História After You -
24 Jantares e Provocações
Notas iniciais
Naquele ínfimo instante, Claire o encarou e algumas lágrimas teimosas escorreram por seu rosto. Estava surpresa e ao mesmo tempo feliz com a confissão de Owen.
— Por que não pensa em tudo isso antes de me magoar?
— Eu não... não foi minha intenção....
— Okay, Owen... Saiba que dói muito. — Dito isso, saiu e foi para o quarto da filha.
— Se eu te der um abraço e pedir perdão, vai me expulsar?
— Eu tenho medo, Owen. Medo que um dia me abandone.
— Por que te abandonaria? — Riu desacreditado com o que acabara de ouvir. — Como se minha vida sem você fosse fazer algum sentido para mim...
Ao ouvi-lo ela deixou escapar um sorriso de canto.
— A minha também não tem sentido sem você... — confessou.
O loiro abraçou a ruiva com força até tirá-la do chão e colocá-la no colo após se sentar na poltrona cor de rosa.
Ela o olhou nos olhos e acariciou seu rosto.
— Promete que não vai mais me esconder nada? Eu confio cegamente em você Owen. A pessoa que mais confio nesse mundo. Não quero que essa confiança se abale por omissões assim, ou mentiras.
— Sei que vai soar idiota, mas fiz isso por você. Quando se lembra do último incidente você fica trêmula e começa a chorar, como se todos os híbridos fossem iguais... Eu te amo e pensei no seu estado... ia afetar minha filha.
Claire ficou em silêncio o encarando pensativa.
— Eu também te amo. — sorriu. — Owen... Eu marquei consulta com a Dra. Jones hoje, para ver se posso ter alta. Estava tão magoada que não queria que fosse comigo.
— Brigados ou não... ainda sou pai dela. Eu ia ficar chateado de verdade se fizesse isso.
— Eu sei... Owen... — começou a chorar. — E-eu...
— O que foi, hm? — Alisava seus cabelos que já estavam bem maiores por sinal.
— Essas brigas constantes... — gaguejou. — Eu sofro muito, só em pensar na hipótese de um dia... Não te ter ao meu lado... Eu... Não saberia o que fazer... — soluçava.
— Você não colabora comigo, precisava ter feito aquilo ontem? Quase te carreguei no colo para casa. Não chora ruiva, eu ainda estou aqui. Para brigar com você quando fizer birra... quer se acalmar por favor. Como dormiu hoje? — Owen apoiou as costas dela no peito e esticou as pernas dela. — Hein?
— Dormi mal... — secou o rosto. — Não consigo dormir sem você. Você me acalma, me protege dos pesadelos... — segurou a mão dele. — Eu não posso te prometer que não vou fazer algo o oposto que você, por que eu vou fazer e você sabe. — sorriu de canto. — Mas eu te prometo que a Clarisse e você, sempre serão a minha prioridade.
— Está explicado. Está cansada... quer dormir aqui no sofá cama? Cabe nós dois nele...
— Aqui... Vai ficar comigo? — o encarou.
— Sim. Tirei o dia de folga por sua causa. Quem sabe me dê menos trabalho. – a colocou deitada no sofá cama, retirou alguns ursos e bonecas e a cobriu com uma manta, se juntando a ela. O quarto era delicado, digno de contos de fada. Sem falar no cheirinho de bebê que exalava do ambiente, deixando ambos mais calmos, sonolentos. Em paz.
Claire estava com os olhos fechados, aquele momento era perfeito. Acariciava a mão do marido que estava sobre sua barriga.
— Falta 3 meses amor... Para termos ela aqui com a gente... Nos nossos braços. — sussurrou sonolenta. — Estou fazendo 7 meses hoje papai...
— Está passando tão depressa, que às vezes dá medo. Segura a Clarisse aí mais um pouco... — Disse suavemente beijando-a nos cabelos.
— Sim...- Claire sorriu assentindo com a cabeça, quando estava quase relaxando sentou quase que pulando no sofá virando para olhá-lo. — Amor.... Tenho a consulta daqui a duas horas. Não posso dormir... Preciso saber como ela está, e se já estamos liberados... — sorriu de canto. — para fazer amor...
— Hey, não pula desse jeito não. Perdeu o juízo? — A repreendeu se sentando.- A Clarisse deve ficar agitada com esses pulos que você dá.
— Desculpa... Ela fica mesmo. Acho que as vezes assusto ela. — sorriu e inclinou-se para beijá-lo. Selou seus lábios nos dele com um beijo calmo. – Vai comigo?
— Por que marcou essa consulta? Não tinha necessidade... — Beijou-a novamente.
