Hisadeva

19 Capítulo 19


Notas iniciais
Leitores, Agradeço a cada um que acompanhou essa historia, a cada comentário (mesmos que tenha lido e não comentado - Obrigada ♥), a cada critica construtiva, a cada conselho, a cada "eu gostei da historia", MUITO OBRIGADA! E que muitos outros leitores venham. Obrigada meus queridos leitores, adorei escrever para vocês, quem sabe eu escreva outras historias (mas agora uma historia minha com 17 anos - apesar que ainda tem mais três historinhas que escrevi antes) Enfim, aproveitem o fecho da historia.

Mesas e cadeiras derretidas foram atiradas na nossa direção, mas Daniel foi rápido e as atirou para baixo com o seu poder de controlar a gravidade. Eu vi uma silhueta na parte escura da sala, na qual uma parte do teto estava inteira, pois o resto foi toda queimada.

– Que surpresa agradável. Seis crianças invadiram minha humilde casa com um dragão para destruir-la e raptaram minha convidada Lucinda. – o homem que estava no escuro faz um som com a boca de reprovação. – Como poderei retribuir a vocês essa bela visita? – sua voz era agradável, mas suas palavras me assustavam.

– Acharemos um jeito de você retribuir, Agnor. – fala Hatori sacando a espada.

– Vocês demoraram 300 anos. – ele riu de uma forma estranha, porém não era assustadora. – Eu aguarda-vá a chegada de vocês ansiosamente. – ele saiu da sombra era um homem alto e bonito, não tinha nada de parecido com um super vilão! Tinha cabelos prateados, olhos cinza, o maxilar definido, apresentava ser forte, tinha uma veste preta com prata, com muito ouro nela (indicava poder — financeiro, politico e magico em Hisadeva) havia uma pedra azul turquesa prendida no seu traje. É a pedra, azul como os meus olhos.

– Agnor... — comecei a dizer — Eu sei que isso é ridículo mas... — algo me incomodava sobre o Agnor — Antes de começarmos a lutar eu quero perguntar... – os prometidos e a antiga rainha olhavam para mim. – Você se rende? Ou continuará com isso... – respirei. – Pois você sabe que vai perder... Isso já é planejado há 300 anos e a pedra não o perdoará, ela não irá te ajudar! Não importa o quanto você tente controla–lá. Então, talvez, se você parar ela ainda possa deixar você com sua magia... Sua vida... Mortal.

O Agnor dá um passo para frente e o Hatori se coloca na minha frente, sinal de que está atento aos movimentos de Agnor. – Um elfo do fogo do dragão. – fala Agnor. – Que ironia não é Lucinda? — a lucinda olhou com raiva para ele, provavelmente ele falava sobre o Rei Josef que também era um elfo do fogo do dragão — E essa fada é a rainha. – ela faz o mesmo som com a boca de antes, de reprovação – Todos sabem o final disso... O elfo morre de depressão e a rainha é presa por mim pela eternidade. – ele sorri.

– Não desta vez! – grita July. – Você me dá nojo! Não sou tão paciente como minha amiga! Então, se você não se render se declare morto! – o Helio puxou a July, pois ficou preocupado com a cara que Agnor fez para ela.

– Então tente matar um imortal, ninfa do jardim de Hespérides. – ele começa a deformar toda a sala e ela parece estar se fechando, o Dragnel ruge lá de cima, ele teve que voar para o alto, ele tentou atirar fogo, mas não adiantava, pois o fogo dele não atravessa a barreira que Agnor fez com a matéria da sala.

– A pedra, peque a pedra! – gritou a mafalda, os lideres foram atacados por guardas do Agnor e foram atirados para fora da sala, tinha fadas Le fays lutando com eles, fadas fortes.

Helio e a July começaram a lançar ataques em conjunto, mas Agnor os bloqueava com a matéria que ele controlava. Daniel tentava abaixar os ataques com gravidade, porém era inútil, o Agnor era rápido demais. Sara estava junto com Lucinda, como sempre Sara zelava de nos e Lucinda estava tentando controlar a matéria contro o Agnor, porém ela não conseguia atingi-lo, pois ele também a controlava.

