História After You
31 Capítul- Last day in Miami
Notas iniciais
— Vocês dois estão me seguindo? — Uma risada exagerada invadiu o ambiente. Owen sentiu uma breve náusea.
— Ah... você de novo... — Owen desdenhou.
— Estão preparados para mergulhar com o meu poderoso iate? Incrível né? Comprei essa belezinha em um leilão na Suíça. É minha primogênita. — Cooper dizia com o ar mais convencido de todos. Owen se xingou mentalmente pela ideia do mergulho. Quem diria que Cooper alugava o iate pra essa finalidade...
— Achei bem razoável seu iate, Cooper. Enfim, estou louco para mergulhar logo. — Ele sorriu envolvendo a cintura da ruiva. — Adoro esse lugar!
Claire até então que o encarava, achava ridículo a forma que ele se gabava por ter as coisas e definitivamente, foi a pior coisa tê-lo encontrado de novo. Ela o ignora dando toda a atenção para Owen.
— Eu também estou adorando amor. — Segura a mão dele que estava em sua cintura. — Vamos?
— Vamos...
A mulher que até então estava calada, se pronuncia.
— Prazer, eu sou Kate. Serei a instrutora de vocês. — sorriu largo, especialmente para Owen. Braddy percebeu e fechou a cara, Owen fingiu fez cara de paisagem. Claire percebeu o flerte para cima do namorado, o que não a agradou nem um pouco e a encara de olhos cerrados.- Já mergulharam alguma vez?
— Já! Muitos anos na marinha, treinávamos bastante mergulho. — Owen responde nostálgico.
Após o loiro mencionar sobre o passado na marinha, Kate começou a puxar assunto e ficaram conversando por alguns minutos. A vontade de Claire era de joga-la no mar e deixa-la lá, mas respirou fundo e ficou os observando.
Pouco tempo de conversa depois, Owen percebe os olhos verdes enraivecidos da ruiva e tenta disfarçar.
— Bom, que tal irmos logo?
— Ok, então tenho que te passar algumas instruções... — Claire pigarreia. — Passar aos dois, claro.
Todos entraram no iate, Owen estava ao lado de Braddy praticamente obrigado. Ele insistia em mostrar ao loiro a potência do motor.
Depois de alguns minutos chegaram a um lugar rodeado de grandes pedras, no meio delas se formava uma piscina de água extremamente limpa e azul, Kate entrou na água primeiro, Braddy ficaria cuidando do iate. Owen havia acabado de arrumar o tubo de oxigênio e em seguida foi ajudar Claire a pôr o dela, já estava pronto.
— Péssima instrutora essa... deveria explicar como colocar isso, não ficar flertando com homens comprometidos...- resmunga enquanto Owen ajustava o tudo dela.
— Eu sei minha branquinha, só ignora, ok? Não estou nem aí para ela.
Ela assentiu e juntos caminham até a ponta do iate.
— Pulamos juntos, ok? — Ele sorri terminando de ajustar o equipamento nela.
— Juntos! — Sorri para ele e pulam na água cristalina.
Claire e Owen logo se juntam a Kate, usavam pés de pato para nadar melhor, a mulher passou as últimas instruções aos dois.
— Fica comigo okay, amor? Prometo que não largo da sua mão. -Ele dá um beijo demorado em seu rosto.
Kate mergulhou, Claire e Owen a seguiriam, mergulharam logo atrás de mãos dadas, tiveram uma visão incrível, o recife de corais que se formava dentro daquela piscina natural era belíssimo, colorido, e cheio de vida, havia várias espécies de peixes e outras vidas marinhas ali. Owen observou os cardumes de peixes coloridos, grandes e pequenos passavam por eles a todo instante. Ele pegou uma estrela do mar que descansava e colocou nas mãos da Claire, era um animal bastante exótico, mas muito bonito.
Claire estava completamente encantada com tudo o que via, ela segura a estrela e a olha detalhadamente, sua cor era de um vermelho intenso, a ruiva nunca tinha visto uma de verdade. A estrela deu um pequeno impulso e escapou.