— Só quero ter a certeza que está tudo bem com ela... E que já podemos ficar juntos... — levantou. — Pode ficar amor, deve estar cansado.
— Jamais. Perdeu o juízo? — Desacreditado, Owen foi se preparar para sair e aproveitou pra ajudar ela a se vestir também.
*
Claire fez o marido avisar as pessoas de confiança do parque que sairiam por algumas horas de Nublar. Ele resmungou falando que sabia o que tinha que fazer, e aquilo a fez sorrir. Owen era agora um homem de negócios.
Lá estavam eles, no consultório da Dra. Jones novamente. Após muita conversa sobre a bebê, Claire fez alguns exames e ambos ficaram aliviados em saber que estava tudo perfeito com a pequena Clarisse e que finalmente, a ruiva já poderia voltar com todas as suas atividades normais. O que a deixou muito feliz.
Assim que saíram de lá, o casal foi almoçar em um restaurante que geralmente iam, quando estavam na Costa Rica. O dia foi passando e eles já estavam em Nublar, assim que entraram em casa, Claire recebeu uma mensagem de Vivian.
"Oi Claire, como está? Eu e o Lowery precisamos conversar com você e o Owen. Poderíamos nos ver?".
"Claro, assim que terminarem o expediente podem vir aqui em casa. Estaremos esperando vocês."
Claire achou aquilo muito estranho, sentou-se ao lado do marido no sofá.
— Amor... Daqui a pouco a Vivian e o Lowery virão aqui, precisam conversar com a gente. — o encarou. — Que estranho, sabe o que querem?
— Talvez um jantar entre amigos. O que tem de mais? — Disse enquanto digitava algo no tablet. — Chegou uma encomenda para você... da minha mãe. Devem ser mais roupas para Clarisse, só estou chutando. — Sorriu bobo.
— Sério? Quero ver. — sorriu largamente. – Vou fazer algo para o jantar...- lhe deu um beijo na bochecha e tentou espiar o que ele fazia no tablet. — O que tanto faz aí?
— Respondendo alguns e-mails... eu prefiro te ajudar com o jantar...
— Está bem... Vai lá buscar o que a minha sogrinha mandou e vamos começar com o jantar. — o beijou mais uma vez e levantou. — O QUE VAI QUERER PARA O JANTAR? — gritou da cozinha.
Owen apareceu pouco depois atrás dela com a caixa na mão.
— Eu vou te ajudar, já falei...
— Okay... — sorriu. — O que acha de fazemos aquela lasanha, que só você sabe fazer? E para sobremesa, estou com a receita do pudim incrível da Senhora Grady. O que acha? — disse amarrando o avental na cintura. Que por sinal, quase não fechava.
Assim que avistou a caixa em sua mão, foi depressa até ele para abri-la. Quando abriu, seus olhos ficaram marejados. Eram roupinhas de tricô, meias, luvinhas, toucas, agasalhos. A maioria cor de rosa.
— Ah, minha mãe e essas coisas de tricô... — Owen revirou os olhos em desdém indo preparar o tempero.
— Eu queria que minha mãe estivesse aqui e fizesse "essas coisas de tricô". — disse um pouco cabisbaixa.
Owen largou o que estava fazendo e foi ver os presentes.
— Olha só, a Cla vai ficar bem estilosa. — Esboçou um sorriso animador a abraçando de lado. Claire sorriu o encarando.
— Obrigada. — o beijou e assim que terminaram de ver, pegou a caixa e levou para o quarto deles. Depois as guardaria na gaveta no quarto dela. Voltou para a cozinha e começou a preparar o jantar com o marido. — Nossa... Está com um cheiro ótimo. — o beijou no ombro. — Nossos convidados vão amar...
— Falta alguns minutos para eles chegarem. Vai se sentar, está muito tempo de pé...
— Não sei amor, tudo isso tá bem estranho. Eles se convidando, para vir falar com a gente... Não sei... — Claire foi se sentar bastante pensativa.
— Acha que vão se demitir? — Owen preparou a mesa e sentou-se ao lado dela no sofá.
— Ah, acho que não... Sabe o que acho? Que devem estar juntos... — a campainha tocou.
Owen foi os recepcionar na porta sem muita pressa. Logo foram surpreendidos pelo banquete na mesa de jantar e prontamente começaram a comer.
— Faz tempo que eu e o Owen não saímos para beber, antigamente era de lei, né cara?
— Vida de solteiro já era, se eu chegar em casa como antigamente eu apanho dessa ruiva aqui...
— Exatamente. Ainda mais agora que vai ser pai. Devia fazer o mesmo Lowery, logo logo a idade chega e não vai poder mais ter filhos... — a ruiva brincou, aquilo foi novidade para o amigo.
