Histórias da Ecomoda.
224 No aeroporto.
Na Ecomoda:
Marcela sai da presidência com as pastas nas mãos.
—MARCELA VALÊNCIA, ONDE VOCÊ PENSA QUE VAI? Hugo berra ao ver Marcela.
—Oi Huguinho... Marcela fala disfarçando escondendo a pasta atrás das costas.
—Venha aqui, eu vou te dar um beijo daqueles! Hugo fala ao se aproximar de Marcela
Eles se beijam e se abraçam forte. A pasta cai das mãos de Marcela.
—Mas o que é isso aqui, vamos ver... Hugo fala pegando a pasta.
—São umas cotações do lançamento que eu preciso resolver hoje! Marcela fala pegando as pastas das mãos de Hugo.
—Aí credo, tire isso de perto de mim, ondeio esses cálculos. Ui! Hugo fala meio que se afastando das pastas.
—Para Hugo, você sabe que graças as essas cotações você consegue fazer os seus desfiles!
—Sim eu sei, mas sem a minha magia, meu talento, meu glamour não teriam desfiles. Aliás quando a senhora vai dar o ar da graça e assistir o meu ensaio?
—Aí Huguinho agora não dá, eu preciso ir ao banco levar esses documentos e depois eu vou ficar com o Daniel...
—Sim sei, desculpa um horror de desculpas! Aliais quem diria que seu irmãozinho era assim em.
—Hugo, meu irmão é inocente e eu vou provar isso!
Sim claro e eu sou hetero!
—Hugo...
—Tá bom, eu vou continuar com meu ensaio. Vamos meninas vamos flu flu flay flay! Hugo sai para a passarela com algumas modelos que esperavam por ele.
—Preciso correr com isso aqui, logo. Aura Maria!
—Sim dona Marcela?
—Faça uma reserva pra mim no primeiro voô para Medelín, estou indo para o aeroporto!
—Sim dona Marcela
—Assim que conseguir me ligue no celular. Marcela fala indo para o elevador.
—Certo, dona Marcela.
Mario saia de sua sala ouve a conversa de Aura Maria e Marcela.
—O que a Marcela vai fazer em Medelin? Ele pergunta para Aura Maria.
—Não sei doutor, ela só mandou eu fazer a reserva.
—Estranho. Onde está a Sandra?
—Foi na produção doutor.
Sandra veio andando com algumas caixas cheias de carretéis de linhas.
—Espera Sandra eu te ajudo! Mario fala pegando algumas caixas.
—O que aconteceu com essas linhas? Mario fala pegando um carretel.
—As cores estão erradas doutor, e o pessoal da produção avisou e eu vou ligar para a Colorim pra pedir a troca.
—Primeiro ligue para o Freddy pra ele levar os carreteis, isso vai atrasar a produção. Mario fala passando a mão no cabelo.
—Verdade.
—Aliás Sandra deixa que eu ligo pra Colorim, ligue para o Freddy, depois vá na minha sala.
—Ok doutor.
Mario vai para sua sala.
No estacionamento:
Marcela entra no carro e seu celular começa a tocar mais uma vez.
—Alô?
—Mi amor, eu acabei de ver na teve sua entrevista.
—Marcelo, meu amor...
—Você está bem?
—Não estou uma pilha de nervos, quando você vai voltar? Eu preciso tanto de você.
—Eu te disse mi amor, estou sem dinheiro, tudo que eu tinha dei pra minha tia. Uma música de balada toca atrás.
—Onde você está que música é essa? Marcela fala desconfiada.
—Estou em um bar, estou trabalhando de garçom. Pra juntar o dinheiro e voltar.
—Mi amor, por que você não me falou antes? Marcela fala ligando o carro.
—Não queria te preocupar, mas como falta pouco tempo para o desfile não vi outra alternativa a não ser te pedir ajuda.
—Entendi! Quando precisa?
—5.000 mil pesos.
—Ai mi amor é que eu não tenho esse dinheiro aqui, mas posso te mandar mais tarde.
—Claro mi amor, eu vou pagar assim que eu receber.
—Não precisa mi amor, quando você chega?
—Assim que eu pegar o dinheiro eu compro a passagem e volto!
—Mi amor, mas você precisa mesmo de tudo isso? Digo 5.000 mil pesos não é demais?
