Hisadeva

15 Capítulo 15


Notas iniciais
Lucinda e Josef

Eu acordei, eu estava em um quarto, eu reconheci o quarto! Era um dos quartos da vila das Le Fay's, pois senti a magia dela em volta de mim. Era um hospital.

Levantei-me da cama e vi que o Hatori estava na cama do meu lado, verifiquei se ele estava respirando só para garantir. Desci as escadas, tinha uma recepção, mas não falei com ninguém e sai da casa...

Nossa! Tinha muitas criaturas lá... Elfos, magos, ninfa, sereias, duendes, faunos, Anjos, vampiros e Lobisomens também! E claro, tinha Fadas também! Tinha alguns animais místicos também e raças que eu não conhecia.

– Luna! – Gritou a July, eu fui correndo abraçar ela, ambas estamos chorando. – Você esta bem? melhorou? Serio eu achei que...

– Shhh! – fiz pra ela esse som com o dedo na boca para simbolizar silencio. – Não diga isso! – eu ainda estava chorando. – O que aconteceu? Porque todas essas criaturas estão aqui? Quando eu chequei aqui e como? Onde está o Skot? E quanto tempo eu estou dormindo?

– Vou te responder, mas antes venha comigo. – ela me puxou entre os “seres mágicos” e chegamos à casa de Mafalda, mas Olivia não estava lá tinha um elfo, uma fada a seu lado, um mago, uma ninfa bem mais velha, o skot e os outros prometidos também, tirando o Hatori.

– Lunally deixe- me apresentar a você os responsáveis pelas outras raças que iram nos ajudar na guerra contra Agnor. — disse Mafalda. — Este é Elizeu e sua esposa Eliza eles vem da tribo do elfos do fogo do Dragão, Eliza é uma fada climex das estações mais se casou e foi morar com Elizeu. – os cumprimentei e a Mafalda me levou até a senhora que suponho que seja uma ninfa. – Essa é a chanser das ninfas. – a cumprimentei também.

– Qual o seu nome? – perguntei, pois a mafalda não disse nada, ela me olhou como se eu tivesse feito um insulto.

– Uma chanser nunca revela seu nome, minha fada Le Fay. – disse a chanser, parece que são escolhidas assim que nascem e só revelam o nome para os pais, marido e filhos e para mais ninguém!

– Ah! Me desculpe. – eu disse para ele e a Mafalda me levou até um mago.

– Esse é o Zoroastro, um mago da raça Zoroastro. – eu apertei a mão dele.

– Por que seu nome é... – pensei melhor antes de perguntar, a chanser já me reprimiu, então nem vou perguntar. – Nada! Prazer em conhecê-lo.

– Já que os conheceu vamos ao nosso interesse. – ela falou para os chefes e me levou até a July. – Cuide dela e mais tarde eu chamo vocês.

Saímos da casa da Mafalda e os prometidos saíram comigo, fomos para a minha casa ou a casa que eu sempre ficava hospedada. – Então vocês podem me responder umas coisas? – falei aos quatro prometidos a minha frente.

– Vocês chegaram hoje de madrugada com o Skot e 30 soldados. — disse a July — Agnor cercou as suas cidade, mas até agora não mandou ninguém nos atacar aqui, pois dá para sentir a grande magia aqui na vila, Está reunido mais de 180 mil seres mágicos aqui.

– Eu estou sentido, tem muita força aqui dentro.

– As suas perguntas! — ela continua o que dizia. — Os seres mágicos estão aqui pra ajudar na guerra porque o A.A. tem um exercito grande e como vimos que skot teve dificuldade para enfrentar os soldados, mesmo ele estando em desvantagem, isso não pode acontecer! Então estamos fazendo um exercito maior do que o dele!

– Quantos soldados ele tem? — perguntei angustiada

– Mais ou menos 230 mil.

– E nos temos apenas 180 mil?

