História After You -

13 Capítulo - Dia de Ação de Graças


Notas iniciais
Boa tarde CLAWEN's Capítulo Novo!

O loiro saiu sem rumo de início, com as mãos nos bolsos. Se xingava mentalmente. Como pode ser tão ingênuo em achar que ela queria algo com um simples treinador imundo do paddock?

Andando sem direção pelos turistas, percebeu uma pequena movimentação no Anfiteatro da Ilha.

Iria ter uma apresentação para as crianças menores, e acabou entrando sozinho. A apresentação não demorou muito tempo, logo todos iam em direção a saída com suas famílias. Owen não pode deixar de reparar nos pequenos e se imaginou levando a Clarisse no colo daqui a alguns anos.

*

Conforme as horas corriam, Claire resolveu tomar um longo banho e jantar ali mesmo. Não queria encarar os familiares, então ligou para Karen avisando que estava indisposta e não iria para o jantar. Foi para o único lugar que se tornou seu refúgio, o quarto da filha.

*

A senhora Grady foi comunicada que a nora não iria para o jantar e imediatamente foi buscá-la. Bateu suas vezes na porta.

— Claire, querida?

Claire ouviu as batidas e não poderia deixar a sogra esperando. Enxugou o rosto e foi até a porta.

— Senhora Grady, aconteceu algo? Entre...- deu passagem para a mais velha entrar.

— Eu que devia lhe perguntar. O que houve? Vim te buscar para jantarmos todos nós. — Sorriu genuinamente.

— Desculpe, eu não vou e já jantei... — sorriu triste. — Owen está lá?

— O que aconteceu? Está sim. Já brigaram não é mesmo? Claire, querida, apesar de tudo somos sua família. Já vamos embora depois de amanhã, cada tempo com vocês dois para mim é precioso...

Ela queria muito desabafar com a sogra, mas não a preocuparia. Não queria ver o marido, mas resolveu ir com ela. Colocou uma calça jeans e uma blusinha, e foram até o local.

Chegando lá a primeira pessoa que avistou foi o loiro e evitou olhá-lo, foi até a Karen sentando ao seu lado. Karen conversava alegremente com a irmã do loiro, quando percebei Claire ao lado.

— Que isso mana? Vai sentar-se do lado do seu marido... Hey, Owen! Tem uma cadeira vaga aqui do lado da Claire!

— Pára com isso Karen! — a encarou nervosa a surpreendendo. Não teve coragem de olhá-lo.

A irmã a olhava sem entender enquanto o loiro se sentou educadamente ao lado da esposa, fingindo normalidade. Não iria repetir os shows infantis da ruiva em público.

Enquanto todos comiam, Claire só os observava e sorria sem ânimo. Não iria comer nada, mesmo com a insistência da sogra e da irmã.

— Eu espero que tenha consciência de que tem uma criança dentro de você que precisa comer para nascer forte e saudável, ela não merece ser prejudicada por conta de birra sua! — Sussurrou.

Ela virou para ele com os olhos cerrados.

— Tudo para você é birra minha, não é?...Você não erra nunca! Não se preocupe Grady, minha filha é tudo para mim e eu sei muito bem de tudo isso e eu já jantei antes de vim. Não que isso seja da sua conta!

— É da minha conta, a filha ainda continua sendo minha. Ela é, não é?

— O que?... como ousa falar isso Owen? — sussurrou se sentindo humilhada, levantou-se bruscamente indo para fora do restaurante.

A senhora Grady fuzilou o filho com o olhar na mesma hora, ele apenas tomou mais um gole do refrigerante fingindo não importar.

— Owen qual é o seu problema? Sabe que deve evitar que a Claire passe por esse tipo de emoção na gravidez... Se acontecer algo depois sinta-se culpado!

— Mãe, não aconteceu nada tá legal?

*

Claire chegou sem rumo em casa. Pegou o porta retrato de casamento e deitou no sofá, chorando pelas palavras que ouviu da pessoa que mais amava. Talvez não tivesse jeito, vários pensamentos ruins a invadiram no silêncio do apartamento.

Sem ânimo algum nem para ir para cama, adormeceu no sofá ignorando todas as ligações de Karen.