Eles continuam a explorar as profundezas do oceano e Claire pode entender o porquê Owen amava tanto o mar.
Quando voltaram a superfície, já eram quatro da tarde, estavam um pouco exaustos. O treinador sorria e não parava de falar sobre o que viram.
— Como aquele golfinho conseguiu entrar aqui?! Nunca tinha visto um assim tão de perto! — Ele subia no iate após Claire ter subido.
— Não tenho ideia. — Kate se intromete sorridente. — Tivemos bastante sorte, marinheiro. — Ela retirava a máscara de mergulho.
Claire já estava tirando o equipamento quanto a ouviu chama-lo daquela forma, o que a fez parar rapidamente e encara-la.
— Como você o chamou? — Claire tinha o costume de chama-lo assim.
Owen engole seco. Kate a encara fingindo não entender.
— Marinheiro. Ele me disse que era. — Deu de ombros.
A ruiva a encara e depois olha para Owen. Não diz nada, apenas retira todo o equipamento e vai para o outro lado do iate. Ela estava morrendo de ciúmes. Owen era um cara extremamente lindo e atraente, qualquer mulher daria em cima dele.
Kate riu em deboche e Owen foi atrás dela.
— Hey... para que isso? Vem cá ruiva. — A puxa para si. — Não fica assim, sabe que só tenho olhos para você.
Claire sorri de canto sem que ele veja, era bom saber aquilo e o abraça.
— Desculpa... — sussurra. — Mais é que a ouvir te chamar daquela forma me deu raiva...- respirou fundo. — Eu tenho ciúmes do "meu" marinheiro! — confessa.
— Esse marinheiro aqui só pensa em você, e ama só você... sabe que também morro de ciúmes de ti. — Beija a cabeça dela.
Após se ajeitarem, tomam um rápido banho e brevemente já estão de volta ao porto, se despedindo de Braddy e Kate.
Já era noite.
Eles finalmente chegam no quarto, estavam exaustos. Claire foi tomar um banho, precisava tirar todo o sal do corpo principalmente do cabelo. Já era quase a hora de jantar. Ela termina o banho e sai enrolada na toalha.
— Vamos no restaurante ou prefere pedir serviço de quarto? — o encara, o mesmo estava sentado largado na poltrona que havia no quarto.
— Pode pedir o jantar. Não estou com disposição para descer...
— Está bem...- Claire veste uma camisola vermelha e liga pedindo o jantar. Enquanto esperava ela deita no imenso sofá da sala.
Owen pensou em se levantar, mas o telefone vibrou no bolso da calça.
— Oi mãe! Como a senhora está? — O sorriso do rosto do homem aos poucos deu lugar a uma expressão de preocupação. Ele se levanta e vai até a varanda.
Ao ver a mudança repentina na expressão do namorado, Claire senta rapidamente e o encara preocupada, enquanto ele falava ao celular. Owen finalizou a ligação depois de algum tempo e foi atender a porta. Agradeceu o jantar e preferiu ele mesmo servir na mesa, em completo silêncio.
Claire estava aflita com a situação e vai até ele.
— O que foi amor? O que aconteceu? — Segura gentilmente sua mão.
O toque dela foi tão suave que por um momento ele se sentiu confortado. Ele suspira e se senta na cadeira, a puxando para o colo.
— Digamos que é o Steve...
— O que tem ele?
— Ele acabou indo preso, Claire...
— Como assim preso amor? – o encara com os olhos arregalados.
— Preso, Claire. Está na cadeia! Se lembra da mulher dele no natal?
— Lembro sim...
