Hisadeva
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Tomei banho, escovei os dentes, vesti uma camisola e coloquei um roupão. Meus pais saíram a mais ou menos uma hora, eu arrumei a casa porque a minha mãe odeia bagunça, e eu também não gosto das coisas desorganizadas. Nem parece que de manhã me reuni com todos para discutir sobre Hisadeva.
Desci as escadas para ver se estava tudo certo no andar de baixo e a companhia tocou, é o Hatori , estou um pouco nervosa , eu abri a porta quase que imediatamente o toque, pois eu estava no rumo da porta quando desci as escadas.
– Boa noite. – ele esta com uma mochila em um dos ombros. – Desculpe-me pela demora eu estava até ficando impaciente de tanto ouvir minha mãe falar.
– Acredite sua mãe não fala mais do que a minha. – dei uma risadinha lembrando-se de minha mãe me contanto toda a historia do império bizantino enquanto arrumava as coisas para ir ao aeroporto para viajar.
– Você está linda! – meus olhos azuis turquesa brilham por causa deste elogio, minha barriga parece que está cheia de borboletas.
– Obrigada. – olho para aqueles lábios desenhados perfeitamente. – Venha vamos subir.
Ele faz o sinal de sim com a cabeça e subimos as escadas para o segundo andar onde se encontravam os quartos da casa. Meu quarto era ajeitado, ele tinha um banheiro com um tamanho considerável para que uma pessoa usasse, uma cama de lado na parede de casal king, uma mesinha de estudos à direita, um teve na frente com uma cômoda em baixo em um tapete fofinho ( sem contar com os quadros que eu pintei e as fotos de meus amigos e família nas paredes) era todo decorado de verde claro e branco.
– Vamos ver um filme pra descontrair? – ele tira os sapatos e a camisa e vem para perto de mim.
– Tudo bem. – me viro para o lado, abro meu guarda-roupa, pego alguns filmes de vários temas para ele ver e ele escolhe justo o de tema terror. – Tinha que ser esse? — fiz uma cara de piedade.
– Claro! Para a gente já ir pra Hisadeva com um gostinho de medo. – ele ri de novo, desde que estamos namorando ele tem dado mais sorrisos.
Rio e tiro o roupão vou para a cama, sento-me do lado dele, ele pousa a cabeça em meu colo e começa a falar:
–Não é pra você fechar os olhos nas partes mais aterrorizantes “Essas são as melhores partes”. – diz ele fazendo sinais indicando as aspas de ironia. O filme começa e ele fica mexendo na borda da minha camisola com os dedos( era uma camisola comportada! Comprida, com alças grossa e sem gola "v") eu me apoio nos travesseiros atrás de mim, o filme teve um começo interessante, era sete adolescentes que descobriram uma mansão "barata" para passarem a noite e curtirem NEW YORK. ( eram ricos se divertindo em uma grande cidade, eu estava até gostando do inicio)
Ele se levanta, me abraça e me puxa com facilidade para sua frente em seu colo, me colocou entre as suas pernas e ficou um tempo abraçado comigo, passou uns 20 minutos e o Hatori fica depositando beijos na minha nuca me provocando até chegar aos cantos de minha boca, depois volta a prestar atenção no filme.
Realmente, agora eu estou com medo o filme, ele é assustador! Estão todos morrendo de formas não muito agradáveis (não que tenha uma forma boa de morrer) Olho para o Hatori ele não parece incomodado com o filme, olho para a televisão, estou com vontade de chorar, pois tive que assistir todas as partes “boas” por que ele não me deixava fechar os olhos.
Depois de mortes, lutas, torturas, coisas que não entendi no filme... Aleluia acabou todos morreram nenhum pra contar historia. Simples assim!
– Está com sono? – ele me olha com aquele olhar de sedução passando a mão no meu cabelos em me abraçando mais forte.
– Não muito. – eu o quero! Me viro para ele com e fico sentada sobre minha coxas entre suas pernas.
– Luna eu... – ele me olha atentamente, acompanhando cada movimento meu – Amo você.
Ele me ama! A mim! E mais ninguém! Como se eu não soubesse! mais adorei escutar isso dos lábios dele. – Eu também te amo muito, muito mesmo. – acaricio seus cabelos e me jogo em seus lábios, o beijando em todo o rosto, cada parte daquele rosto perfeito.