– Calma. – disse Daniel. — Já estamos todos preparados para a guerra. – ele chegou à frente. – Temos também criaturas magicas e pessoas lendárias do nosso lado! Agora é só esperar o Hatori acordar.

– Hatori! Vou ver como ele está.

– Qualquer coisa é só chamar. — falou Helio.

– Obrigada a todos! – sai correndo da casa e fui onde eu estava antes, era um mini hospital na verdade, abri aporta, fui para a sala de recepção e encontrei o Hatori sentado no sofá. – Hatori?

– Luna! – ele pulou do sofá e me Abraçou – Onde você estava?

– Conversando com os nossos amigos e com o lideres que vão nos ajudar na guerra. – dei um beijo nele. – Porque você não saiu e foi lá?

– A Olivia veio aqui e pediu para que eu te esperasse, só assim iriam me dar alta do hospital, ela me explicou o que aconteceu. – ele me encarou. — Achei que iria morrer... Eu estava sem magia...

– Eu tinha o suficiente para nos dois. – dei um sorriso fraco. – E sempre vou ter.

– Desculpe. — Ele falou.

– Não tem nada pra se desculpar.

– Eu disse que iria te proteger, mas não fui capaz. – ele me beijou.

– Claro que foi. – o abracei mais forte. — Se não fosse você estaríamos todos presos ou mortos pelo Agnor Age.

Ele consentiu, mas dava para ver que ele estava incomodado com tudo isso. – Luna... – ele ficou me olhando.

– Sim? – retribui o olhar.

– Vamos sair dessa. – ele me abraçou. – E quando sairmos de tudo isso... – ele me olhou me deu um beijo longo e apaixonado e disse. – Vamos casar.

Dei um largo sorriso. – Está me pedindo em casamento Sr. Onedara? – ele sorriu.

– Você quer casar comigo?

– É claro! – Eu sorri — ACEITO! — gritei para o hospital inteiro ouvir.

– Vamos sair daqui! — ele falou e me puxou. Fiz um sinal para a secretaria da recepção que eu estava saindo com ele.

Fomos até a casa que servia como a minha casa na vila, não tinha ninguém lá os outros prometidos que estavam aqui foram embora, assim que entrei subi em cima dele e o enchi de beijos.

– Que saudades de ficar sozinha com você Sra. Onedara. — ele disse sorrindo.

– Também estava com saudades... Muitas saudades. — falei e o abracei com força

– Acho que posso dar um jeito nisso. – ele disse e começou a me beijar.

– Hatori, não é melhor ir lá primeiro? Dar noticia para o povo? – falei sabendo que não daria em nada dizer isso.

– Eles podem esperar. — ele sorriu. — A Olivia disse para eu descansar assim que saísse do Hospital, então temos muito tempo.

Eu e o Hatori ficamos olhando um paro o outro por um tempão, estávamos deitados para descansar de tudo o que fizemos. Foi um longo dia, estava de tarde mais ou menos 17 hrs, apesar de ter varias raças na vila o ambiente estava calmo.

– Hatori? — Falei

– O que? Quer um segundo round? — ele riu

Eu ri e disse:

– Eu adoraria, mas quero perguntar uma coisa antes. — ele me olhou esperando pelo perguntar, então me elevei em cima dela para ele me ver direito — O que aconteceu na luta depois que eu fugi?

– Que eu mandei você fugir! Bem, eu mandei a July e o Daniel para a vila, me separei do Helio para encontrar vocês, porem encontrei com muitos soldados do Agnor, ele tem Le Fay's do lado dele, elas sugaram a minha magia, eu tentei lutar e durei mais uns 40 minutos por sorte o skot chegou, ele tinha sido atacado pelo soldados também. Depois eu desmaiei e não me lembro muito bem.

– Você me chamou?

– Não, eu estava fraco para conversar, porque?

– Alguém me disse onde... — pensei melhor antes de contar sobre a voz, eu iria preocupa-lo mais ainda. — Alguém disse que chamamos por quem amamos quando estamos morrendo.

