História After You
24 Capítulo - De Volta a Nublar
Notas iniciais
Owen empurra a porta da cabine, encontrando uma Claire com o olhar sedutor, lascivo. De imediato ele fecha a porta atrás de si. O toque quente nas coxas dela, a ergueu a colocando sentada na pia. Owen naquele exato momento teria agradecido aos deuses se ela estivesse de saia. A agarra pelos quadris puxando o tecido da calça, a puxando tão próxima, ficando no meio das pernas dela.
— Sua danadinha... — Sussurrou no ouvido da ruiva, fazendo um calor percorrer o pescoço dela enquanto se roçava nela. O rosto dele sem barbear o fazia parecer mais resistente e irresistível. Owen retira a camisa. As contusões e cortes resultantes de seu trabalho com os raptores se acrescentavam a sua personalidade de menino mau. Claire observava cada marca em seu abdômen, marcas que ela já conhecia de olhos fechados e que costumava fazer um carinho no local, imaginando como ele conseguiu cada uma delas. Ela tinha orgulho dele, um ótimo profissional e uma ótima pessoa, suas qualidades eram muitos maiores que seus defeitos.
Sem abrir os olhos, posou a mão áspera pelo trabalho, na pele nua da coxa. Claire não conseguia resistir aos encantos do namorado, ele era incrível em todos os sentidos. O desejo por ele era inexplicável assim como o amor que aumentava a cada dia que passava. Ela estava feliz e queria fazê-lo feliz, nunca imaginou que aquele homem que conheceu há meses atrás, o mais abusado dos funcionários do parque e com um irresistível charme, se tornaria o homem da sua vida.
Owen tocava a ruiva ousadamente sentindo-a arrepiar-se diante de seus toques. Eles precisavam ser rápidos e não podiam fazer o menor barulho que fosse. Sentir a ereção dele, saber o que ela provocava nele, era incrível, ela amava isso. Entre beijos, Claire desce a mão por dentro da calça dele e começa a massagear o membro ereto. O olhar faminto em seus olhos se tornou nítido ao sentir a mão pequena dela tocar o membro que já latejava por ela. O treinador avançou com a mão, movendo-se para coxa descoberta dela. Seu polegar fazia lentos círculos em sua pele branca enquanto seus lábios se moviam para cobrir a boca da ruiva. Seus lábios a pararam mais uma vez. Beijou-a com força, causando uma explosão entre eles. Um gemido escapou involuntariamente. Não havia nada simples ou suave nele. Apoderou-se dela faminto.
— O que você faz comigo, Claire? — Disse com voz áspera contra a boca dela. Não lhe deu chance de responder. Os lábios implacáveis de Owen cobriram os de Claire outra vez enquanto suas mãos adentraram mais por dentro da roupa dela.
A língua era quente na boca dela. As línguas se encontraram, lhes causando um profundo gemido. Seus largos dedos se enredaram nos cabelos vermelhos, se aproximando mais ainda do corpo dela. O espaço entre eles que já era mínimo, desapareceu. As mãos do loiro tinham vontade própria enquanto corriam pelos braços dela, sentindo a suavidade e maciez de sua pele.
Ainda segurando ela gentilmente pelos cabelos, Owen puxou a cabeça brandamente para trás, lhe dando mais acesso ao pescoço branco dela, a deixando a mercê dele.
— Quero tanto você — murmurou, enquanto a língua saía para tocar a carne ardendo dela. — Nunca quis alguém assim... tão...
Tudo era ainda era novo ele. A fome que sentia por ela. Por seu tato. Por seus lábios. Por ela. Passou os dedos em seus cabelos sedosos e a atraiu novamente para sua boca.
Avidamente obrigou e possuiu os lábios de Claire urgentemente. Owen movia as mãos sobre ela. Seu cabelo, seus ombros. Queria explorá-la toda mais uma vez.
Com impaciência rasgou a pequena calcinha de renda. Com outro puxão, a blusa dela seguiu o mesmo destino da peça íntima. Chão. O olhar de Owen caiu sobre o sutiã de renda. Muito lentamente, passou um dedo entre os seios dela. Seus olhos seguiram o caminho, desfrutando da vista frente a ela. Ele reparou as bochechas coradas dela e a beija mais uma vez, aproveitando o momento para tocá-la na intimidade quente e molhada, a estimulando. O loiro tinha o domínio da situação, Claire adorava ser dominada por ele. O banheiro minúsculo facilitou a proximidade dos dois.
— Owen... — ela gemia baixinho o nome dele, enquanto a tocava e ao senti-lo tocar sua intimidade o puxou novamente para um beijo na tentativa de abafar seus gemidos. Ela explora cada canto de sua boca... E que boca maravilhosa. Com muita pressa ela consegue abaixar a calça e boxer dele.
A mão do homem moveu-se pelas costas dela, acariciando a pele com o passar do caminho. Com uma suavidade nascida da experiência, desabotoou o sutiã. Muito lentamente, deslizou pelos ombros, a deixando nua.
Então, tocou-a. Sua mão acariciou seu seio, encaixando em sua palma como se tivesse sido feita para ele. Um de seus dedos passou brandamente sobre o mamilo rosado, a fazendo arquear o corpo ante a sensação. Riu baixo entre os dentes pela reação dela.
Baixou a cabeça e seu quente fôlego se moveu sobre os seios dela. A carne dela pareceu ganhar vida quando seus lábios se abateram sobre ela. Com algo que soou como um grunhido, baixou a cabeça, tomando o mamilo em sua boca.
Claire agarrou um punhado de cabelo e o segurou perto enquanto sua língua formava redemoinhos ao redor, brincando. Chupando. Mudou para dar a mesma atenção ao outro mamilo. Suas mãos cavaram seus seios enquanto sua boca se movia para a deixar louca. Queria deixá-la insana.