Eu estava indo em direção a Agnor para pegar a pedra e bloquear a sua magia, o Hatori veio ao meu lado, cortava tudo que nos atrapalhava com sua espada repleta de fogo, não só a espada seu corpo inteiro estava em chamas.

– Hatori. – eu o chamo. – Vou tentar fazer a pedra me obedecer. Distraia Agnor, por favor. – ele confirmou com a cabeça com um pulo se colocou diante de Agnor.

Eu voei, e estava a uns vinte metros de distancia de Agnor que estava lutando com Hatori, o Hatori atirava bolas de fogo e o Agnor jogava tudo que tinha restado na sala, mas não acertou o Hatori, ele também era rápido — Deve ter ficado fraco de tanto esperar, não é Agnor? Não é possível que não derrotaram você, sendo que é tão fraco assim! — disse o Hatori provocando.

– Elfozinho de merda. — o Agnor pareceu brabo e o chão de estourou e um teto se fez em cima de nos e caiu de uma vez, o Hatori soltou uma explosão de fogo com gravidade, combinado junto com o Daniel.

O Agnor correu para atacar July, e a Lucinda e a Sara entraram na frente, Lucinda atirando matéria nele e a Sara curando a July que tinha se machucado.

Outros soldados do Agnor vieram, apesar de termos dominado a cidade, havia mais soldados dentro do castelo do que fora, pelo que parece, isso significa que nossos soldados que estavam dentro do castelo foram derrotados, eles começaram a atacar o Helio, Daniel e o Hatori, o Agnor estava na frente das meninas, então, eu concentrei minha magia, minha vida na pedra. Eu sentia a força da pedra. Eu brilhei.

Asas transparentes com tom azul claro, com traços mesclados de rosa. Um vestido azul curto, mas com uma calda atrás, até os pés o corpete era definido na pedraria azul, pedras bem pequenas. Luvas rosa claras brilhantes de tule e saltos finos azuis. O cabelo estava preso em meio rabo, o cabelo estava trançado nas laterais da cabeça, e solto atrás no rabo, tinha uma tiara modelada no topo da minha testa de outro branco.

Eu me transformei... Como? Eu já estava transformada... Porque está diferente?

Uma luz novamente se acendeu, mas não de mim, era da pedra no pescoço de Agnor, ela saiu do colar que estava prendida e veio ate mim e parou na minha frente. Eu desci ( pois estava voando) e fiquei no chão, todos me olhando surpresos, até a Lucinda e o Agnor.

– Você será julgado! – disse e apontei para Agnor. Não sabia por que fiz isso.

Luzes saíram da pedra, e uma mulher e três homens apareceram. Laila, Ilidiu, Dirhen e Josef, estavam transformados, os três antigos portadores da pedra aqua-luz.

– Magia é vida e vida é magia. – a voz saia da pedra. Era uma voz feminina, forte e bonita.– Seis leis foram postas. Seis prometidos escolhidos. E seis reis a minha disposição. – estávamos chocados. – O sacrifício foi feito. Vidas foram destruídas.

– A magia será libertada? – Perguntei em voz alta e claramente.

– Se esse for seu desejo. – a pedra falou.

– Claro! Eu quero isso. – falei sorrindo. – Eu serei libertada? E os outros reis e rainha também? E seremos mortais?

– Exato. – a pedra brilhou mais ainda. – A magia será devolvida a Hisadeva. Somente a Hisadeva. Os portais nunca deveriam existir, o contato com os humanos nunca deveria ter existido, e a partir de quando a magia for devolvida nunca mais existirá qualquer contato de com os humanos. – a pedra da uma pausa na fala. – Desde que você assuma seu dever como rainha.

– Nos somos da terra! – falei, fazendo referencia ao quatros prometidos da terra – Poderemos voltar, não é? Para nossos pais?

– Os outros três sim. Você não. Você é a ultima rainha, você deve permanecer em Hisadeva. Mas se eles forem, eles não poderão voltar. Hisadeva não terá contato com a terra.

