Hisadeva
7 Capítulo 7
Notas iniciais
Onde eu estou? Que lugar é esse? Onde estão meus amigos? Cadê o Hatori?
– Hatori! — Grito quando me levanto, tem um braço em volta de mim. – Hatori?
– Onde você vai? Deite-se de novo você tem que se recuperar.
– Que lugar é esse? – perguntou para o Hatori e ele me olha com uma expressão de cansaço, ele está com olheiras. – Você esta bem?
– Luna... – ele me abraça. – Que bom que você acordou.
– Quanto tempo eu dormi?
– Por três dias.
– O que três dias? — falei assustada – Por quê?
– Você é uma Le Fay, portanto você manipula a magia e como você nunca teve contato com ela seus poderes se afloraram, quando você sentiu a magia de todos nos o seu corpo não aquentou e você desmaiou. – sua voz estava rouca.
– Como você sabe disto?
– Foi o que as Le Fay nos disse. – ele sorriu, um sorriso do Hatori é tudo que eu precisava.
– O que? Vocês as acharam? — ele fez que sim com a cabeça e disse:
– Na verdades elas nos acharam. Venha aqui! Tome um banho e coma alguma coisa. – fiz que sim com a cabeça ele me mostrou o bainheiro.
Eu estava em uma casa de madeira muito bonita, bem mobilhada, as Le Fay tinham bom gosto, cortinas laranja por todo lado, com pinturas de fadas e móveis de madeira almofadada.
O lanche estava maravilhoso havia geléia de uva e de morango, varias frutas, tinha biscoitos de ameixa e amora, pão círio, que era para comer com patê caseiro, tinha suco de laranja e maracujá, bolo de cenoura com calda de chocolate e uma torta de limão, queria comer tudo, mas não cabia mais nada na barriga.
– Cadê a July e o Helio? – perguntei ao Hatori após escovar os dentes.
– Estão em outra casa.
– Hatori, você não dormiu direito esses dias? – levantei e me sentei em seu colo, ele estava sentado no sofá.
– Fiquei preocupado com você. – ele me beijou intensamente como se não me visse há anos. – Não sabia o que tinha acontecido com você eu fiquei louco, chequei a discutir com a July e se não fosse o Helio não teríamos parado.
– Como vocês as Le Fay acharam vocês?
– Elas sentiram poderes enormes na floresta, parece que quase ninguém vai aquele jardim, pois depois dele tem as primeiras cidades-colonias – ele parecia muito cansado.
– Você está com sono? – beijei seu lábio inferior e depois desci pro pescoço.
– Só um pouco. – ele me abraça mais forte.
– É melhor você descansar antes de falar que eu acordei.
– Provavelmente elas sabem, mas elas querem nos dar privacidade. – eu havia esquecido ela podem pressentir minha magia, ela é mais forte quando estamos acordados, a magia indica movimento.
– Desculpa. – eu o abracei.
– Pelo o que? – ele acaricia meu cabelo.
– Por te deixar preocupado. – levantei a cabeça e olhei em seus olhos.
– É necessário mais do que desculpas. – ele se levantou me carregando. – Venha senti saudades.
Fomos para o quarto, também estava com saudades do meu Hatori, ele foi gentil como sempre, beijando cada parte do meu corpo, eu também não poupe-me de esforços o abracei,beijei e provoquei! Eu o amo e adoro quando passamos momentos juntos.
Sai da casinha de madeira, o clima estava úmido fora dela.
– Luna! Que saudades de você! E- eu estava preocupada. – a July vem chorando e me abraçando. – Serio na hora achei que tinha morrido! Nunca mais faça isso comigo!
– Calma, eu estou aqui! Acha mesmo que eu iria morrer? Ainda tinha que tomar o trono do Helio!
– Epa! Que rei aqui, seja só eu! – Helio ri. – Que saudades de você também, nossa não dava pra acordar antes? O Hatori tava louco. – ele me abraça e me dá um beliscão.
Desculpa gente! — disse feliz por ver eles.
Eu estava no sofá ao lado do Hatori e a July e Helio na outra ponta, tinha duas Le Fay na nossa frente: a mais velha se chamava Mafalda, tinha cabelos grisalhos e olhos castanhos, ela era muito bonita apesar de ser velha. A mais jovem, não muito mais jovem que Mafalda, se chamava Olivia, tinha cabelos grisalhos e olhos roxos, nunca havia visto olhos desta cor antes eram lindos!
– Lunally Premier. – disse Mafalda. – Você é a criança prometida de nosso povo, filha de Elizabeth lótus e Heithor lótus.
– Minha mãe e meu pai se encontram neste vale? – fiquei tão animada que mal podia continha minha curiosidade.