Enquanto sua boca torturava seus seios, a mão estava na parte íntima dela. Queria suas mãos por toda parte nela. Tocando-a. Explorando dentro dela. Os dedos brincavam dentro dela. Sentia exatamente onde estava sua umidade. Onde estava sua necessidade. Só dava uma prova do que viria e queria mais.
Sua boca deixou o seio dela e mudou para a boca. Owen moveu as mãos para a calça e ouviram o som do zíper. Owen usou os joelhos pra empurrar as pernas dela, a fazendo obedecer. A ereção se chocou contra ela em busca da entrada. Já era insano o desejo que corria pelo corpo de Claire. Fazia com que ela se contorcesse por completo, os gemidos inevitáveis que ela tentava segurar, escapavam. Quando finalmente ela sente o membro dele a penetra-la um dos maiores prazeres para ela. A ruiva morde o ombro dele assim como suas unhas o arranhavam. Owen agora sacudia o corpo contra o dela. Sua língua empurrou dentro, a marcando como dele, sua propriedade. De repente se afastou dela.
— Um momento. — disse saindo de dentro dela, inclinando-se e pegando algo no bolso da calça no chão.
Logo voltou para ela. Seus lábios cobriram os dela de novo, recompensando o segundo de tempo perdido. Enquanto sua boca a atormentava, o som de um pacote abrindo-se ressonou na cabine. Parou para agarrar os quadris dela com as duas mãos e acomodar-se entre suas pernas. Ali onde a queria.
Enquanto seus fortes lábios dominavam os da ruiva, empurrou o membro grande e grosso dentro dela. Enquanto afundava tudo nela, segurava o máximo pra não gemer.
— Deus, é tão apertada! — disse enquanto se movimentava para dentro, lento.
Respirando com dificuldade, seu corpo se esticou enquanto saía até a metade e se afundava de novo nela, cada vez mais forte. Seus lábios encontraram o pescoço dela beijando a pele. — Tão malditamente apertada — disse, com seu fôlego quente contra sua garganta.
Seus quadris sacudiram contra ela. Afastando e voltando, ganhando velocidade. A fricção fazia com que ela arqueasse as costas, empurrando os seios mais perto da boca dele. Sua hábil língua brincou com um dos mamilos e começou a mover-se mais rápido. Sua mão apertou-lhe o traseiro a sustentando. Seus dedos se afundaram em sua carne, enquanto se movia.
Uma nova sensação, diferente de qualquer outra experiência, rolou através dele. Sua incrível intensidade se apoderou dela. Se sentia como se estivesse a ponto de cair em um abismo. Um abismo cheio de nada mais que prazer.
Os minutos se estendiam, o orgasmo ondulava sobre eles, alagando ambos os corpos com um êxtase que não acreditavam ser capazes de suportar. Onda após onda o golpeou e quase o fez grunhir. Queria fazê-la gritar de prazer.
Após minutos de prazer intenso, eles chegam ao ápice. Suados e as respirações ofegantes, permanecem abraçados e aos poucos a respiração se normaliza. Claire se afasta dele e começa a se vestir. Owen não queria deixá-la sair de seus braços, mas pelo lugar em que estavam teriam que sair logo.
— Então... mudou de ideia sobre o preservativo? — Claire questionou-o enquanto subia as calças pelas pernas.
— Eu te dei remédio ontem para o resfriado. Fiquei com medo de que ele cortasse o efeito do seu anticoncepcional... Não entendo dessas coisas, mas na dúvida é melhor prevenir.
— Entendi. Poderia ter me avisado... — Aquilo foi bem menos prazeroso para ela, porém ele tinha razão. Então quando finalmente os dois já estavam devidamente vestidos, Owen abre a porta com cautela. Após se certificar de que ninguém de fato estava passando, Claire passou por ele como um furacão, retornando a sua poltrona. O marinheiro deu um nó na camisinha, descartando-a logo depois. Higienizou as mãos foi e atrás da ruiva irritada.
— Ficou brava comigo? Qual é, Claire...
— Não! — Responde-o de forma seca, evitando contato visual. A ruiva pega uma revista qualquer e começa a folheá-la fingindo ler. — Só poderia ter me avisado.
— E que diferença ia fazer se eu avisasse? Não gostou é isso? Olha... eu também odeio aquela coisa... — Owen arrancou sem gentileza alguma a revista das mãos da ruiva obrigando ela a encara-lo.
— Foi diferente...
— Eu sei que foi... mas não fica desse jeito comigo. Qual é? Foi a primeira vez que transou com um cara de camisinha na vida?
— Claro que não, nunca transei com o... Justin sem camisinha. Deus me livre, já pensou se tivesse engravidado dele ou pegado alguma doença... — respira fundo. — Seria terrível!
— Na época você ia adorar, não minta. — Revira os olhos.
— Não Owen! Nunca quis ter filhos! Meu foco sempre foi meu trabalho e um filho atrapalharia...Nem ele nunca quis.
— E porque agora mudou de ideia?
— Você acha que não deveria mudar?
— Eu te fiz uma pergunta.
— Não sei... — revira os olhos.
— De mau humor porque eu coloquei camisinha. Já sei o que é...
— O que?
— TPM a vista.
— Idiota! – tenta inutilmente puxar a revista de volta das mãos dele.
— Falei mentira não. Eu te faço gozar gostoso em cima da pia e você me trata assim. Que feio, Claire. Não terá sua revista de volta. — Owen retirou a mesma do alcance dela a abriu, fingindo interesse.
Claire queria rir e estapeá-lo ao mesmo tempo pela ousadia do comentário, mas não o fez.
— Não seja convencido, Senhor Grady! Já tivemos vezes melhores. — Provoca-o. — E não preciso de uma revista idiota. — Diz enquanto pegava o celular da bolsa. O treinador rolava os olhos pela revista quando resolveu provoca-la.
