History Of The Other Side
5 Tudo certo! Ou não?
Notas iniciais
Desculpem a demora, a fonte do meu computador literalmente explodiu e eu fiquei toda confusa com as minhas coisas aqui no PC da minha cunhada u_u"
Esse capítulo foi feito com a ajuda da Kamijo_X orcist, se não fosse por ela, eu estaria "empacada" até agora ~_~
Obrigada pela ajuda! o/
Bom, sem mais. Leiam! =)
Esse capítulo foi feito com a ajuda da Kamijo_X orcist, se não fosse por ela, eu estaria "empacada" até agora ~_~
Obrigada pela ajuda! o/
Bom, sem mais. Leiam! =)
O dia da primeira grande apresentação chegou, e quase todos chegaram ao escritório ao final da tarde, esperando que a van que os conduziria chegasse. Apenas Kamijo e Kaya não haviam aparecido até o momento.
Não demorou muito e a van estacionou em frente a todos.Hizaki, Jasmine e Juka foram os primeiros a entrar com os instrumentos e todas as coisas que iriam precisar. Em seguida, o baterista suporte e todo o staff ocuparam os lugares restantes.Kamijo chegou pouco depois de todos, assim como Kaya, que se atrasou alegando que teria ido jantar, já que não havia comido nada o dia inteiro.Só o que os dois não esperavam era que todos os lugares da van já estivessem ocupados.- Kamijo e Kaya, vocês dois terão que ir de carro, pois já estamos todos bem apertadinhos aqui dentro! – comunicou Hizaki, pela janela.Kamijo e Kaya ficaram tão estáticos que nem perceberam Hizaki e todos os outros se despedirem, pedindo que não demorassem. Só após a van ter partido é que perceberam que realmente só havia um carro disponível, o de Kamijo.- Não, sem chances! Eu não vou até Shibuya no seu carro!- Ah não? E vai como?- Eu... pego um ônibus!- Claro, claro... e um monte de fãs vão te reconhecer, pular em cima de você e arrancar esse seu lindo vestidinho.Kaya viu que realmente não era uma boa opção, mesmo assim não desistiu.- Então eu pego um táxi!- Boa sorte. O ponto de táxi mais próximo daqui fica a uns bons quarteirões. Espero que uma multidão não se forme ao seu redor até você chegar lá! – riu-se, entrando em seu carro.Sem mais opções, Kaya abriu a porta do passageiro e entrou, furioso.Kamijo riu zombeteiro com a irritação de Kaya, que não parava de praguejar e xingá-lo.E assim pegaram a estrada, pois o lugar do show ficava à 2 horas de onde estavam.Após alguns minutos, Kaya desistiu de irritar Kamijo, que parecia não se irritar de forma alguma.- Cansou? – riu-se divertidamente.- Não cansei, só não vale a pena perder meu tempo com você, sabe? – deu de ombros.Kaya distraiu-se com seus pensamentos, lembrando todas as brigas com Kamijo, não querendo admitir que aquilo tudo chegava até a ser engraçado às vezes. Vez ou outra ria levemente ao lembrar, por exemplo, da vez em que, irritado, jogou água em Kamijo e ao se retirar escorregou no chão molhado e caiu. Aquilo na hora não foi nada engraçado, mas pensando bem agora...Kamijo dirigia atentamente, olhando para Kaya às vezes, surpreso por vê-lo com a expressão tão leve e, por vezes, sorrindo. Não podia negar que ele ficava lindo assim, calmo. Indagou-se que pensamentos ele deveria estar tendo.Após quase duas horas rodando na estrada, chegaram à casa de shows.Estavam levemente atrasados, mas por sorte os outros membros e os staffs haviam chegado há apenas alguns pares de minutos.O espetáculo ocorreu exatamente como o previsto, fazendo jus às semanas seguidas de ensaios. Não foi uma apresentação muito longa, porém bastante satisfatória, tanto para a banda quanto para os ali presentes. Depois do show, ocorreram mais algumas apresentações de outras bandas da gravadora, portanto ficaram para acompanhá-los. Isso até Kaya reclamar que estava cansado e repetir insistentemente que queria voltar pra casa. Kamijo mais uma vez ficou com a missão de levá-lo, fato este que, como da primeira vez, não fez bem a ambos. Kamijo e Kaya pegaram o carro e seguiram de volta para a estrada, com incansáveis reclamações da parte de Kaya, que reclamava e xingava Kamijo por qualquer motivo.