— Que isso chefa, não precisa humilhar.
Ela riu e encarou os dois, ambos estavam estranhos e trocavam olhares.
— Está tudo bem?
— Sim Claire... — Viviam respondeu um pouco tímida.
Estava tudo muito estranho. Claire olhou para Owen com a expressão confusa.
— Bom, vocês parecem querer dizer algo mas estão com receio... — Owen tentou quebrar o gelo. — Podem falar o que quiserem. Estamos todos aqui para isso.
Lowery e Vivian se entreolharam, então decidiram dizer logo.
— Bom... Você tem razão Owen. Você e Claire são nossos amigos e chefes, precisam saber que... — Vivian o interrompeu.
— Estamos namorando. Há algum tempo, na verdade.
— Desconfiei de algo semelhante... Mas porque só estão assumindo isso agora?
Claire arregalou os olhos surpresa com aquela notícia. Owen estava da mesma forma. Vivian continuou:
— Digamos que era algo mais secreto, e... agora decidimos nos casar.
— Nossa... é... sério? Uau... Meus parabéns. – o loiro disse ainda surpreso.
— Obrigado. – Ambos disseram juntos.
— Parabéns para os dois.
— Obrigada Claire. — Viviam disse gentilmente.
— Mas vocês... pretendem esse casamento para quando? — Owen temeu que fosse perder seus dois funcionários favoritos do Centro de Controle. Lowery pareceu captar o pensamento e tratou-se de explicar.
— Não decidimos. Mas só no final do ano que vem, talvez... pretendemos nos casar aqui mesmo e juntar as tralhas, sabe.
— Oh. Casamento é muito bom, quando os dois se amam.
— Isso é verdade, Owen?
— Bom... — Olhou para esposa pensando bem se soltava mais uma de suas piadas. Ela o encarou séria, esperando a resposta. — Relacionamento de verdade é difícil, mas no final vale a pena. Porque não tem nada melhor do que deitar a cabeça no travesseiro e saber que, mesmo entre altos e baixos o amor é maior do que tudo. — Claire sorriu sentindo seu rosto queimar e seu coração aquecer. Foi a melhor resposta.
— Acho que tem razão... — Lowery disse pensativo.
— Mas vocês se amam? — a ruiva quis saber.
— Sim. — a loira respondeu e Lowery sorriu. Aquilo não deixou dúvidas que se gostavam muito. — A comida estava uma delícia. — Vivian preferiu mudar de assunto. — Você que fez Claire?
— Não, o Owen. É um dos dons dele, cozinha muito bem e foi ele quem me ensinou a cozinhar.
— É, eu ensinei tudo que sei para ela. Não fritava nem um ovo. — Mais uma vez os três riram, e o loiro a beijou na bochecha. — Enfim, estava pensando em ampliar o parque para as famílias dos nossos funcionários. Teremos crianças em breve por aqui, tem que ter um espaço idealizado para quando os pais estiverem trabalhando.
Claire ouviu aquilo com um sorriso.
— É uma ótima idéia. Podemos fazer pesquisar com os funcionários, perguntar o que eles gostariam de melhorar. Ainda mais agora que nós mesmos teremos a nossa filha. Já que vamos ter que criá-la aqui. O que devemos melhorar?
— Isso é uma ótima idéia, eu apoio esse projeto. — a loira disse.
— Isso é sério? — Lowery arqueou as sobrancelhas. — Nem parecem aqueles dois de anos atrás. E você, Claire. Que só pensava em números e lucros, os dinossauros eram "Coisas" e hoje pensa em melhorar o parque para crianças? Nossa. — ele quis fazer um elogio, realmente era muita mudança. Mas Claire se sentiu mal ao ouvir aquilo.
O loiro pigarreou e tentou disfarçar aquele clima. Com a ajuda de Lowery tirou a mesa. E serviram a sobremesa.
— Cara, o que houve com o velho Owen? Tirando a mesa?
— Qual o problema?
— Isso é trabalho das mulheres...
— É de todos que moram na casa, aqui não existe isso ou eu já estava na rua e divorciado.
Lowery começou a rir de novo e revirou os olhos com aquela observação. Logo voltaram para mesa com os pratos.
— O pudim e receita da minha sogra, ajudei meu marido a fazer. Eu só não fiz sozinha porque ele não deixou.
— Nossa Owen, que exagero. — Lowery brincou.
— Acho que devia aprender mais com ele Lowery, cavalheirismo são para poucos. Tenho sorte em tê-lo, me ajuda muito.
O moreno ficou sem graça e logo todos começaram a comer, o pudim estava dos deuses. Claire podia jurar que estava melhor que o da Tereza.
