com alguém em público...- ela já estava desesperada para ir para o quarto, mas ainda faltava alguns minutos para virada.

— O que? Não disse nada demais. Só disse que vou fazer você gozar na minha boca hoje.... — Owen fala mais alto que o normal e disfarça rapidamente.

— Aí meu Deus...- começa a rir. — Acho que você está falando demais. — o puxa pela nuca selando seus lábios nos dele em um beijo intenso.

— Eu não acho... — Foi surpreendido com o beijo, que retribuiu com vontade a tocando sem pudor algum.

Eles já estavam colados na parede, suas línguas brigavam por espaço em um beijo apaixonado. Até que o ar foi necessário e se separam, ela o encara segurando o rosto dele com as duas mãos. Os olhos dele pareciam com os fogos de artifícios, queimavam de desejo assim como os dela. Owen teve que tirar a vontade de amá-la ali mesmo, do inferno. O membro latejava contra ela.

— Isso deveria ser crime.

— Crime é o que você faz comigo Grady! — Sorri de canto. — Não vejo a hora de resolvermos logo isso.

— Mas agora me diz... porque deu um banho de suco no Cooper? — Começa a rir.

Ela revira os olhos ao lembrar daquele idiota.

— Por que ele me importunou e deu em cima de mim. Nojento!

Owen fechou a cara.

— Já era de se esperar... maldito. Vou te deixar toda marcada hoje. Assim todo mundo vai saber que tem dono, Dearing. Vou te chupar tanto que vou ficar hidratado o ano que vem todo... — Esbanja um sorriso cafajeste.

Ela solta uma gargalhada.

— E eu que pago por Isso?... Não vai fazer nada disso! — se afasta dele para provoca-lo.

— Ah, vou sim. — A puxa de volta. — Não vai fugir. Como não tenho algemas eu te amarro com meu cinto.

— Eu te amo tanto, sabia?

— Sabia. — Diz Owen convencido.

Revira os olhos e dá um selinho nele demorado.

— Faltam dois minutos... Quais são suas palavras para esse ano que se vai e o novo que está chegando?

Owen pensa um pouco, perdendo o olhar no infinito mar atrás dela, pensa um pouco antes de falar.

— Só apenas o suficiente. Não quero muita coisa. Não sou bom com desejos Claire... — Revira os olhos. — Saúde, paz e bastante amor para nós dois.

— Muito bom Grady! — o dá mais um selinho. — Bom... eu só tenho a agradecer por tudo este ano e que ano que vem seja um ano próspero para o parque. — Sorri. — Que nossas famílias sejam felizes e com muita saúde... Assim como para nós dois e que possamos nos amar muito... — começa a contagem regressiva, Claire vira para olhar a queima de fogos e o mar. Todos contam ao mesmo tempo.

"10...9...8...7...6...5...4...3...2...1...Feliz ano Novo!!!!"

Ela vira rapidamente para ele e o abraça forte.

— Feliz ano novo amor!

— Feliz ano novo meu amor. — Owen aproveitou ela tão pertinho dele, para apertá-la contra si e depositar um beijo no topo da cabeça dela enquanto olhava os fogos explodindo no céu. Era uma visão e tanto.

A queima de fogos durou dez minutos e foi o tempo que eles ficaram lá admirando. Estava tudo muito lindo.

— E agora o que faremos?

Algumas pessoas se cumprimentavam abertamente, e Owen ficava de olho se não via certas pessoas indesejadas.

— Vamos comer uma sobremesa?

— Sério? — revira os olhos. — Vamos...

O homem segurou ao máximo o riso, ainda queria ganhar tempo. Ao se sentarem na mesa, ele deu uma última olhada para o rosto inocente dela, antes de colocar a mão na coxa, por baixo da mesa. A ruiva arqueou a sobrancelha com a ação dele.

— Uhm... o que quer Grady? — Sorri sedutoramente e passa o pé na perna dele, fazendo um leve movimento de vai e vem sugestivamente.

— Eu? Nada. — Owen queria enfiar a mão por baixo do vestido, mas o mesmo era longo. Dá uma última olhada a sua volta antes de subir o vestido dela até as coxas.

Claire se arrepia e segura rapidamente a mão dele.

— Owen...para! Aqui não...- as bochechas estavam coradas de vergonha.