- Escute, se você quer ir a pé eu paro aqui mesmo, é só pedir que eu paro o carro! — Rugia o loiro, tentando se conter das ofensas de Kaya.- Juro, que se o meu carro não estivesse no conserto ou se tivesse outra opção, eu não estaria aqui com você! — Kaya elevava a voz a cada palavra, inquieto no banco do passageiro e olhando de Kamijo para a estrada. — E pra piorar, com essa chuva, tudo fica parado!- Qual é o seu problema, Kaya? O que eu fiz pra você me odiar tanto hein? — O motorista olhava dele para o retrovisor, indo um pouco mais rápido do que o devido, na pista de limite de 80 km, desviando do trânsito com um de seus caminhos alternativos.- Você é infantil demais Kamijo, essa é a verdade! — Rebateu num tom mais alto que o necessário, o motorista soltou um bufo e dez minutos depois a briga só piorou, entre tons altos e rebatidas de personalidade, a paciência de Kamijo estava no limite e seu velocímetro estava quase nos noventa quilômetros, assustando Kaya. Decidira abrandar a atmosfera hostil, deixá-lo nervoso não era lá uma boa coisa. — Você está correndo demais...- Não estava com pressa de voltar pra casa? — Respondeu ignorante o loiro, sem desviar o olhar da pista, e olhando de minuto em minuto no retrovisor.- Mas não precisa correr, eu não estou morrendo. — Desviou o olhar do loiro para o retrovisor, um carro escuro estava atrás deles, acompanhando-os de perto. Estranhou, estavam numa pista única e deserta que daria em um ponto não muito usado por motoristas, a não ser que morassem nas proximidades. — Kamijo, esse cara está seguindo a gente ou é só impressão?
- Você só percebeu agora? — Disse controlado, olhando pela enésima vez o retrovisor e encarando Kaya por trás dos óculos escuros. — O jeito é continuar nessa estrada, não tem retorno.- Então, o que pretende fazer? — Kaya olhava de Kamijo para a estrada, com um pouco de medo.- Simples, aperte o cinto. — Num rápido movimento, Kamijo arrancou e seguiu acelerado pela pista, no que o carro de trás fez o mesmo, a diferença é que, além da perseguição, haviam tiros por parte desse.-AI, MEU KAMI-SAMA! — Gritou Kaya, ao ouvir os tiros ricochetearem no vidro e Kamijo desatar a correr, colado ao volante.Correram por quilômetros em desespero, Kaya gritando apavorado e se abaixando sempre que um novo tiro era disparado, e Kamijo xingando baixo entre uma olhada e outra no carro que se aproximava. Mas a perseguição durou pouco, pois logo uma das balas acertou um pneu traseiro e o carro derrapou no acostamento, fazendo-os saírem às pressas pelo caminho e, assustadoramente, verem o carro escuro parar e dois homens descerem. Estavam caçando-os.- Droga, esses caras vão matar a gente, Kami! — Kaya chorava ao lado do loiro, este estava tão pálido quanto o ser andrógino, que mais parecia uma criança do que um homem adulto. No desespero, agarrou-se no pescoço de Kamijo, sem soltá-lo.- Quer me matar sufocado, Kaya? — Brigou o loiro, segurando sua face com força e olhando-o nos olhos. — Escute, vai ficar tudo bem, só pare de ser infantil e pense em um jeito de sair daqui sem furos no corpo, ok?