— Nós sempre enfrentamos o mesmo problema, e isso foi com todas as mulheres que ele teve na vida. Acredite, minha mãe sempre sofreu com isso, e não podia fazer nada. Ele sempre agrediu a esposa dele, a Hanna. Era sempre eu que tomava a iniciativa de denunciá-lo, mas a Hanna ia lá e retirava a queixa dizendo que estava tudo bem. Entendeu agora? — Estava visivelmente nervoso. — Ela era a vítima e ainda defendia cegamente meu irmão! Claire, ele já quebrou o braço dela uma vez. Ela ainda disse que foi acidente, ele não queria ter empurrado ela da escada. Steve machucou ela de verdade dessa vez, ela acabou perdendo o neto que minha mãe tanto queria e agora está preso. E ela está devastada. Aquele... desgraçado sempre arruma uma forma de estragar nossa família, Claire.
A ruiva estava aterrorizada com a maldade de Steve e tudo que Owen a contou, era desumano.
— Ah amor... — o abraça. — Eu nem imagino como ela deve estar se sentindo e a sua mãe, que estava tão feliz com o neto que ia chegar...- seus olhos enchem de lágrimas, partia seu coração ver Owen daquela forma. — Eu sei que é difícil, e se eu puder fazer algo para ajudar, estou com você amor...seu irmão teve o que mereceu. Acho que você deveria ir ver sua mãe.
— Retornamos amanhã para Nublar. Temos que voltar ao trabalho. A Jess já está ajudando-a com o Harry e... bom, não posso. Tudo o que eu tinha que ter feito eu já fiz. Hanna está internada, inclusive. — Owen secou as teimosas lágrimas que escorriam pelas bochechas dela. Claire chorava facilmente. — Obrigado. Eu sei que vai estar comigo... é por isso que escolhi você... — A beijou no rosto.
A ruiva fica feliz, mas ao mesmo tempo sentiu um aperto no peito ao ouvi-lo.
— Eu te amo, você é o homem mais incrível que já conheci! — o abraça forte. Ela gostava muito da família dele e se sentiu mal também, por tudo o que aconteceu.
Owen a envolve nos braços, afundando o pescoço nas madeixas ruivas da mulher, se perdendo no cheiro da mesma.
— Vamos comer? Depois eu queria falar com a sua mãe, se eu puder...
— Ela pediu seu número a um tempão. Mas eu sempre esqueço de mandar.
— Então me passa o dela. Amanhã ligarei para ela.
— Ok, mas antes...
Owen levantou, sem deixa-la sair do colo e sentou-se na mesa onde haviam servido o jantar. — O que será que a senhorita Dearing pediu? Espero que não seja um monte de mato com azeite... — Revira os olhos.
— Acho que vai gostar...- deposita um beijo em sua bochecha, ela havia pedido as besteiras que Owen gostava, lanches, e para ela uma salada. Para beber pediu um suco para ela e refrigerante para ele.
— Não vai comer nem um pedacinho de carne? Tá gostoso. — Arranca um pequeno pedaço e leva aos lábios dela.
Claire tinha um pouco de receio de comer essas coisas, mas comeu. Após alguns minutos ela já havia terminado sua salada e Owen a convenceu a comer um X-bacon, era enorme e ela só comeu a metade.
— Chega, não aguente mais comer...
— Tudo bem. Comeu bastante, estou orgulhoso. — Ele termina de comer e levanta, indo até o banheiro tomar um banho. Deixou um rastro de roupa jogadas no quarto até o banheiro.
A ruiva revira os olhos para a bagunça dele. Estava Cansada, então deitou no sofá e ligou a TV e ficou vendo qualquer coisa que passava.
Feito a higiene, o ex-marinheiro vestiu um calção e uma camisa e foi deitar no sofá com ela. Pegou o controle da mão dela sem permissão e mudou para o canal de luta livre.
— Ah não Owen...- resmungou. — Luta? Ninguém merece!
— Shiuu... presta atenção. — Colocou a mão na boca dela a calando.
— Sai...- tirou a mão dele. — Qual é a graça de ver uns marmanjos desses batendo um no outro? — revira os olhos e se cala, então fechou os olhos para dormir ali mesmo.
— Birrenta... abre os olhos. — Desferiu um leve tapa no bumbum dela.
— Owen! — reclamou do tapa. — Assisti aí sua luta, eu vou dormir.