— Eu só vou fazer um carinho! — Se justificou com a cara mais santa do mundo. Os dedos logo a tocaram por cima da calcinha. Assim que ele sente a umidade, o treinador sentiu que iria perder a cabeça ali mesmo.

A ruiva fecha os olhos e morde os lábios ao sentir sua mão. Até que lembrou aonde estavam e tirou a mão dele.

— Grady!!! O que está fazendo comigo? — tenta disfarçar.

— Já disse que estou só fazendo um carinho. Não posso? — Owen fez uma cara de dar dó. — Deixa?

— Aqui não! — Claire já estava doida de prazer. — Vamos para outro lugar... — sugere mordendo o lábio inferior.

O loiro ainda comia a sobremesa, a outra mão por baixo da mesa voltou a tocá-la.

— Para que se posso fazer isso aqui mesmo? — O dedo indicador escorrega para baixo do tecido fino da calcinha dela.

Claire o puxa pela gola da camiseta discretamente aproximando o rosto dele no dela.

— Você é um cretino! — o solta. — Vou ali pegar um doce! — levanta bufando da mesa e vai até a mesa que tinha as sobremesas.

— Dearing! Volta aqui!

Ela pega uma taça de pudim e volta para a mesa o encarando sem dizer nada. Senta um pouco mais longe dele e começa a comer, sem tirar os olhos dele.

— Não aguenta uma provocação, ruiva? Já era de se esperar. — Owen desafia.

Claire encara-o cerrando os olhos e para de comer na hora. Como ousava falar assim?!... Ela então tira o salto do pé direto e aproxima a perna por baixo da mesa até chegar na perna dele. Lentamente ela vai subindo o pé até sentir o membro de Owen e começa a fazer movimentos de vai e vem, estava sentada de frente para ele e sorri sedutoramente ao ver a expressão dele.

Se ela queria jogar, eles iriam jogar. O pézinho pequeno dela massageava o membro já duro igual uma rocha dentro da calça. Apesar de sentir um prazer absurdo, ele mantinha a expressão mais discreta possível.

— Quero ver vir sentar aqui do meu lado e aguentar... — Suspira a olhando como se fosse sua caça pronta para ser devorada.

Ela o encara da mesma forma, sua vontade era de ir correndo agarra-lo.

— Oferta tentadora Grady! — Sorri de lado. — Mas é melhor ficar bem longe de você...- retira o pé do local e coloca o sapato. — Vou lá para fora tomar um ar. — levanta e vai para fora, podia sentir a brisa do mar que refrescava aquela noite tão quente.

Owen cerrou o olhar. Terminou a sobremesa sem muita pressa e foi atrás dela minutos depois.

Ficou do lado dela com as mãos no bolso como se não quisesse nada.

— Eu não queria ser você hoje, Dearing. — discretamente procurava com os olhos um local nada movimentado.

— Não entendi, como assim? — o olha confusa.

— Inocente... — Dito isso, Owen a pegou pela mão e a puxou para atrás de um painel encostado na parede, depois dele dava para um pequeno jardim artificial no topo da cobertura. — Acho que não vem ninguém aqui... — Foram para o local mais escuro e começaram a se beijar como dois loucos.

As línguas brigam desesperadamente por espaço. Claire agarra a nuca de Owen como se não fosse soltar nunca mais, já esperava há muito tempo por aquele momento. Até que precisavam de fôlego e seus lábios se separam, mas sem um desgrudar do outro.

— Voltamos a ser adolescente? — Sorri. — Podemos ser descobertos! — Volta a beija-lo bagunçando desesperadamente os cabelos loiros dele.

Ele a beijava com urgência, passando a mão pelos cabelos soltos e macios dela. As luzes fracas quase não permitiam que ele visse cada reação contorcida de seu rosto, e cada mudança de intensidade no brilho dos belos olhos verdes de Claire. O cabelo loiro dele já estava um tanto desarrumado, mas por ele passou despercebido.

— Talvez. Mas não vamos... vou tentar ser rápido... — a cada instante, Owen tornava-se mais agressivo e envolvente, apaixonado e excitante. As mãos dele passeavam pelo corpo dela, e ela parecia corresponder cada toque.