— Meu Deus, olha essas meninas de biquíni fio dental. — Na verdade se tratava de uma revista de móveis de luxo, Owen estava na página de mesas de jantar, mas não deixou-a ver. — Wow que bundão...
Claire o encara incrédula ao que acabou de ouvir e decidiu afastar-se dele, birrenta. Senta-se em uma poltrona desocupada ao lado, começando a ler seus e-mails de cara feia. O treinador muda-se de lugar e senta-se ao seu lado. Ao ver que Claire estava lendo e-mails, arranca o celular da mão da ruiva rapidamente.
— Vai ter muito tempo para checar e-mails no escritório, senhorita Dearing! Agora me dá um beijo... — Inclinou-se o corpo sobre a poltrona dela, esperando o beijo. Claire afastou-se.
— Não vou te dar beijo nenhum... devolve o meu celular!
— Ok...ok... Já sei. — Owen retirou algumas trufas de chocolate que havia comprado na mochila e a entrega, a fazendo sorrir. — Toma, fera...
— Não quero! — tenta manter-se séria, falhando miseravelmente.
Owen sorriu de canto ao ver o sorriso de sua ruiva.
— Come amor... é aquele que você gosta.
Claire não resiste e começa a comer um dos bombons, logo em seguida puxa-o para um beijo doce sabor chocolate. Um sorriso convencido se formou no rosto do ex-marinheiro, beija-a de volta com todo carinho.
— Meu treinador barbudo...- diz entre os lábios dele.
— Vou fazer essa barba, você vai ver. — Cuidadosamente, Owen passa o polegar no canto da boca dela que estava sujo de chocolate.
— Que bom...- deposita um selinho demorado no amado e repousa a cabeça em seu ombro logo após. — Estamos quase chegando, o helicóptero já está nos esperando no aeroporto.
Claire era bastante instável, Owen tinha que concordar. Já havia mudado repentinamente de humor. Owen beija carinhosamente os cabelo ruivos, permitindo perder o olhar pela janela.
— Saudades dos meus raptores.... Logo vamos sair novamente para ir para Miami...
— Eu imagino, também estou com saudade do meu trabalho, da correria, dos dinossauros... vamos ter quatro dias até a viagem. Assim que chegarmos tenho uma reunião com o Conselho e depois preciso fazer uma coisa muito importante... – a ruiva pode sentir um aperto no peito só de pensar no que estava por vir.
— O que seria de tão importante?
— Denunciar o Justin... Não avisei ninguém ainda sobre ele!
— Não quero que se preocupe com isso. Eu já disse que estou resolvendo, meu amor.
Claire levanta a cabeça e encara-o seriamente.
— Como assim você está resolvendo, Owen? Que história é essa?
— Shh... ainda quero ficar de cara a cara com aquele imbecil.
— Owen... O que você pensa que está fazendo? — ela começa a se preocupar mais do que já estava. Sabia o quanto Justin era perigoso.
— Fica tranquila. Come mais um bombom...
— COMO VOCÊ QUER QUE EU FIQUE TRANQUILA? — Levanta a voz sem perceber empurrando-o mão. — Você não tem o direito de se meter nisso e nem sequer me diz nada... — Claire tinha medo. Medo não só por ela, mas por ele também.
— A partir do momento em que você é A MINHA namorada, eu tenho todo o direito, SIM! Do que tem medo? Eu não tenho medo daquele covarde. Nenhum pouco. E pode abaixar esse tom de voz, as pessoas estão olhando... Só quero te ajudar. Te proteger.
— Não interessa! Você não tinha esse direito... ele é perigoso!
— Ele ainda não sabe meu plano, gatinha. Confia no mestre. — Pisca para ela. – Pedi para o Masrani contratar seguranças.
— Eu não acredito Owen! Eu não vou andar com seguranças e nem você e nem Simon vão me obrigar a Isso! Nem que eu tenha que ir embora daquela ilha. Mas eu resolverei esse problema sozinha! E não falaremos mais sobre isso!
— Sozinha, jamais. Se não quer discutir... é melhor parar.
Claire respira fundo e pega o celular de volta. O silêncio se fez entre eles até que finalmente chegarem no aeroporto e pegando o helicóptero até Nublar. Os dois permaneceram todo o fim da viagem sem dirigir a palavra um ao outro. Depois de quase uma hora chegam no resort. Owen retira as malas dela e leva para o carro. Em seguida as dele e Claire entra no carro bufando. Quando o treinador entra, bate com força a porta.
— Será que dá para não bater à porta desse jeito! Isso é um carro, não uma porteira de sítio! — Irritada, dá partida em sua Mercedes-Benz, seguindo o caminho do bangalô.
— E daí? — Perguntou em um tom grosseiro e rolou os olhos. Quando chegam ao bangalô, Owen retira a chave do carro para que ela não fosse embora e sai do veículo, pegando todas as malas e levando para dentro como se nada tivesse acontecido.
Claire revira os olhos para aquela atitude dele e o segue, estava com a paciência esgotada.
— Devolve agora a minha chave, Owen!!!
— Você vai ficar aqui, tivemos uma viagem longa. Eu estou cansado. Tenho certeza que você também está. Será que é pedir muito que você deite do meu lado e durma comigo para eu me sentir melhor? Descansarmos juntos, sabendo que a mulher da minha vida está segura e do meu lado?
Claire o olha estática, sem reação. Após todas aquelas horas sem se falarem, não esperava por aquilo.
Owen balançou a cabeça negativamente e deixou a chave sobre a cômoda, dando as costas a ela e entrando no banheiro indo tomar um banho frio. Não demorou muito tempo para ela cair em si, e resolve ir atrás, tendo a oportunidade de vê-lo maravilhosamente nu.