—Sim mi amor eu entendo, é que eu preciso de dinheiro pra deixar com a minha tia.
—A sim, a tarde eu mando pra você, te ligo no seu celular assim que eu depositar.
—Está bem mi amor! Marcelo desliga o telefone e uma bela moça se senta em seu colo.
—Então? Ela vai te dar o dinheiro?
—Claro que sim, a tarde ela vai me mandar.
—É uma pena que você já tenha que ir...
—Mas até lá podemos aproveitar! Marcelo puxa o rosto da moça e os dois se beijam.
Marcela segue para o aeroporto, para poder viajar e vender as ações de Daniel.
No pronto socorro:
Daniel estava deitado em seu leito quando a porta se abre.
Dylan entra, ele fala alguma coisa com os policiais que estava na porta e depois a fecha.
—Ora, ora veja quem veio me visitar, o delegado Dylan... o que veio fazer aqui? Me bater ainda mais? Daniel fala rindo.
—Não se faça de idiota.
—Olha, pelo que eu estou sabendo, aquilo que você fez comigo na sala de reuniões foi abuso policial, e que a imprensa vai saber disso!
—Jajajaja isso é uma ameaça Valência?
—Claro que não, somente um aviso.
—Aviso? E você acha que vai falar com a imprensa?
—Eu não, mas outras pessoas podem fazer isso sabia?
—Aí Daniel, você não tem medo do que pode acontecer com as suas irmãzinhas não?
—ISSO É UMA AMEAÇA? Daniel fala nervoso.
—Não só um aviso! Dylan se aproxima de Daniel e lhe dá um tapa forte no rosto.
—Cuidado comigo Valência! Dylan sai do quarto.
—Desgraçado, você vai me pagar, ou se vai!
Na uti:
—Meu Deus ele é muito lindo! Fala Julia olhando seu netinho.
—Enfermeira, eu posso segurá-lo?
—Ainda não senhora, ele é muito pequenino.
—Está bem, já vou indo. Tchau mi amor Julia fala fazendo o sinal da cruz como forma de proteção ao bebê.
Depois ela sai da uti neonatal, onde Hermes e os outros estava esperando por ela.
—E então dona Julia, conheceu seu neto? Catalina fala abrindo um grande sorriso.
—Sim ele é muito lindo e tão pequenininho. Todos riem.
—Bom eu vou para a empresa! Roberto fala olhando o relógio.
— Mas por que papai? Camila fala.
—Temos um grande lançamento próximo, e com a Betty aqui, o Armando ao lado de sua família, o Daniel preso e a Marcela ao lado dele, a empresa está sem comando nenhum. Sem falar que temos um lançamento próximo, preciso ajudar no que puder. Roberto fala.
—Isso é verdade, eu também vou para a empresa! Fala Camila.
—Eu sei que sou apenas um contador, mas a minha filha é a presidente, e no que eu puder ajudar podem contar comigo! Hermes fala.
—Vamos precisar e muito do senhor seu Hermes. Vamos para a empresa! Roberto fala apertando a mão de Hermes.
—Vou levar a Julia em casa e depois vou para a empresa doutor.
—Certo então vamos, Catalina você também vai?
—Não Roberto, vou me despedir de Betty e do Armando, depois vou para o local do lançamento, preciso fechar algumas coisas.
—Certo então vamos! Roberto fala puxando a frente dos outros.
No leito da Uti:
Betty estava assistindo a tv.
—Mi amor, desligue isso, isso não faz bem a você! Armando fala se aproximando com um copo de água.
—Ah mi amor, que confusão foi essa de hoje, como faremos o lançamento depois de todo esse escândalo?
—Mi amor, você não deve se preocupar com isso agora, está tudo sobre controle e o lançamento vai ficar maravilhoso, você vai ver! Armando dá um beijo na testa de Betty
—Oi... Betty. Catalina fala ao se aproximar.
—OI dona Catalina.
—Betty todos já foram, eu vou indo também, pois vou resolver algumas coisas do lançamento que estão atrasadas.
—Ah a dona Catalina muito obrigada por tudo. Só que eu não consigo ficar tranquila sobre esse lançamento.
—Ora mais por quê? Catalina fala segurando a mão de Betty.
—Todo esse escândalo, fora que eu estou aqui mais uma vez como a empresa vai ficar?