Ele passa os dedos contornando meus lábios, cheio de desejos, os dedos descem ate o pescoço e sobem ao queixo, ele olha meu busto deposita e um beijo nele ( sem vergonha alguma) e olha intensamente para mim.
– Eu quero você. – ele diz, não digo nada só olho para ele.
Ele se aproxima pega minha alça da camisola e a puxa para baixo e deposita beijos no meu ombro lentamente, sinto um arrepio no meu corpo e uma vontade de toca-ló.
– Como você pode ser tão linda? – ele me olha com muito desejo e puxa para perto mais perto de si e me coloca deitada na cama. Ele sobe em cima de mim devagar e me envolve em seus braços e diz. – Não vou fazer nada que você não queira, sou um homem paciente. – eu quero! Não sou paciente como ele.
– Mais eu não. – ele da um sorriso bobo e me beija.
– Como quiser. — ele me enche de beijos e eu passo a mão em seu cabelos.
uma luza forte estava refletindo em meu rosto mas, eu estava com preguiça de levantar, tentei rolar para o lado, mas percebi que o Hatori estava me abraçando na cintura, o Hatori ainda estava dormindo quando me movimentei ele se mexeu e ficou em cima de mim com sua cabeça apoiada em meus seios. Estou feliz quando o vi, pois me recordei da nossa noite e pensei “ a coisa mais prazerosa que já fiz” estou rubra. Ele foi tão carinhoso e sexy ao mesmo tempo ( eu e o Hatori temos físicos exemplares, pois não é só ele que tem troféus de esportes, sou campeã de vólei)
– Bom dia dorminhoco. – ele faz um gemido e se contorce em cima de mim, me apertando mais ainda. – Precisamos acordar à noite vamos viajar para encontrar nossos pais.
– Não me lembre disso. Prefiro ficar aqui com você. – ele me olha e levanta os braços se deitando do meu lado. – Você esta muito dolorida?
– N-não. – que constrangedor até gaguejei.
– Venha! É melhor você tomar um banho. — ele se levanta e me puxa da cama.
– Uh-hum. – um gemido foi o Maximo que consegui fazer.
Ele me seguiu ate o banheiro, eu estou enrolada no lençol e ele esta sem nada, fico rubra outra vez.
– Você é uma graça quando fica vermelha. – ele da um sorriso.
– Você pode me dar licença, eu vou tomar banho.
– Tudo bem! Vou te dar um pouco de privacidade. – ele pisca um dos olhos e diz — Mas não há nada ai que eu não tenha visto — ele aponta para todo o meu corpo, eu olho com raiva para ele e faço um sinal com as mãos o mandando embora.
Entro no banheiro e tranco a porta.
– Ah! – que alivio meu corpo está mesmo dolorido é bom ter está água escorrendo no meu corpo. – Meu deus! – sussurro, pois não quero que ele escute estou presa nas memórias da noite passada, será que ele está assim também?
Saio do banheiro e ele já está com a calça que estava vestindo ontem. – Vou tomar um banho também. – me da um beijo na bochecha e entra no banheiro. — tinha outros banheiros na casa, acho que ele se esqueceu, mas eu não demorei no banho também.
Visto um vestido branco com grandes flores rosas e com o bojo em "v" espaçado que é separado da "saia" por um tipo de cinta fina, penteio meus cabelos louros douradinhos e faço uma trança estilo coroa no topo da cabeça, me olho no espelho, será que algo mudou? Olho para o lado e penso que já não sou mais virgem, perdi com o Hatori...
O Hatori também era virgem, certo? Pelo menos que eu saiba, ele nunca namorou ninguém... E agente sempre conta tudo um para o outro... ou quase tudo, tem algumas coisas que fica só entre ele e o Helio.
Ele saiu do banheiro secando os cabelos, veio ate mim e eu o ajudei a enxugar apropriadamente, ele estava de bermudas claras — cor nude- e uma blusa azul, estava bonito! Ele me deu um beijo longo. – Hatori... – será que pergunto? Ele pode achar ruim.
– Sim? – ele fala calmamente.
– Você era... – paro no meio da frase.
– Virgem? – ele fala naturalmente. Faço que sim com a cabeça. — Luna você foi minha primeira em tudo. – ele abre um largo sorriso, isso me deu certo alivio. – Quer tomar café da manha?
