Historietas esquecidas
1 Especial
Notas iniciais
Oi, meus queridos, Chrystie falando aqui! Se eu vim contar novidades depois de… quase 3 anos?
Claro… Que não.
Não vejo o Sakai desde a formatura, mas lembrei de umas situações que eu não contei para vocês.
Por que eu decidi isso? Acho que para livrar-me da sensação de não ter vivido nada mais “emocionante” desde que saí do ensino médio.
Pois bem, vamos às minhas vergonhas.
Voltamos ao meu primeiro ano, estávamos próximos do fim do ano, ou seja, vestibulares. Antes que perguntem, aqui temos umas provas que fazemos durante o ensino médio todo para somar as notas no final.
Como vestibulanda de medicina — que sou até hoje —, meus pais me enfiaram em um preparatório noturno.
Antes que perguntem, ele não estudava lá também, graças a Deus, ou eu tinha falecido ali mesmo. Como boca grande que sou, já havia contado aos meus colegas de lá sobre a minha paixonite da escola e sempre ouvia as mesmas abobrinhas de sempre, eles me apoiavam e davam-me forças para falar com ele e afins.
Contudo, uma bela noite, um dos garotos da sala da criatura foi estudar lá também, só que esse ser era meu amigo.
Tenho memórias vagas de como foi que começou, mas creio que eu estava falando com uma amiga, a Juliet, sobre o garoto de uniforme ser da mesma sala dele, então já imaginam, certo? Meus colegas ao redor já cochichavam e a aula da vez já tinha começado, porém o professor era super gente fina e veio todo malandro querendo entrar na conversa.
— Quem ta gostando de quem aí?
— Ninguém, professor. O senhor escutou errado.
— Ah, qual é! Me falem das fofocas!
Sim, ele falava assim, ele não era muito mais velho que a gente.
— Nada, professor, é um garoto que o senhor não conhece lá da minha escola.
— Mas eu quero saber agora.
— Não, continue sua aula! — disse para tentar fazê-lo mudar de ideia.
— Só vou depois de vocês falarem.
— Cof… Cof… Kazuhiro… Cof… Cof — “tossiu” meu amigo Leonard.
— Ah, Kazuhiro! Esse é o nome dele?! — O ser que estava ensinando a gente praticamente berrou.
Surgiu uma raiva e uma vergonha em mim nesse dia que eu levantei e saí da sala, subindo para a lanchonete do cursinho, ficando lá até dar o intervalo. Sim, também fiquei com raiva do Leo.
Eu não tive coragem de encarar o meu colega da sala 1°C pelo resto da noite. Conversei um outro dia e ele afirmou que não ouviu nada, nem a namorada. Talvez tivessem escutado, talvez não, só sei que o meu crush não ficou sabendo naquele ano.
Vida “amorosa” de bosta, né?
Com certeza.
Ainda no primeiro ano, contei que tinha uma amiga em comum com o Sakai? Ela virou justamente para me ajudar. Nome da criatura? Natalie.
"Ta, Chrystie, o que ela fez?”
Ela roubou um anel dele.
A bendita emprestou/furtou aquilo só para me fazer devolver para o Hayden depois. Foi a primeira e única vez que eu falei com ele diretamente. (Chorinho)
Imaginem: uma menina baixinha, morrendo de vergonha, quase se tremendo, bater na porta da sala vizinha para devolver um anel. Era eu.
Índia como sou, só disse:
— Natalie tava ocupada e pediu para te devolver.
Eu entreguei o objeto e vazei de volta para a minha sala, onde praticamente TODO MUNDO tava com “aquela carinha” na minha direção.
Sim… A minha sala toda sabia.
Eu sou uma pessoa muito discreta, sabe?
Agora vamos para o segundo ano, a escola abriu vagas para turmas de um único período, contudo só tinha o primeiro. Vamos nomear essas turmas de particular.
Lembrando que eu não sou stalker, okay?!
Kazuhiro estava saindo com uma menina do particular(essa informação não é precisa) ou apenas ajudava-a a estudar, não sei. Ela era muito bonita — chorinho — e, todo intervalo compartilhado, eles estavam juntos.
O que eu irei relatar parece aquelas coincidências de fanfic, mangá e afins, mas realmente aconteceu comigo...
Um dia qualquer, minhas colegas e eu decidimos sair da sala no tempo vaga para estudar na biblioteca, éramos cerca de 5 garotas. Logo quando demos alguns passos fora da sala, eis que a garota surge no fim do corredor.
— Com licença! — Ela veio até nós, especificamente até mim. — Poderia chamar o Kazuhiro para mim?
Bicho... As meninas todas pareciam não acreditar que ela foi falar justamente comigo, nem eu acreditava. Eu sorri amarelo e ia negar, mas uma delas foi mais rápida e disse que chamaria, então a gente se afastou logo enquanto chamavam ele.
Eu já disse que o universo ama zoar com a minha pessoa, não é?
“Ah, Chrystie, deve ter sido uma coincidência.”
Pode até ser, mas foi uma muito da sua… (Insira aqui uma palavra feia). Nós rimos muito depois, porém foi algo bem inesperado.
Já chega ou querem mais?
Teve uma que eu fui atrás dele para me ensinar matemática, mas o Sakai tava ocupado e outro garoto me ajudou.
Em outra, a turma dele fez uma palestra e minhas amigas quase me fizeram ser voluntária na hora que a equipe deles precisou e eu parecia um pimentão. Elas tentaram levantar minha mão e o pessoal da minha sala todo virou para mim.
Em mais uma, a criatura aqui quase deu de cara com ele na escada porque não estava prestando atenção à minha frente e as meninas comigo nem me avisaram, só riam como se fossem morrer depois.
Contei sobre como um dos professores quase descobre por conta dos desgraçados da minha sala? Ou como eu falei com ele no Facebook no dia do aniversário?
Ah… São memórias que eu odeio de certa forma, mas que amo também. Por quê? Pois foram situações hilárias na época e fazem-me rir até hoje. Meu ensino médio foi maravilhoso em muitos aspectos.
Admito que não sinto mais nada, contudo sentiria vergonha se o encontrasse, afinal eu contei sobre minha paixão(mas não teria contado se soubesse que ia ficar no vácuo eterno).
Compartilhar essas memórias para alegrar o dia ou arrancar um mínimo sorriso de alguém é meu principal objetivo. Deduzo ter acabado todas minhas lembranças com esse pequeno especial, então espero ter alcançado meu propósito.
Agradeço a todos por dedicarem seu tempo para ler sobre o besteirol que eu vivi e partilhar sensações as quais senti.
A Chrystie aqui ama vocês!
Ah…
Eu contei que ele começou a namorar depois da colação de grau?
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