Pela segunda vez, o beijo que eles trocavam era mais do que um beijo. Owen explorava a boca dela de um jeito ansiado, e ao mesmo tempo sensual. Seus corpos tremiam, seus corações batiam descompassados e, por vez ou outra, paravam um instante, deixando-os ainda mais sem fôlego. Dentro deles uma música parecia ecoar, incitando-os a continuarem e ousarem mais nas carícias.

Owen sentia-se, ainda, um pouco preso a seu próprio corpo. Seu coração dizia que queria o corpo de Claire colado ao seu, mas sua mente sussurrava que ele não podia, que era errado. Naquele lugar. E isso era o que tornava a ideia mais tentadora.

Aos poucos os sussurros desapareceram, dando lugar a um sentimento puro, que voltava com toda a força da saudade. Ele ousou passar a mão por toda a extensão do corpo da ruiva. Deslizou seus dedos sobre o fino tecido do vestido, apertando-lhe os seios, acariciando a cintura e por último tocando-a intimamente seu ponto úmido. Owen a encosta na parede em um ponto ainda mais isolado.

— Acho que não tem problema se formos rápidos não é... – Claire diz e volta a beija-lo- Mas não dá... esse vestido é muito longo...

As mãos de Owen eram enormes, era impossível não sentir algo ao ser tocada por elas. Eles estavam famintos um pelo outro, como se fizesse uma eternidade que não se tocavam.

Owen estava insaciável assim como Claire, ela queria tê-lo a noite inteira. Tê-lo ao lado dela, junto a ela e dentro dela. Ele era agressivo e ao mesmo tempo carinhoso, o que a fazia ama-lo e deseja-lo mais. Enquanto se beijavam ferozmente, mesmo com as mãos presa ao corpo dele, ela tenta abrir o zíper de sua calça.

O sabor do beijo dela, somado aos toques e sussurros em seu ouvido, dava-lhe uma sensação de plenitude. Aquele momento tudo estava perfeito, mais do que certo. Os braços dele a envolviam como há muito ela queria, e o beijo dele já se tornava tão exigente que apenas mais beijos e mais toques não suportariam por muito tempo.

Tendo noção disso, Owen levou a mão as alças do vestido dela e baixou uma das alças do vestido, parando por um instante para olhar a fundo os olhos dela. Estes tinham um brilho afogueado e doce, que visivelmente davam-lhe permissão para continuar com seu intento. Em instantes, Owen apreciava com carinho e, ao que Claire pôde ver estampado no brilho dos olhos verdes dele. Amor.

Um amor que há muito ele não via. Havia doçura e paixão, misturados com excitação e desejo. Era aquele brilho típico de quando os dois faziam amor. Um sentimento que os aquecia e os completava. Uma unção de corpos, um transbordamento de almas...

Nenhum dos dois falou nada, nem em consentimento e muito menos em protesto. Apenas deixaram-se levar pelos seus corações, que agora ordenavam que juntassem seus corpos logo, que se fizessem um do outro novamente, depois de tanto tempo separados.

Claire baixou apressada o zíper da calça dele, Owen a ajuda. Ele, por sua vez, desceu a outra alça do vestido dela, descendo-o até os ombros para logo o tecido fino deslizar pelo corpo dela e ficar esquecido no chão. Ele apreciou o belo corpo dela por um instante, antes de atrever-se a tocá-lo novamente. Delicadamente levou uma das mãos aos seios dela, envolvendo-o com carinho, ao mesmo tempo que apanhava seus lábios num beijo de tirar o fôlego.

Com a outra mão, puxou-a pela cintura até colar seu corpo com o dela, de modo que a distância entre eles diminuísse consideravelmente, tornando-se quase inexistente.

Por alguns poucos minutos Owen ainda manteve-se de calça, e apenas aproveitava o prazer que o toque dos seios dela com o seu peito lhe proporcionava. A pele dela continuava tão macia como ele se lembrava, e o beijo tão doce como sempre fora, e os toques tão carinhosos e arrebatadores como só ela podia ter.

Carinhosamente ele deitou-a sobre os degraus da escada, protegendo a cabeça de Claire com o braço. Com um mínimo esforço, desfez-se da calça e de qualquer outra roupa que ainda estivesse usando.