— Tudo bem. Na hora que estiver vendo seus filminhos. Já sabe... vou tirar um ronco.
— Tá bom então, não me chama para ver os seus também. Não irei.
Owen bufa e começa a fazer cócegas nela.
— Pára Grady... — ela começa a gargalhar descontrolada e se contorcer com as cócegas.
— Fala a senha que eu paro. — Prosseguiu com as cócegas, descendo para barriga dela.
— Que senhaaaaa?
— Owen é fodão, mais forte e mais gato do universo.
Ela riu ainda mais.
— Não vou falar isso... É ridículo. — Já estava ficando sem fôlego de tanto rir.
— Ok... — Ele continua fazendo ela rolar de rir, se divertindo da cara que ela fazia.
— Amor pára... pede outra coisa menos ridícula...
Owen para com as cócegas e a deixa respirar.
— Vou te poupar só hoje.
— Obrigada... — continua rindo tentando recuperar o fôlego. — Vou para cama...dormir. — Diz ao se levantar.
— Dorme aqui mesmo. — Puxa ela de volta para o sofá, a envolvendo nos braços.
Claire se aconchega em seus braços, podia sentir a respiração e o coração dele batendo. Isso era tão bom, senti-lo daquela forma. Ela acaba não dormindo, fica assistindo a luta com ele. Após certo tempo ele percebe a atenção dela para TV e começa a fazer um carinho na coxa dela, subindo até a virilha e descendo.
O carinho que Owen fazia era muito bom, fez ela se arrepiar, mas sem tirar os olhos da TV.
Ele sorriu de canto quando a sentiu estremecer quando tocou a parte íntima dela por cima da calcinha, como se não quisesse nada. Ela suspirou ao sentir seu toque.
— Owen...assiste a sua luta...
— Eu sei que você não quer ver luta nenhuma... não se faça...
Ela virou rapidamente para ele o encarando.
— Eu não estou me fazendo Senhor Grady. — diz com o tom mais cínica possível.
— Não? Ok. — O loiro retira a mão e olha para TV.
Claire continua o encarando.
— Está bem, já que prefere a TV... Vou para cama.
— Que coincidência. Eu estava indo para lá agora mesmo. — Owen a ergueu e a levou para a cama. Com as costas de seus joelhos afastados do colchão ele a puxou de volta até as pernas oscilarem da cama. Ele se debruçou sobre ela e apertou os lábios contra sua barriga, até a faixa da roupa íntima. Então começou a puxar a calcinha para baixo, seus lábios acompanhando a trilha, na mesma direção.
Claire sentia um desejo em tê-lo, sentir seus lábios macios percorrer seu corpo, era incrível. Fechou os olhos para sentir melhor aquela sensação.
— Vamos fazer diferente hoje? — sugeriu o olhando sedutoramente.
— E você deseja diferente como, Dearing? — Quando ficou livre da calcinha ele a lançou por cima do ombro e separou seus joelhos. Ajoelhou-se entre suas pernas e passou os dedos sobre as dobras de sua feminilidade.
Claire gemeu, por alguns momentos ficou ali sentindo aquele prazer. Então o virou ficando por cima dele. Abaixou lentamente até selar seus lábios no dele suavemente em um selinho.
— Preparado? — sussurrou em seu ouvido.
— Para o que? — Aquilo havia pegado ele de surpresa, mas mantinha o contato visual com ela. — O que pretende? — As mãos ásperas lhe apertaram o bumbum com força.
— Vai ver amor...- ela dá o sorriso mais maléfico que poderia. Lentamente vai indo para trás passando a mão em seu peitoral até chegar ao calção que ele vestia. Foi quando ela parou e piscou para ele, começou a tirar lentamente a peça que ele vestia sem perder o contato visual. Ela pode ver uma das melhores visões, seu namorado excitado em sua frente.
Lentamente ela volta para cima dele engatinhando até chegar em sua cintura. Ela então segura o membro que já estava bem duro e começa a massagear com a mão, em movimentos de vai e vem.