– Quem te disse isso? — ele me olhou com uma cara cômica.

– uns doidos de Hisadeva! — me levantei — Agora chega! Vamos sair!

– E o segundo round? — ele diz sorrindo.

– Levanta Hatori! — falo rindo.

Depois eu e Hatori saímos e eu o levei até os lideres dos povos que iriam nos ajudar, ele os cumprimentou, o Elizeu começou a conversar com ele, nem notei que Eliza estava me olhando quando ela veio até mim.

– Lunally? A fada prometida Le Fay? – ela era linda e seu marido também era muito bonito.

– Sim, sou eu! – falei toda radiante em sua presença.

– Admiro muito fadas como você! – ela pega minha mão. — Espero que o amor que você e o elfo Hatori têm continue sempre. Que juntos possam ser felizes e que se tornem a razão de viver um do outro, assim como eu e Elizeu.

– Obrigada. Espero que possamos ser um lindo casal como vocês!

– Posso te contar uma história? – ela e diz e me leva até duas poltronas na sala.

– Claro, eu adoraria escutar. – fiz que sim com a cabeça me sentando.

– Há muito tempo a uns 300 anos atrás na era em que a magia era reinada por aqui, e o mundos os impuros já não tinha mais magia e a pedra Aqua-luz era livre com o seu rei escolhido o Josef. Aconteceu uma historia muito comovente, Josef era um elfo do fogo. Com passar de seus anos de reinado ele se sentiu solitário e queria passar a pedra adiante para poder ter uma vida mortal para viver com alguém e constituir uma família. Ele partiu em tão em busca de um novo rei ou uma nova rainha pra a pedra Aqua-luz. Ele se acomodará em uma cidade de magos e foi muito bem recebido, principalmente por uma Maga que ele simpatizou muito. Ela lhe leva-vá café da manha todos os dias, sempre perguntava o que ele queria comer no almoço e no jantar. Eles se conheceram e ele viu que moça linda e agradável ela era. E você sabe o que aconteceu?

– Eles se apaixonaram. – respondi. – Ele achou um novo rei ou uma nova rainha?

– Paciência garotinha. — fiquei um pouco envergonhada e fiz um gesto para que ela prosseguisse com a história. — Você sabia que mesmo a pedra ainda tendo um portador, se ela descobre outro, o antigo portador é obrigado a lhe entregar ao outro se não ele perdera toda a magia? E magia é vida – não falei nada esperando para que ela prosseguisse. – Então a pedra achou seu novo portador. Você sabe qual era o nome da garota que ele amava? – fiz que não com a cabeça. – Ela se chamava Lucinda e virou a nova rainha de Hisadeva.

– Mas... – ela pegou minha mão.

– Eles se amavam muito, mas não poderiam viver juntos, a pedra não acharia um portador novo tão rapidamente, eles decidiram que teriam que se separar. A Lucinda falou a Josef que ele deveria seguir seu caminho e encontrar uma família com outra mulher. — ela parou e apertou minha mão. –Nem sempre desistir é a ultima opção.

Fiquei calada, então a rainha Lucinda sofreu tanto assim? Ela não pode ficar com quem amava porque se tornou rainha? Porque Eliza me contou essa Historia?

– Espero que isso lhe passe uma grande lição de vida. – ela se levantou. — Amanha será um grande dia. Vamos jantar? – fiz que sim com a cabeça eu estava incomodada com a triste vida que Lucinda e Josef tiveram, pois eu já tinha pensando na vida solitária que era de um Rei de Hisadeva.

– Antes do jantar eu gostaria de falar com o Skot. — falei para Eliza — Depois eu vou até a sala de jantar. — ele se despediu de mim e eu sai do local.

Vi o skot sentado do lado de fora da casa de mafalda. — Skot? Podemos conversar?

– Claro! — ele respondeu — Sente-se aqui.

– Você está bravo? Eu te desobedeci e curei o Hatori de imediato.

– Graças aos deuses que você me desobedeceu! — ele me olha — Aquele garoto é mais forte que eu pensei.