— Será que eu posso... me juntar a você?- pergunta-o um pouco sem jeito ainda da porta. Owen estava com a cabeça embaixo do chuveiro enxaguando toda a espuma que fizera no cabelo.
— Vem cá...
Claire despiu-se, aproximando-se dele por trás abraçando-o. Enquanto a água fria caía sobre eles, o loiro lembra-se do resfriado dela e imediatamente muda para a água quente. Vira para ela erguendo-a no colo.
— Sabia que não ia resistir a esse gostoso treinador...
— Não foi por isso que vim... Foi para dormirmos... – Sussurrou-lhe com um sorriso de canto.
— E quem disse que a gente não vai? — Owen a ensaboa toda e deixa a água fazer o restante do trabalho.
— Eu te amo. — Claire puxa-o para um beijo calmo, enquanto a água percorria seus corpos. Owen era um grande homem, ela não sabia se merecia tudo isso. Ele corresponde o beijo no mesmo ritmo que a ruiva, até finalizar com um singelo selinho e entrega-lhe uma toalha e seca-se com a sua.
Depois daquela viagem ele tinha a plena certeza que deram um grande passo no relacionamento. Agora só faltava ele conhecer a família da namorada.
— Amor, você também pode deixar umas roupas aqui. Não comprei nada porque você já deve saber que eu sou péssimo com isso. — Comentou vestindo uma cueca e um calção, indo direto para cama.
— Pode deixar, depois eu trago... – Claire não pode deixar de sorrir, vai até o guarda-roupa e veste uma camiseta dele.
— Posso vestir? — Pergunta-o deitando ao seu lado no colchão.
— Já vestiu... — a envolveu pela cintura com um braço. — Ficou linda na minha camiseta...
— Vou colocar você para dormir... — Claire levanta o fazendo virar-se de bruços subindo por cima dele. Senta-se em sua bunda e começa a massagear suas costas. — Estava te devendo... — Beija-o na orelha. — Se doer me fala amor...
— Eu que devia te fazer uma super massagem... você que está doente. — O ex-marinheiro queria resistir, mas as mãozinhas da ruiva em suas costas o fizeram desistir. — Hmmm....
— Você já cuidou muito bem de mim... quero retribuir... — Apertava-lhe nos ombros e podia sentir o quão tenso ele estava. — Relaxa amor... — intercala os apertos com beijos. Owen estava praticamente desmaiado.
— Você é maravilhosa...
A ruiva sorri e começa a massagear o corpo todo dele, braços, mãos, pernas e os pés. Até perceber que ele já estava quase dormindo. Senta ao seu lado colocando um travesseiro em suas pernas e o puxa para colocar a cabeça sobre elas. Claire começa a fazer um carinho em seus cabelos. Todo mundo precisa disso na vida.
O treinador dormia pesadamente, estava exausto. Aquelas mãozinhas eram bastante habilidosas em tudo o que fazia, para acrescentar o cheiro doce de baunilha dela ajudou para que ele dormisse rapidamente. Assim que Claire percebeu que Owen havia adormecido, o acomoda na cama e deita ao lado dele puxando o lençol para cobri-los. Após alguns minutos, ela também acaba acontecendo junto a ele.
*
Owen desperta durante a noite com o estômago roncando. Percebe Claire adormecida ao seu lado por alguns minutos, até que se levanta com cautela. O que não adiantou muito, Claire acorda tempo depois com os sons de panela vindo da cozinha.
A ruiva observa-o por um tempo da porta e começa a rir. Logo um cheiro de tempero e especiarias tomou conta do pequeno bangalô. Owen cortava alguns pimentões, tomates e cebolas até que ouviu a voz dela atrás de si.
— Faminto?
Ele depara-se com uma Claire toda descabelada e não pode deixar de sorrir com aquela visão. Extremamente sexy.
— Bastante. Por isso estou fazendo minha especialidade. Macarrão com queijo ao molho. — Pisca para ela e volta a prestar atenção nos cortes que fazia.
Claire aproximou-se abraçando-o por trás e parando ao seu lado.
— O cheiro está maravilhoso... Quer ajuda?
— Pode ralar o queijo por favor? — Continua concentrado no que fazia apesar de ter adorado aquela sensação do corpo pequeno dela junto ao dele.
— Então... — pega o queijo e o ralador e os encara confusa. — Como eu faço isso?... é só esfregar o queijo?
— Sim, Claire. É simples. — ficou atrás dela, passando os braços ao redor de sua cintura, a mostrando como se faz. Logo ela pegou o jeito.
— Entendi... Isso é bom...- se refere a posição de Owen. — Acho que quero aprender a cozinhar...
Owen ralou boa parte do queijo e a entregou.
— Vou te inspecionar. — limpa as mãos no pano de cozinha e coloca as mãos na cintura dela. — Porque o interesse repentino pela culinária, Dearing?
— Na verdade o interesse é pelo professor. — Confessou-lhe ainda concentrada no que fazia.
— Não vou desconcentrar minha aluna nesse caso. — Afasta-se com um meio sorriso e dá uma olhada na panela.
— Pronto... terminei. E agora Senhor Chefe da melhor cozinha de Nublar?
— Vem aqui ver se está bom de sal. – O loiro pega uma pequena quantidade de molho fumegante, assopra para que não a queimasse e leva até a boquinha da ruiva.
— Uhmmm... está aprovado, Grady!
— Fico feliz. — A abraça beijando-a e pede a ela uma brecha com a língua, queria intensificar aquele beijo. — Você está perfeitamente sexy na minha camiseta... minha nossa. — A mão máscula e pesada de Owen foi parar no traseiro dela, apertando fazendo-a soltar um gemido.
— Você achou mesmo? — Sussurra-lhe e o beija novamente dando espaço para as línguas se encontrarem.