— Estava tudo uma delícia, muito obrigada por tudo.
— Sim, acho que já vamos chefes...
— Já vão? — a ruiva perguntou.
O casal insistiu que deviam ir pois tinham coisas a serem feitas. Owen e Claire acompanharam os dois até a porta. O loiro fechou a porta após a despedida e dos dois terem descido no elevador.
— Enfim sós... — Piscou pra ela.
— Finalmente... — sorriu e se aproximou dele. — O que acha de tomarmos um banho bem gostoso juntos? — mordeu o lábio inferior.
— Um banho "bem gostoso" pode ter vários sentidos, sabia?
— Sim... — riu. — Se eu não estivesse bem grávida, provavelmente faríamos um sexo selvagem no banho. Como fazíamos antes... Mas como não dá... Por enquanto. Acho que só com o banho... Eu quero te amar a noite toda Owen... Recuperar esse tempo perdido. — aproximou-se lhe dando um beijo.
Sua resposta foi os lábios ardentemente nos dela. Ela sentiu faltar o ar quando Owen mordeu sua boca. Quando ele a afastou, seus olhos reluziam com desejo, lava derretida pronta para explodir.
— Mais tarde, ruiva. Agora vou te dar banho. — prometeu, com fogo nos olhos.
Ela concordou com ele, e rapidamente tirou toda a roupa. E lá estavam Claire e Owen tomando banho juntos, como de costume. Ele sempre cuidadoso, a ensaboava e a ruiva fazia o mesmo com ele. Trocavam carícias, provocações. Era o momento íntimo dos dois.
Claire fechou os olhos enquanto Owen suavemente lavava seu corpo debaixo da água quente do chuveiro. Ele a beijou e chupou entre uma esfregada e outra até que ela ficou quase louca de prazer.
Quando as mãos deslizadas entre suas pernas, afastando as dobras suaves circundantes de seu clitóris, seu abdômen inteiro estremeceu e endureceu. Ele correu os dedos pelas camadas, prazerosas do clitóris, enquanto suavemente ensaboava de cima para baixo.
— Acha que está bom? — ele questionou.
— Está... Perfeito... — disse ofegante.
Sem perder tem agarrou o pênis de Owen e começou a massageá-lo, lentamente e com intensidade. O ritmo era de acordo com o que ele fazia nela. Era delirante, ainda com os olhos fechados e masturbando o marido, gemia.
— E para você? Está bom? — abriu os olhos para vê-lo.
Ele riu e desligou a água, retirando a mãozinha deliciosa dela dali. Saiu do chuveiro, e ela assistiu a forma como água deslizava pelo corpo musculoso do ex-marinheiro.
Depressa ele se envolveu com uma toalha e voltou-se para ela. O loiro envolveu uma toalha grande ao redor de seu corpo e a tirou do chuveiro. Secou sua pele e seu cabelo, depois deixou a toalha de lado, deixando-a nua na sua frente.
Envolveu as grandes mãos ao redor sua cintura e a içou sobre a pia. Ela olhou-o com surpresa enquanto ele suavemente separava suas pernas, tocando seu sexo com as mãos e os olhos.
— Faz algum tempo que eu estou querendo fazer isso, ruiva. — Ele disse esperando que ela captasse seu pensamento.
O que não aconteceu, ela estava delirando demais com os toques dele e estava surpresa com aquela atitude.
— Isso o que?....- sussurrou trêmula de tesão.
— É um creme que esquenta... passei em um sexshop quando estive na Costa Rica da última vez... Apenas o pensamento de ver seu sexo todo rosado, liso e suave latejando com esse creme... me deixa duro. — Disse em uma voz cascuda sentindo ela tremer.
Owen deslizou um dedo no seu centro molhado então moveu para cima, separando as dobras. Então curvou a cabeça e chupou seu clitóris. Ela quase caiu da pia, o corpo convulsionando fora de controle com a sensação que se alastrava por sua barriga.
Owen ergueu-se. Ele riu, depois molhou o mão na pia. Ela fechou os olhos e se debruçou contra o espelho quando ele começou a aplicar o creme em seu sexo. Os golpes eram excitantes, cada um fazendo com que apertasse os dentes um pouco mais forte. Arreliando, suave, não duro o suficiente para fazê-la atingir o clímax, cada toque a deixava mais louca de luxúria. Vários tortuosos minutos mais tarde, ele afastou-se. Correu um dedo acima da pele nua e murmurou sua satisfação.
E assim aconteceu, Claire sentiu sua intimidade quente e latejando ainda mais de desejo
— Meu Deus Owen... Isso é muito bom... — arfou. — Na próxima vez que for lá, me avise. — pensou em comprar umas coisinhas para se divertir com ele.