– Como assim?

– Quando eu cheguei lá ele estava todo ensaguentado, sem magia e continuava lutando. — ele ajeitou as pernas e voltou a falar — Tinha uns 100 soldados experientes lutando com ele e umas 10 Le Fay's tirando sua magia. Eu teria morrido. — ele parou um instante — Quando ele me viu parece que sentiu alivio, depois desmaiou.

– Graças aos deuses que você chegou. — falei sorrindo para o skot

– Tem seres de todas as especies do lado de Agnor, mas usar Le Fay's para sugar magia? Esse cara é louco? — ele disse perplexo

– Não tem como Le fay's manipularem a magia da pedra, não é? — falei pensando na conversa que tive com o Hatori na pousada de Jindtin.

– Isso é impossível, só o Rei ou Rainha escolhida pode controlar a pedra, sem exceção. — ele me olhou — Se fosse assim vocês, as Le Fay's, teriam dominado Hisadeva há muito tempo, vocês eram bem difíceis de lidar antigamente, mas faz uns 1000 anos, desde a época que vocês eram comandantes desse lugar, pois eram a raça que dominava antes da pedra escolher o primeiro rei.

– Tem muita coisa que não sei ainda, principalmente antes da pedra.

– Não se preocupe! Depois que ganharmos eu ensino você — diz ele sorrindo.

– Você tem família Skot?

– Tinha. — ele fechou os olhos — Morreram na guerra.

– Meus pêsames. — eu disse triste por escutar aquilo.

– Eu casei com uma ninfa! — ele fala feliz — Ela era linda! Tive dois filhos, uma menina ninfa e um menino elfo. Não tinha como ser o contrario, pois você deve saber que não tem junção de raças, não nasce um ninfo-elfo homem. — ele riu — É pura a formação das raças.

– Seus filhos deveriam ser muitos engraçados como você.

– Minha filha não morreu. — ele disse serio — Ela decidiu servir Agnor por ouro.

Fiquei perplexa com o que ele falou não disse nada.

– Minha mulher e meu filho morreram tentando trazer ele de volta. — ele continua a dizer — Eu quero matar ela Luna.

– Talvez, ela ficou perdida através de tantos conflitos, ficou com medo. — eu respirei fundo — É sua filha de todo jeito.

– É melhor irmos jantar. — ele se levanta — Depois tenho que planejar uma guerra! — fiz que sim com a cabeça e o segui.

Jantamos em uma grande casa, somente os prometidos e os lideres das raças ficaram em uma grande mesa no centro. A comida estava divina como sempre, os seres mágicos conversavam o tempo todo, rindo muito, principalmente falando mal o Agnor Age.

– Você está bem? – o Hatori pergunta colocando o braço sobre meus ombros. – Você comeu muito pouco e quase não fala nada.

– Só estou cansada. – menti.

– Vamos para casa? – ele me olha preocupado.

– Antes eu quero passar a biblioteca.

Descobri que tinha uma grande biblioteca na vila no segundo mês de treino, foi lá que li sobre a mitologia de Hisadeva.

– Eu também quero passar lá! Vou planejar as estratégias com o Elizeu e com o skot, quero pesquisar algo e parece que tem internet aqui, quer dizer, rede de dados de magia, vai ajudar mais ainda. O que você vai fazer lá?

– Vou ver algumas coisas sobre Le Fay's, eu tenho poderes de ataques que posso fazer, mas não os usei na luta. Desculpe-me esqueci...

– Tudo bem! Vamos? – ele me contou para evitar desculpas, nos levantamos, falamos tchau para todos e fomos rumo à biblioteca.

Na biblioteca procurei por dados dos reis de Hisadeva na verdade, não queria saber sobre meus poderes, queria saber sobre a historia que Eliza me contou. Eu achei uma foto dela, da Rainha Lucinda e de Josef, ela tinha cabelos ruivos, olhos verdes, era de tamanho mediana, muito bonita, era cheia de sardinhas e ele era alto, tinha cabelos pretos, olhos pretos ou castanhos muito escuros a foto era antiga não dava para ver direito, era também muito bonito, na verdade não vi gente feia em Hisadeva ainda.

