Notas iniciais
Espero que gostem, galera!

–Anda logo, garota! — Gritou alguma desgraçada – Já está na hora de você ir comer – ela bateu com força duas vezes na porta e saiu.

Minha barriga roncou, talvez eu deva ir comer algo. Sai do “quarto” e fui para o inferno que as pessoas chamam de refeitório e passei a frente na fila com a minha bandeja.

–Que merda é essa, Angel?! — gritou Rebeca, a garota que antes era a primeira da fila. Revirei os olhos e bufei de raiva. Como essa anã ousa elevar o tom de voz pra mim?! E ainda por cima me chamar pelo meu nome?! Virei pra ela e vi a menina ficar um pouco assustada.

–Quem você pensa que é pra dirigir a palavra a mim?! E NUNCA me chame de “Angel”! Entendeu bem ou quer que eu desenhe?! Se você quiser só tem um problema: eu sou excêntrica, vou querer escrever com o seu sangue. — Gritei com a injuria parada a minha frente, ela engoliu em seco e abaixou o olhar – ENTENDEU!?

–Sim, Andy – olhei feio para ela novamente – Sim, Andy, me desculpe por ter te ofendido.

–Melhor assim, agora vaza. — ela saiu rapidamente e eu sorri. Essa gente é muito medrosa, não sei nem como vieram parar aqui. Com essa coragem era melhor eles estarem na escola da barbie.

Peguei uma maçã, um cupcake de veludo vermelho com recheio de chantili e uma água. Amo esses bolinhos. Fui me dirigindo a mesa na qual eu sempre sento. Ela fica bem no meio do refeitório e só tem um lugar. Que é o meu, só meu. Ninguém sequer pode cogitar a hipótese de olhar para ali.

Me sentei em minha mesa e comecei a comer minha maçã. O que eu falei antes de ser excêntrica é a mais pura verdade. Tanto que eu só como maçãs vermelhas como o sangue. Eu amo vermelho. E sangue. Então é a combinação perfeita.

Pra quem não sabe, meu nome é Angel, mas se você ousar me chamar assim é melhor você saber o seu tipo sanguíneo, pois vai precisar quando eu acabar com você. Enfim! Voltando ao assunto... Eu prefiro ser chamada de Andy, fica menos patricinha, menos fofinho... Eu estou nesse reformatório a 2 longos anos. Desde meus 14 anos. Não sei como, mas eu consegui o respeito de todos daqui por causa da minha ficha ou qualquer merda dessas, não importa.

Eu não tenho nenhum amigo nessa porcaria de reformatório, mas eu não me importo, estou bem assim. Todos aqui tem muito medo de mim, menos o grupinho dos “populares” do reformatório. Eles se acham porque já mataram alguém. Pura bobagem.... Acho que eles não viram minha ficha.

Bom, eu me considero bonita. Tenho meus cabelos loiros e ondulados que acabam no fim da minhas costas. Meus olhos são azuis bem claros, quase brancos e tenho cílios bem grandes. Minha pele é clara, eu tenho covinhas, algumas sardas quase invisíveis e minhas bochechas um pouco rosadas. Meus lábios são carnudos e vermelhos. O que me faz parecer um anjinho. Não acham? Pois é, por isso eu não sou tão fã assim da minha aparência.

Cada um daqui tem uma história e tudo está contado em uma ficha. Isso explica o meu plano de roubar as fichas de todos e isso acontecerá hoje a noite. Sorri de canto com o meu pensamento e notei que eu já tinha acabado o meu lanche.

Olhei para frente e vi que os idiotas dos “populares” estavam vindo falar comigo, mas acho bom que eles não me estressem. To sem saco pra isso hoje.

–Angelita! Como vai? — perguntou o ruivo. Revirei os olhos e olhei para ele com indiferença. — Acho melhor você melhorar essa cara, querida. Porque você sabe... Já matamos uma pessoa e creio que podemos matar mais uma – ele sorriu e os trogloditas que não pensam assentiram falando algo incompreensível. Bati meu punho contra mesa e o encarei com raiva.

–1º. Nunca em sua vida ouse me chamar de “Angelita”, Mattew. 2º. Essa foi a cara que eu ganhei, se contente em olhar para ela como eu me contento em ser obrigada a olhar para a sua cara de bode. 3º.Parabéns! Matou alguém! É o rei da máfia. — disse sarcástica e seca – Agora, Mattew, sai da minha frente que eu quero sair. — disse pegando minha bandeja vazia e me levantei, já ia saindo até que ele disse:

–Pra que ir tão cedo, eu amor?- perguntou sádico.

–Pra você fazer o curativo na cabeça, querido! — Ele fez cara de desentendido e eu sorri batendo na cabeça dele com a bandeja. — Por isso, amor – falei extremamente sádica.

Joguei a bandeja no chão e sai tranquilamente em rumo ao meu quarto, era sábado eu não tinha aula. Me tranquei ali pus meus fones e me atirei na cama. Não sei como, mas cai no sono quando tocava “Decoy”.


Notas finais
Não se esqueçam das reviews *-*
Beijos e até o próximo capitulo!