Então o puxou para perto de si, o beijou ferozmente. A língua invadiu a boca dele em um beijo provocativo. As intimidade se encostaram, Claire mexia devagar o quadril as fazendo se esfregar em uma na outro. Era um prazer tão grande, que poderia gozar sem ter a penetração.
Owen a tirou de cima da pia a levando para o quarto. A mão do marido deslizou pelo seu quadril e comprimiu seu membro duro contra seu traseiro.
— Sabe o que é isso?
— O que senhor Grady? — sorriu de canto.
Owen deslizou pelo corpo da ruiva até sentar-se na cama e ela de pé. A chamou pela mão. Sentia-se nua. Exposta. O ar tocava sua pele nua e formigava. Owen se debruçou para frente, correndo um dedo por sua grande barriga, ao redor do umbigo, abaixo de seu corpo para a recentemente pele de seu sexo.
— Vou te mostrar daqui a pouco.
Owen a puxou até ele fazendo-a cair sobre seu corpo grande. Ele chupou um mamilo tenso, a boca indo de um para o outro. Virou-a até colocá-la deitada na cama, a cabeça no travesseiro. Ele deslizou a boca até seus quadris. Firmemente, com as mãos enviando uma corrente e sensação ao corpo, ele separou suas coxas. Soprou suavemente a pele inchada. Um calafrio rastejado por toda ela, desde a espinha.
— Céus Owen... — aquela sensação nova a fez fechar os olhos se arrepiando.
Ela não deixava seu racional tomar conta, não quando faziam amor. Por que neste momento, ela era dele para o que ele quisesse. Amava ser dominada. Ao ver a expressão do loiro a olhando com tanto desejo, sentiu seu rosto queimar. Abriu a pernas o mostrando que ela estava totalmente pronta para recebê-lo.
— E agora? — murmurou.
A língua arremessada fora, fez contato com seu sexo. Ele usou os dedos para separar a carne, e fazer a língua ir mais fundo.
— Doce. Tão doce — ele murmurava.
Dobrou suas pernas e empurrou seus joelhos para o lado da barriga, deixando-a completamente para seu toque e visão. Seus dedos a exploravam, então ele afundou um dentro dela. Retirou. Então dois tomaram o lugar de um.
Tirou os dedos e chupou seu clitóris com a boca, rodando sua língua em torno da carne tensa. Ela gemeu e se agitou suas pernas ficando fracas, a barriga convulsionando. As mãos do marido foram para seus seios, beliscando os mamilos até que eles ficarem duro e eretos.
Owen resolveu continuar seu sensual assalto entre suas pernas, até que seu o corpo inteiro ficou banhado de suor. Ela arqueou, então perto de gozar.
— Owen... — gemeu alto não conseguindo segurar mais, os orgasmos tomou conta de seu corpo e gozou amolecendo em seguida. Fechou os olhos aproveitando aquela sensação única. Ofegante tentava recuperar o fôlego. Então abriu os olhos procurando os de Owen. — Amor... Eu preciso de você dentro de mim... — sussurrou.
Owen estava lá, puxando-a em cima.
— Calada. Fique de joelhos — dirigiu, ajudando-a a ficar na posição. — Assim. Ponha as mãos atrás da cabeceira. Deixe seus pés para trás.
Ela riu de canto com a forma que ele falou, pensou em xingá-lo, mas fez como ele disse, sem entender muito. E esperou o próximo passo.
— E agora?
Atrás dela, sentiu o movimento de mãos nas nádegas, examinando superficialmente o sexo, afastando as pernas. Ela queimava de necessidade. Owen deslizou em seu sexo. Ela fez sons suaves de aprovação. Ele era perfeitamente gentil. Então, estabeleceu uma velocidade. Ela meramente sentia. Apreciava a excitação da sedução. Respirou fundo tentando manter o controle de suas sensações. Jogou a cabeça para trás apoiando no ombro dele. Finalmente, depois de três semanas sem tê-lo dentro de si, pode se unir a ele novamente. Arfava desesperadamente e virou o rosto para o lado, procurando seus lábios.
Owen acariciava seus largos quadris, segurando-a enquanto lentamente punhalava dentro dela. Então ele se retirou, e ar fresco soprou sobre o sexo exposto.
— Deite-se, ruiva.
Ela não gostou nada de quando ele se afastou do corpo dela, resmungou embora aquela sensação em sua intimidade ter sido gostosa. Claire virou o encarando e então deitou-se com cuidado pelo peso da barriga.