O Hatori estava sentado em uma mesinha lendo uns livros relacionados à magia de matéria, a magia do Agnor e da Lucinda. Procurei sobre Josef e estava escrito: “Josef Macfall, o quarto rei de Hisadeva, viveu durante um século e meio morrendo, por doença, após dois ciclos da lua depois que a Lucinda Jessy tomou a posse da pedra aqua-luz e se tornou a rainha de Hisadeva.”

Então ele morreu logo após ela ter se tornado rainha há mais ou menos 300 anos, ele não buscou outra família, ele não deixou de ama-lá, ele morreu, pois não teria mais sentido ele viver se...

– Eu não estivesse com ele — A voz.

Eu a ouvi de novo olhei para o Hatori, mas ele estava concentrado de mais e então pensei. Quem é você? Nada. Repeti a pergunta mentalmente mais ninguém falou nada será que a voz era da... Lucinda... Impossível ela morreu.

– Vamos embora? – falei meio eufórica.

– Claro. Eu só vou levar umas coisas comigo. – ele pegou os livros e fomos para casa.

A bilbioteca era bem perto de onde estávamos hospedados

– Você parece meio nervosa, você está bem?

– Estou! Só quero dormir um pouco. — menti de novo

Assim que chegamos em casa e fui direto para o quarto, eu estava muito atordoada com tudo.

– Venha se deitar – ele me abraça e me puxa pra cama, fiz que sim com a cabeça. — Luna, você pode me contar qualquer coisa. – ele me abraçou e desligou a luz. – Quando estiver pronta me fale, espero que eu não tenha te pressionado. – droga ele acha que é por causa do casamento, eu pensei.

– Não fique achando que é algo relacionado com o casamento eu só estou nervosa pela luta que nos espera, então fique tranqüilo. – o beijei.

– Então tem algo te incomodando?

– Você sabia sobre a família do Skot?

– Sabia. Quem te contou?

– Ele!

– É uma historia chocante, entendo o porque você está angustiada. Vai ficar tudo bem, o skot é forte e na hora do confronto com a filha dele, só ele saberá o que é certo para ele fazer.

– É verdade.

Acabamos por dormir, estávamos muito cansados e cada uma tinha mil coisas para pensar, coisas que ocupavam as nossas mentes e nos deixava mais aflitos.

No dia seguinte.

– O plano é o seguinte. – o Hatori começou a explicar para os lideres que prestavam atenção e Eliza impressionada pela capacidade incrível daquele elfo de arquitetar estratégias.

Fui até Mafalda para tirar algumas duvidas. – Mafalda?

– Sim, o que foi minha querida? – falou Mafalda parando de fazer o que estava fazendo.

– Você não é líder das Le Fay? Não deveria estar participando.

– Sim, eu sou mais estou organizando algumas coisas antes para antecipar. – a Mafalda pegou uma bolsa pequena e tirou um papel. – Tome minha querida.

– O que isso? – o papel estava em branco.

– Só uma fada Le Fay pode ler pondo magia no papel. – ele pegou minha mão. — Você esqueceu-se de usar seus poderes dos ataques de magia! – ela me olhou desapontada. – Isso não pode acontecer. Jamais!

– Sinto muito eu...

– Você se concentrou em proteger seus amigos aos invés de derrotar o inimigo. – ela se sentou e fez um gesto para eu sentar também. – Luna, a certos sacrifícios em missões e está envolve toda Hisadeva. Você terá que criar um foco nesta missão que é derrotar o Agnor Age.

– Você está falando para eu deixar meus amigos de lado? Assim? Morram todos? – falei brava, pois eu não acredito neste sacrifício — Eu os abandonei! Lá em Jindtin eu fugi! Eu fugi e deixei eles para morrerem! Nunca mais eu vou deixa-los.