Owen fechou os olhos e respirou fundo. Quando ela falava daquele jeito, com aquela voz sensual, ele sentia todo o prazer do mundo caindo em cima de si. Se intensificou com os toques dela.
— Deus! — Ele estremeceu.
Ver a reação de Owen foi um incentivo para ela intensificar os movimentos. Ela então tirou a camisola, ficando completamente nua por cima dele.
O seu membro estava tão duro que ela ansiava por ele. Sem deixar de olha-lo, Claire se abaixa mais e o segura firme começando a lambe-lo por toda parte íntima inclusive seu membro, fazia movimentos circulares com a língua.
Ela estava adorando ver a expressão de prazer de Owen, a motivou a fazer mais e mais. Queria retribuir todo o prazer que ele sempre a proporcionava. Após alguns minutos ela colocou seu pênis na boca, fazendo movimentos de vai e vem.
Owen gemeu e quis entrelaçar seus dedos no cabelo dela quando a boquinha quente o envolve.
Será que ele estava delirando? Ela estava mesmo fazendo aquilo nele? O membro dele pulsava em excitação. Owen sugou uma respiração audível, o nível de excitação estava no auge, um calor que não conseguia descrever.
Claire abraçava-o com a língua quente enquanto movimentos de vai e vem aconteciam verticalmente. Era quente, quente, quente! A umidade fez ele gemer alto. O canto da boca aveludado o massageava, fazendo o loiro revirar os olhos. Os movimentos circulares constantes estavam o deixando duro como pedra.
— Clai...Claire...
As expressões de prazer que Owen fazia eram fascinante, a forma que gemia e se contorcia com seus toques. Claire percebeu que ele estava da mesma forma que ela sempre ficava. Então intensificou ainda mais os movimentos com a boca e movimentos rápidos com as mãos. Sentiu que ele estava quase lá então parou, não queria que ele gozasse ainda.
Sem perder o contato visual com ele, assim como sempre faziam Conversavam pelo olhar enquanto ela prende o cabelo fazendo um rabo de cavalo, para facilitar aquele ato. Começa distribuir beijos pelo abdômen sarado dele, vai subindo aos poucos encostando seu corpo quente no dele, chega em seu peitoral e pescoço. Enquanto isso a intimidade de Claire estava pressionando o membro de Owen. O que a proporcionava um imenso prazer.
— Me chamou? Agora é minha vez...- sorri entre a pele dele e faz várias marcas em seu pescoço. Pára, e vai para sua orelha dando-lhe uma leve mordida em seu lóbulo e a lambe, ela sabia o quanto aquilo era excitante. E finalmente fica cara a cara com ele. Olhava fixamente dentro de seus olhos verdes, que brilhavam como toda vez que faziam amor.
Owen havia perdido a cabeça com aquela mulher, definitivamente ela havia atiçado a fera selvagem em seu interior. Só foi ela aproximar-se e Owen a beijou. Em segundos se devoravam, lábios e línguas movendo-se juntos, as mãos correndo inquietas pelo corpo do outro, os gemidos e suspiros eram os únicos sons ouvidos.
Owen então ajoelhou-se em frente a ela e, enterrou o rosto em seus seios fartos, lambendo-os e beijando-os languidamente.
— Chamei sim. — Ele disse entre a pele dela, a olhando intensamente. Ele sorriu e trouxe a boca da ruiva outra vez para a dele e a beijou lentamente, mordendo e lambendo os seus lábios. Owen tentava agarrá-la, mas ela se esquivava. — Fica quieta!! Argh... Dearing... — Sussurrou contra a boca dela. — Ou será que irei ter que amarrá-la?
Ela já estava louca em tê-lo logo. Seus beijos e carícias que eram selvagens, mas ao mesmo tempo com gentileza só aumentou seu prazer.
— Me solta Grady, eu ainda não terminei...- sorri de canto atacando novamente os lábios dele. — Eu quero te dar mais prazer...-sussurra ofegante.