*

Duas horas mais tarde Owen chega após uma séria reflexão.

Olhou tudo aquilo a sua volta. Luxo e conforto, coisas que ele jamais imaginou ter. Sim, ele não merecia aquilo, nunca foi para ele aquela vida. Com essa certeza, começou a recolher as roupas mais simples do closet, colocando em uma pequena mala.

Claire acordou com a batida da porta do guarda roupa e foi até o closet.

— O que está fazendo?

— Indo embora...

Claire quase pode sentir seu coração parar de bater.

— Nosso amor não vale nada, não é mesmo? — seus olhos estavam marejados.

— Que amor? Está se referindo ao amor ao seu dinheiro?

— Owen... eu nunca insinuei isso. Não confunda o que eu quis dizer.

— Eu estou cansado, tá legal? Abri mão da minha casa para vir para cá, ainda sou obrigado a ouvir aquilo. Vou voltar com meu trabalho com os velociraptores. Somente lá. Renuncio meu cargo. Sei que você e todo mundo lá acha que eu sou mais um garotão perdido naquele maldito lugar. Adeus Claire. — Owen pegou a mala e o buquê de flores os levando consigo.

Ela foi correndo atrás dele o impedindo de entrar no elevador.

— Como assim Owen? Você não pode fazer isso, não pode me deixar. Nos deixar... por causa de uma conversa mal resolvida, vai jogar tudo para o alto? E tudo o que vivemos? E o nosso amor? CÉUS SERÁ QUE EM UM MOMENTO COMO ESTE VOCÊ ESQUECE DE TUDO ISSO? Eu não sei viver sem você Owen! Você é o meu marido, pai da minha filha e quem eu jurei no altar, amar eternamente. Depois de tudo o que passamos, do amor que vivemos e sentimos... você... se cansou de mim?

— Agora é conversa mal resolvida? — Riu pelo nariz. — Claire, deixa eu passar.

— É isso mesmo que você quer? Se for Owen... eu te deixo ir para sempre. E vou entender que sim, você cansou de mim e que foi um erro esse casamento.

— Foi um erro nos envolvermos. Somos completamente diferentes. Mas você jogar na minha cara aquilo, foi o máximo. Vou voltar para minha "favela". Só me ligue quando for algo relacionado a minha filha. — Owen apertou o painel de controle no botão do térreo.

Claire apertou todos os botões, assim o elevador demoraria mais para subir.

— Não... Não ligarei, talvez só no dia do parto. E sinto muito, de todo o meu coração que está partido... Que você não consiga me perdoar por algo que disse, por ter medo do que possa acontecer. Por eu não valer nada para você...

— Vou de escada. Até mais. — Deu as costas e começa a descer sem olhá-la.

Claire o observou se afastar com as lágrimas descendo ao seu rosto. Ele ia embora com tanta facilidade, devia ser por achar tudo aquilo um erro. E aquilo a destruiu por dentro e não queria pensar mais em nada, não aguentava mais sofrer com as separações tão dolorosas deles.

Naquele mesmo instante a porta do elevador se abriu e Lauren surgiu com um sorriso no rosto e uma torta de maçã em mãos. A loira levou um susto ao ver Claire na entrada do apartamento.

— Nossa, Claire! Até assustei... o Owen está?

O mesmo apareceu novamente quando ouviu a voz dela o procurando. Ela estranhou a situação e ficou levemente constrangida de aparecer naquele momento. Haviam brigado?

Ela sorriu de canto.

— Lauren? O que faz aqui?

— É dia de ação de graças e só queria fazer uma boa ação... — Sorriu.

Claire a encarou com os olhos vermelhos e inchados.

— Aqui não é a caridade para você querer fazer uma boa ação! E não é hoje, é amanha! — Bufou.

— Claire! — Owen a repreendeu pegando a torta e agradecendo. — Me desculpe, sabe como são as grávidas...

— Tudo bem... Vou embora. Desculpe.

— Se for passar a data de amanhã sozinha, pode vir jantar com a gente, Lauren.

— Mesmo? Vai ser ótimo!

— Não! O convite é só da parte dele. — O encarou de olhos cerrados.