– Foi para achar os soldados o skot me contou e...

– É a mesma coisa fugir ou sair par ancontrar reforço, Eu nem achei o reforço. — disse perplexa com minha inutilidade.

– Você é uma Le Fay! — mafalda disse com um tom serio — Se você morrer eles não vão ter uma ligação de magia! Eles vão perder muito! Você sabe porque escolheram a raça Le Fay como uma das raças dos protegidos? — ela nem esperou eu responder e disse:

– Em um momento de crise magica, no qual todos se vendem para ter magia! Vida! As Le fay's ficam em vantagem, pois elas para se "recarregarem" não precisam da pedra! Elas fazem isso sozinhas. A pedra é a fonte de magia, porem ainda tem magia no mundo, nos podemos pegar a magia que está dissipada pelo mundo, nos seres com vida! A pedra só serve como fonte para nos! Podemos usar e abusar da magia sem ter um rei ou rainha para isso. A pedra está morrendo, enquanto ela morre outras raças morrem também, mas nos sobreviveremos até o ultimo momento, pois nos somos as controladoras da magia. — ela me olha — O Agnor suga magia dos outros seres através das Le Fay's que o serve, infelizmente tem Le Fay's que servem ele, então cabe a nos as que restaram do lado oposto, viver! Controlar a magia a nosso favor!

– E proteger os outros seres, os nossos amigos. — eu complementei.

– As vezes não da para salvar a todos que amamos.

Eu sai do local fui embora, eu não queria escutar mais nada sobre Agnor, luta, Sacrifícios e sobre todo o resto.

Nunca! Jamais vou deixar de me preocupar com meus amigos!

– E não deve. — Ah? A voz de novo.

– Quem é você? – falei baixinho,porque eu estava na rua e tinha muitos Hisedaveanos em volta.

– A pedra já escolheu.

– A pedra? Escolheu o que? – falei alto e alguém atrás de mim perguntou.

– Você esta bem? – eu me virei era o Heitor, o elfo que ajudou a July no treinamento.

– Não. Quer dizer sim. Bem, não da pra ficar totalmente feliz em uma guerra, não é?

– Está certa. – ele se virou para trás e se voltou a mim. – Não era para você estar na reunião?

– Sim, eu estava, mas sai. Algum problema? – estava nervosa, poxa! eu estava falando sozinha e pior a voz sumiu.

– Não nenhum. Você tem certeza que esta bem? – ele estava preocupado comigo.

– Na verdade não quero ir pra casa.

Então eu fui até a linda casinha de madeira em que eu estava hospedada, eu nem falei tchau para o Heitor sai andando. Só tinha um problema, eu queria ir pra casa. Minha casa! Na terra, com meus pais sendo adotivos ou não com meus amigos terráqueos e com gente que não tinha poderes mágicos com uma pedra controlando e um vilão querendo me matar.

– Luna! Você viu o esquema que o Hatori e o Elizeu montaram? É totalmente anti-falha. – disse a sara assim que cheguei na casa onde estava reunido os prometidos e os lideres.

– Não vi quando eu estava lá eles estavam montando ele ainda.

– Você esta bem? – ela perguntou gentilmente, agora todos acham que eu estou passando mal?

– Estou eu só... – o que? Cansada, com medo, querendo ir embora?

– Só? – ela me olhou de um jeito que me fez lembrar a July.

– Vim ajudar vocês – menti.

– Acho que eles não vão precisar mais, já fizeram o plano. – Falou july vindo conversar comigo e com a sara – Vamos ver como ficou o plano? – dei um sorriso forçado fomos para a mesa na sala de reuniões e coloquei o papel que a Mafalda me deu no bolso do casaco.

– Hatori, mostra para Luna o plano? – perguntou Sara para o Hatori que se encontrava sozinho revendo umas coisas.

– Mas é claro. – ele sorriu. – Venha ver.

