History Of Legends
2 Orianna, The Lady of Clockwork
A Techmaturgia gerou diversos tipos de ''vida''e máquinas únicas foram criadas para o benefício dos seres de Runaterra, especialmente nas grandes cidades. A mistura da tecnologia mecanizada com o alto nível de magia muitas vezes gerava criações imprevisíveis, falhas e, por possuírem uma personalidade própria, não podiam ser exploradas para o trabalho compulsivo.
Alguns tomavam a Techmarturgia como um vício, uma condição de vida...ao menos foi o que aconteceu com Corin Reveck, o qual extremamente triste com a perda de sua filha, criou uma jovem mecânica na tentativa de substituir seu maior tesouro. Orianna, a Dama de Corda. Uma máquina de matar criada pelo desespero de um pai e destinada a seguir os passos da original. Seu criador a amava como amava a própria descendente, porém Corin já estava velho, em seu leito de morte e com a sanidade severamente afetada. Orianna agora era um corpo estranho na casa, seu ''pai'' não a mais reconhecia. Apesar da aparência apática e o corpo feito de metal gélido, a jovem dama sentiu uma enorme tristeza ao ver seu criador, o único que a havia amado, partir em função de uma doença tão devastadora. Ela estava sozinha agora, ela e a ''Bola'', objeto que a mantinha firme em pé e a protegia em qualquer que fosse a situação.A ''League of Legends'' possui as espécies mais exóticas de campeões, porém Orianna sempre foi tratada com desprezo pela maioria, como uma simples coisa sem emoção, usada apenar para a batalha. O sonho de entrar na Liga, que a jovem sempre almejou, parecia se desmanchar; suas forças estavam de extinguindo devido à intensa infelicidade que a atingia... Como uma última tentativa de tentar reviver seu espírito, Orianna rondou Piltover, sua cidade natal, em busca de um jovem pelo qual ela sentia uma enorme admiração; talvez fosse uma espécie de paixão...ela não sabia dizer, não sabia se era realmente capaz de sentir. O fato é que a necessidade de vê-lo era impossível de ser ignorada. Lá estava ele, mapeando a cidade como já havia feito inúmeras vezes...possuía um jeito tão doce e seu olhar estava sempre fixo em suas tarefas, tão fixo que nunca a havia notado à espreita; ao menos era o que ela pensava do garoto prodígio. Ela partiu. Levou consigo apenas a ''Bola'' e a tentativa de apagar todas as memórias do que havia se passado em sua vida. A cada cidade que passava, a cada estrada que seguia, mais e mais olhares de desprezo. Até mesmo em Demacia, onde todos são acolhidos ela foi tratada como algo repugnante. Estava acabado. Consumida pela raiva, a garota quebrou seu objeto e único amigo em vários pedaços; ela lidaria com tudo sozinha agora, não precisava de ninguém. O caminho que a dama percorria agora estava repleto de neve, era Freljord. A cada passo, suas juntas metálicas congelavam cada vez mais, até que ela parou, caindo de joelhos. Sua corda não girava mais... as engrenagens haviam parado. Antes de ser totalmente desativada, a jovem avistou a silhueda do que parecia ser um grande pássaro, que com uma voz feminina e suave sussurrou: ''a imortalidade é uma virtude apenas para os que podem suportá-la... descanse em paz, Dama de Corda'' — Foi a última coisa ouvida por Orianna antes de entrar no sono profundo.Alguns dias, talvez meses tenham se passado desde o sumiço de Orianna e Os summoners da Liga estavam preocupados por terem perdido sua guerreira. Ezreal, o garoto prodígio se apresentou de imediato para ir em busca dela; ele conhecia cada cidade de Runaterra como ninguém. De fato foram vários dias a procura da garota, cada canto de todas as regiões foram vasculhados até que chegasse a vez daquela terra tão gelada. -Orianna...- O loiro a olhava de maneira melancólica. Todo aquele gelo em volta pareciam lágrimas cristalizadas de alguém que não era capaz de chorar — Me perdoe a demora...irei lhe tirar daqui. Uma longa estrada se passou de volta a Piltover e o peso que Ezreal carregava a fazia mais árdua ainda. Com a dama de metal devidamente aquecida, estava na hora de dar corda novamente. Parecia emperrada devido à falta de uso, nada que um óleo não resolvesse. Seus olhos azuis brilharam, a vida voltara ao corpo antes desacordado...mas algo estava muito errado. -Orianna! Lembra de mim? — ela apenas o encarou como se estivesse prestes a receber ordens- Sou eu... Ezreal...lembra? -Ez-re-al. Estou aqui para servi-lo O menino prodígio estava com seus olhos úmidos, ameaçando choro, ele estava começando a entender. Provavelmente a magia, a qual concedia a personalidade de Orianna, havia deixado o corpo metálico enquanto desativado. De forma alguma as coisas poderiam continuar daquele jeito. Para os summoners da Liga não fazia a menor diferença se um guerreiro possuía ou não emoções, mas para Ezreal importava demais. Uma série de acordos e favores foram feitos para reanimar Orianna totalmente; um ritual com poderosos magos foi realizado e terminou em sucesso. A garota acordou confusa, com várias pessoas em volta dela, várias pessoas irrelevantes...até que avistou ele, o único que a fazia parecer ter um coração e que o deixava totalmente acelerado. Com um gesto inesperado o loiro abraçou a dama demonstrando finalmente o que sentia mas tinha receio de assumir.
-Orianna..minha bela donzela. Eu quero que você seja minha mulher. Uma mistura de surpresa e asco transpareceu nas faces dos presentes no local. Não era nem um pouco certo um humano e uma máquina possuírem esse tipo de relação. -Ez..real..- a confusão tomava conta da mente dela, mas acima de tudo uma felicidade imensa- Eu..te amo... obrigada por me fazer sentir.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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