— Claire, qual é o seu problema? Que falta de educação é essa agora?

— Desculpa querida, só estou no pior dia da minha vida. Entende né... — diz de forma debochada, ficou ainda mais furiosa, queria bater nele e xingá-lo. Ela detestada aquela simpatia dele para Lauren.

" Então ele só voltou porque ouviu a voz dela?!" Pensou e o olhou incrédula, aquela situação estava insuportável para ela e resolveu entrar para casa.

Owen ficou um tempo conversando com ela, até que resolveu entrar por conta de uma forte tempestade que acabara de cair.

Claire o observou entrar e não disse nada, continuou deitada no sofá olhando para o nada. Como um vegetal. A chuva forte entrava pela porta da varanda que estava aberta, molhado todo o chão do quarto.

Owen escutou a forte rajada de vento entrar e correu para fechar a porta de vidro, em seguida secou o chão e ergueu as coisas de volta no lugar. Parecia que caía o céu inteiro na ilha Nublar. Claire sentiu seu estômago revirar e lentamente, levantou indo até o banheiro para vomitar e ficou sentada no chão do banheiro. Não conseguia pensar em nada e voltou a vomitar água.

Owen voltou para sala e não a encontrou, então sentou no sofá e puxou o notebook o ligando. Após um longo tempo ali, a ruiva levantou e lavou o rosto. Ao voltar para sala sentou também no sofá próxima a ele. Cruzou as pernas e o encarou com uma expressão como se estivesse tentando decifrá-lo.

— O que foi, ruiva?

— Nada... — sussurrou e voltou a olhar para o nada com um sorriso de canto com a forma que ele a chamou, ela amava ser chamada daquela forma por ele.

— Eu sou um imbecil, eu sei. Mas eu ainda estou bem magoado com isso. Depois passa... acho que vou beber...

— Você acha mesmo que fomos um erro?

Owen respirou fundo e só conseguiu olhar para os próprios pés.

— Me responde... — O encarou com os olhos marejados. — Fomos um erro para você?

— Vocês foram o motivo a mais para continuar, motivo a mais para me fazer levantar da cama sorridente todas as manhãs. Nunca um erro.

Ela respirou fundo aliviada e se aproximou um pouco.

— Me perdoa, pelo o que eu disse.... Eu nunca quis que entendesse daquela forma. Nunca foi minha intenção te magoar...

— Deixa para lá, tá bom?

Ela se sentia culpada por aquilo e não se perdoaria. Aquela altura da madrugada, vários raios cortavam o céu da ilha, um deles acertou um poste de luz os deixando em completa escuridão.

— Ótimo, era só o que faltava... luz para que afinal...

— Droga... vem cá, vem...

Ela não pensou duas vezes e foi ao encontro dele, sentou em seu colo com uma perna de cada lado. O abraçou forte.

— Estava vomitando de novo? Já devia ter acabado... — Preocupou-se enquanto lhe alisava os cabelos.

— Estava... acho que ela não gostou da comida que eu fiz.... — brincou com a cabeça repousada em seu ombro e o encarou. — Estou com o cheiro? Vou tomar outro banho...

— E que comida você fez para ela? — Owen escorregou as mãos a tocando no ventre alisando o local. — Vai lá, já está bem tarde. Vou procurar umas velas no quartinho dos fundos.

— Macarrão ao molho branco... tenho que parar de comer massa. — Levantou indo até o banheiro, a luz de emergência ajudou a enxergar, mas assim que ligou o chuveiro se arrependeu profundamente. — Céus... — resmungou, a água estava mais gelada que o normal.

Mais tarde o marido chegou com as velas e as acendeu em cima da pia.

— Claire, é melhor eu ir aquecer uma água para vocês, vai ficar resfriada...

— Não precisa, já estou terminando... — minutos depois desligou o chuveiro roxa de frio, pegou a toalha se secando e enrolando-se nelas. — De Volta a idade média... — referiu -se as velas brincando enquanto batia os queixos.

— Os geradores são antigos, já conversei com o pessoal da manutenção para ver se tinha possibilidade de trocar.