– Parece que você fez um plano perfeito? – levantei a sobrancelha para ele.

– Não fui só eu, o Elizeu e o skot ajudaram bastante. – ele abriu um portal no "computador" gigante e pegou uma planilha nos dados mágicos do computador – Aqui é a parte que tem mais segurança de todo o território subterrâneo do castelo. Conseguimos isso com o construtor de lá que é um mago de materialização como o Agnor Age, cujo o qual traiu ele vindo para o nosso lado. – ele passou a mão por cima do holograma que formou em frente a tela do "computador" e um ponto brilhou. – Esta deve ser a sala onde ele guarda a pedra Aqua-luz. – ele foi para a parte de trás da construção. – Há um tempo tentaram cavar um túnel para chegar até esta sala. – ele apontou para a ultima sala do mapa era pequena mais dava acesso aos corredores. – Tem ainda boa parte dele cavado até a metade para ser preciso, mas o Agnor sabe disso e reforçou a segurança.

– Porque ele não cobriu o túnel? – indaguei curiosa.

– Porque traria problemas para sua construção e seria difícil reconstruir toda a parte do dano, esta vendo aqui? — ele apontou para toda extensão na frente do túnel. – Isso tudo desabaria e ele ficaria vulnerável.

– Mas tem muitos seguranças é perigoso ir por lá!

– Errado! – ele sorriu um sorriso que nem de um garoto de acabou de ganhar em uma partida de futebol – Temos muitos guerreiros bons, se só dois de nos conseguiu derrotar 100 soldados imagina um exercito!

– Venceríamos sem problemas! – falei — E as Le Fay's inimigas?

– As Le Fay's da vila vão lutar contra elas. — ele continua olhando para o mapa. — Olhe aqui, ele mandaria mais soldados para lá e a parte da frente iria se enfraquecer, então nos o atacaríamos na frente, assim que os de trás derem o comando. Nos seis vamos estar na frente. – ele abre a estrutura no mapa 3D que tinha um corredor. – Tem essa passagem para nos. Lógico tem inimigos e temos que levar em conta isso, a sala da pedra é logo aqui. – ele abriu a estrutura para sala. — E vamos pega-la e depois vamos dar o fora com ela, soldados vão com a gente é claro e...

– E o Agnor? – o interrompi.

– calma, eu vou explicar. – ele voltou à sala da pedra. – Depois que sairmos nos vamos entregar a pedra para a chanser e ela junto com o Zoroastro e mais guerreiros para protegê-los vão embora com a pedra e nos voltamos para matar Agnor. Entendeu? – fiz que sim com a cabeça. – Então a pedra não vai estar mais lá para lhe fornecer a magia e ele terá que contar com a própria magia dele e o derrotamos!

– A pedra não está na sala — A voz é a voz!

– E se a pedra não estiver na sala? O que você vai fazer? — falei um pouco desesperada.

– Provavelmente vai estar, se não estiver os elfos nos darão cobertura para procurarmos ela, há mais a três salas de segurança máxima lá a mais protegida é esta, então deve estar lá. – ele fechou o mapa.

– Mas não está lá! – falei irritada.

– Como você sabe? – ele me olhou preocupado. – Você está bem? – ótimo, ele também acha que eu estou ficando louca. – O que foi Luna? Alguém te falou que não é lá?

– Hatori, antes de tudo não sou louca.

– Claro que não. – ele riu. – O que está acontecendo?

– Eu preciso falar com todos. – olhei para ele eu iria falar para ela, mas eu precisava ter certeza do que era isso. Vai que era coisa de Le Fay?

– Tudo bem.

Estavam todos lá, os seis prometidos e os lideres. – Bem... — eu comecei a falar, como eu iria falar isso para eles? – Sabe é que eu sei que a pedra não se encontra nesta sala.

– E como você sabe disso? – perguntou o Zoroastro era um homem de dar medo, alto muito alto, cabelos pretos grandes mais raspados do lado ficava só um ramo de cabelo para trás e o seu centro era uma lua e um sol parecia com um símbolo budista com vestes azuis parecendo de um padre.