Ficando de pé ao lado da cama, puxou a esposa pelas pernas as abrindo. Owen curvou-se e apertou a cabeça de seu membro na intimidade dela, fazendo pressão até que deslizou lentamente. O prazer era mais que ele já experimentara. Começou a empurrar.
Eles juntos eram um sonho. O loiro embalou seu corpo com o dele, absorvendo o movimento das punhaladas cada vez mais intensas e profundas.
— Você é tão linda, tão gostosa... — sussurrou.
Claire estava em puro deleite com tamanha sensação incrível. Era único, eram um só. Arfava e gemia com as estocadas delirantes de Owen. Ao ouvi-lo, ela o encarou com um sorriso tímido. Não se sentia assim devido aos quilos que ganhou com a gravidez, mas ele tão gentil sempre a fazia se sentir linda.
Os corpos estavam suados e mexiam-se em uma perfeita sintonia, a ruiva arqueava a coluna sempre que ele ia fundo dentro dela.
— Isso amor... — gemeu fechando os olhos e mordendo o lábio inferior.
As mãos estavam soltas ao lado do corpo macio quando Owen suavemente se afastou. Ele empurrou adiante, empurrando devagar. Uma vez, duas vezes e então ela sentiu seu esperma inundando-a. E ele se afastou.
No mesmo momento, Claire chegou ao ápice junto com ele. Sentiu seu corpo pulsando e amoleceu sobre a cama.
— Nossa... — suspirou. — Isso foi incrível. — sorriu de canto.
— Foi é? — se sentou, cansado.
— Sim... — deitou se virando para ele e ficou cabisbaixa. — Amor... Está chegando o dia que vai ter que ir para a Califórnia...
— Está sim, já compraram as passagens inclusive. — O marido então começa a acariciar os cachos ruivos tão macios e sedosos. Ele levou até o nariz aspirando seu perfume e se deitou ao lado dela. — É só 5 dias. Você vai ficar bem.
Claire ficou pensativa, para ela parecia uma eternidade. Respirou fundo o encarando.
— Eu sei, mas... Vai ser muito tempo sem você. — o abraçou beijando seu peitoral.
— Vai ser difícil para mim também, acredite. Mas pensa pelo lado bom, vai economizar os gritos porque não vai mais ter eu deixando a toalha molhada em cima das coisas ou bagunçando sua gaveta de calcinhas...
— Eu preferia gritar toda hora, do que ficar longe de você.... Não vou conseguir dormir sem você me abraçando... E se a Clarisse ficar agitada? Só você a acalma... Vou te ligar, para você cantar para ela...
— Ah, pode gravar minha voz e por para ela ouvir, amor.
A verdade era que desde a primeira vez que Owen cantou para a pequena filha, a mesma já demonstrou entusiasmo em ouvir a voz do pai com seus chutes e pontapés. Desde então todas as noites, o loiro cantava para ela.
Claire sorriu para o marido assentindo com a cabeça. A ligação entre pai e filha era forte antes mesmo de a pequena nascer, a ruiva amava isso.
— Vou gravar de manhã. — disse bocejando. — Amanhã vou com você para o escritório, para poder me passar tudo antes de ir. — Só de pensar nessa viagem, o caração de Claire doía.
*
Faltando poucos dias para Owen partir para Califórnia á trabalho, ele e a esposa dedicaram tempo juntos no escritório até tarde da noite.
Estavam diante da mesa de Claire, revisando alguns currículos antes de descerem para jantar.
— Primeiro a gerente de operações, agora a Lauren. As duas muito competentes, como vou substituí-las assim?
Claire não gostou de ouvir o nome da Lauren, mas fingiu que ela não existia.
— Bom... A gerente de operações já tem um substituto ótimo, e ele terá consultas particulares com ela. — sorriu o encarando.
— E se deixarmos essa contratação com o RH?
— Nem pensar Owen... É um cargo de confiança. O RH não faz um bom trabalho com isso... — Voltou a olhar concentrada nos currículos.
— Vou deixar nas suas mãos isso. Vamos descer, tomar um ar para podermos comer alguma coisa. Um bife talvez? — O marido perguntou esperançosamente. Sua boca salivava com o pensamento de um bom e suculento bife mal passado.
— Não posso, preciso resolver isso logo. Tenho muita coisa para fazer... — disse sem olhá-lo.
— Precisamos comer amor. Depois continuamos, é sério...
Ela revirou os olhos, mas ele tinha razão e se deu por vencida.
— Okay... Mas só se me deixar comer aquele bolo de abacaxi... — fez uma voz manhosa.
— Nada ácido Claire, sério... me pede outra coisa.
Eles saíram e ambos sentiram o ar frio. Owen enrolou um braço ao redor dela e a puxou para perto enquanto se apressavam para o hall de elevadores. Entraram no elevador e Owen apertou o botão do primeiro andar.