– Sinto muito Lunally. – diz Olivia de cabeça baixa. – Os pais das crianças prometidas foram mortos pelo Agnor Age.
–Quem é Agnor Age? – eu perguntei assustada. Quem era a pessoa que tinha matado meus pais? O que ele pretendia?
– É quem roubou a pedra aqua-luz, eu suponho, e quem também matou a rainha Lucinda. – disse Hatori
– Sim, exato – disse Olivia. – Já era de se esperar de um elfo, o macho natural das fadas.
– Serio? – July sente atenta a tudo. – E das ninfas?
– Também o elfo. — reponde Olivia.
– Fique sabendo July que seu macho natural é um mago! Então não reclama! – falou Helio um pouco incomodado acho que ele imaginou July e Hatori juntos. Não tem como isso acontecer eles não combinam.
– Ah! Não fica com ciúmes meu amor, você sabe que eu te amo.
Olho para o Hatori e ele me da um beijo carinhoso. – De qualquer modo somos amantes. – ele diz com um lindo sorriso.
Acalme-se crianças, as raças podem se misturar! Não precisa ser sempre um elfo e uma fada e/ou ninfa a se unirem. — diz Olivia tentando explicar para o Helio. — Acontece que é mais comum assim. É tradição.
– Como entendemos vocês? – cortei o assunto e perguntei não muito surpresa, pois sabíamos ler a língua deles então é provável que saberíamos a fala também!
– Os duendes da sabedoria que ajudaram na conversão das crianças da profecia, eles adicionaram o dom da compreensão das praticas de Hisadeva, isso inclui a escrita e a fala. – diz Mafalda, ela parece ser bastante seria, a Olivia era mais solta.
– Duendes? Aqueles baixinhos do pote de ouro no final do arco-íris? – falou a July com os olhos brilhando.
– Bem... Sim – diz oliva rindo da cara da July.
– Então existem diversas criaturas em Hisadeva? – o Hatori pergunta, ele estava focado no assunto.
– Sim. – fala Olivia animada. – Tem criaturas de luz e das trevas, mas nem todas são boas ou más. – ela vira para mim. – Existem serias que são boas ou não... Como a vampiros bons ou maus...
– Vampiros?! – diz July sempre atenta a tudo. – Tem lobisomens, zumbis coisas assim?
– Zumbis? – pergunta Mafalda fazendo uma cara feia. – O que é isso?
– Você sabe aqueles que comem cérebros! – a July sorri.
– N-Não. – ela faz uma cara horrorizada. – Tem isso na terra?
– Não! Mais podia! – July faz uma cara triste de mentira.
– Ok! chega! – disse para July e me virei para as Le Fay. – E as outras duas crianças prometidas a da cura e da gravidade já os detectaram? – perguntei.
– Já estão cientes de suas missões e começaram a treinar seus poderes. – responde Olivia. – Não se preocupem com isso agora no momento certo vocês vão se encontrar, só depois que estiverem preparados que vão se unir a eles.
– Qual é a raça delas? — o Hatori pergunta cruzando os braços.
– A da cura é um anjo, da classe celestial de Pegasus. O da gravidade é um fauno do bosque dos círculos gravitacionais. – disse Mafalda.
– Não sabia que anjos eram criaturas magicas! – disse a July.
– Faunos. Que interessante! – falei empolgada.
– Tudo bem, mas como vamos nos preparar? – perguntou o hélio tampando a boa a July para ela parar de fazer perguntas e comentários.
– Acho melhor vocês partirem. – fala Mafalda.
– Vocês não vão me ensinar a usar os poderes? – falo surpresa com a fala da Mafalda.
– Sim, mas só você Lunally, os outros têm que achar as suas raças e aprender com eles. – disse Mafalda enquanto ajeitava os cabelos para trás.
– Vocês querem nos separar? – disse o Hatori, agora ele estava sério.
– É necessário que as crianças que viveram com os impuros treinem durante três meses para aprenderem como dominar a magia que há neles para que possam derrotar Agnor Age e recuperar a pedra aqua-luz e que ela escolha seu próximo rei ou rainha.
– No caso eu! – não era necessário, mas o Helio falou do mesmo jeito.
– Que seja você então, mas até a pedra escolher não tem como saber. – Mafalda pareceu incomodada com o comentário de Helio.
– Temos a localização deles, pois o mapa que trouxeram os levaria as colônias conquistadas. – disse Olivia.
– Não vou me separar da Luna. – Hatori as fuzilava com os olhos.
– Hatori... – tentei o fazer compreender, mas também não queria me separar dele, nem de ninguém por três meses.