O treinador a beijou com todo amor do mundo, ainda com a mão segurando firme o bumbum dela, enquanto a outra estava presa em sua cintura.
— Se continuar me provocando assim, vamos ter um macarrão queimado de jantar.
Claire encosta a testa na dele o olhando nos olhos, respirando ofegante.
— Tem razão... — Afasta-se indo sentar-se no sofá. — Podíamos assistir um filme, o que acha?
— "Terror no Pântano" ou "O Massacre da Serra Elétrica". — Sugeriu-lhe arrumando a mesa de jantar. Era simples. Colocou uma pequena quantidade para cada um nos pratos e acendeu algumas velas sobre a mesa, em seguida apagou a luz.
— Vem cá ruiva.
A mesma caminha até a mesa sentando-se a sua frente.
— Gostei... — Olha para tudo, depois para ele. — Bem romântico. — segura-lhe a mão e pisca para o marinheiro.
— Digamos, um romântico versão bem humilde... aposto que... já teve jantares a luz de velas bem melhores e de verdade. — Owen não esperou a comida esfriar e começa a comer, sem tirar os olhos dela.
— Os outros não significaram nada! — faz um leve carinho na mão dele. — Já ouviu dizer que "menos é mais"... — Sorri. — O que importa é a intenção e o amor que é recíproco!
— O que vale é a intenção? — Pegou-lhe a mão, beijando-a.
— Sim!... Te garanto que esse é o melhor jantar à luz de velas que já tive!... e meu próprio namorado quem cozinhou... Ele é perfeito para mim, sabia?
Apesar da luz das velas estarem levemente fracas, um rubor no rosto de Owen ficou visível.
— Ah, que isso...
— Só disse a verdade... – sorri e começa a comer. — Nossa amor, está incrível!
— Sei que está. — Owen comia rápido, logo o conteúdo do prato sumiu e ele coloca mais. — Vamos ver que filme?
— Pode ser, O Massacre... – Termina de comer junto a ele e retira os pratos os colocando sobre a pia. – Um minuto... — Claire voltou ao quarto apenas para pegar o lençol para se enrolarem enquanto assistissem o filme. — Pronto. — Apaga as velas ao passar pela mesa e vai ao encontro dele que já estava no sofá.
O treinador coloca o filme e deita com ela ao lado. Aproveitou o fato dela estar usando a camiseta dele para abusar dela, passando a mão onde não devia por baixo na roupa. Enquanto isso, olhava para TV com cara de santo. Claire começa a rir adorava aquilo.
— Owen Grady! Pode parar com isso e foca no filme.
— Oi? O que estou fazendo? Nossa Claire... — Fingiu-se desentendido e continuava olhando para tv. Logo, continuou as carícias entre as pernas dela. O que a fez soltar um gemido e isso foi a deixa para ele abrir um sorriso largo de satisfação. Aquilo evidenciava o efeito que tinha ao tocá-la.
— OWEN...- grita virando para ele e o encara. — Não vai parar?
— Hey, para de gritaria... presta atenção no filme. — Fingia a melhor cara de sério que podia, a virando de volta para TV. — Eu já parei. — Mentiu. Só esperou ela se distrair novamente e seus dedos voltaram a brincar entre os lábios vaginais da amada.
— OWEN!!! — gritou de novo e em um movimento rápido subiu no colo dele. Segurou o rosto dele com as duas mãos.
— O que é? — A olha ainda bem sério. — Nem fiz nada!
— Não vai parar né?! — Puxa-o pela nuca e o beija loucamente. Um beijo que só os dois sabiam dar um no outro. Owen fez questão de corresponder à altura. Até que diminuiu a intensidade aos poucos, por fim a beija no nariz.
— Olha só, uma das melhores partes do filme. Presta atenção. — Fez aquilo de propósito. Queria provocá-la ao máximo, então manteve-se no seu jogo. A coloca de lado no sofá de olhos fixos na TV.
— É assim então? — Levanta emburrada para se sentar bem longe na outra ponta do sofá, levando o lençol. Os olhos agora atentos ao filme, ignorando-o por completo.
O treinador estava de braços cruzados sobre o peito quando uma das cenas mais fortes do filme se deu início. Ele aproveitou para enfiar um dos pés por baixo do lençol. Quando ela se distraiu novamente, começou a alisar as coxas dela com a ponta dos pés. Ao sentir o toque provocante, a ruiva dá um talão no pé dele e o olha.
— Sai daqui! — Repreende o namorado.
O treinador segura o riso e a ignora, voltando a alisa-la.
— Poxa, tá quentinho aqui... vai me deixar no frio, Dearing?
— Vou! Sai daqui. — Continua olhando para o filme.
Owen para e continua assistindo, fingindo uma trégua. Claire conhecia-o muito bem e de vez enquanto o olhava de canto de olho. O loiro finge tremer de frio e lança um olhar de cachorro abandonado para ela que começa a rir.
— Palhaço! Não caio na sua Grady!
O marinheiro rola os olhos com a fala dela e engatinha sobre o sofá até ficar por cima. A encara intensamente por longos segundos e volta a deitar ao seu lado. Claire abraça-o, dando um cheiro em seu pescoço e volta o olhar para a TV. O filme logo chegou ao fim e Owen a olha de canto.
— Não gritou de medo, me surpreendi com você hoje, Dearing.
— Já assisti piores... – Encara-o.
— Tudo bem... — Riu pelo nariz. — Que tal agora vermos um filme da sua escolha? Pode ser aquelas melações que você gosta.
— Pode ser Titanic! — começa a rir com a expressão dele.
— Pode ser. Prometo tentar não dormir. -Murmurou no ouvido dela e colocou o filme rapidamente antes de voltar para o sofá junto a ela.
A ruiva olha para o relógio, já estava ficando tarde.