Owen pegou o rosto dela gentilmente, fazendo-a olhar para ele.
— Entenda uma coisa. — Usou o tom mais sério e sedutor que conseguia. Owen olhava intensamente para Claire. — Seu prazer, é o meu também.
Owen a larga na cama apenas para pegar o cinto da calça, passar pela grade da cama e amarrar não muito apertado nos pulsos dela.
— Assim... está te machucando? — O que tinha dado nele para fazer isso, Owen não fazia ideia. Claire provocava-o de maneiras obscuras e inesperadas.
Ela o olha arqueando a sobrancelha com aquela ação inesperada.
— O que está fazendo Owen?...Não, não está machucando...mas... — ela sorri com aquela cena. — Eu não terminei com você ainda!...Grady...
— Se for para abrir a boca, é pra gemer bem gostoso. Agora, caso contrário, é calada Dearing. — Owen foi autoritário no tom de voz. Agora era ele que estava no comando e queria deixar isso claro. Fez um nó firme e suas mãos foram automaticamente acariciar os seios dela. — Ficam ainda mais perfeitos em minhas mãos. — Sua voz estava grave e tensa com a excitação que sentia. Seus dedos encontraram os mamilos duros e os apertou. Owen enterrou seu rosto no pescoço de Claire, sentindo o aroma doce de sua pele e cravando seus dentes naquela pele branca e delicada.
— Owen...- sussurrou com um gemido. Ela estava totalmente cheia de prazer e não podia dar nada com as mãos presas, então o segura entrelaçando as pernas na cintura dele. — Não é justo...isso não se faz...- seu corpo estremece.
— Calada... — Empurrou o membro contra ela, mas sem penetração. — Você gosta disso, não é? — Owen deslizou a mão na virilha dela, seus dedos movendo-se por suas dobras, abrindo seu sexo. — Abre as pernas para mim.
Ela não disse mais nada, apenas fez o que ele pediu. Gemeu ao sentir seu dedo, seu corpo arrepiou por completo.
Quando ela obedece ao seu comando, Owen esboçou um sorriso triunfante. Ele encontrou o seu ponto de prazer inchado e o circulou dolorosamente, fazendo-a ofegar. Isso lhe deu ânimo, se ajoelha em frente a ela, abraçando-a pela cintura e beijando a linha de seu osso ilíaco. Sem soltá-la, colocou uma perna sobre o seu ombro e, lambeu seu sexo, rodeando-o lentamente. Ele expôs a sua intimidade, com a mão que estava livre e, lambeu-a de cima para baixo, chupando o seu clitóris no final. As pernas dela tremiam, sua respiração estava ofegante, um lindo rubor cobria a sua pele extremamente branca. A barba dele roçava em suas coxas cada vez que ele lambia sua feminilidade.
Claire se contorcia por baixo dele, não tinha suas mãos para agarra-lo como queria. Ela jogou a cabeça para trás e fechou os olhos sentindo o imenso prazer.
— Owen...Owen...- Conseguia apenas gemer o nome dele.
— Goza para mim, vai... — Bastou ele dizer isso e chupou novamente diversas vezes seguidas, intercalando entre lambidas e sugadas. Desejava que ela se desfizesse sobre ele.
Ouvir ele falar daquela forma fez Claire delirar e não pode segurar mais, soltou um gemido alto e gozou. Sentiu seu corpo inteiro pulsar. Os fluídos quentes dela invadiram a boca e, ele os devorou com um homem faminto. Owen agora a olhava ajoelhado sobre ela, gloriosa e nua.
— Você é perfeita... — Ele a envolveu e segurou o seio empinado em sua mão. A pele aveludada ao toque, os mamilos rosados e maduros, eram a combinação perfeita. Claire arfava e os seios dela subiam e desciam compassados, hipnotizando-o. Ele segurou um seio em sua mão, enquanto a outra descansava em seu quadril. Circulou um mamilo com sua língua devagar, deixando-o molhado em seu rastro. As mãos dela subiram e seguraram o seu cabelo. Ele continuou chupando o seu mamilo, primeiro um depois o outro, mordendo-os com cuidado.