– Sim. – descemos as escadas e me veio um pensamento ruim, se tem alguém que roubou a pedra provavelmente ele quem matou a rainha Lucinda ( supondo que ela esteja morta não por causa natural, mesmo que a morte possa ter sido natural ele a queria morta! Certeza!), e pegou a pedra da magia aqua-luz, que parece que dá imortalidade até achar um novo portador, mas o máximos que ficou com um portador foi trezentos anos, certa noite meu pai havia comentado isso comigo, sobre essa hipótese, então a pessoa que o porta ainda vive ou seu sucessor maligno, e quer matar qualquer um que tente pegar a pedra de volta, será este nosso ultimo café da manha? Será que ele sabe do encanto que fizeram em cima de nos? E a Lucinda está mesmo morta? Estou ficando perturbada com isso.
– Luna, você esta bem? Ainda está dolorida? – ele me abraça e me da um beijo rápido. – Quer se deitar um pouco. – faço que não com a cabeça. – Coma alguma coisa. — Obedeço e começo a comer, o Hatori viu que tinha algo que estava me incomodando.
O telefone tocou o Hatori atendeu, eu estava com a boca cheia portanto, não seria conveniente de eu atender.
A conversa foi assim:
– Alô? – July... – Bem, eu dormi aqui... – Está. – Um momento. – ele me entregou o telefone.
– Não tenho duvidas ela irá me interrogar! – Hatori ri da minha afirmação. – Alô?
– Luna, o que o Hatori está fazendo na sua casa? – não disse! Fiz sinal de "ok" com as mãos para o Hatori.
– Você ligou para isso? – falei mudando de assunto não quero falar sobre isso no telefone em frente ao Hatori.
– Não, eu queria saber se você estava bem e saber se você está pronta pra ir pro reino encantado?
Não pude me conter, comecei a rir. – Reino encantado? July só você mesmo! Astou bem sim, preparada talvez.
– E quanto o Hatori? – ela é persistente.
– O Hatori esta fazendo a mesma coisa que todo namorada faz July! Zelando de sua parceira. E você Esta bem? – bela resposta e mudança de assunto estratégica, o Hatori me olhou surpreso e depois deu mais um belo sorriso.
– Bem, que bom ele esta cuidando de você. – ela ri. – Estou ótima estou determinada vou procurar uma cinderela lá! Talvez ela more lá, quem sabe?!
Ri mais ainda. – Já lhe disse que não vamos para um livro de historinhas nos Vamos salvar uma civilização! – o Hatori estava ainda sem entender nada.
– Prefiro minha versão! Não tem aquele peso todo que colocaram na gente. – ela para de falar e eu fiquei preocupada com esta parada, ela me pareceu triste. – Estou com medo Luna.
– Todos estão. –parei para encontrar a palavra certa. – Foi tudo muito rápido e não deu tempo para amenizar ou armazenar todas estas coisas nas nossas cabeças. Nos vamos para um lugar que há uma semana não sabíamos que existia. – pego um pouco de fôlego. – Nos estamos juntos nessa eu, você, o Hatori e o Helio, nos vamos conseguir!
– Como você pode ter tanta certeza disto? – a July está sempre a interrogar, mesmo quando está com medo.
– Porque eu confio em mim e nos meus amigos. – agora que percebi o Hatori esta me olhando está serio.
– Você sempre sabe o que dizer. – ela respira. – Você sabe que eu te amo, né?!
– Também te amo July. – falamos tchau uma para outra e imediatamente quando desligo o Hatori fala.
– Você está com medo? – ele fala serio, o meu querido amor é meio bipolar, uma hora alegre e outra triste ou serio ou zangado.
– Bem... Um pouco nos não sabemos o que vamos encontrar. – falo sem olhar pra ele então, o Hatori pousa a mão sobre a minha.
– Eu vou te proteger. – ele está com um olhar de determinação. — Ninguém vai te machucar.
– Eu também vou te proteger. – me deu vontade de chorar meus olhos se encheram de água.
– Não preciso de proteção desde que, você não saia de perto de mim. – eu comecei a chorar, não deu pra aguentar. – Não chore Luna, por favor.
Beijei sua mão. – Eu te amo. – chorei mais ainda.
– Eu sei. – ele fala um pouco triste.
– Vamos temos que arrumar as coisas. – eu sorrio e paro de chorar. – Alias vamos para o reino encantado como diz a July.
Levantamos da mesa arrumamos tudo, depois preparamos minhas coisas, arrumei o quarto e fomos para casa do Hatori e arrumamos suas coisas. E fomos encontrar com a July e o Helio.
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