— Que bom... precisa. — foi para o quarto e colocou seu pijama, calça e blusa de frio. Estava tremendo e precisava se aquecer. Foi até a cozinha para fazer um chá para eles.

Enquanto isso, Owen tratou de planejar o que faria no dia seguinte, sem que ela nota-se. Pegou a planilha e começou a fazer algumas anotações.

Assim que ela terminou, colocou o seu e o dele na xícara e foi até onde Owen estava se sentando ao seu lado.

— Toma um pouco... — lhe ofereceu.

— Obrigado ruiva. — Aceitou de bom grado e bebeu todo o líquido fumegante da xícara. A deixou de lado e deitou a cabeça nas pernas dela. — Agora só falta a torta que a Lauren fez, onde está?

— Não sei, você que pegou... — começou a fazer um carinho nos cabelos e barba dele. — Por que a convidou para amanhã?

— Porque por acaso ela não tem família nem ninguém? Não custa nada...

— Entendi... — disse apenas e abaixou dando-lhe um beijo na bochecha.

— Pára de ficar emburrada, Claire. — Owen levantou a carregando para cama de cabeça para baixo.

— Vou vomitar de novo assim... — começou a rir e deu um tapa na bunda dele.

— Ah, me desculpe. — A colocou na cama se juntando a esposa enchendo o pescoço dela de beijos.

Ela deu um longo suspiro sentindo seu corpo estremecer com os beijos.

— Eu te amo tanto... quero conversar com você...

— Conversar sobre?

— Sobre mim...

— Tem algo errado?

— Não... Mas percebi que desabafei com a sua mãe, coisas que devia desabar com você. Afinal, somos parceiros e amigos... — sentou com um meio sorriso.

— Conta então... é algum segredo?

— Não... Não tenho nenhum segredo com você... É que... Eu estou tendo pesadelos com a Indominus... e sempre tem uma criança. Como se ela quisesse pegá-la... e só penso na nossa filha... — seus olhos ficaram marejados e na sua voz tinha angústia.

— Amor... a Indominus está morta. Tem que esquecer isso. Mas me conta, como é essa criança do sonho?

— Eu não consigo vê-la direto, mas ela grita e chora muito é horrível e eu não consigo fazer nada... amor, eu não consigo controlar isso. Você acha que pode ser um sinal, de algo que possa vir acontecer com a nossa filha?

— Claire é só um sonho. Eu sei como foi traumatizante. Tem que superar isso. — Enquanto a chuva açoitava o vidro da janela, Owen a trouxe para o peito a acalmando. — Jamais deixaria nada de ruim acontecer com a Clarisse.

— Eu sei... — sentia um aperto no peito. — E tem outra coisa... — suspirou o abraçando. — Eu não consigo me perdoar por ter te deixado no enterro do seu pai... Eu não devia ter saído do seu lado.

— Claire, esquece o passado, pelo amor de Deus. Se for para ficar lembrando de todos os erros do passado, é melhor eu ir para o bangalô.

— Está vendo... por isso não desabafo mais com você. Sei que está cansado de tudo o que falo... tudo bem, não falo mais sobre... — se afastou deitando na cama.

— Por que se martiriza por causa disso? Eu já te perdoei, por que não perdoa a si mesma?

— Por que você é a pessoa que mais amo nessa vida, e cada vez que falho com você, falho comigo mesma... por que sempre que brigamos você quer ir embora?

— Claire... ir embora é uma coisa, dar um tempo, reflexão é outra. Vamos dormir por favor? Sabe que pode me contar tudo. Mas relembrar essas coisas, ficar tocando na ferida que já devia estar cicatrizada nunca foi saudável.

— Tem razão.... — sorriu. — Quero fazer uma coisa...

— Ah, agora eu tenho razão é? — A cobriu com o edredom. — O que? Já são 3:08 da manhã para se fazer coisas...

Ela se descobriu e se sentou em seu colo sem muita delongas.

— A cada briga que temos... Eu te desejo ainda mais... — confessou-lhe e o beijou, mas era um beijo calmo mesmo com muito desejo. — Seus... lábios são o meu vício... — disse entre seus lábios. — Ter você dentro de mim... É o que recarrega a minha alma, minha força... — desceu o beijo para o pescoço, deixando alguns chupões no local. A mão esquerda estava entrelaçadas nos fios loiros de Owen, enquanto a direita desceu até o membro dele o massageando por cima da calça.