E ele ainda passou os dedos levemente por todo o corpo dela, fazendo-a tremer e gemer baixinho, para sua própria satisfação. As expressões de prazer do rosto da ruiva deixavam o ex-marinheiro de um jeito que nem ele mesmo sabia explicar. Era como se ele estivesse completamente dominado por aquela mulher, e que apenas o prazer dela o satisfazia ao máximo. E Owen certamente, não esquecera como fazê-la sua. Não esquecera dos toques que a excitavam e nem das palavras que ela tanto gostava de ouvir quando faziam amor. E muito menos do olhar carinhoso e apaixonado que ele lhe lançava um instante antes de unir-se a ela. Ainda deitada com a cabeça em seu braço, por um breve momento fechou os olhos, para sentir seu toque. Ela podia sentir a respiração ofegante dele o que a fez sorrir ao mesmo tempo que soltava leves gemidos. A ruiva abre os olhos e o viu ali do seu lado a olhando, seus olhos brilhavam como uma noite estrelada.

— Me ame...- sussurra quase sem forças, o desejo já havia a dominado por completo.

Para eles não tinha lugar certo para amarem um ao outro. Saber que o que estavam fazendo era errado, aumentava ainda mais a vontade e prazer. Como dois adolescentes no colegial.

A ruiva o puxa gentilmente pela nuca dando-lhe mais um beijo, mas dessa vez foi um beijo suave e calmo.

Quando ele finalmente a penetra, pode vê-la sorrir para ele, extasiada. O corpo de másculo de Owen comprimia-se contra o dela, proporcionando-lhe sensações devastadoras e vibrantes, maravilhosas em toda sua plenitude.

Owen, amavelmente, levou os dedos aos lábios dela, tentando faze-la ficar em silêncio, mas não resolveu muito. Quebrou o contato visual quando deu-lhe um beijo apaixonado, acompanhado de movimentos ousados e um pouco bruscos de seu corpo.

O beijo aos poucos foi se tornando violento e excitante, assim que sentiu o corpo dela tremer com mais força, e logo em seguida, o seu próprio. Até que em uma sintonia perfeita, chegam juntos ao ápice.

Owen deslizou para o lado de Claire, mantendo-a próxima o suficiente do seu corpo, de modo que a distância ainda fosse quase nula. Abraçou-a com muito carinho, suspirando em seu pescoço, provocando arrepios nela. Ambos estavam cansados, deveras, mas nenhum parecia saciado.

Com um olhar que Claire lançou a ele, Owen percebeu o quanto ela o queria, e pareceu saber que ele mesmo a queria como, talvez, nunca antes. Não se sentia satisfeito pelo amor que tinham feito, queria algo mais ousado e muito mais demorado, se possível, que durasse a eternidade.

Ele aproximou-se para um beijo, longo e demorado, até que suas respirações se acalmassem, durante alguns poucos segundos, para logo depois tornarem-se pesadas e sem ritmo.

Owen pode vê-la sorrindo para ele, que sorriu de volta, beijando-a em seguida, e carregando-a para o chão. O treinador colocou-a sobre a grama artificial, estavam cercados por arbustos, e a temperatura gelada da grama contrastou bruscamente com os corpos quentes dos dois, causando-lhes arrepios ainda mais excitantes.

Até ali, ainda nenhum dos dois tinham falado qualquer coisa. No entanto, mesmo sem palavras, ambos sabiam que o amor que sentiam naquele momento um pelo outro, era capaz de ultrapassar qualquer feitiço e quebrar qualquer barreira que os impedisse de se amarem.

Não havia forças contra as quais lutar sem ter a certeza de que venceriam e ficariam juntos. Não importava o quanto aquela noite iria demorar, ou se aquele sonho ira durar para além daquele dia ou não. O que importava é que, até ali, estavam juntos.

Mesmo sem saberem o que estava acontecendo entre eles, o porque de certas atitudes do passado, com aquele ato, naquele dia, saberiam que aquele era um amor para sempre. Teriam a certeza de que, a partir dali, ninguém seria capaz ou teria força suficiente para separá-los, ou deixá-los separados por muito tempo.

Notas finais
Aaaah mais um capítulo com muito amor para vocês Muitooooo obrigada por lerem!!! Por favor deixem seus comentários, queremos saber o que estam achando e conhecê-los. Sua opinião é muito importante para nós e nos ajuda a continuar escrevendo.