— Acho melhor irmos dormir, já é tarde e esse filme é longo. Preciso acordar cedo amanhã. Podemos assisti-lo outro dia...
— Ah... que pena. — Disse subindo a palma da mão na parte interna da coxa dela parando na virilha.
— Owen... — Sente o corpo arrepiar e solta um suspiro. — Vamos dormir... — diz quase sem força.
— Vou te por para dormir. Mas só depois disso... — Beijou-a, ele pode sentir seus lábios meio dormentes, nunca se sentiu tanto tesão na vida com alguém, a adrenalina e os batimentos acelerados, era algo novo para ele, ser seduzido por uma mulher daquela maneira.
Owen rolou ela de modo que ficasse por cima, e a beijou mais uma vez. Então logo sua boca desceu para o pescoço dela, com beijos suaves enquanto erguia a camiseta que ela vestia. Traçou um caminho com a ponta de sua língua, até os seios dela, que ele sugou cada um antes, sem antes morder o mamilo de cada seio antes de continuar.
Claire não resistia a ele e nem precisava. Ele era tudo o que a ruiva queria, a química inexplicável que eles tinham logo ganha intensidade. "Meu Deus como é bom amar esse homem." Ela vai ao delírio com seus toques e beijos em seu corpo.
— Você é insaciável Grady...- Sussurra e o puxa para um beijo desesperado. O gosto da boca de Claire era uma especiaria inestimável, Owen sabia como guia-la e não ficou surpreso que ela não estivesse relutando mais.
Estavam com os corpos colados e suas bocas lutando por espaço. Ela era deliciosa.
Pediu passagem novamente, encontrando a língua dela que começou a dançar sensualmente com a dele. O beijo era barulhento e o coração de Owen batia tão forte. Guiou as mãos pelo corpo, encontrando suas curvas embaixo da camiseta. Seus dedos puxavam os cabelos ruivos como se dependessem dela para viver. Imprensou-a mais forte contra o sofá, como se isso fosse possível. Ele queria colar nela, não podia sequer descrever a dimensão do que sentia ao colocar os lábios sincronizados com os dela.
— Claire... – Murmurou como um pedido, ela parecia tentar se livrar do seu aperto. — A culpa disso é sua... — Owen estava com a respiração entrecortada, olhou intensamente os lábios inchados, os cabelos bagunçados por meus dedos. Tão malditamente sexy. Ela sentia-se tão junto a ele, que podia sentir as batidas do seu coração. Ela queria ficar daquela forma para sempre com aquele marinheiro.
— A culpa é nossa Owen...- Deixou bem claro a palavra "nossa", ofegante e o olha dentro dos seus olhos. Podia ver claramente o desejo, paixão e amor queimar por dentro dele, assim como dentro dela. Claire passou as pernas pela cintura dele o puxando com mais força para ela. — Não pretendo te soltar... — Sorriu atacando novamente aquela boca maravilhosa.
— E nem eu, você. — A beijou rápido e em um gesto brutal arrancou a camiseta dela. Os belos seios rosados da ruiva invadiram sua visão e Owen não pensou duas vezes, abaixando a cabeça para devorá-la sem cerimônia.
Sua língua fez o contorno do bico, enrijecendo-o. Não era novidade que Owen adorava aquela parte do corpo dela, guiava a situação com a maestria de sua língua poderosa. Claire já estava em êxtase.
— Tira a roupa, amor...- sussurra. Na posição que estava, não conseguia se mexer. Estava presa a ele e não queria sair dali. — Por favor...
Owen não esperou mais, abaixando sua cueca boxer branca e revelando o que ela tanto queria, o objeto de seu pleno prazer.
Ela morde os lábios ao vê-lo. Não aguentava aquela tortura do marinheiro.
— Owen... — geme seu nome. – Para de me provocar seu cretino!
Seu membro ficou mais duro ainda quando Claire abriu a boca e o chamou pelo nome gemendo. Aquilo era mais um de seus pontos fracos. E desceu sobre o corpo dela e passou a beijar os pés de Claire, fazendo-a arquear. Ele percorreu suas duas pernas aos beijos e parou em sua virilha. Podia visualizar o seu objeto de desejo, rosado e pronto para ele.
Pensou que estava sonhando quando tocou entre os lábios vaginais dela, tão pegajosos e molhados. Pronto para ele.
— Tão molhada... — Murmurou ouvindo os gemidos abafados dela.
Sem falar mais nada, levantou e fez o caminho até o corpo de Claire, pousando delicadamente em cima dela, retirando as mãos de sua boca e tomando seus lábios com vontade. Owen podia sentir a fricção deliciosa de seu sexo com o dela, Claire não ajudava em sua concentração estando inquieta e se esfregando nele.
— Camisinha? — perguntou quando soltou os lábios dela.
— Não...- sussurrou de tanto tesão que estava, o prazer não era o mesmo com a camisinha, apesar de saber que não usar, era errado. Ela aclamava por ele. Não podia mais aguentar e ela mesmo a encaixa nele. Pendendo suas pernas envolta de sua cintura, intensificando os movimentos. "Ah, aquilo era incrivelmente maravilhosos."
— Claire... — Owen disse roucamente tentando repreende-la e colocou os fios de cabelo suados dela para o lado, querendo ver seu rosto de satisfação. Mas teve que interrompe-la. — Sabe que não é seguro. Qual a última vez que tomou seu anticoncepcional? — Apesar do desejo eminente, Owen ainda era um homem responsável.
A ruiva o encara e pensou, fazia dois dias. Empurra-o e pega a camisa vestindo-a novamente deixando um Owen incrédulo.
— É melhor pararmos por hoje. — Vai para a cama.
— Claire... Para com isso! — Ficou um pouco perdido com a atitude dela e vai atrás. — O que foi agora?
— Faz dois dias que não tomo. É melhor não arriscar!