—Sobre o lançamento, não se preocupe eu vou rabiscar alguma coisa pra acalmar a imprensa, e sobre a empresa, o Roberto a Camila e seu Hermes estão tomando conta de tudo, não se preocupe com nada.
—Como assim, o seu Roberto... ai meu Deus.
— O que foi Betty?
—Dona Catalina, o seu Roberto deveria estar descansando não trabalhando...
—Betty a Ecomoda precisa dele nesse momento e você precisa descansar, afinal você tem que estar linda e plena no lançamento, não é verdade Armando?
—Linda ela sempre foi Cata! Armando fala beijando a mão de Betty.
—Jajajajaja parem você dois! Jajajajaja
—Realmente vocês têm que parar, a nossa paciente tem que descansar agora. O médico fala.
—Está bem, mi amor já vamos. Depois eu posso vir vê-la doutor? Armando pergunta fazendo cara de cachorrinho que caiu da mudança.
—Pode sim, mas não vai poder dormir aqui viu. O médico fala fazendo cara feia.
—Certo doutor. Mi amor descanse. Armando beija os lábios de Betty e depois sai.
—Tchau Betty, descanse. Catalina fala saindo do box.
No corredor:
—Cata, você sabe onde o Daniel está? ouvi dizer que ele está nesse hospital, mas gostaria de saber o quarto dele.
—Não sei Armando, mas pra que você quer saber?
—Pra nada. só saber mesmo! Vamos,
—Vai pra onde Armando?
—Pra empresa, quero ajudar no que eu puder.
— Não seria melhor você ir descansar, afinal suas mãos...
—Isso não é nada! Vou para a Ecomoda, se for pra casa eu não vou descansar.
—E ir à casa dos seus sogros, afinal a sua filha está lá...
—Aí minha pequenininha, tenho tanto medo de quando ela crescer Cata.
—Por quê?
—Ora Cata, ela é linda logo vai me aparecer com um namorado, namorado Cata, não estou preparado pra isso não.
—JAJAJAJA Aí Armando, então aproveite agora que ela está pequena, por logo ela vai crescer...
—Nem me fala isso Cata!
No aeroporto:
Marcela estava em um caixa eletrônico fazendo a transferência do dinheiro para Marcelo.
—Pronto, agora vou ligar pra ele.
Em um quarto de motel:
Marcelo estava deitado na cama, ele tinha feito amor com uma linda moça que dormia ao lado dele.
O celular toca.
—Alô?
—Oi mi amor!
— Acabei de transferir o dinheiro pra sua conta, em uma hora o dinheiro vai estar na sua conta.
—Ótimo mi amor, vou providenciar a passagem e conversar com a moça que vai ficar com a minha tia.
—Aliais mi amor, gostaria muito de falar com a sua tia...
—Com a minha tia, agora?
—Sim, por quê?
—Ela está dormindo coitadinha, está muito triste porque eu vou voltar...
A moça que dormia acorda e ouve a conversa dos dois.
—ÚLTIMA CHAMADA PARA O VOO 1768 COM DESTINO A MEDELÍN, EMBARQUE PELO PORTÃO 11.
—Preciso desligar agora mi amor!
—Você está no aeroporto? Pra onde vai?
—Quando você chegar, eu te explico. Marcela fala desligando o celular e correndo para o portão de embarque.
Então ela fez a transferência?
—Sim, vou arrumar as minhas coisas. Marcelo se levanta da cama.
—Está cedo, fica mais um pouco...
—Não, preciso voltar o quanto antes, algo me diz que vou me dar muito bem com essa prisão do doutor Valência.
Do lado de fora do hospital:
Armando estava se dirigindo para a saída, quando esculta alguém o chamar.
—ARMANDO...
—Ao se virar era Dylan que vinha correndo em sua direção.
—Com está a Betty?
—Melhor, o médico disse que ela precisa descansar.
—E pra onde você vai?
—Pra casa dos meus sogros, quero ficar um pouco com minha filha. Por que precisa de alguma coisa?
—Não, não, só queria saber caso precise do seu depoimento.
—Entendi!
Armando estava seguia pra fora quando Dylan o chama mais uma vez.
—ARMANDO!
—Oi?
—Não sai por aí, a imprensa inteira da Colômbia está ai.
—Mas que cruz!
—Venha, vamos por trás.
Os dois seguem andando calados. Até passar por um corredor, onde 2 policiais estavam encostados na parede vigiando uma porta.