– Por favor, se vieram para nos ajudar então vocês tem que seguir as regras e... — a Olivia tentou explicar.
– Se só quem a pedra escolheu pode usar sua magia; porque o Agnor a usa? A pedra o escolheu? – interrompi.
– Não, ele não usa a magia da pedra, ele usa a magia dele e rouba magia de outros seres, causando a morte destes. Os portais foram fechados porque a pedra não achou um rei ou rainha, mas ainda tem magia nesse mundo, porem a cada ano sentimos que ela fica mais fraca, já tem locais de Hisadeva que estão sem magia que os seres que moram lá estão doentes e morrendo. O Agnor Age é forte, ele era um dos cavaleiros mais poderosos do reino de Findaram, era a capital da magia, mas agora está destruída após a batalha a 260 anos atras. Por isso que vocês têm que aprender a usar seus poderes!
– Como o Agnor Age está vivo ate hoje? — pergunta o Hatori
– Nos vivemos muito meu filho, quanto mais magia mais vida temos! — respondeu Mafalda, agora fico imaginando qual seria a idade dela.
– A pedra da imortalidade para quem a use, porem é a mesma coisa que viver normal? — o Hatori continua a perguntar.
– Não é assim, o máximo que alguém viveu sem a pedra foi 200 anos! Porem essa pessoa foi envelhecendo! A pedra lhe da imortalidade e juventude! Quando ele acha outro portador e que era antes volta a envelhecer é como se ele estivesse parado no tempo enquanto é o escolhido da pedra. Entendeu?
– Sim. — respondeu o Hatori. — Então o Agnor viveu mais de 200 anos porque rouba a magia e a vida de outros?
– Exato. Ele usa praticas proibidas! Isso é inaceitável! Vocês devem derrota-ló
– Vocês têm que ir. – digo um pouco triste, mas é verdade se viemos vamos fazer direito, temos que acabar com esse tirano do Agnor!
– Luna... – Hatori me olha confuso. – Eu não vou...
– Vai sim! – falo determinada. – Se viemos aqui para salva-los vamos fazer isso direto! – ele não disse nada. – Alias temos um dever não é? Então você vai até os elfo do fogo dragão, ou seja, aprenda a luta!
– Já sei lutar e muito bem! Você já viu meus troféus. – ele realmente não compreende.
– Mas você não sabe controlar o fogo e combinar os dois.
– A sua raça também usa espadas e arcos para lutar. – diz Mafalda. – são mais abeis na luta.
– Já lutei esgrima e competi em arco e flecha. – ele realmente já fez de tudo.
– Não é o suficiente Hatori! – quase gritei. – Por favor, vou ficar bem eu estou rodeada de fadas Le Fay.
Ele abre a boca parece que iria me retrucar mas desistiu. — Tudo bem. – ele se rende.
– Obrigada. – eu sorrio.
– Você sabe que não vai poder ficar comigo por três meses? – ele fez um cara de provocação.
– Sim, mas como esperei 18 anos, três meses não são nada. – sorri a lhe dei um abraço.
– Parece que não tem jeito! Temos que ir meu amor! — Diz July dando mil beijos no Helio.
– Então vamos arrumar as coisas! – diz Helio.
Partiríamos pela manhã do outro dia. As fadas nos entregaram mapas atualizados e anotações que explicavam a situação de Hisadeva atual, nos quatro ficamos estudando a noite inteira.
Amanhecendo o dia o Hatori, Helio e July já estão prontos! Haviam tomado o café da manhã, pegaram os mapas corretos, cada um vai para um lado da estrada para poder aprender a lutar com suas raças. Eu vou sentir saudades.
– Luna, treine bastante e fique forte porque um dia vamos lutar. – diz July quase chorando e eu também.
– Fadinha! nada de moleza! Vamos ficar fortes e você trate de ficar também. — diz Helio também me abraçando.
– Se cuide Luna... – Hatori me deu um longo beijo, noite passada ele não desgrudou de mim ( nas duas horas que ficamos sozinhos, pois maior parte da noite estávamos estudando sobre Hisadeva) ele dizia que tinha que ficar tempo o suficiente para acabar pelo menos com uma semana de saudades minha. – Eu já estou com saudades.
– Só são três meses, vai passar logo! Você vai ver! – deu um abraço apertado nele.
– Tchau. – ele para e me olha. – Eu amo você.
– Eu também amo você.
A despedida do Helio com a July foi clássica! Eles foram gritando " eu te amo", "saudades", " meu chuchu" Até não se verem mais na estrada.
– Vamos começar seu treinamento Lunally? – diz Mafalda.
– Vamos! Por favor, me chame de Luna!
Fale com o autor