— Eu disse que ia pegar a camisinha!
— É melhor irmos dormir...- Claire sentia-se culpada por aquilo. E não queria que um incidente acontecesse. Ela se culparia para sempre. Com esses pensamentos encara-o intensamente.
— Amor... olha eu compro para você amanhã cedo tá legal? Mas pelo amor... olha meu estado. — Aponta para sua dureza no meio das pernas.
Claire olha-o e começa a rir pulando no colo dele.
— Não vou fazer isso com o meu benzinho... — dá um beijo nele. — Pega logo isso... — se referindo a camisinha.
Percebendo como Claire estava começando a pensar demais, Owen não aguentou esperar, não ia pegar camisinha nenhuma. Então, não pediu permissão e a invadiu com uma estocada forte, fazendo-a arquear a coluna e gritar de surpresa e deleite. Tão delicioso. Owen era muito mais grosso, quente entrava e saía de dentro dela com rapidez. Ele pôde perceber como Claire era apertada demais, criando uma resistência para que ele aprofundasse, o que era o sonho de qualquer homem. Ia ainda mais fundo e sem querer abandonar a sensação nunca mais.
A cada estocada do treinador, o prazer dela aumentava. Era insano, ela nem pensou sobre a camisinha. Só queria aquilo, mais e mais. Owen era seu encaixe perfeito. Ambos tinham uma sintonia inexplicável. A cada vez que ele se aprofunda a mais seus gemidos aumentavam, gemia de prazer, de paixão insaciável por ele. Eles caíram sobre a cama e os movimentos bruscos de Owen a tiraram do lugar.
Ele tinha certeza que jamais esqueceria da expressão de prazer no rosto de Claire.
Owen começou a beijar seu pescoço e o mínimo espaço atrás de sua orelha. Além de sugar seus lábios e beijá-la sensualmente enquanto metia profundamente dentro dela.
Então, foi parando as estocadas até torná-las malditamente lentas, sorriu cheio de tesão aplacado. Eles já estavam suados e ofegantes. Era incrível que cada vez que fazia amor com Owen, era sempre bom demais e só ia melhorando.
— Owen...Owen...- Claire já podia sentir que estava quase no seu ápice.
— Linda. — sussurrou-lhe no ouvido, fazendo-a gemer ainda mais e sentindo suas paredes forçando o aperto. Ela estava se aproximando da libertação e ele queria intensificar o momento para que ela jamais esquecesse. — Isso, assim, pode vir...
Owen levou um dedo até o botão rosa imiscuído de pequenos nervos acima da abertura dela, onde seu membro deslizava, pressionando o local.
— Aí meu Deus Owen...- nunca tinha sentido tanto prazer igual aquele. Se segurava ao máximo para aproveitar aquele momento.
Owen provocava-a o tanto quanto queria. Cada gemido dela era como um incentivo a mais. Os dedos dele brincavam em seu ponto de prazer, ao mesmo tempo que intensificava as estocadas nela, emitindo um som característico. Excitante. Owen estava quase literalmente queimando de dentro pra fora. Mas queria que Claire chegasse no ápice primeiro. E foi o que aconteceu.
Ela já não aguenta mais de tanto prazer e chega finalmente ao ápice. Deliciosamente.
Observar o deleite dela foi a deixa que Owen mais precisava, então ele deu mais duas fortes estocadas, deixando seu líquido quente invadi-la enquanto sussurrava seu nome.
— Ah, Claire! — Ele mordeu o ombro dela.
Owen entorpecido pelo orgasmo, ainda flutuando e respirando com força, caiu no corpo dela, fundindo a cabeça ao ombro da mulher cheirosa. Eles tinham cheiro de suor e sexo, e nada parecia mais perfeito para o momento. A ruiva abraça-o apertando-lhe com força contra seu corpo.
— Ah, como eu te amo... — sussurra ofegante e passando a mão em seus cabelos e nuca. Depois de alguns minutos calados e saciados, Owen moveu a cabeça para os seios de Claire e suspirou com um sorriso maravilhoso no rosto.
— Eu te amo.
O ex-marinheiro ficou onde estava e puxou os lençóis da cama para cobri-los, trazendo o corpo dela para si.
Fechou os olhos, estava cansado e esgotado de tudo que aconteceu. A única coisa que conseguiu fazer foi acariciar com a ponta dos dedos, passeando por seus cabelos antes de sumir em um sono profundo.
Claire adorava os carinhos dele e o modo que sempre a tratava depois de fazer amor. Ela deita sobre o peitoral dele e sorri, se sentia a mulher mais feliz do mundo por estar com ele. Começa a acariciar suas cicatrizes, principalmente a do seu abdômen que foi um dos motivos que os aproximou. Após alguns minutos, ela também adormece abraçada a ele.
*
Owen despertou se sentando em um susto, sonhou que Claire tinha sido sequestrada após a agitada noite. Respirou tranquilo quando sentiu a perna dela enroscada na sua e seu corpo nu coberto pelo lençol branco, os cabelos acobreados espalhados como cascatas pelo travesseiro.
Ele sabia exatamente explicar o que sentiu ao ver aquela mulher deitada ao seu lado, compartilhando a mesma cama e tantas outras coisas. Só pensou que estava sendo diferente de todas as outras vezes com todas as outras mulheres. Era um homem se sorte por amá-la. Ele queria que Claire ficasse ali para sempre.
Deitou novamente a cabeça no travesseiro e sentiu a respiração dela bater em seu rosto, então arriscou tocar sua face lívida, tranquila enquanto dormia. Sua pele é tão branca e sedosa que trazem imagens de algumas horas atrás. O treinador saiu da cama, cobrindo Claire direito e vestindo sua boxer preta. O sol já estava iluminando todo o bangalô até chegar no resto de Claire, fazendo-a acordar assustada ao não ver Owen ao seu lado.