Owen arregalou os olhos com aquela atitude dela. A gravidez realmente estava a deixando diferente cada vez mais. Ele não iria tomar atitude dessa vez, preferiu observá-la atentamente até onde ela iria chegar. Logo o membro começou a crescer dentro da calça deixando-o apertando e dolorido.

Claire sorriu ao senti-lo tão duro. Ela não queria demorar muito, precisava dele logo dentro de si. Enfiou a mão por dentro da calça e começou a estimulá-lo cada vez mais. Pode sentir a sua intimidade latejar de desejo e levantou, tirando a calça seguida da calcinha. Voltou rapidamente para cima dele. Olhou dentro de seus olhos e viu que ele queria o mesmo, ele tinha o sorriso mais sexy estampado em seu rosto, o que a excitou ainda mais. Sem perder tempo desceu a calça e cueca do marido com a ajuda dele. As expressões de Owen a fazia rir discretamente.

Ela voltou para seu colo, Owen estava sentado confortavelmente entre os travesseiros. Ela sentou com uma perna de cada lado, e sem pressa, segurou seu membro e levou até a sua intimidade, enfiando todo dentro de si soltando um longo e delicioso gemido. Com um sorriso, Claire olhou Owen nos olhos e começou a movimentar os quadris, lentamente.

Owen agarrou as coxas dela a estimulando a continuar com as sentadas sobre ele. Ela subia e descia tão lentamente, que Owen quase gozou antes da hora, mas se concentrou.

— Quero ver você fazendo isso com 9 meses, ruiva... — A desafiou após ofegar com certa dificuldade.

Claire sorriu e continuou os movimentos, eram lentos e intensos ao mesmo tempo.

— Vamos ter que aprender outras posições... — lambeu sedutoramente os lábios dele e aproximou a boca da orelha. — Vai ter que me colocar de quatro. — mordeu o lóbulo de sua orelha, até que começou a cavalgar sobre as coxas do marido.

Aquela altura o loiro já estava chocado com ela, mas não se opôs, muito pelo contrário. Estava adorando.

— Olha, acho que vou te engravidar mais vezes, senhora Grady. — Sorriu sacana estocando fundo dentro dela, auxiliando com os movimentos.

Claire gargalhou com o com o comentário e o beijou loucamente dessa vez. As línguas se acariciavam intensamente, ela explorava ao máximo sua boca. As sentadas de Claire eram fortes, seus seios fartos pulavam.

— Então... faça isso senhor Grady... — puxou sedutoramente os cabelos da nuca do loiro. — Oh... Owen... — Gemeu seu nome com êxtase. Ele era tão grande, tão delicioso. Era uma sensação única.

— Hmmm... — O loiro a admirava em completa adoração, suas expressões, seus gestos, seus suspiros, os gemidos. Ele definitivamente amava aquela mulher, mais que qualquer coisa. A medida que ela ia intensificando, ele gemia junto com ela. Em certo momento, ele a agarrou nos quadris e a puxou para lhe sussurrar no ouvido palavras quentes que a estimulassem a continuar, então não perdoou em falar qualquer sacanagem que lhe veio na cabeça. Ela parecia querer cavalgar nele com fúria dessa vez, mas ele teve que intervir a segurando.

— Mais devagar, Claire! A Clarisse...

Ela estava louca de desejo, insaciável. Queria cada vez mais e mais.

— Owen... — revirou os olhos. — Então... fica por cima... vai... — sua voz saiu falha, não parou de mexer o quadril um minuto sequer.

Achando que afinal, seria a melhor opção, Owen a ergueu um pouco a deitando com cuidado e assumiu o controle se afundando nela novamente. Intercalava entre estocadas mais lentas, e outras mais fortes a fazendo gritar sem fazer muito esforço. O que deixou o loiro abismado o quanto ela estava sensível a qualquer toque.