—Não saiam daí até serem rendidos. Dylan fala dando a ordem para os policiais.
—Sim senhor! Os dois respondem.
Armando e Dylan seguem até que Armando pergunta: _ aquele era o quarto do Daniel?
— Sim, ele está sendo vigiado para não fugir.
—Eu gostaria de voltar lá e acabar com o que eu comecei... Armando fala voltando para trás.
—Não Armando, não vale a pena. Sem falar que o que espera pelo doutor Valência na prisão é bem pior do que você pode imaginar. Dylan fala segurando o braço de Armando.
—Como assim?
—Deixe que a justiça cumpra seu papel. Vamos!
Ao saírem Armando agradeceu a Dylan e seguiu para porta.
—Armando veio de carro?
—Não vim na ambulância com a Betty, vou chamar um taxi.
—Deixe-me te dou uma carona. Meu carro está ali. Dylan aponta para um Mitsubishi Eclipse GSX preto.
—Belo carro. Armando fala ao abrir a porta.
—Obrigado, gosto de carros velozes.
—Eu tinha um Toyota Celica MIK. Mas vendi quando a minha pequena nasceu, precisava de um carro mais família, pra colocar a cadeirinha.
—Entendo, é um ótimo carro. Dylan fala ligando o carro e partindo em velocidade para as ruas de Bogotá.
Na Ecomoda:
Todos trabalhavam quando a porta do elevador abre Roberto e Camila saem de dentro.
—Boa tarde a todos! Roberto e Camila falam.
—Oi seu Roberto, dona Camila.
—Olá meninas! Fala Roberto.
—Aura Maria, você sabe se a faxineira já limpou a presidência?
—Não senhor, estamos esperando a polícia liberar, o doutor Dylan acabou de ligar falando que a sala já pode ser usada.
—Certo, peça pra que ela organize a sala, vou trabalhar lá. Enquanto isso, vou ao ateliê do Hugo.
—Certo seu Roberto... ah seu Roberto, quem esteve na presidência foi a dona Marcela, ela entrou e sai com duas pastas na mão.
—Pastas? Que pastas são essas? Roberto pergunta curioso.
—Não sei, ela só pegou as pastas...
—E onde ela está? está na sala dela?
—Não, ela foi pra Medelín.
—Medelín? Pergunta Roberto e Camila.
—E o que ela foi fazer lá? Fala Camila.
—Não sei, só sei que ela me pediu pra fazer a reserva da passagem. Aura Maria fala balançando as mãos.
—Que estranho... vou para o ateliê, qualquer ligação para a presidência passe pra lá Aura Maria.
—Sim seu Roberto!
—Aura Maria, o Nick está...
—Na sala dele dona Camila.
—Certo, vou lá! Camila segue para a sala de Nicolás.
Na vice-presidência:
—Tem certeza disso doutor? Sandra fala se sentando de frente a Mario.
—Sim, vou lá na Colorim reclamar sobre os carretéis e depois vou buscar o meu filho. Não vou deixá-lo com aquela maluca da Patrícia, se ela foi capaz de colocar o Daniel aqui, imagina o que mais ela pode fazer.
—Ok doutor... Sandra fala ao se levantar e seguir para a porta.
—A Sandre, infelizmente não vamos poder sair hoje, não tem ninguém pra ficar com o Patrick, aliás eu tenho que contratar uma babá.
—Não se preocupe doutor, eu entendo.
—Mas você poderia ir lá pra casa, depois que o Patrick dormir, podemos abrir um vinho ouvir uma música....
—No que está pensando doutor?
—Numa noite Maravilhosa! Mario dá um sorrisinho safado para Sandra.
Sandra responde com um sorriso igual e fala: _claro doutor. E sai da sala.
Na frente da casa dos Pinzón.
—Obrigado pela carona. Armando fala saindo do carro.
—Disponha, aliás amanhã irei precisar de você para ouvir o seu depoimento.
—Claro, só marcar a hora e o lugar! Obrigado mais uma vez. Armando fecha a porta do carro e Dylan sai em disparada.
Armando passa a mão no rosto e segue para o portão da casa dos Pinzón.
—EI DOUTOR ENGOMADINHO!
Armando olha e pra sua surpresa Román e mais dois vem em sua direção.
Armando fecha os punhos e responde. _O que vocês querem?
Continua....
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