- O que a gente faz, Kami-sama? — Kaya agora abraçava o colega, choroso. Em consolo, Kamijo o abraçou e olhou para ele decidido, tentando parecer forte.- Escute, vá embora, ache um jeito de se esconder e, pelo amor de Deus, não se machuque, ok? — Com um aceno de cabeça, Kamijo mostrou um de seus sorrisos e correu, puxando Kaya consigo e desviando dos tiros até ter de parar exausto ao lado de uma árvore e soltar Kaya. — Saia daqui e não se machuque, tá? - Kamijo, onde... — Nem pôde terminar a frase, apenas viu as costas de Kamijo correndo para o outro lado e, para seu maior pavor, um dos bandidos estava chegando perto de si.Tudo se passa pela mente quando se está correndo de um tiroteio, até mesmo o sangue congela e as pernas travam, seu corpo já não responde a mais nada, somente ao fato de estar em perigo e desarmado. Kaya olhava de um lado a outro procurando por algo que o ajudasse ou um caminho por onde fugir e, embora o colega tivesse lhe dito que fosse embora, seu bom senso dizia mais alto e ele tinha que levá-lo junto, nem que levasse um tiro tentando.Os passos só aumentaram e a sombra de um dos atiradores se elevou no chão. Na mesma hora sentiu o sangue parar e correr, e as pernas tremerem. Era questão de segundos até que levasse um tiro, ou pior, fosse sequestrado. — “Kami-sama, me ajude!” — Rezava aflito, olhando em todas as direções, à procura de Kamijo. E, bem ao seu lado, a alguns metros de sua perna, viu um pedaço de ferro jogado em meio a restos de materiais de construção.Agradeceu do fundo da alma pela ajuda e respirou fundo, se ajoelhando e pegando o pedaço de ferro, de seis quilos pelo menos, e segurando contra o corpo. Assim que viu Kamijo escondido atrás de uma moita, sorriu para ele e indicou com a cabeça o bastão de ferro em seus braços, o loiro somente teve tempo de fazer uma cara de interrogação e ver um delicado Kaya acertar em cheio o nariz de um dos atiradores e este desmaiar com o golpe. - Seu louco, poderia ter morrido! — Insultava num sussurro, e foi a vez de Kamijo sentir o corpo amolecer e o coração parar de bombear ao ver o outro homem se aproximar de Kaya, atirando em sua direção. Não pensou duas vezes, saiu de seu esconderijo e empurrou o homem contra o chão, rezando para não ser morto.Kaya se desesperou de tal forma que começou a gritar pelo colega, que rolava no chão com o atirador tentando ao máximo afastar a pistola de perto de seu corpo, entre socos e ofensas. O atirador parecia decidido a levar Kamijo consigo para o inferno, caso morresse, mesmo com Kaya apontando a arma para ele.Num breve descuido, o atirador recebeu um soco bem dado de Kamijo no meio dos olhos, o sangue começou a escorrer e o loiro aproveitou a deixa para chutar a arma para longe e correr até Kaya.- Você está legal, Kaya? — Chamou num grito ao longe, se levantando e indo até o moreno.- Eu estou é morrendo de medo! — Kaya respondeu, entre o choro e o pânico. Ele viu Kamijo se aproximar e o atirador se levantar. — KAMIJO, CUIDADO! — Já era tarde, quando Kamijo se virou e viu o homem de pé, disparando dois tiros, antes de fugir.Kaya parou estático ao ver o homem correr, deixando um tiro acertar uma árvore a milímetros de sua cabeça, e Kamijo cair de joelhos, segurando o filete de sangue que escorria de seu braço. Pálido como papel, correu até ele gritando seu nome e o pegou num abraço cuidadoso, fazendo-o deitar em seu colo.
Notas finais
Oh, e agora? =O Será que as coisas melhoram ou pioram? xD *pedradas*
Reviews? ú_ù
Próximo capítulo já está pronto, vou digita-lo e posto assim que tiver reviews ^.^
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