— Oh céus amor... — murmurou gemendo. — Isso... mais forte... — jogou a cabeça para trás maravilhada com o prazer que ele a proporcionava. Seus corpos suados, realizavam um no outro. Queimavam por dentro com um turbilhão de sensações e sentimento. — Isso... — cravou as unhas nas costas largas do marido, enquanto suas pernas estavam em volta da cintura dele o apertando ainda mais contra si.

Owen se enterrou dentro dela, tremendo enquanto gozava. Ele segurou com força o quadril dela, cravando os dedos em sua pele macia como seda. E ele se moveu rude como um louco, num ritmo que a deixou sem ar. O rosto dele avermelhou-se enquanto estocava sem parar, ouvindo as batidas de seus corpos que os deixariam exaustos. Claire sentiu seu corpo estremecer e gozou intensamente enquanto gritava o nome do amado ofegante.

— Uauuu... isso foi... incrível...

— Ah foi, sua danada? — Sorriu lhe desferindo um tapa no traseiro.

— Owen... — sorriu com o tapa e ficou por cima novamente dele. — Foi gostoso demais... — selou seus lábios com um beijo calmo. — Eu te amo e nunca mais vou te deixar sair por aquela porta... se for vai ter que me levar junto.

— Foi? Mal te toquei dessa vez. Acho que vou ficar sem tocar mais vezes... — Brincou a aninhando embaixo do cobertor. — Eu ia lá no bangalô comer pizza estragada e assistir meu jogo na velha TV. Mas se quiser ir comigo, não vou achar ruim. Vou fazer um berço para Clarisse lá.

— Você não vai a lugar nenhum senhor Grady... aqui é o seu lar, mas se for... vou junto. Porque meu lar é ao seu lado... — O beijou mais uma vez, e o abraçou se aconchegando em seus braços.

— Eu levo minha ruiva sempre comigo... minhas duas ruivinhas.

— Sim... — sorriu acariciando seu abdômen. — Eu te amo meu marido... — sussurrou fechando os olhos.

— Também amo vocês...

Owen ficou pensativo durante alguns minutos, mas logo foi vencido pelo sono se juntando a esposa.

*

Na manhã seguinte, a mesa na casa dos Grady já estava farta e bastante decorada.

O loiro optou por deixar a ruiva dormir até mais tarde e com a ajuda dos irmãos, mãe, sobrinhos e cunhada, arrumou tudo no lugar.

— Owen, tem realmente que encher essa casa de crianças. Céus, está tudo tão arrumado e em silêncio.

— Se a Cla, for tagarela igual a mãe dela, eu estarei ferrado, mana.

— E se for bagunceiro igual o pai dela, a Claire estará ferrada, né meu filho. — Tereza acrescentou pedindo espaço para passar com uma grande travessa de torta de abóbora.

Claire acordou aos poucos, ouvindo vozes vinda da sala. E percebeu que já estava tarde, deu um pulo da cama e foi direto para o banheiro fazer suas higienes matinais e tomar um banho quente. Não demorou muito e Claire já estava pronta com um lindo vestido cumprido rodado.

— Bom dia família. — se juntou aos familiares com um lindo sorriso. — Nossa que mesa linda. — Aproximou-se de Owen que arrumava a mesa e o deu um selinho. — Bom dia, amor...

— É assim que eu gosto de ver os dois. — Karen comentou encantada com a cena.

— Bom dia ruiva... — Owen a beijou mais uma vez, em seguida sua barriga carinhosamente.

— Estávamos falando sobre com quem a Clarisse vai se parecer mais. — Tereza sorriu, os olhando.

— Mãe, não começa...

Claire olhou para o marido e sorriu.

— Espero que tenha um equilíbrio dos dois. Uma coisa é certa, ela vai ser linda e com um gênio bem difícil. — Karen comentou e todos riram. Ela tinha razão.

— Okay família... daqui a quase seis meses saberemos como será o rostinho da nossa princesa. Agora a personalidade... me dá medo. — Claire brincou.

— Dá medo mesmo, se pensar nela toda mandona igual você. — Owen arriscou ganhar um tapa já se juntando ao seu lugar na mesa assim como o resto da família.

— Acho uma ótima ideia pensarmos em uma viagem em família para o próximo ano. — Harry comenta.