A respiração dela estava ofegante, seu corpo completamente arrepiado com os toques de Owen. Era a coisa mais difícil para ela não poder fazer nada por estar com as mãos presas. Ela já sabia o que faria com Ele.
— Hey... me solta vai... — sussurrou. — Sabe que vai ter volta, não sabe? — Sorri. Claire era extremamente vingativa.
— Não vou te soltar. — Disse com a voz rouca, carregada de desejo, enquanto mordia a sua orelha. A essa altura, Owen se apertava mais contra o corpo dela. — Está pronta?
— Sim...sim...- disse rapidamente sem pensar duas vezes. Era tudo o que ela queria, Ele.
Owen lhe mordeu o lóbulo, como gostava de fazer isso. Colocou os dedos em sua feminilidade e apenas os passou pela fissura escorregadia, espalhando o gozo pelos lábios inchados. Cercou a cabeça dela com um braço contra o colchão, e levou a outra mão no próprio membro duro. Ia torturar a si mesmo, mas mais ainda a ela com isso. Esfregou a cabeça de seu pênis na fissura encharcada dela. Grunhiu, aprovando o ato e respirou fundo, fingindo auto controle.
Claire gemia quase ronronando e elevou o quadril, de encontro ao membro pulsante dele. Ele conseguia senti-la pulsante e quente e o desejava dentro dela, ah como desejava! A sanidade já não tinha mais espaço. A luxúria vinda com força total.
Quando ela elevou o quadril mais uma vez, Owen pôde sentir a cabeça entrando em sua vagina. Claire parecia querer implorar para que ele fizesse isso, tentando se soltar do cinto para agarrar-se a ele.
Sorriu maliciosamente contra o pescoço dela e finalmente a penetrou por inteiro. Foi num único impulso. Estava tão escorregadio, que mesmo apertado, conseguiu entrar facilmente. O pênis latejava pelo modo que ela o acolhia. Ignorou o grito doloroso dela, afinal ela ainda estava sensível devido ao orgasmo e lentamente, começou a se movimentar. Cuidadosamente, entrava e saía, excitando-se cada vez mais pelo modo como ela gemia, a dor misturado ao prazer.
Começou a distribuir beijos pela parte superior dela, mordendo e lambendo por onde passava, queria lhe dar o máximo de prazer possível, assim como ela estava lhe dando. Levou uma das mãos ao bumbum macio e firme dela e o apalpou, lhe arrancando um suspiro alto.
Estava eufórico por finalmente tê-la, como sempre desejou ter, por inteira. O corpo dela agora é completamente seu e nada mais mudaria isso.
Levou a outra mão para o outro lado da bunda dela e como fez anteriormente a apalpou fortemente. Ouviu um gemido mais arrastado dela, provando que o prazer estava se intensificando e resolveu melhorar ainda mais aquilo. Com as duas mãos nas nádegas firmes, elevou a quadril feminino ao mesmo tempo que estocou para dentro dela. Com esse movimento, pôde aprofundar a penetração, lhes dando um prazer imensurável.
O ventre de Claire se contorceu em torno do pênis e ameaçou ter espasmos. Aquilo fora maravilhoso. Estava tão molhada e escorregadia, que sentia seus fluídos misturados aos dele, entrar e sair e escorrer pelo colchão, era surrealmente sensual.
Ele repetiu mais algumas vezes aquele movimento, levando os dois ao limite. O quanto poderiam aguentar mais? O som dos corpos se batendo, e mais, o membro contra ela, o som dos grunhidos dele e gemidos dela, o cheiro de puro sexo, o suor dos dois se misturando, tudo os deixando insanos de prazer.
O tesão um pelo outro não tinha explicação, estavam no mais perfeito encaixe, na melhor sintonia de corpos. Claire podia senti-lo dentro dela e ah...Era incrível. Ela queria agarra-lo com as mãos, beija-lo loucamente assim como sempre faziam. Mas estava apenas sob o comando dele, tentou várias vezes soltar suas mãos, mas era em vão. Seu corpo e alma respondia aos toques e movimentos de Owen.