No andar de baixo, saíram para o Audi A4 estacionado, carro recém adquirido pelo marido e entraram. Para uma pessoa que detestava esbanjar luxos, Owen havia realmente se superado.
— Eles têm um bom restaurante aqui perto. Creio que nunca te levei lá. Tem uma ótima atmosfera.
Claire estava emburrada desde que saíram da sua sala, queria muito aquele bolo. Fazia meses que não o comia.
— Então vamos... — mesmo a ruiva não estando com muita vontade de comer, foi. Afinal, daqui a dois dias Owen viajaria, e ela ficaria sem ele. Então queria ficar ao máximo de tempo ao seu lado. — Quero chegar e já comer a sobremesa...
Por outro lado, o pensamento de um suculento o bife o deixava com água na boca. Se não fosse cuidadoso, teria que secar a baba escorrendo de seu queixo. Eles entraram em um estacionamento lotado. Era uma construção antiga, adaptada de uma cabana com madeira de cedro e uma varanda dianteira e cadeiras de balanço nodosas.
Owen caminhou para a entrada, o braço em torno da cintura de Claire. Sentia-se deliciosamente feliz. Que homem não ficaria verde de inveja? Ele estava com uma mulher maravilhosa e atraente. O loiro deu seu nome para a mulher da reserva e em poucos segundos, foram conduzidos a uma mesa na outra extremidade do restaurante.
Ele puxou uma cadeira para ela, e a ruiva se sentou próxima a ele. A garçonete veio e eles pediram a bebida e ficaram examinando o menu.
— Pode pedir a sobremesa depois meu amor, já basta os donuts de laranja com picles que você me pediu no almoço. Até agora não esqueci da cara da confeiteira quando fiz esse pedido único...
Claire observou o local, ainda não tinha ido lá, era bem romântico e isso a fez sentir "borboletas no estômago". Ela gargalhou com o comentário dele, fazendo uma careta para ele.
— São os desejos extravagantes da sua filha... Pelo jeito puxou ao pai... — sorriu para ele e voltou a olhar o cardápio. — Bom, vou querer um frango grelhado com salpicão e um suco de laranja. Nada pesado demais.
— Ah, nada de desejos noturnos. Isso é ótimo. — Apesar de estar satisfeito, temia a esposa acordá-lo de madrugada pedindo uma porção de batata frita com sopa de tomates. Prontamente ele fez os pedidos, só substituiu o frango dele por três fatias generosas de bife acebolado.
Owen voltou-se e acariciou a mão de Claire suavemente. Ela amou seu toque. Amava que ele a tocasse frequentemente. Isto a confortava de modo que palavras jamais poderiam. Ele se endireitou na cadeira e observou o ambiente. No meio da sala, um conjunto tocava lindas canções, pares sorridentes deslizavam pelo chão.
— Quer dançar, ruiva? — Owen perguntou com um lento e sensual movimento. A conduziu para o centro da pista, as mãos possessivas ao redor de seus quadris. Os dedos descendo para a curva de seu traseiro. Ele a puxou para perto dele, até que ela se ajustou quase perfeitamente em sua virilha.
— Estou surpresa com tudo isso... Não esperava... — sorriu levemente corada. Ela amava quando o loiro a surpreendia.
— E pensar que seria impossível eu amar você mais a cada dia. — Ele rosnou em sua orelha. — Eu estava louco para segurar você assim.
Ela sentiu o membro inchado contra sua barriga, e um tiro de excitação correu por seu sistema. Seus joelhos ficaram fracos. Owen notou ela trêmula e segurou-a firme. Ele aninhou o rosto em seu cabelo e soprou suavemente na sua orelha.
— Eu também te amo a cada dia mais... — sorriu e conforme ele os deixava mais próximos, ela arfou. — Por que não pulamos o jantar, e vamos direto para a sobremesa? — sussurrou.
— Porque a pressa, senhora Grady? — Um puxão em sua cintura impediu resposta. Ele a virou e ela viu no marido, uma expressão convencida no rosto. O loiro riu e beliscou sua orelha com seus dentes. Outro puxão em sua cintura, e ela gemeu em protesto. — Você está molhada? — Ele sussurrou enquanto a puxava para seus braços. — Imagina eu te lambendo, chupando, fodendo... mais tarde?
— Meu Deus, Owen... — ficou vermelha e sorriu timidamente. Sentiu seu corpo queimar de desejo após aquela provocação, sua pulsação ficou acelerada e sua intimidade começou a latejar imaginando tudo o que ele disse. Oh céus, que homem. Mas ela sabia que era desses joguinhos que Owen gostava, então entrou no jogo. — Não irei responder, terá que saber sozinho. — piscou para ele e parou de dançar. — Preciso sentar um pouco, os vários quilos a mais, me cansam fácil.