— Owen? — o chama ainda na cama enquanto colocava a camiseta de volta.
— Oi?... — Responde saindo do banheiro com a toalha na cintura. — Vamos trabalhar? Ainda temos que pegar seu remédio... — Aproxima- se para beijá-la na testa e começa a se aprontar para o trabalho.
— Bom dia...- olha para o relógio. — Aí meu Deus Owen...Estou muito atrasada! — levanta rapidamente pegando todas as suas coisas. E o encara. — Onde vamos comprar? Farmácia?
— Não está. Temos 1 hora e meia até chegar no serviço. — Termina de se vestir. — Sim. Já esqueceu?
— Okay...na verdade eu tenho só meia hora, preciso ir mais cedo. — Pega suas coisas levando para o carro. — Vou indo, tenho muito o que fazer. — Pega a chave do carro que está em cima da cômoda. Após tantos dias voltar a trabalhar, Claire sabia que não seria fácil retornar. — Amor, por que eu tenho que passar na farmácia? — ela tinha esquecido completamente.
Owen levou as coisas dela e algumas deles para o carro dela. Ia de carona.
Ele cerrou o olhar enquanto sentava no banco do carro.
— Esqueceu que fizemos amor ontem sem proteção nenhuma? Não brinca com isso não.
— Ah sim, claro...- Claire tinha esquecido. Estava preocupada com tantas coisas, que isso deixou passar. — Como faremos? Quer que eu te deixe primeiro no paddock?
— Como você só tem meia hora, pode ir primeiro. Eu compro e levo para você no seu escritório. Pode me deixar lá perto. Nos encontramos depois.
— Está bem. — Claire da partida no carro e sai rápido como de costume. Em dez minutos eles chegaram no centro do parque. Ela deixou Owen na farmácia e foi direto para seu apartamento. Em menos de meia hora ela já havia tomado banho e já estava pronta. Com um vestido preto justo com o comprimento até o joelho e saltos pretos. O cabelo arrumado e a maquiagem leve de sempre, assim como seu perfume. Claire pega suas coisas e vai para o escritório. Ao chegar, por onde passava as pessoas a encaravam. Seria medo ou admiração?
— Bom dia, Zara! — Aproxima-se da mesa da morena.
— Claire... Bom dia!
— Aconteceu alguma coisa? — diz olhando ao redor e Zara começa a rir.
— Sim! Você saiu de licença. — Desde que Claire assumiu a gerência do parque, ela nunca tinha deixado de trabalhar um dia, e todos estranharam não vê-la por lá.
— Ah... daqui a dez minutos, me encontra na minha sala. Precisamos conversar. — Revira os olhos e vai para sua sala. Precisava ficar a par de tudo o que aconteceu no Jurassic World enquanto esteve fora.
*
Owen respira fundo ao por o pé na pequena farmácia. Estava nervoso e preocupado. Meio sem jeito, se aproximou do farmacêutico e o chamou em um canto fazendo algumas perguntas. Sim, ele tinha sido irresponsável. Ele explicou a ele que o ideal era que Claire tivesse tomado a pílula o mais próximo possível da relação sexual desprotegida. Ela deveria saber mais disso do que ele.
Mas ela tinha até 72 horas para fazer isso antes. E que nas primeiras 24 horas, por exemplo, a eficácia da pílula não chegava a 90%. Ele comprou uma sacola cheia, havia tomado a liberdade de olhar qual era o que ela tomava e desceu pro Centro de Controle com tanta pressa, que só faltava voar.
Para seu desespero, encontra Ana no caminho. Ele nem se lembrava mais da existência dela.
— Oweeeeeeen! — A voz fina e aguda fez os ouvidos dele doerem. Em seguida uma risada insuportável. — Quanto tempo, fofinho.
— Ana... er... como vai? Eu tenho que ir para o trabalho... — Antes de chegar no paddock, tinha que enfiar aquela pílula a qualquer custo na boca da Claire, embora não adiantasse muito mais. Se ela tivesse que engravidar, já estava feito. Chegaria atrasado pela primeira vez, mas seria por uma boa causa.
— A gente se vê depois.
O marinheiro pensou em correr, mas foi agarrado no braço. Queria morrer.
— Que saudade, Oweeeeeen, porque não responde minhas mensagens?
— Tenho que ir, é sério. — Desvencilhou-se dela e saiu quase correndo tentando não atropelar os turistas. Owen passou pelos seguranças e praticamente invadiu o escritório da ruiva. Claire levanta da mesa assustada com a invasão em sua sala.
— Claire!... Senhorita Dearing! Me desculpe chegar assim. Você tem água aí? Não temos tempo... precisa tomar isso AGORA!
— Owen! Pelo amor de Deus, que desespero é esse? — Vai até o frigobar e pega uma garrafa de água. O treinador pega o comprimido e entrega para ela.
— Toma. Agora.
Ela puxa o comprimido da mão dele e engole com ajuda da água.
— Feliz? — Encara-o tristemente. Naquele exato momento ao ver a atitude desesperada dele, ela teve a certeza que nunca teriam filhos.
— Ainda não... é que...o cara da farmácia disse que você tinha que ter tomado 3 dias antes. Claire...
— Eu não vou ficar grávida, tá legal?! — Respondeu-lhe irritada e senta-se novamente atrás da mesa de trabalho. — Se era só isso, já pode se retirar Senhor Grady. — Olha fixamente irritada para seu notebook. — Tenha um bom Dia!
Ele suspira. A Claire estressada de sempre. Owen Grady deu meia volta e tomou seu rumo, demasiadamente preocupado para o Centro de Pesquisa. Voltar a realidade era inevitável, talvez se distraísse e esquecesse suas paranóias sobre ter engravidado a ruiva.
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