— Owen...- gemeu alto seu nome. Era só dele que ela precisava para o resto da vida e naquele momento, teve a certeza. Pode sentir o corpo inteiro pulsar e sabia que seu ápice se aproximava, até que Owen aumentou a velocidade das estocadas e após alguns minutos, Claire gozou novamente.
Owen pôde sentir claramente os espasmos ao redor do membro dele, ela havia gozado mais uma vez, para sua imensa satisfação. O timbre trêmulo dos gemidos dela vacilaram quando Owen colocou as mãos grandes apertando fortemente o bumbum dela, cravando os dedos com unhas curtas nela, a erguendo de encontro com o membro rígido e mais uma forte estocada.
— Isso... — ofegou, enterrando o rosto na curvatura do pescoço e ombro dela, quando o corpo respondeu avidamente ao ouvir seu nome no tom preenchido de luxúria. Era absurdo como dizer o nome dele em meio ao sexo, tornava tudo tão erótico e prazeroso. — Mais uma vez... — impôs duramente, o tom sombrio carregado de luxúria exigindo mais dela.
— Owen...- gemeu novamente. Já estava extremamente sensível e queria vê-lo gozar. Ele a apertava como nunca antes, como se deseja- se se tornarem um só. Algo que já havia acontecido.
Vê-la daquela forma, tão entregue, praticamente desmaiada embaixo dele, foi o fim para ele. O líquido quente espargiu-se no interior dela, liberando todo seu orgasmo nela. Ele sai de cima dela e desaba sobre a cama, exausto.
— Owen... — diz ofegante. — Me solta...- sua mão já estava roxa pela falta de circulação do sangue.
Owen suspira e reúne o restante de forças que tinha e desata o nó com facilidade.
— Prontinho...
Ela deita sobre ele e respira fundo o olhando.
— Você é incrível amor...- dá um selinho demorado nele e cessa ficando cara a cara. — Sabe... Quando voltarmos, vou sentir falta de acordar ao seu lado...- sorri.
Owen pega as mãos dela, as massageando na tentativa de fazê-las voltar ao normal.
— Sabe que pode me visitar no bangalô quando quiser... — Retribuiu o sorriso.
— Sei sim e você meu quarto... vou lhe fazer várias visitas... — respira fundo sentindo um mal-estar e se afasta dele. — Eu...vou tomar banho tá. — se levanta indo até o banheiro.
— Tudo bem... — Owen estava de olhos fechados, ainda bastante cansado. Pensou em tomar um banho junto com ela, mas acabou adormecendo rápido demais.
Claire termina o banho e foi colocar sua camisola, foi deitar ao lado de Owen, adormecendo rapidamente.
*
A manhã avançava, enquanto o loiro estava concentrado em arrumar as malas. Na verdade, enfiar tudo de qualquer jeito na mala.
Claire acorda assustada, já estava tarde e ela dormiu mais do que devia.
— OWEN! por que não me chamou? — diz ao vê-lo já de pé arrumando as coisas dele.
— Você estava em sono tão pesado que fiquei com dó de te acordar... Bom dia. — Owen já estava banhado, vestido e de malas "prontas".
Ela respirou fundo tentando se acalmar.
— Bom dia...- de repente, começou a sentir um enorme enjoo. O que a fez ir correndo para o banheiro vomitar.
Owen ia pedir ajuda com as malas, mas arqueou a sobrancelha com a atitude inesperada dela. Foi atrás, com um ponto de preocupação começando a surgir na testa quando se depara com ela debruçada sobre a pia.
— Claire... nossa... — segura os cabelos dela para não se sujar. — O que você tem?
A ruiva havia vomitado praticamente água, pois ainda não havia comido nada.
— Mal estar... Muito enjoo...- por um breve momento Claire levanta a cabeça o encarando assustada. — Owen...!
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