— Oh, claro. — Ele levantou a cabeça e olhou por sobre o ombro. — A comida chegou. — Ela olhou para onde o marido estava gesticulando para eles, e se dirigiu a sua cadeira. — Oh, este cheiro está divino... — disse quando sentiu o delicioso aroma que flutuava acima da mesa. — Experimente o meu. — Ele ofereceu, oferecendo uma garfada para a esposa.
Ela gentilmente aceitou, comendo o pedaço de bife.
— Uhmmm... Está uma delícia... Mas tenho que confessar que o que você faz é melhor. — sorriu e o puxou para um selinho rápido. — Bom, só não te ofereço o meu porque você não gosta. Mas está muito bom mesmo. Gostei bastante daqui... Podemos vir mais vezes.
Owen estendeu um dedo e enxugou um pedaço pequeno de molho de seu lábio rosado, então deslizou o dedo em sua boca. Ela chupou-o rodando a língua em torno da ponta.
— Hmmm.... — retirou o dedo e cortou seu bife e saboreou seu prato de carne. Entre porções de sua própria comida, o homem lhe oferecia amostras de seu prato, cada uma dava com uma dose de sensualidade que a deixou fraca e dolorida. Owen imaginara-se em tal névoa de consciência sexual.
Cada olhar, cada toque chiou e queimou, acordou um anelo poderoso dentro dele.
Sabia que eles estavam chamando a atenção das outras mesas, e não se importava. Deixe que eles olhem. Nunca em sua vida sentiu tanta certeza de estar onde deveria, onde era seu lugar.
— No que está pensando?
Ela o encarou parecendo procurar as palavras.
— Em muitas coisas... A primeira é que eu te amo muito e sou a mulher mais sortuda em tê-lo ao meu lado. A segunda, estou imaginando o que acontecerá mais tarde... Em quatro paredes... — sorriu. — E em terceiro, que a semana que viajar serão os mais difíceis para mim... Não vai ser fácil não te ter ao meu lado todos os dias...
Aquela viagem de Owen, estava literalmente tirando o sono de Claire. Desde que casaram, não ficaram tanto tempo separados. Ainda mais com o final da gestação se aproximando.
— Eu estava pensando em quão perfeita esta noite está sendo. Mas sobre essa sua afirmação, o sortudo da história sou eu. Sobre depois que sairmos daqui, pode ter certeza que o meio das suas pernas vão ficar ardendo, e... Sobre a viagem, eu cuidarei de vocês duas mesmo de longe. — Owen deslizou a mão em sua coxa. O dedo polegar desenhou círculos acima de seu joelho, e seus outros dedos deslizaram por entre suas pernas. — Mas eu estou contente que você está gostando, bebê.
— Estou gostando de tudo sim... Principalmente do meu lindo acompanhante. — sentiu os dedos dele ficando um pouco inquieta na cadeira. Segurou a mão dele o impedindo de continuar. — Sem torturas amor, já quer pular para a sobremesa? — Se aproximou dele para falar. — Quer ir para casa brincar? Eu preciso muito de você... O quanto antes.
Owen lhe dirigiu um olhar sujo, emergiu sua mão para baixo e deslizou-a por sua coxa, entre as pernas até sentir a umidade na mão. Apertou suavemente, amassando e afagando.
— Você é muito apressada. — disse docemente.
Ela o puxou para um beijo apaixonado, mas afastou para recuperar o fôlego. Estava extremamente excitada. Estava com o rosto bem próximo ao dele, os lábios quase se tocando.
— Você me deixa assim... — sussurrou. — Vai me enlouquecer...
Após pagar a conta e pedir a sobremesa para viagem, Owen se levantou e a arrastou junto.
— Vamos.
O caminho para o Centro de Controle foi feito em silêncio. A tensão sexual estava impregnada no veículo. Owen notou que a esposa mantinha as pernas apertadas. Imaginou que se ela apenas se tocasse voaria como um foguete.
Quando chegaram ao prédio, ela caminhou para o elevador com as pernas trêmulas. Uma vez do lado de dentro, Owen a puxou contra ele, as mãos apalpando o traseiro, quase arrancando o vestido.
— Tire. — ele ordenou dentro do elevador.
— O que? — arqueou as sobrancelhas. — Aqui?... — olhou para cima. — Tem câmeras Owen. Ficou louco?
— E desde quando isso é um problema? Eu prometi que te foderia nesse elevador uma vez e esse dia é hoje e agora.
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