– Olha! Eu estou falando serio! Espero que acreditem! – o Hatori estava me olhando confuso não só ele, mas a July, o Helio, o Daniel, a Sara e os lideres também. – É que eu... Escuto, sabe?

– Escuta? – pergunta Helio desorientado.

– É. A primeira vez foi quando o Hatori estava desmaiado e a voz me disse onde ele tava! E ele tava lá mesmo.

– Que voz é essa Luna? – pergunta a July.

– A pedra já escolheu. – falei olhando para Eliza.

– Escolheu o que? – falou Hatori também sem entender nada.

– Não é o que... É quem! – eu respirei fundo. – Ela escolheu o seu portador.

– Como você sabe disso Luna? – perguntou a Mafalda.

– Ela me disse! – falei angustiada.

– Quem te disse? – insistiu Mafalda.

– A Lucinda! — Todos ficaram me olhando assustados.

– A rainha esta morta. – falou o Zoroastro.

– Não! A pedra a protegeu! E a pedra achou outro portador para ela, então ela só esta esperando ser libertada, Hatori talvez é por isso que o Agnor usa tanta magia, porque a pedra não está sem seu portador, só está presa, A Lucinda está viva!

– Você escuta a voz da rainha Lucinda? – o Hatori ficou serio e confuso.

– É. – não falei mais nada, não tinha como explicar.

– O que ela te falou a não ser isso? – disse o Hatori, será que ele acreditou?

– Bem, Eliza. – apontei para ela. – A Historia que você me contou! Lembra? – ela fez que sim com a cabeça. – Eu fui pesquisar o Josef morreu... E ela falou para mim disso! Que não tinha motivo para ele viver se não fosse com ela.

– Impossível! – ela falou. – Você se comunica com a quinta rainha?

– Bem, eu acho que sim. – estava assustada.

– Venha aqui. – o Hatori tinha se levantado e me abraçou. – Porque você não me contou antes?

– Porque? Sinceramente eu achava que eu estava ficando louca. – falei para ele.

– Luna, você sabe quem é o próximo portador da pedra? — Perguntou Elizeu.

– Não, ainda não. – abracei o Hatori mais forte, pois poderia ser eu, a sexta rainha, eu não queria ser.

– Você não pode perguntar para ela? – perguntou a Sara até tinha me esquecido dela, pois ela não havia falado nada e nem o Daniel que estava ao seu lado.

– Eu não sei! Ela não fala comigo quando eu quero. – eu parei pra pensar. – Eu preciso estar sozinha.

– Ela te falou que a pedra não estava na sala, então o que está lá então? – falou o Hatori preocupado.

– Sou eu que estou na sala, ajude-me minha Rai... — A voz!

Fiquei em choque "Ajude-me minha Rai..." Como assim? O que ela quis dizer? Não é rainha, por favor.

– É ela. – falei em choque.

– A rainha está lá? – falou a chanser, levei um susto, pois ela estava do meu lado e eu nem tinha visto. Fiz que sim com a cabeça.

– Então vamos acelerar as coisas, vamos planejar tudo direito agora! – falou Elizeu.

– Vou buscar água pra você amiga. – falou a July.

O Hatori estava me olhando de um jeito preocupado. Eu coloquei a mão em seu queixo e lhe dei um beijo carinhoso. – Está tudo bem. — eu falei quase chorando.

– Luna, você sabe quem é a próxima rainha. – ele afirmou.

– N-Não, ela não me falou. – eu estava chorando e os olhos dele estavam cheios de água.

– Aqui esta a água... — a July me entregou o copo. — Luna não chora, isso é bom! Você ajudou a gente, agora sabemos disso tudo e vamos vencer e voltar para casa. – falou a July alegre.

O Hatori se levantou e saiu da sala.

Eu era a Nova rainha.

Notas finais
Momentos muito tristes pessoal T-T