– Eu ficarei! – disse Hatori. – Você deve libertar a magia Luna, se não isso nunca vai acabar! – ele estava certo.

– Mais e nossos pais? – eu estava chorando. – Não os veremos nunca mais. O que eles vão achar? Que perdemos e morremos? Que os abandonamos?

– Luna, mande um recado para eles. – falou a Lucinda que estava abraçada ao Josef. – mande um ultimo sinal de magia a terra para seus pais, para explicar o que aconteceu.

– Luna, eu ficarei também. – disse a July.

– Claro que eu vou ficar, como eu disse antes, um rei tem sempre seus fieis súditos. No seu caso rainha. – falou o Helio.

– E quanto a Agnor? O que vai a acontecer a ele? – perguntei disposta a aceitar a oferta.

Agnor se encontrava imóvel perto de Laila e Ilidiu, que estavam segurando ele.

– Ele não terá mais magia. – falou a pedra.

– Ele irá morrer? – falei assustada, não estava com pena dele, só que algo com o Agnor não encaixava.

– Isso é decisão dele. – a pedra se aproximou de Agnor. – Agnor você se aproveitou de mim por muito tempo, apesar de não totalmente. Isso é motivo para suficiente para lhe matar, mas... – a pedra faz uma pausa dramática. – Eu lhe dou duas opções, de todos os modos você perderá a magia. Primeira opção, você pode permanecer em Hisadeva, onde magia é vida e morrer, ou, segunda opção, pode ir a terra e nunca mais ter contato com magia.

– Mas e se ele quiser fazer algum mal aos nossos pais? – perguntou July desesperada, mas atenta a tudo.

– Seus pais merecem a proteção de Hisadeva, eles ficaram bem. Se Agnor tentar algo ele irá morrer.

– Por que eles não podem vir para cá? – perguntou July.

– Eles não são criaturas mágicas, sem magia eles irão morrer.

– Escolha logo Agnor. – falou Hatori impaciente.

– Você estava errada rainha Luna. – diz Agnor rindo. – Isso não estava sendo planejado há 300 anos, era desde o começo dos tempos. Não irei dizer a frase clássica de “vou me vingar de vocês”, pois isso não será possível. – ele olha bem nos meus olhos, isso me dá calafrios. – Mas irei dizer uma coisa. Vale tanto sofrimento para fazer a vontade de uma pedra? Vão vir outros fanáticos tentando dominar o mundo. – ele se endireita. – Eu escolho a terra.

– Vale, vale sim! – falo olhando para ele. – Depois do sofrimento sempre a felicidade, se vier um vilão, vai vim outros heróis – eu me aproximei dele — Não pense que na terra a vida será fácil, lá a exigência é maior do que aqui, o munda lá não é tão unido e pequeno para que as pessoas se unam em uma única causa. Se essa pedra existisse lá, ela seria um deus! E varias pessoas começariam guerras em posições diferentes por ela, existiram vários "Agnor's" lá. — ele levantei mais minha cabeça — Já existe isso na terra, e acredite, só matando os culpados não vai resolver a situação, não há magia para reparar, não cura para as doenças, a vida é pouca, e as causas são varias e a solução é incerta! — me afasto dele — O que estou tentando dizer é que não importa desafio aqui em Hisadeva, nos vamos conseguir, pois a coisas piores em outros lugares.

Eu terminei de falar e ele sumiu. Senti como se ele soubesse desde o começo que ele iria perder, então, porque ainda continuou com isso?

A pedra brilhou mais forte do que qualquer outra vez, ela começou a rachar e tudo ficou branco, vi o Hatori correndo em minha direção, mas ele sumiu.

– Vocês conseguiram completar a missão meu Reis e Rainhas. – era a voz da pedra.

Todos os reis e rainhas estavam juntos na ordem. Laila, Dirhen, Ilidiu, Josef, Lucinda e Lunally. Estávamos em um espaço branco e aberto que não tinha fim.

– Parabéns! – falou Lucinda. E todos começaram e me dar parabéns e a agradecer.