— Concordo, filho! Acho ótimo, adorei conhecer a família da Claire, vai ser muito interessante se fossemos todos juntos.

— Oba! Eu topo! — Gray comemora feliz.

— Olha, é uma boa ideia. — Karen também aderiu a ideia.

— Mas para onde iríamos?

— Disney! — Gray sugeriu e logo o irmão mais velho o repreendeu.

— Cala a boca Gray, você não cansa de ser o bebezinho não?

— Hey, vocês dois, não comecem! — Karen interveio.

— É uma ótima ideia... mas dependendo da época, não sei se posso ir. Ou estarei com a barriga gigante, ou a Clarisse vai ter acabado de nascer... – Claire pensou. — E se for no Natal?

— Tem razão, não quero a Claire viajando de 8 meses de gravidez nem pensar.

— Vai ser antes disso. Ela está com 4, né querida?

— Quase... em breve farei. — sorriu. — Podíamos ir para Paris... — olhou para o marido. Ainda o levaria lá em uma viajem romântica.

— Paris, não acho atrativo. Pessoal fede e é tudo sujo... foi o que eu ouvi falar...

— Claro que não... — disse indignada. — Tem lindos lugares turístico e é romântico.

— Não, Claire. Não vou pra Paris.

— Tudo bem... — desviou o olhar envergonhada com os familiares ali presentes.

— Poxa, tem muitos lugares para discutirmos pessoal, temos até o Natal. — Harry interveio tentando diminuir aquele clima.

— Claro... vários... — Karen tentou ajudar o irmão do cunhado. — Que tal começar a comer?

A mesa já estava posta e farta, todos já estavam sentados em seus devidos lugares.

— É a melhor ideia que eu ouvi até agora! — Owen começou enfiando o dedo no peru assado e recebendo um cascudo da mãe. — Aí....

— Vamos agradecer primeiro!!!

A senhora Grady começou com os agradecimentos e todos a acompanharam. Não demorou muito para serem liberados para comer. Tinha vários tipos de pratos, deliciosos e bem temperados. Claire estava louca para comer a lasanha que a irmã havia feito, mas depois da sessão de vômitos da noite anterior, preferiu evitar passar e comer coisas mais leves e saudáveis.

— Owen... estava passando fome? — pergunta a irmã ao ver o tamanho do prato.

— Me deixa, vai comer a sua....

Claire olhou rapidamente para ele.

— Owen... — sussurrou para que mais ninguém ouvisse, segurando em seu braço gentilmente. — Não fala assim com a sua irmã...

— Shiu... — Colocou um pedacinho de batata na boquinha dela. — Quando a Clarisse nascer, vai fazer companhia para o papai com um pratão de torresmo.

A senhora Grady arregalou os olhos e brigou.

— Se colocar minha neta para comer esses lixos, vou te dar uns cascudos!!!

— Torresmo faz bem, ela vai querer até tomar na mamadeira...

— Owen, bebês não podem comer esse tipo de coisa, a mãe está certa. – Jess o repreendeu.

— Mas minha filha é especial. — Sorriu orgulhoso.

Todos riram com o comentário dele.

— Não se preocupe senhora Grady, vou ficar de olho nesse pai babão. — Claire comentou com um sorriso.

— Tenho certeza que serão ótimos pais. — Karen observou. — Vocês tem tudo o que ela precisa. Amor e um lar...

— Eles vai mesmo tia. — Sam que prestava atenção na conversa, concordava assim como a irmã.

— Se diz "Eles vão" seu burro. — a pequena Sophie não perdeu a oportunidade de corrigir o irmão. — Tios vocês são os melhores, a gente amou ficar com vocês...

As palavras das crianças emocionaram Claire, que se levantou para abraçar cada um, inclusive a Karen.

O restante do almoço foi bastante agradável e com muita fartura para a família. A tarde optaram por descansarem em meio a conversas e logo ao sol se pôr, todos arrumaram-se para curtir a noite e suas atrações na Ilha Nublar.

Notas finais
E então, o que vocês acham? Vai ser menina ou menino? Deixem seus comentários e sugestões. Muito obrigada à todos os nossos leitores e aos comentários maravilhosos que nos presenteiam. Até a próxima