– Não agradeçam a mim, agradeçam aos meus amigos que me acompanharam até aqui e ajudaram. E a vocês também e a todos de Hisadeva que lutaram e morreram por essa causa.

– Vocês voltaram a Hisadeva. – falou a aqua-luz para nos, eu acho, pois não era mais uma pedra era todos aquele branco que nos envolvia – Lunally qual a mensagem que você quer mandar aos seus pais?

Todos se foram estava só eu e a pedra. Eu contei tudo, como chegamos e que as Le Fays nos acharam. Treinamos por três meses. Salvamos as duas crianças prometidas. Eu me tornei rainha e que eu liberei a magia da pedra junto com meus amigos. Falei quem era Agnor e que ele foi punido indo para a terra. E falei que não poderia voltar e que meus amigos decidiram ficar comigo. E por último disse que eu e meus amigos amávamos a todos, contei que eu iria me casar com o Hatori e que em breve a July também iria se casar com o Helio, eu não tinha duvidas!

– A mensagem será entregue. – disse a aqua-luz.

– Quero te perguntar uma coisa antes de eu ir embora, pois eu sei que nunca mais irei te ver... – a pedra aqua-luz não disse nada então continuei. – Agnor... Ele já sabia que iria perder! Então porque ele continuou com isso?

– A certos sacrifícios que vocês não entenderam. Ele se propôs a começar como você quis começar.

– Então ele nunca quis fazer isso. Ele se sacrificou.

– Agnor nasceu muito ambicioso. Ele nasceu naquela cidade que se encontrava, ele era um servo muito competente de Josef, ele protegia o josef e o reino das más magias que faziam contra eles. Mas ele quis ser mais do que o Josef, ele queria ser mais do que eu, ele queria ser a própria magia, a vida. Eu lhe orientei, disse que ele iria perder, mas ele estava cego. Ele não era mal completamente.

– Ele a torturou pessoas! – eu estava frustrada.

– Ele não! A má magia que o circundava o fez perder a razão Luna, a magia seque seu coração, se o coração tem sentimentos ruins, a magia se torna ruim, o coração guia a vida, se você tem um mal coração você não controla mais suas ações, o objetivo negro que lhe orienta.

– Ele foi uma vitima de si mesmo. – eu não sabia dessa parte da historia -

– É hora de ir seus amigos estão preocupados.

– Você vai sempre existir não é? Você é a magia, você é a vida, você é um Deus! Mesmo não sendo uma pedra, você estará sempre presente em Hisadeva!

Outra luz.

Eu estava na sala que lutamos.

– Luna! – era o Hatori que veio até mim e me abraçou. Atrás dele July, Helio, Sara, Daniel, os reis, e os lideres das tribos que nos ajudaram. – Eu te amo! Muito. Nunca vamos nos separar certo?!

– Claro que não. Eu também te amo. — abracei a todos estava feliz por nos – Acabou! Sintam! – gritei. – Sintam a magia! Ela é nossa!

Os soldados que estavam lutando contra nos se renderam automaticamente, apos virem o poder da pedra se espalhar.

– Ainda tem mais alguma coisa. — falou Josef, todos fecharam o sorriso na hora. – Calma! – ele falou vendo nossas expressões.

– O que é? – disse Hatori serio.

– Vocês ainda não viram a terceira sala.

Saímos correndo até a terceira sala, todos transformados a magia era nossa. Chegamos à porta o Hatori acendeu uma chama.

– Uma biblioteca? — falei um pouco decepcionada.

Pegamos alguns livros e folheamos, era sobre Hisadeva, sobres os deuses, sobre a Pedra aqua-luz.

– Não é qualquer biblioteca, é a verdade sobre o nosso mundo. — disse a primeira Rainha Laila.

– Como o Agnor tinha isso? — a Sara perguntou.

– Ele invadiu metade do mundo, deve ter recolhido tudo, alias existe seitas que escondem registros de Hisadeva, ele deve ter invadidos elas. — falou o líder dos elfos.

Assim acabou a guerra e começou a era do conhecimento, gosto de denominar como "renascimento de Hisadeva"

Notas finais
Não é o final (kkkkk) tem mais coisa!